19.9.14

Se Deus assim permitir

Antes de mais nada, quero salientar que não sou contra tratamentos psiquiátricos. Sou contra prescrição exagerada de psicotrópicos e diagnósticos superficiais. Sou a favor de atendimento psiquiátrico baseado numa melhor alimentação, como acontece na psiquiatria ortomolecular.

Eu não abandonei tratamento psiquiátrico, apenas não tinha condições de eu continuar quando minhas queixas de irregularidades era jogadas debaixo do tapete.

Pessoalmente não tenho nada contra psiquiatras, mas todas queixas que eu fiz são SÉRIAS, e fiquei um tanto irritado com parentes meus que não deram o apoio que eu precisava ao colocar as queixas.

Este texto é uma continuação da postagem Preconceito e estupefação

Quando a secretária do curso de francês me dava o diploma do ministério de educação da França que comprovava meu nível intermediário avançado de francês ela disse estava surpresa por eu nunca ter feito um curso de francês. Eu disse para ela que eu não podia pagar. Quando eu disse que eu estava desempregado. Aí ela disse:
- Desempregado porque quer, né?

Eu não podia contar para ela meu histórico de internações psiquiátricas, que gerava muito estigma. Inclusive estigma da parte de parentes. Naquela mesma época, eu recebi alguns convites por e-mail para me tornar professor de curso de inglês, pois eu tinha o nível exigido pelos grandes cursos de inglês, mas eu deixei para lá, pois eu não tinha o curso de letras, que também era exigido. Porém, tempos depois surgiu uma oportunidade de estágio REMUNERADO, mas para o estágio era necessário que a pessoa estivesse num curso de letras. O por que eu não entrei num curso de letras eu pretendo contar depois, se Deus assim permitir.

17.9.14

Represálias?

Uma vez, na época em que eu estava no CAPS, eu fiz uma menção de uma postura irregular de alguns funcionários do CAPS, mas não dei pistas sobre quem era. (Meu objetivo sempre foi buscar conscientização, e não punição.)

Porém, algo estranho aconteceu pouco tempo depois. Uma das funcionárias, uma das mais simples, foi afastada do emprego. Mas se fosse só isso, eu não estranharia. A questão é que ela tinha sumido do serviço pouco depois de eu ter publicado a crítica; e quando ela reapareceu no CAPS já estava afastada do serviço e estava TODA MACHUCADA, como se tivesse levado uma GRANDE SURRA. Ela estava acompanhada de um homem, que talvez fosse seu namorado ou irmão... de início eu pensei que, talvez, ela tivesse apanhado do namorado, mas depois me ocorreu algo mais terrível ainda:

Será que essa moça levou uma surra de alguém poderoso ligado a área de saúde mental? Será que alguém achou que minha crítica era voltada para essa funcionária? (A crítica NÃO era voltada para ela, simplesmente porque ela era PEIXE PEQUENO, pouca coisa naquele sistema.) Eu não tenho nenhuma prova, e nenhuma evidência concreta, mas estou apenas expressando a assustadora impressão que eu tive. Será que esse homem estava lá, na verdade, para tentar protegê-la? Pois ele nunca tinha ido lá antes...

Pouco tempo depois, quando eu fiz outras críticas, eu fui chamado numa sala, a sós com um dos funcionários poderosos, que me avisou que se eu continuasse colocando tais denúncias na Internet, alguma coisa muito má poderia acontecer comigo. As palavras da pessoa, que eu não poderia esquecer:
- Sei que vivemos numa democracia, mas não coloque essas coisas na Internet, ou alguma coisa muito ruim pode acontecer com você...

15.9.14

Preconceito e estupefação

Quando eu cheguei no local das provas para obter meu certificado de inglês, o porteiro achou que eu não poderia estar lá para fazer provas. (Como foi colocado no texto anterior:
Preconceito ao procurar emprego)

Eu até entendo que o porteiro tenha achado estranho, pois todos as pessoas que iam fazer as provas chegavam de carro.

Um episódio semelhante ocorreu quando eu fui me inscrever para as provas para adquirir o certificado de francês.

- Você deve estar se confundindo. O exame B2 é avançado. Para você, seria melhor o A1 ou A2.
A secretária nem me conhecia, mas pelo jeito, as minhas vestes baratas já indicavam que não seria possível meu conhecimento ser avançado.
Eu fiquei um pouco irritado e indignado, e a corrigi:
- Avançado são os exames C1 e C2. B2 é intermediário avançado.

Eu tinha optado pelo B2, para não ter dificuldades ou surpresas, queria garantir o certificado, passando fácil. Continuei, um tanto irritado:
- Ora, eu tenho o B1 em inglês, e meu domínio de francês é bem maior que meu domínio do inglês, logo não terei problemas para passar no exame B2 de francês.

Ela estava realmente incrédula, tempos depois a gente se encontrou de novo para ela me entregar o certificado.
- Você gosta mesmo de francês, né? Pois suas notas foram maiores que a média dos alunos do curso regular.
- Não.
- Você não gosta de francês? Imagine se gostasse!
- Não é isso, não é por que eu goste, é porque eu uso francês há mais de 10 anos, já conversei várias vezes com franceses, já li livros, etc.


Existe um padrão de referência internacional para os exames internacionais de idiomas

Na parte de trás de meu diploma de francês, estão os diferentes níveis explicados:


Clique aqui para visualizar o diploma em outra janela, onde você poderá clicar de novo para ver em tamanho gigante.


Três letras separam os três escalões:
A: Elementar
B: Independente
C: Experiente


Vou colocar numa linguagem mais simples:
A1.1 é o nível iniciante
A1 é o nível elementar
A2 é o nível básico
B1 é o nível intermediário
B2 é o nível intermediário avançado
C1 é o nível avançado
C2 é o nível proficiente.

Abaixo, eu deixo o link para o simulado de uma prova de compreensão oral do nível elementar, A1.1, em que o estudante deve entender algumas conversas em francês:

Compréhension de l'oral

Eu deixo um link que mostra as perguntas que o estudante deve responder ORALMENTE nesse nível:

Production orale

14.9.14

Preconceito ao procurar emprego

No ano 2006 eu fiz um exame internacional para o nível avançado de inglês, mas a prova foi mais difícil do que eu esperava, e mesmo se eu não tivesse perdido a primeira prova por um contratempo, provavelmente seria reprovado, mas para poder obter um certificado que comprovasse meu conhecimento de inglês para poder ensinar inglês no CAPS, eu optei por fazer o exame num nível bem mais modesto, no final de 2009.

Ao chegar na escola para fazer as provas --num bairro nobre da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro-- o porteiro olhou para mim com uma cara rígida e perguntou:
- Você veio fazer qual serviço aqui?
- Eu vim fazer uma prova
, respondi com um sorriso sem jeito.
Ele tinha pensado que eu era um novo pedreiro, faxineiro, ou algo assim. Seria uma honra para mim trabalhar de pedreiro ou faxineiro num prédio luxuoso como aquele, provavelmente o salário seria maior do que a "bolsa" que eu recebia ao dar aulas de informática no Centro de Atenção Psicossocial. Mas ainda assim, eu acho que o porteiro teria sido mais gentil se perguntasse o que eu ia fazer lá, em vez de deduzir que eu era um empregado novo.



Clique aqui para abrir o certificado em outra janela, e poder clicar de novo para vê-lo em tamanho gigante.


Depois de ter que me afastar do Centro de Atenção Psicossocial devido aos desrespeitos e autoritarismo que eu presenciei lá da parte da abusiva direção, acabei me decidindo a conseguir um certificado internacional em outro dos idiomas que eu dominava, pois me ajudaria na busca de emprego, já que não tinham me deixado trabalhar no Centro de Atenção Psicossocial. No passado, antes de eu ter certificados, um colega de escola que me conhecia bem viu um currículo que eu tinha feito e foi muito sincero:
- Ezequiel, você não devia colocar que você domina todos esses idiomas. Eles vão pensar: "esse negão deve ser um maluco que acha que sabe alguma coisa." Tire isso.

Ele sabia que eu realmente dominava os idiomas, mas ele conhecia bem os preconceitos de nossa sociedade tola. O olhar de desprezo e zombaria da diretora da cooperativa que eu fazia parte ao ver os idiomas em meu currículo, e a forma preconceituosa que o pessoal da ONG de informática em que eu trabalhava reagiu quando eu comentei sobre meu conhecimento de idiomas me convenceu a não voltar a mencionar sobre conhecimento de idiomas em meus currículos, a menos que eu tivesse certificados prontos para comprovar, por mais que eu conhecesse os idiomas.

Já em 2006 eu já tinha certificados de Esperanto pela Cooperativa Cultural de Esperantistas. Mas os certificados de Esperanto da Cooperativa de Esperantistas não eram internacionais, portanto não eram oficiais e tinham tanto valor quanto um certificado simples de um cursinho de inglês tipo CCAA ou CNA, enfim certificados sem valor oficial.


Assim, eu decidi obter outro certificado internacional oficial, para dar mais moral ao meu currículo. Na época, eu apenas dominava quatro idiomas estrangeiros, e tinha somente boas noções de alguns outros. Oscilei um pouco entre o italiano e o francês. Mas como meu nível de domínio do italiano era igual ao do inglês, achei que seria melhor optar por um certificado em francês, minha segunda língua.


Clique aqui para abrir o certificado em outra janela, e poder clicar de novo para vê-lo em tamanho gigante.

Continua em Preconceito e estupefação

13.9.14

Perseverança face ao preconceito e a discriminação

De 2007 a 2009 eu dava aulas de informática no CAPS, pelo projeto CDI, e recebia uma "bolsa" (como eles gostavam de chamar). Porém, em 2010, quando houve uma pausa no projeto de informática por falta de verba, eu planejava deixar minha vaga na informática para outro usuário do CAPS, e fazer outra atividade de geração de renda lá. Sempre me interessou a questão da reciclagem de materiais, por ser extremamente benéfico para a sociedade, ajudando a preservar o meio ambiente. Eu tinha um projeto diferente para conscientizar as pessoas da importância de reciclar e ao mesmo tempo oferecer um curso de estudos para elas.

O curso seria pago com material que poderia ser reciclado (como latinhas, por exemplo.) Isso também porque eu não me sentiria bem cobrando pelo curso...
O curso seria de inglês, que sem dúvida eu conhecia muito mais que informática, que eu dava aula lá. Mas havia muito preconceito no CAPS, e para que eu pudesse dar as aulas com melhor aceitação, seria bom que eu mostrasse um certificado. Por isso, em 2009, eu fiz o exame de inglês da universidade de Cambridge, para obter um certificado.

Em 2006, eu já tinha feito um exame internacional da Universidade de Cambridge, do Reino Unido, para certificar o meu conhecimento do idioma inglês. Ao fazer um teste numa escola de idiomas daqui do Brasil, indicaram-me que o melhor exame para mim seria o avançado. Inscrevi-me, mas no dia do exame houve um contratempo: um pouco antes de eu chegar ao local das provas, o centro de testagem, uma pessoa me chamou pelo nome. Era um usuário do Centro de Atenção Psicossocial que eu frequentava na época. Outro triste exemplo de discriminação e preconceito. Aquele usuário de CAPS tinha fugido de casa por não aguentar mais os maus tratos da família e a omissão do CAPS.

O Centro de Atenção Psicossocial abria às 8h, a primeira prova seria às 8h. Decidi que seria melhor me atrasar para a prova mas não deixar um ser humano à míngua. Passei uns 20 minutos ligando para o Centro de Atenção Psicossocial, apenas para descobrir que ninguém tinha chegado ao Centro de Atenção Psicossocial para trabalhar. Eles tinham o hábito de chegar atrasados e sair antes do horário. Perdi a prova à toa...

Mesmo se eu não tivesse perdido uma prova, provavelmente não conseguiria passar. Depois daquela experiência, tinha decidido voltar a fazer a prova avançada somente depois de muito estudo. Mas para poder obter um certificado que comprovasse meu conhecimento de inglês para poder ensinar inglês no CAPS, eu optei por fazer o exame num nível bem mais modesto, no final de 2009. Mas mesmo com o certificado, eu encontrei oposição de funcionários do CAPS, que decidiram dificultar a concretização do curso que eu planejava...

Mas a discriminação e o preconceito não vinham apenas dos técnicos do CAPS, vinham também dos usuários pobres. E fora do CAPS, outros pobres mostravam preconceito, como os preconceitos absurdos que eu suportei ao fazer os exames que me renderam certificados internacionais em idiomas estrangeiros.

Continua em Preconceito ao procurar emprego

12.9.14

Transtorno do déficit de atenção nos Simpsons

No vídeo abaixo você pode ver o transtorno do déficit de atenção no desenho animado "Os Simpsons". Veja, pois é muito interessante. O desenho mostra Bart Simpson sendo rotulado com transtorno do déficit de atenção. A droga psicotrópica é satirizada como nunca.

As crianças são rotuladas com transtorno do déficit de atenção quando são muito agitadas, ou seja, bagunceiras. Ao começar a tomar o psicotrópico, o Bart ficou parecendo mais inteligente. Mas depois começou a agir estranho. Estranho demais! O interessante é que em vez dos psiquiatras suspenderem a droga psicotrópica eles decidiram trocar por outras drogas psicotrópicas.

- Marge, eu acho que o Bart enlouqueceu. ("Marge, I think Bart is going crazy.")

- Acho que deve parar o tratamento. ("I think we should take him off the drugs.")

- Você não pode parar o tratamento com focusyn assim... ("You can't just 'go off' focusyn.")

- Não! Vocês não podem tirar o focusyn de mim! ("No! You can't take my focusyn!")

- Eu sei que ama o focusyn, filho, mas agora você só vai precisar desses três amigos.("I know you love focusyn, son. But in time you get just as attached to these three amigos.")


Do mesmo jeito que os psiquiatras de verdade fazem! Vejam o vídeo, pois é muito interessante!

Ainda vi uns comentários de pessoas com transtorno de déficit de atenção criticando os autores do desenho. Vai entender...

"O irmãozinho drogado" foi o título do episódio 228 de "Os Simpsons", de 3 de outubro de 1999. Nesse episódio, prescrevem para o Bart Simpson um psicotrópico similar à ritalina, e ele fica doidão!

Mas no final, ele fica bem tomando ritalina... Qual o objetivo do desenho? Fazer propaganda da ritalina ou satirizá-la?

- Quando eu não paro quieto eu tomo meu ritalin. Eu sou o marinheiro Popin! ("When I can't stop my fiddlin' I just takes me Ritalin I'm poppin' and sailin', man!")
["Ritalin" é "ritalina".]


Veja abaixo o clímax do desenho, com legendas em português.

"O irmãozinho drogado" episódio 228 de "Os Simpsons", título original: "Brother's Little Helper".



(Publicado originalmente no dia 27 de julho de 2009. Atualizado no dia 12 de setembro de 2014.)


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4.9.14

É "livra-nos do mal" e não "livra-me do mal" (Rituais III)

Mas uma vez, minha menção a assuntos religiosos é apenas para ilustrar como tais assuntos mexeram comigo emocionalmente, já que, apesar de eu nunca ter me batizado, passei minha primeira infância na igreja evangélica. Eu não me desencantei de Deus, mas definitivamente me desencantei de muitos religiosos que encontrei. Portanto, antes de continuar lendo, pense bem, pois algumas pessoas poderiam se sentir ofendidas, o que não é minha intenção.

A visita à igreja de minha irmã me surpreendeu pelo fato de um pastor, que deveria ensinar o amor, que só ensinava as pessoas a serem interesseiras e egoístas. Quando eu disse ao irmão da igreja que eu desejava igualdade no mundo, eu apenas expressei o que eu aprendi na Bíblia, que nos ensina a amar os outros como a nós mesmos.

Inclusive, até o "Pai Nosso" nos ensina a preocupar-nos com os outros sempre. O pedido no "Pai Nosso" é "livra-nos do mal" e não "livra-me do mal".

Os religiosos dessas igrejas encontram várias partes na Bíblia que ensinam a juntar tesouros na terra. Assim como um pastor encontrou uma passagem bíblica em que Deus mandava adulterar. É sério! Passou no Fantástico. Veja no vídeo abaixo.



Falar o quê? Da mesma forma, duas pastoras encontraram justificativa na Bíblia para traírem os maridos e depois se casarem uma com a outra. Ativistas do movimento gay, observem que eu não estou dizendo que a Bíblia é contra casamento gay, mas CLARAMENTE é contra Adultério!

O caso das pastoras também é sério. Eu não estou brincando. Veja notícias sobre elas, no link abaixo:

Lanna e Rosania: Alices no país das maravilhas


Eu me pergunto como os evangélicos SÉRIOS aceitam tanta hipocrisia e cara de pau. Tamanha cara de pau não tem justificativa. Por isso que eu não quero nada com religião, apesar de respeitar muito quem segue.

É muito bacana que qualquer pessoa tenha o direito de fundar uma religião, mas seria MAIS JUSTO se houvesse uma melhor educação em nosso mundo, pois assim esses charlatões caras de pau não enganariam tanta gente, com tanta facilidade...

(Postagem número 1000)