06 de abril de 2016: abaixo compartilho minhas experiências com psicotrópicos, originalmente escrito em dezembro de 2008.
Eu tenho falado tanto dos efeitos que experimentei tomando carbonato de lítio que tenho deixado de falar dos efeitos dos outros remédios psiquiátricos que tomei. Os piores efeitos que experimentei, sem dúvida, foram do lítio, mas outros remédios psiquiátricos também têm efeitos terríveis.
Eu já tomei também,
haloperidol,
sulpirida e
risperidona, que estou tomando agora. Clique no nome da medicação para ir para outra página, em outra janela, onde você encontrará mais informações sobre a medicação.
(Eu ESTAVA tomando risperidona em 2008, época em que isso tudo foi escrito. Se eu continuasse tomando, hoje, 2016, certamente já teria morrido, ou me suicidado.)
Não vou falar de remédios como clorpromazina / amplictil e fernegan, que foram apenas complementos.
CLIQUE AQUI para ver um vídeo do Youtube de uma reportagem da CBS, que mostra um adolescente que sofreu um estranho efeito colateral da risperidona / risperdal. Cresceu seios no rapaz como efeito colateral do RISPERIDONA/RISPERDAL. O rapaz ficou cheios de traumas. Foi necessário fazer uma MASTECTOMIA para retirar os seios. O vídeo é em inglês, mas dá para entender bem. O VÍDEO É PESADO.
Enquanto o lítio transforma o indivíduo em maníaco sexual, haloperidol, sulpirida e risperidona fazem o contrário. Deixam o indivíduo meio impotente! Mas imaginem a situação: alguns remédios deixam a pessoa super-excitada, enquanto outros tiram a potência!
Eles não têm nenhum remédio psiquiátrico que equilibre? Vão me desculpar, doutores, mas isso só prova que medicamento psiquiátrico não equilibra. Entre o lítio e o risperidona, um agita demais e o outro acalma demais.
Outra sequela comum de psicotrópicos como o haloperidol é a DISCINESIA TARDIA. A pessoa fica com umas contorções faciais involuntárias, em outras palavras, a pessoa fica com TIQUE-TIQUE NERVOSO. Veja no vídeo abaixo.
(
Importantíssimo: a Lei OBRIGA os médicos a fornecerem todas as informações aos pacientes sobre o tratamento.
Você que faz tratamento psiquiátrico deve EXIGIR que o psiquiatra mostre a bula e EXPLIQUE porque está passando uma determinada medicação. Inclusive o psiquiatra deve falar claramente sobre os efeitos colaterais e sequelas. Caberá ao paciente decidir se continuará tomando a medicação.
E se o paciente decidir não tomar a medicação, deverá receber apoio do médico, pois o médico jurou amenizar o sofrimento. Ou seja, o médico não pode forçar um paciente a tomar uma medicação que lhe causa sofrimento.
Psicotrópicos causam dependência. Portanto é perigoso deixar de tomá-los por conta própria.
Procure auxílio de um médico. Parar de tomar medicação psiquiátrica de repente pode causar uma CRISE DE ABSTINÊNCIA bem perigosa. Por isso não é fácil deixar de tomá-los.
NUNCA DEIXE de tomar a medicação psiquiátrica sem auxílio profissional.
E o familiar deve apoiar o paciente psiquiátrico SEMPRE. Se um paciente reclama muito de uma medicação o melhor é apoiá-lo. O familiar deve exigir que o psiquiatra dê todas as informações. Esse apoio vale mais que qualquer medicação. Veja as leis que falam sobre o dever do médico de informar o paciente e o familiar:
Veja as leis 10216 e 8080.)
Os psiquiatras que ainda não estão informando os pacientes sobre os efeitos adversos dos psicotrópicos, estão atuando de maneira CRIMINOSA, e devemos lutar para que isso mude.
Os remédios psiquiátricos nunca foram a parte mais importante de meu tratamento. (Na verdade, os remédios psiquiátricos prejudicaram minha vida de uma maneira indescritível, com efeitos colaterais horríveis, que os psiquiatras NUNCA sabiam explicar, ou NÃO QUERIAM! Medicação NÃO É TRATAMENTO!) Uma das partes mais importantes de meu tratamento foi o
CAPs, Centro de Atenção Psicossocial.
(Na época em que eu escrevi esta publicação os CAPS funcionavam um pouco melhor, porém hoje, quando eu estou atualizando esta publicação, os CAPS estão insuportáveis; o que me levou a deixá-los. No CAPS eu ajudava outros pacientes, e isso por si só era uma terapia. Por isso não posso dizer que os técnicos do CAPS me trataram. Isso não seria verdade. EU ME TRATEI.)
Eu não aconselho ninguém a abandonar tratamento, mas aconselho a procurar outras formas de tratamento.
(E é isso que estou fazendo hoje em dia, no ano 2016, muito tempo depois de publicar esta matéria pela primeira vez. Ando pesquisando opções naturais, naturólogos, homeopatia, e coisas assim. Porém não é fácil encontrar opções naturais. Existe em alguns raros lugares. Cabe a nós, cidadãos, lutar para que haja essas opções. Eu tenho me virado sozinho. Eu me trato sozinho com bom senso: sigo uma alimentação saudável e pratico esportes.)
Devotei boa parte deste site (blog) para os
tratamentos alternativos, tratamentos sem medicação, sem psicotrópicos. Clique em
TRATAMENTO ALTERNATIVO e leia mais.
Hoje, 06 de abril de 2016, eu sigo dizendo que a melhor coisa a se fazer é buscar tratamentos em que se use o mínimo de psicotrópico. Boa sorte. E não desista, apesar das dificuldades. E lembre-se: não existe remédio milagroso. Tudo dependerá muito de apoio da família e dos médicos, e acima de tudo de sua DETERMINAÇÃO.
COMENTÁRIOS SOBRE HALDOL E OUTROS PSICOTRÓPICOS - ALGUMAS RESPOSTAS
Muito obrigado por todos os comentários que têm chegado aqui! São extremamente úteis e ajudam bastante a todos que acessam.
Algumas respostas aos comentários:
À Natália C eu digo que me espanta que um psiquiatra de CAPS recomende a familiares que coloquem medicação no café para dar ao paciente sem que ele(a) perceba, o psiquiatra e a equipe do CAPS que deveria convencer o paciente a tomar medicação, sem coerção, sem truques sujos. Isso chega a ser anti-ético. E infelizmente, falta de ética e CRIMINALIDADE têm sido muito comum na área da psiquiatria.
Renato Prado disse que ele fica como um zumbi, mas mesmo assim a medicação salva sua vida. Você não é zumbi. Não tem que viver como um. Viver como zumbi não é viver. Existem alternativas, cabe a nós fazer que os médicos usem os
tratamentos alternativos, que os hospitais e ambulatórios estejam adequados a usar tratamentos alternativos menos ofensivos, com menos efeitos colaterais.
Quanto à pessoa que se autodenomina "[ W ] A L Y N", você leu a parte em que eu relatei "Se eu continuasse tomando, hoje, 2016, certamente já teria morrido, ou me suicidado"? Isso responde às suas especulações. Infelizmente, muitos professores de psiquiatria e enfermagem praticam CRIMINALIDADE, explorando pessoas, fazendo pacientes psiquiátricos de cobaias de psicotrópicos e mentindo para seus alunos. Seja auto-crítico. Para entender mais sobre psicotrópicos, busque informações com os grandes psiquiatras, como o Doutor Thomas Szasz (já falecido, mas deixou informações valiosas, que podem ser pesquisadas) e o Doutor Peter Breggin.
P.S.: o comentário de "[ W ] A L Y N" foi deletado, por não respeitar as regras dos comentários.
Psiquiatras cometem alguns erros ao suspender uma medicação. Se a medicação estiver fazendo a pessoa pensar em suicídio, deve ser interrompida IMEDIATAMENTE.
Mas nos outros casos, deve ser suspendida GRADUALMENTE. Nunca se deve suspender uma medicação DIRETAMENTE, pois o organismo sente. Falo por experiência própria.
Se a medicação está causando perda do desejo sexual, é necessário interromper a medicação e deixar que a pessoa fique ao menos uma semana sem tomar medicação, pois é um tempo razoável para o desejo voltar. (Novamente falo por experiência própria. Minha primeira psiquiatra fez isso e funcionou bem.)
Atendimento com psicólogos pode ser bom para algumas pessoas, mas não para todas.
Muitas vezes, pessoas morrem em hospitais psiquiátricos por causa dos abusos e maus tratos, e não necessariamente por causa do haldol ou de qualquer outra medicação. Por isso é importante que os familiares das pessoas internadas fiquem ALERTAS. É necessário visitar o paciente psiquiátrico internado o máximo e sempre ver o que acontece nas clínicas e hospitais psiquiátricos.
Haldol deveria ser usado somente por pouco tempo justamente por SER UMA CAMISA DE FORÇA PSÍQUICA. Mas pior ter que admitir que o haldol é dos males o menor, já que os outros psicotrópicos SÓ VISAM LUCROS e têm outras sequelas, muitas vezes, piores.
Não há a MENOR DÚVIDA de que QUALQUER PSICOTRÓPICO pode prejudicar a gravidez. Em caso de gravidez, exija que seu psiquiatra diminua a dose até suspender completamente. Se ele inventar alguma desculpa para não fazer isso, TROQUE de psiquiatra. Lembre-se que agora é a saúde de seu filho que está em jogo.
A Lei EXIGE que os psiquiatras deem todas as informações aos pacientes e aos familiares. Exija que o psiquiatra dê todas as informações que você precisa. Exija que ele mostre a bula do medicamento e outras fontes confiáveis, como livros. NUNCA aceite explicações de boca. O que vale é o que está escrito.
Se o psiquiatra não lhe informar da melhor forma, TROQUE de psiquiatra. Com a saúde não se brinca.