Este relato é, antes de mais nada, para trazer a reflexão um tipo de situação complicada que várias pessoas diagnosticadas com doença mental passam.
Eu já tinha relatado aqui sobre um irmão meu que anos atrás tinha sido preso por estupro. Esse mesmo irmão cometeu outro crime contra uma mulher há poucos dias: Esse meu irmão invadiu a casa da mulher e roubou R$1500.
Ele era casado com a mulher e se separou há cerca de dois ou três anos e veio morar na casa da mãe. Há poucos dias, essa mulher veio procurar por minha mãe, mas como minha mãe não estava, ela falou comigo, queixando-se que meu irmão tinha invadido a casa dela e que ela estava ligando para a polícia. Ela não me disse diretamente o que ele tinha feito, mas quando ela se afastou um pouco para falar com a polícia, eu pude ouvi-la falando com a polícia que ele tinha roubado R$1500. Depois de esperar pela chegada de minha mãe, ela foi embora, e por coincidência, logo em seguida minha mãe chegava pelo lado oposto. Fui correndo atrás da mulher e consegui alcança-la para avisar que minha mãe tinha chegado.
Não ouvi a conversa entre minha mãe e ela, mas parece que minha mãe decidiu pagar pelo dinheiro que meu irmão roubou para evitar que ele seja preso.
Eu estou relatando aqui, pois vou buscar justiça, pois senão, esse meu irmão passará o resto da vida cometendo crimes contra mulheres, com a certeza da impunidade. Infelizmente, esse meu irmão costuma fazer chantagem emocional, dizendo que estou com raiva dele. Eu apenas não aceito os crimes, pois sempre trabalhei a minha vida toda honestamente.
Infelizmente, dinheiro na nossa sociedade obstrui a justiça. Provavelmente a menina que meu irmão estuprou também retirou a queixa por dinheiro, e provavelmente por alguma chantagem também. Creio que a Lei Maria da Penha deveria levar em conta a lábia de homens que cometem crimes contra mulheres, o uso de suborno e ameaça para que as mulheres retirem a queixa.
Mas eu pretendo lutar para que haja JUSTIÇA. Desde que meu irmão veio morar com minha mãe, causou-me vários problemas também. Ele atrapalhou meus estudos, e criou problemas com um trabalho que eu ia fazer em casa para ganhar dinheiro. Também convenceu minha mãe a comprar coisas para ele e não me emprestar dinheiro, um dinheiro que eu ia usar para começar a trabalhar.
Claro, para levar adiante essa busca por justiça, terei que me expor, portanto, meu futuro estará mais incerto que nunca.
Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
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11.11.14
7.11.14
Como egresso de manicômio, estou de mãos atadas
Como egresso de manicômio, perdi meus direitos de cidadão. Por falar em direitos, mulheres também têm uma dificuldade para tomar posse de seus direitos. Existe um machismo instalado que às vezes sequer percebemos.
A torcedora do Grêmio, no meio de vários homens, futebol, esporte preferido por homens, por que só pegaram uma mulher para acusar de racismo? Não foi um caso de racismo, foi um caso de MACHISMO. Patrícia Moreira, eu sou homem e sou negro, e os que te acusaram não me representam. Você foi vítima do machismo de nossa sociedade.
Link:
ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES - Fátima Bernardes no Encontro a torcedora do Grêmio acusada de racismo | globo.tv
Link de vídeo do Youtube:
Patrícia Moreira
Link de vídeo do Youtube:
Celso Portiolli entrevista a Patricia Moreira a garota acusada de Racismo
Link de vídeo do Youtube:
Pelé critica postura do goleiro Aranha em caso de racismo
É bem verdade que muitas vezes mulheres são más com homens, mas o machismo contra as mulheres atinge níveis alarmantes. Um grande número de homens acham que têm o direito de bater em mulheres. Onde eu moro, eu já vi o marido da vizinha da direita batendo nela, e já vi a vizinha da esquerda apanhando do namorado, sem nenhum motivo, apenas porque a mulher "desobedeceu". Nesses momentos eu me sinto de mãos atadas. Geralmente eu denunciaria, mas eu estive num manicômio, e poderiam dizer que eu estava delirando. É assim que o sistema psiquiátrico tirou minha cidadania. Eu não posso mais denunciar injustiças, pois, na prática, não sou mais considerado cidadão.
Às vezes eu pensava que talvez eu devesse intervir. Talvez eu não fosse forte o bastante para vencer uma luta contra esses covardes, mas ao menos ia ser mais difícil enfrentar alguém bem maior que a mulher. Mas aí eu pensava nas consequências:
Um indivíduo que bate em mulher sequer vai preso; e se eu batesse nesses homens covardes, poderiam considerar que eu estava em um surto violento que me fazia perigoso, e só por isso, talvez eu passasse o resto da vida no manicômio.
Um homem que bate na mulher está a meio passo de se tornar um explorador de mulheres. Abusadores sexuais que aliciam menores usam de lábia, da mesma forma que estupradores médicos, que estupram mulheres sedadas, na mesa de operação. Eles são bons de lábia e veem mulheres como lixo. Basta ver a opinião do médico estuprador Roger Abdelmassih:
Roger Abdelmassih: “Mulher é um bicho desgraçado”
Estuprador, abusador sexual = explorador de mulher.
Uma das grandes vergonhas de minha vida é ter um irmão que esteve preso por estupro, e ver a forma que ele explora mulheres, inclusive a própria mãe. Sempre me vi de mãos atadas, por não me verem mais como cidadão.
A torcedora do Grêmio, no meio de vários homens, futebol, esporte preferido por homens, por que só pegaram uma mulher para acusar de racismo? Não foi um caso de racismo, foi um caso de MACHISMO. Patrícia Moreira, eu sou homem e sou negro, e os que te acusaram não me representam. Você foi vítima do machismo de nossa sociedade.
Link:
ENCONTRO COM FÁTIMA BERNARDES - Fátima Bernardes no Encontro a torcedora do Grêmio acusada de racismo | globo.tv
Link de vídeo do Youtube:
Patrícia Moreira
Link de vídeo do Youtube:
Celso Portiolli entrevista a Patricia Moreira a garota acusada de Racismo
Link de vídeo do Youtube:
Pelé critica postura do goleiro Aranha em caso de racismo
É bem verdade que muitas vezes mulheres são más com homens, mas o machismo contra as mulheres atinge níveis alarmantes. Um grande número de homens acham que têm o direito de bater em mulheres. Onde eu moro, eu já vi o marido da vizinha da direita batendo nela, e já vi a vizinha da esquerda apanhando do namorado, sem nenhum motivo, apenas porque a mulher "desobedeceu". Nesses momentos eu me sinto de mãos atadas. Geralmente eu denunciaria, mas eu estive num manicômio, e poderiam dizer que eu estava delirando. É assim que o sistema psiquiátrico tirou minha cidadania. Eu não posso mais denunciar injustiças, pois, na prática, não sou mais considerado cidadão.
Às vezes eu pensava que talvez eu devesse intervir. Talvez eu não fosse forte o bastante para vencer uma luta contra esses covardes, mas ao menos ia ser mais difícil enfrentar alguém bem maior que a mulher. Mas aí eu pensava nas consequências:
Um indivíduo que bate em mulher sequer vai preso; e se eu batesse nesses homens covardes, poderiam considerar que eu estava em um surto violento que me fazia perigoso, e só por isso, talvez eu passasse o resto da vida no manicômio.
Um homem que bate na mulher está a meio passo de se tornar um explorador de mulheres. Abusadores sexuais que aliciam menores usam de lábia, da mesma forma que estupradores médicos, que estupram mulheres sedadas, na mesa de operação. Eles são bons de lábia e veem mulheres como lixo. Basta ver a opinião do médico estuprador Roger Abdelmassih:
Roger Abdelmassih: “Mulher é um bicho desgraçado”
Estuprador, abusador sexual = explorador de mulher.
Uma das grandes vergonhas de minha vida é ter um irmão que esteve preso por estupro, e ver a forma que ele explora mulheres, inclusive a própria mãe. Sempre me vi de mãos atadas, por não me verem mais como cidadão.
5.11.14
O "direito" de bater (Para os homens)
Infelizmente, o machismo cultural de nossa sociedade faz com que muitos homens achem que têm o direito de bater em mulheres. Isso está evidente, inclusive, num samba antigo de Moreira da Silva:
Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nega
Isso não é direito
Bater numa mulher
Que não é sua
Link da música:
Moreira Da Silva - Na Subida Do Morro
Ou seja, fica subentendido no samba que se o cara batesse numa mulher que fosse dele, estaria tudo certo... mas como ele bateu numa mulher que não é dele, dá briga.
Outro dia, eu vi uma cena de agressão a mulher que me deixou sem saber o que fazer:
Um homem aleijado se apoiava na muleta, equilibrava-se para chutar a mulher com a única perna que tinha. A mulher tentava argumentar, pedindo que ele parasse, e ele continuava chutando. O mais estranho é que a mulher tinha até vantagem física sobre ele, mas ficava na absurda submissão.
E se eu pedisse para ele parar e ele decidisse me atacar também e eu acabasse perdendo a paciência e lhe dando uns tabefes, não seria covardia de minha parte bater num deficiente físico?
P.S.:
Essa é uma pergunta feita apenas para homens; e eu não considero homens DE VERDADE indivíduos que não se indignam com a violência física contra mulheres.
Na subida do morro me contaram
Que você bateu na minha nega
Isso não é direito
Bater numa mulher
Que não é sua
Link da música:
Moreira Da Silva - Na Subida Do Morro
Ou seja, fica subentendido no samba que se o cara batesse numa mulher que fosse dele, estaria tudo certo... mas como ele bateu numa mulher que não é dele, dá briga.
Outro dia, eu vi uma cena de agressão a mulher que me deixou sem saber o que fazer:
Um homem aleijado se apoiava na muleta, equilibrava-se para chutar a mulher com a única perna que tinha. A mulher tentava argumentar, pedindo que ele parasse, e ele continuava chutando. O mais estranho é que a mulher tinha até vantagem física sobre ele, mas ficava na absurda submissão.
E se eu pedisse para ele parar e ele decidisse me atacar também e eu acabasse perdendo a paciência e lhe dando uns tabefes, não seria covardia de minha parte bater num deficiente físico?
P.S.:
Essa é uma pergunta feita apenas para homens; e eu não considero homens DE VERDADE indivíduos que não se indignam com a violência física contra mulheres.
2.11.14
Maria da Penha e a exploração de mulheres
Todos os dias eu tenho visto casos de violência contra mulher, ficando impune. Ocorreu-me o caso da Maria da Penha.
Wikipédia, sobre Maria da Penha:
"Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre."
A revolta de Maria da Penha deve ser incomensurável, não somente por seu marido ter saído praticamente impune, mas também por vermos todos os dias mulheres fazendo boletins de ocorrência e nada acontecendo. Antes mulheres faziam denúncias, mas retiravam a queixa, convencidas pelos parceiros agressores. Não ajudou muito mudarem a lei permitindo a terceiros fazer a denúncia, e não mais aceitar a retirada da queixa. Eu continuo vendo nos jornais casos e mais casos de mulheres que fazem B.O. e continuam apanhando.
Maria da Penha, hoje em dia, deve ter medo de homem, apesar de ter se separado jovem, provavelmente não se relacionou mais com homens.
Porém, a lei ainda deixou uma lacuna:
A lei não levou em consideração que esse tipo de agressor de mulheres é também explorador de mulheres, e é muito bom de lábia, e provavelmente explora outras mulheres, mesmo sem agredir fisicamente. E entre suas vítimas devem estar mãe e irmã. A lei não se preocupou de proteger a mãe e irmãs desse tipo de verme...
Wikipédia, sobre Maria da Penha:
"Em 1983, seu marido, o professor colombiano Marco Antonio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, e na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou paraplégica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2002, hoje está livre."
A revolta de Maria da Penha deve ser incomensurável, não somente por seu marido ter saído praticamente impune, mas também por vermos todos os dias mulheres fazendo boletins de ocorrência e nada acontecendo. Antes mulheres faziam denúncias, mas retiravam a queixa, convencidas pelos parceiros agressores. Não ajudou muito mudarem a lei permitindo a terceiros fazer a denúncia, e não mais aceitar a retirada da queixa. Eu continuo vendo nos jornais casos e mais casos de mulheres que fazem B.O. e continuam apanhando.
Maria da Penha, hoje em dia, deve ter medo de homem, apesar de ter se separado jovem, provavelmente não se relacionou mais com homens.
Porém, a lei ainda deixou uma lacuna:
A lei não levou em consideração que esse tipo de agressor de mulheres é também explorador de mulheres, e é muito bom de lábia, e provavelmente explora outras mulheres, mesmo sem agredir fisicamente. E entre suas vítimas devem estar mãe e irmã. A lei não se preocupou de proteger a mãe e irmãs desse tipo de verme...
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