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5.7.14

Risperidona: uma droga controversa

Risperidona é um NEUROLÉPTICO ATÍPICO. É uma das novas drogas psiquiátricas que prometiam revolucionar o tratamento psiquiátrico. Porém, os resultados da risperidona não têm sido satisfatórios. Especialistas em medicina tem questionado a eficácia da risperidona. Várias pesquisas são feitas para ver se a risperidona realmente funciona, como dizem nas propagandas. Os resultados das pesquisas são desanimadores. Pois são muitas as evidências de que a risperidona causa mais danos que benefícios.

A Doutora Sandra Steingard compartilha uma pesquisa que indicou que a risperidona não trouxe nenhuma melhora para os pacientes maiores de 40 anos que se submeteram aos testes. E os efeitos colaterais desses medicamentos são terríveis. A Doutora se pergunta se vale a pena prescrever essas drogas. Veja a matéria em inglês clicando aqui.

Alem disso, são várias as reclamações de pacientes contra a risperidona, pois seus efeitos colaterais são HORRÍVEIS. Evite diminuir medicação por conta própria. Lembre-se que risperidona é uma droga complexa.

A pesquisa mostrou também que os outros neurolépticos atípicos como olanzapina, aripiprazol e quetiapina não trazem nenhum benefício para maiores de 40 anos e que os psiquiatras deveriam considerar ver se vale a pena manter pessoas tomando esses psicotrópicos com o risco de desenvolver outras doenças diversas.


Publicado originalmente no dia 11 de abril de 2013. Atualizado no dia 21 de julho de 2014.

2.4.14

"Pretendo fazer um mestrado sobre o uso de psicotrópicos e os acidentes de trânsito" O emocionante relato de Carla

Meu nome é Carla, visitei sua página na internet e confesso que senti muito alívio. Eu (...) sou servidora pública, (...) após realizar algumas denúncias de corrupção no órgão em que trabalho, passei a ser assediada moralmente. Olha que já enfrentei muita derrota nessa vida, perdas, doenças, frustrações, privações, enfim... Mas nunca tive depressão, nunca precisei recorrer a um psiquiatra.

Depois das humilhações que passei no meu trabalho, decidi ir a um psiquiatra para pegar um encaminhamento a um psicólogo (pelo meu plano de saúde esse procedimento é obrigatório). (...) Após contar a ansiedade que eu estava sentindo ele me receitou um ansiolítico e um remédio para dormir e disse que minha doença era tão real quanto um braço quebrado. Na fragilidade em que eu me encontrava pensei: “ braço quebrado não se resolve com conversas, vou tomar os remédios”. O médico só receitava marcas, me deu amostras grátis, disse que a minha vida mudaria, que eu iria me redescobrir. Fiquei animada. De repente minha agitação nata poderia ser eliminada.

Comecei com a medicação. No prazo de uma semana estava oito quilos mais magra. Tinha lapsos de memória, desenvolvi anorexia e bulimia. Nada parava no meu estômago. Comecei a ter desmaios, visão nebulosa, surtos de agressividade e ideias suicidas (eu sempre ameiiiiiiii a vida). Minha mãe ficou desesperada. Eu chorava copiosamente dia e noite. Meu rosto se deformou de tanto inchaço. As minhas pernas estavam pretas de hematomas das quedas que eu levava. Tive que cortar os cabelos porque não conseguia mais desembaraçá-los. Uma noite entrei em estado de pré coma. Minha vida virou um inferno.

Retornei ao psiquiatra dia 05 de dezembro. Contei tudo o que estava acontecendo. Minha mãe estava no consultório comigo. O médico, para nosso espanto, me passou mais cinco medicamentos tarja preta, disse que eu engordaria 10 quilos até o dia 29. Eu saí com mais duas doenças novas, dentre elas a depressão. Ele teve a cara de pau de afirmar que eu tinha depressão oculta desde que nasci e que só foi revelada após eu iniciar a medicação. Para completar me receitou um remédio para esquizofrenia, que segundo ele só servia para dormir.

Resumo: saí do consultório com uma sacola de amostras grátis de drogas. Joguei tudo no lixo e decidi me livrar daquilo de vez. Eu mal sabia que o inferno só estava começando. Tive alucinações, ouvia pessoas se enforcarem do meu lado. Não me segurava nas pernas, sentia um punhal perfurando minha garganta, meu corpo inteiro formigava. Morro de pena da minha mãe que teve que presenciar tudo isso, logo eu, que nunca sequer fumei maconha...

No dia 9 decidi acabar com a minha vida. Chorei muito pedindo perdão a Deus, mas eu não suportava mais aquela infinita dor que eu desconhecia. Caí na cama exausta e acabei dormindo enquanto eu decidia como iria morrer. Nisso eu tive um sonho, meio pesadelo, que parecia mais uma dessas alucinações.
(...)

Acordei suada e aos prantos. (...) Acordei querendo devorar o mundo de fome. Uma amiga me apresentou a acupuntura e o uso de florais. Nunca mais caí, recuperei o peso e a memória. Sinto-me muito feliz e agradecida...
(...)

Cheguei a ir em uma psicóloga que me disse que eu não posso mudar o mundo, me aconselhou a não me aborrecer com o desvio de dinheiro público que acontecia debaixo das minhas fuças. Porém a minha consciência não me permite ignorar certas coisas, por mais que eu seja a primeira a me ferrar com a minha indignação. Quer saber, quem precisa de tratamento é ela que sofre com o transtorno da conformidade e o psiquiatra, que sofre com o transtorno da avareza.

Hoje, tão pouco tempo depois, sinto imenso orgulho de quem sou. Não precisamos “curar” a nossa personalidade. Quase fui levada a morte por querer fazer o que é certo, enquanto os normais vivem suas futilidades sem grandes crises existenciais. Busco auto conhecimento para me auto aceitar melhor a cada dia. Nunca mais vou permitir que um estúpido diplomado venha me dizer que as minhas peculiaridades são doenças. Conselhos são apenas uma forma travestida de bondade para praticar a intolerância.
Hoje tenho um plano para tentar impedir aquele traficante de jaleco de continuar envenenando as pessoas. (...)

Graças a Deus saí dessa sem maiores sequelas. Não troco minha ansiedade por droga nenhuma no planeta. Só pra constar, o concurso que fiz para analista contava com apenas uma vaga e foram quase mil concorrentes por ela. EU CONSEGUI!!!!!!!!!!!!!!! Porque acreditei em mim e nos meus ideais. É por eles que sou tão feliz, é por eles que Deus me ajuda, é por eles que humanos idiotas me rotularam de louca.
Continuo de licença médica, mas pretendo voltar o mais rápido possível. Sei que a luta vai ser difícil, já estou sabendo que as minhas chefias estão aconselhando meus colegas a se afastarem de mim alegando que sou desequilibrada. Mas nada como estar lucidamente ansiosa e alegre para voltar ao “combate”. Depois que fui ao inferno e voltei tenho novo gás.

Pretendo fazer um mestrado sobre o uso de psicotrópicos e os acidentes de trânsito, (...) quero investir pesado nisso. Muitas pessoas devem estar perdendo suas vidas nas ruas desse país em decorrência direta ou indireta do uso de “drogas lícitas”. Quero encabeçar uma campanha nacional para alertar as pessoas sobre essa indústria mortífera da padronização de condutas e temperamentos. Imagina se todos os artistas, cientistas, historiadores etc fossem a um consultório psiquiátrico e/ou psicológico tratar de suas excentricidades???????????? O mundo com certeza seria mais tedioso e menos encantador.

Em suma, é um prazer poder dividir um pouco da minha experiência com você. Quero agradecê-lo por postar suas opiniões tão pertinentes na internet e com isso ajudar milhões de pessoas como eu, que sentem-se acolhidas ao perceber que não estão sós nessa forma de enxergar a medicina mental.
Desculpe a imensidão dos meus escritos (e olha que resumi hehehehehehe) mas não consegui ser mais sucinta. Tomara que o DSM não tenha nenhum registro referente ao uso demasiado de palavras.
Um abração enorme.
Sigamos loucos, mas sigamos felizes e honestos. Os normais que se explodam em suas mediocridades.

Nota: Eu omiti algumas coisas com reticências. Eu recebi este e-mail de Carla em 2012. Demorei todo esse tempo para publicá-lo porque precisava selecionar cuidadosamente o que seria melhor publicar e o que poderia ficar de fora. Sem dúvida, foi um dos mais emocionantes relatos que já recebi. Em minha batalha contra o preconceito, a discriminação e as prescrições exageradas de psicotrópicos, sempre me senti muito sozinho.

Pessoas como a Carla, a Ana Luiza, entre outros, me dão mais força. Volta e meia eu me canso de desenvolver estratégias para lidar com o enorme preconceito que sofro da parte de familiares.

Ana Luiza escreve em inglês, nos blogs Hella Heaven e JustAna, mas realmente eu acredito que ela deveria escrever em português, para tentar informar os brasileiros e todos que falam somente português. Muita das coisas que eu publico aqui eu tomo conhecimento nos blogs dela.

O plano de Carla de fazer um mestrado sobre o uso de psicotrópicos é fantástico. Essa é a melhor forma de criar conscientização no campo acadêmico.

11.2.14

Risperidona, carbamazepina e crianças

A descrição do sofrimento de uma menina de 3 anos realmente doeu em meu coração. Por isso decidi compartilhar aqui, o comentário deixado por uma mãe na publicação EFEITOS COLATERAIS MONSTRUOSOS (DO HALOPERIDOL, DA SULPIRIDA E DA RISPERIDONA), em que uma mãe fala como a filha de 3 anos fica totalmente desesperada quando a mãe vai lhe dar carbamazepina e risperidona.

A menina tem 3 anos, mas ela já percebeu que todo o sofrimento que ela está passando são efeitos colaterais dos psicotrópicos. A parte mais triste e dolorosa é quando a mãe diz que a filha de 3 anos "luta pra não dormir... mas o efeito é mais forte..." Um dos efeitos colaterais que ADULTOS que tomam risperidona relatam são PESADELOS. Difícil não imaginar o terror desta menina, tentando ficar acordada para não cair num mundo de pesadelos terríveis.


"OIIIII minha filha de 3 anos e seis meses foi diagnosticada há mais de um ano com hiperatividade... e o médico dela receitou risperidona, 1 ml e o tegretol (carbamazepina) tava tomando 3 ml e agora só tá aumentando a dose... ela fica super agitada nervosa e agressiva... se esconde para não tomar os remédios... dou só a noite, mas percebo que ela fica totalmente dopada... e tenho a impressão que ele causa falta de ar, pois ela fica mole e só abrindo a boca, percebo que ela luta pra não dormir... mas o efeito é mais forte... às vezes me sinto culpada por isso e não sei se estou fazendo o melhor pra ela... ultimamente ela tem desenvolvido um certo medo, pois não quer ficar mais sozinha, e não vai mais ao banheiro sozinha, diz que tem bicho lá...não sei o que fazer mas tou querendo suspender a medicação, o problema é que ela é muito agitada, não para pra nada, não dorme, é muito nervosa, e agressiva... e de uns tempos pra cá está engordando e come sem parar... só tenho ela e não sei até que ponto pode ser normal... ela é muitooo inteligente e faz amizade com todo mundo, adora sair, mas quase não fala tem muita dificuldade pra falar e não se concentra em nada...não sei mais o que fazer... e depois de ler esses depoimentos fiquei com medo de estar prejudicando ela... o que faço..."

Eu agradeço muito a essa mãe, pois compartilhar essa história foi uma das melhores decisões que ela tomou, pois isso ajudará a repensarmos o tipo de tratamento que médicos estão dando a nossas crianças. Antes de mais nada, uma medicação psiquiátrica só deve ser suspensa por um médico, aos poucos, para evitar complicações de abstinência.

Ultimamente eu tenho recebido comentários de pais cujos filhos menores de 10 anos estão tomando psicotrópicos como risperidona e carbamazepina, prescritos por psiquiatras e neurologistas. Outro dia conversei com um pai no Facebook, que me falou sobre o filho de 5 anos estar tomando risperidona. Diante da minha surpresa e indignação ele me perguntou qual outra solução ele poderia encontrar. Eu hesitei de dizer para ele naquele momento, mas agora, aqui, eu digo:
MAIS AMOR. MAIS ATENÇÃO DOS PAIS. eu falei para este pai que existem tratamentos mais naturais, como por exemplo a medicina ortomolecular, mas o melhor tratamento, sem dúvida, é maior atenção da parte dos pais. Uma criança super agitada pode ter sua agitação diminuída de outras formas que todos nós conhecemos. Às vezes as crianças ficam agitadas, ansiosas pela chegada dos pais do trabalho, por exemplo. A solução para isso seria uma maior presença dos pais. Vivemos numa guerra de sexos, temos visto milhares de blogs de feministas e de masculinistas, e nesta guerra de sexos, estamos nos esquecendo dos direitos das crianças.

Sem querer desmerecer o amor de qualquer pai ou mãe, mais o amor começa antes da criança ser feita, não apenas quando a criança está na barriga da mãe, mas antes ser feita. Se algum dia eu me casasse, eu buscaria combinar com essa mulher de sequer fazermos sexo sem camisinha antes de termos toda uma estrutura preparada para um possível bebê, que, no mínimo, permitisse um de nós dois ficar com essa criança o máximo de tempo. E acho que deveríamos fazer isso mesmo se não tivéssemos planos de ter filhos, pois, muitas vezes, métodos contraceptivos falham. Parece que as pessoas sempre querem ter filhos perfeitos. Às vezes eles nascem com alguns problemas. Mas que falte ao recém-nascido um braço, mas que não falte amor. Imagine se você estivesse na barriga de sua mãe e ouvisse seu pai reclamando, dizendo que sua mãe não tomou contraceptivo direito ou furou a camisinha de propósito, como se você fosse algo totalmente indesejado.

Resumo: quem não quer ter filho de jeito nenhum, tem UMA opção 100% segura:
Não faça sexo com o sexo oposto.
Pois mesmo os mais perfeitos métodos de contracepção às vezes falham por erro humano. Se quiser fazer sexo, não ame apenas a mulher. Ame também o filho que PODERIA nascer.

Tema musical da publicação: Si j'étais president.

2.9.13

Anatomia de uma epidemia: Aumenta o número de deficientes mentais depois da introdução dos psicofármacos

Trechos do texto extraído do livro ANATOMY OF AN EPIDEMIC, escrito pelo jornalista estadunidense Robert Whitaker. O livro mostra como houve uma epidemia de doença mental (nos Estados Unidos) e como houve um grande aumento no número de pessoas interditadas por doença mental.

Anatomia de uma epidemia:

Psicofármacos e o Surpreendente
Aumento da Doença Mental na América
Robert Whitaker
Cambridge, MA
Ao longo dos últimos 50 anos, tem havido um aumento surpreendente na doença mental grave nos Estados Unidos. A porcentagem de americanos com deficiência por doença mental tem aumentado. (Pessoas interditadas com doença mental.) Quintuplicou desde 1955, quando Thorazine - lembrada hoje como a primeira droga "maravilhosa" da psiquiatria - foi introduzida no mercado.

O número de americanos com deficiência por doença mental quase que duplicou desde 1987, quando Prozac-o primeiro em uma segunda geração de drogas maravilhosas para a doença mental, foi introduzido. Existem atualmente cerca de 6 milhões de americanos incapacitados por doença mental, e este número aumenta em mais de 400 pessoas cada dia. Uma revisão da literatura científica revela que é o nosso paradigma do cuidado baseado em fármacos que está alimentando a epidemia. As drogas aumentam a probabilidade de que uma pessoa se torne doente crônico, e induz novos e graves sintomas psiquiátricos numa significativa porcentagem de pacientes.

A era moderna da psiquiatria tipicamente remonta a 1955, quando clorpromazina,
comercializada como Thorazine, foi introduzida na medicina hospitalar. Em 1955,
o número de doentes mentais em hospitais públicos atingiu uma marca histórica de alta de 558.922 e, em seguida, começou a diminuir gradualmente, e historiadores normalmente creditam este esvaziamento dos hospitais do estado a clorpromazina.

Como Edward Shorter escreveu em seu livro em 1997, "A história da psiquiatria", "Clorpromazina iniciou uma revolução na psiquiatria, comparáveis com a introdução da penicilina na medicina geral "(Shorter, 1997, p. 255). Haldol e outros medicamentos antipsicóticos foram logo levados ao o mercado e, em seguida, antidepressivos e ansiolíticos. A psiquiatria agora tinha drogas que, acreditava-se, eram específicas para doenças específicas, assim como a insulina é para diabetes.

No entanto, desde 1955, quando esta era moderna da psicofarmacologia nasceu, tem havido um surpreendente aumento na incidência de graves doenças mentais neste país. Apesar do número de doentes mentais internados talvez ter ido para baixo, todas as outras métricas utilizadas para medir incapacitantes da doença mental nos Estados Unidos aumentaram dramaticamente. E tanto é assim que E. Fuller Torrey, em seu livro "The Invisible Plague" (Em português: "A Praga Invisível") de 2001, concluiu que a insanidade tinha subido para o nível de uma "epidemia" (Torrey, 2001). Uma vez que esta epidemia tem andado juntinho com o crescente uso de psicofármacos, uma pergunta óbvia surge: Será que o nosso paradigma de cuidados baseados nos psicofármacos está alimentando esta praga da era moderna?

A EPIDEMIA


O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (US Department of Health and Human Services) usa o termo "episódios de pacientes em cuidado" para fazer a estimativa do número de pessoas tratadas por ano com doença mental. Esta métrica traça o número de pessoas tratadas em hospitais psiquiátricos, instalações residenciais para os doentes mentais, instalações e atendimento ambulatorial.

Em 1955, o governo relatou 1.675.352 episódios de pacientes em cuidado, ou 1.028 episódios por 100.000 população. Em 2000, episódios de pacientes em cuidado totalizaram 10.741.243, ou 3.806 por 100.000 habitantes. Isso é quase um aumento de quatro vezes per capita em 50 anos. Uma segunda maneira de avaliar esta epidemia é olhar para o número de deficientes mentais no país.

Até a década de 1950, o número de doentes mentais internados deficientes era regular. Hoje, os deficientes mentais (interditados mentais) recebem normalmente um benefício, seja do Benefício do Seguro Social ao Deficiente (SSDI, Social Security Disability Insurance) ou do programa Renda de Garantia Suplementar (SSI,Supplemental Security Income), e muitos vivem em abrigos residenciais (como as residências terapêuticas) ou outros meios de habitação financiados pelo governo. Assim, o paciente que estava internado há 50 anos hoje recebe benefícios do seguro social, do SSDI ou SSI, e é essa linha de evidências que revela que o número de deficientes mentais aumentou quase seis vezes desde que Thorazine (clorpromazina) foi introduzido.

Em 1955, havia 559.000 pessoas nos hospitais públicos mentais, ou 3.38 a cada
1.000 pessoas. Em 2003, houve 5 milhões 726 mil pessoas que receberam um pagamento ou do SSI ou do SSDI (ou de ambos os programas), e foram aposentados, quer por doença mental (segundo estatísticas do SSDI) ou diagnosticados como doentes mentais ( estatísticas do SSI). " Essa é uma taxa de incapacidade 19,69 pessoas por 1000 habitantes, que é quase seis vezes o que era em 1955.

É também interessante notar que o número de deficientes mentais tem aumentado dramaticamente desde 1987, o ano que foi introduzido o Prozac. Prozac foi apresentado como o primeiro de uma segunda geração de medicamentos psiquiátricos que diziam que era muito melhor do que as outras gerações. Prozac e os outros ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina)substituiram os tricíclicos, enquanto que os antipsicóticos atípicos (risperidona, Zyprexa, etc.) Substituiram Thorazine (clorpromazina) e os outros neurolépticos comuns.

O combinado das vendas dos antidepressivos e antipsicóticos saltou de cerca de US$ 500 milhões em 1986 para quase US$ 20 bilhões em 2004 (a partir de setembro de 2003 a agosto de 2004), um aumento de 40 vezes. Durante este período, o número de deficientes mentais nos Estados Unidos, como calculado pelos números do SSI e do SSDI, aumentou de 3 milhões e 331 mil pessoas a 5 milhões e 726 mil. Esse é um aumento de 149.739 pessoas por ano, ou 410 pessoas com deficiência recentemente pela doença mental todos os dias.

UMA CAUSA BIOLÓGICA PARA EPIDEMIA


A noção de que psicofármacos trabalham equilíbrando a química do cérebro foi levantada pela primeira vez no início dos anos 1960. Uma vez que se mostrou que Thorazine (clorpromazina) e os neurolépticos padrões podiam bloquear atividade da dopamina no cérebro, os pesquisadores seguiram a hipótese de que esquizofrenia era causada por excesso deste neurotransmissor. Assim, os neurolépticos, por bloquear os receptores de dopamina ajudam a normalizar o sistema dopaminérgico do cérebro. Uma vez que os tricíclicos levantavam os níveis de norepinefrina e serotonina no cérebro, os pesquisadores concluiram que a depressão fosse causada por níveis baixos dessas substâncias químicas cerebrais.

A Merck, entretanto, comercializou seu Ansiolítico, a droga Suavitil como um "estabilizador de humor." Dizer que a droga era estabilizadora sugeria que as drogas fossem efetivamente curativas biológicas de doenças.
No entanto, esta hipótese, que a droga química equilibraria a química anormal do cérebro nunca foi provada. Embora o público ainda seja informado de que a droga normaliza a química do cérebro, a verdade é que os pesquisadores não descobriram se pessoas com esquizofrenia tinham sistema dopaminérgico hiperativo (antes de ser medicado), ou que os pacientes diagnosticados com depressão sofriam com anormais baixos níveis de serotonina ou norepinefrina.

Como o cirurgião geral dos Estados Unidos David Satcher reconheceu no seu relatório de 1999 sobre a saúde mental, as causas dos transtornos mentais "permanecem desconhecidas" (Satchee, 1999, p. 102). No entanto, os cientistas têm conseguido compreender como as drogas afetam o cérebro humano, pelo menos em termos dos seus mecanismos de ação imediata.

Em 1996, o diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH, National Instutute of Mental Health), neurocientista Steven Hyman, estabeleceu um paradigma para entender como todos os psicofármacos funcionam. Antipsicóticos, antidepressivos, e drogas ansiolíticas, ele escreveu, "criam perturbações nas funções dos neurotransmissores" (Hyman & Nestler, 1996, p. 153). Em resposta, o cérebro passa por uma série de adaptações compensatórias. Por exemplo, Prozac e outros antidepressivos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina) bloqueiam a recaptação da serotonina. Para fazer face a este entrave da função normal, as tonalidades do cérebro baixam todo o seu sistema serotonérgico.

Neurônios liberam menos serotonina e diminuem o seu número de receptores de serotonina. A densidade dos receptores de serotonina no cérebro pode diminuir em 50% ou mais. Como parte deste processo de adaptação, Hyman nota, também há alterações nos percursos da sinalização intracelular a na expressão gênica. Depois de algumas semanas, concluiu Hyman, o cérebro do paciente funciona de uma maneira que é "qualitativamente, bem como quantitativamente diferente do estado normal "(Hyman & Nestler, 1996, p. 161). Em suma, psicofármacos induzem uma patologia.

O neurocientista de Princeton Barry Jacobs tem declarado explicitamente sobre este ponto dos ISRS. Estas drogas, ele disse, alteram o nível de transmissão sináptica fisiológica para além da gama alcançada no âmbito (normal) ambiental / condições biológicas. Assim, qualquer mudança comportamental ou fisiológica produzida nestas condições mais adequadamente podem ser consideradas patológicas, mais do que o reflexo normal de papel biológico da serotonina. (Jacobs, 1991, p. 22)

LEIA TODO TEXTO, EM INGLÊS, NO PDF ANATOMY OF AN EPIDEMIC.

Se você sabe ler inglês, recomendo também o vídeo abaixo. É um trailer do documentário "Take These Broken Wings: Recovery from Schizophrenia Without Medication" (Em português: "Pegue Essas Asas: Recuperação da Esquizofrenia Sem Medicação"). O vídeo tem legenda em inglês. Robert Whitaker também participa deste documentário.

Aviso: não se deve tentar deixar de tomar medicação por conta própria. Para deixar de tomar qualquer medicação psiquiátrica é necessário supervisão médica.

21.8.13

"Salve-me do Rivotril, PELO AMOR DE DEUS!" - O desesperado relato de um dependente de psicotrópicos

"Desde minha adolescência sofro com perturbações nervosas principalmente a noite, sonhos vividos, pesadelos e coisas do tal... ,mais aos 30 anos comecei a desenvolver o famoso (toque) e sem perceber aos 32 anos comecei ter as famosas crises de ansiedade, (vômitos, palpitação, insônia, náusea, medo, desmaio, irritabilidade, nervosismo, depressão, desinteresse pelo trabalho estudos viagens e lazer.... ) ate que logo veio a síndrome do pânico... Fiz exame de tudo: sangue, coração, cabeça, estômago, HPV, DST... deu tudo negativo até que uma noite estava em casa vi tudo rodar corri pro hospital e lá estava eu com pressão de 16x23 altíssima fiquei hipertenso...

Numa das vezes me levaram num neurologista e me receitou fluxetina e bromazepan deu uma acalmada mais os efeitos mesmo leves mais continuaram, numa outra ocasião numa de minhas crises noturnas após ter passado na mesma semana por uma crise, e término num relacionamento amoroso e também por parte de outra pessoa sofrer uma calúnia muito forte e também por parte de outra pessoa eu fui enganado, roubado e extorquido e também tive na mesma semana duas mortes de amigos próximos tudo acarretou na minha mente e tive uma crise violentíssima passei mal a noite e corri pro hospital (tive várias) e ao contar meus sintomas na recepção do pronto socorro me encaminharam logo para um psiquiatra que estava de plantão, o doutor me ouviu viu meus exames anteriores e logo me prescreveu duas caixas de alprazolam foi batata. Foram 3 meses vivendo no paraíso não sentia mais nada. Após este tempo, as crises voltaram.

Eu corri no mesmo doutor e ele me recebeu com maus tratos e arrogância dizendo-me: vou te atender pela ultima vez , não sou psiquiatra de rotina e sim de urgência e emergência, se quiser um tratamento particular psiquiatra procure um particular. Logo ele me prescreveu, paroxetina de 20 mg foi ótimo, fiquei mais 3 meses sem nenhum efeito ruim, quando acabou os remédios comecei a passar mal procurei então com a ajuda de uma amiga um psiquiatra de sua família que atendia a 150,00 por consulta, mas como eu fora apresentado pagava 120,00 por consulta... A consulta nada mais era que uma conversa de 3 a 5 minutos e uma receita de paroxetina 20 mg... Devo ter tido umas 10 ou 12 sessões com este especialista, que eu me apresentava de 60 em 60 dias e esse remédio eu pagava quase 150,00 reais nas duas caixinhas tentamos fazer 2 desmames mais eu sentia os sintomas regressarem e logo voltava para 20 mg da dose... Revoltado com a situação abandonei o médico por ver que não estava adiantando nada, não via a cura, só perca de tempo...

Acabou os remédios... Fiquei desesperado pela droga, e quando procurei o médico ele estava com a agenda cheia, não podia me atender só tinha vaga para dias após... Fiquei desesperado e quando faltava meio comprimido para acabar procurei um posto de saúde perto de casa, sou primário, autônomo, assalariado ao chegar la procurei psiquiatria ou neurologia e não achei... Me encaminharam para uma doutora na área de clínica geral que me prescreveu cloridrato de amitriptilina tomei a droga 1 mês mas também dormi direto 1 mês, entrei em depressão não trabalhava mais, voltei ao posto e outra medica clinica geral me receitou o famoso (rivotril clonazepan 2 mg) foi ótimo fiquei 2 meses na boa... Voltei no posto diversas vezes gostei pegava a receita e também o remédio pois era de graça... Me acostumei devo ter umas 20 receitas de vários médicos clínicos gerais que me prescreveram....

Mas a rotina era a mesma no consultório, explicava os sintomas e logo solicitava eu mesmo pedia o rivotril... Logo notei que tentei fazer desmame desta droga e estava preso a ela... Decidi também não voltar ao posto... Um colega meu tem uma amiga casada com um psiquiatra eu peço a ele e ele conversa com ela e o marido dela medico prescreve a receita pra mim e me dá... Compro o remédio e tomo isso já se repete a mais de 15 vezes hoje estou com 40 anos...

Sou dependente desta droga, não tenho médico, não consigo sair, a única coisa é que conseguir reduzir a dose do rivotril para 1mg mas tenho de tomar todo dia se não... Fico louco, tudo roda e passo mal mesmo a sensação é do que estou batendo as botas ali mesmo naquela hora a sensação é de pânico, de morte você treme, sua as mãos, molha a roupa do corpo com o suor, range os dentes, não passa... Diminui mas dentro de algumas horas vem a mesma sensação de novo, com a falta da droga a gente sofre sei que a ansiedade não mata, mas a hipertensão sim é incontrolável não tem como evitar ou como fugir ou ficar calmo ou tentar esquecer... É assim você passa mal mesmo e pronto... Só quem sente a mesma coisa pra saber do que estou falando é uma sensação terrível, da vontade de chorar muito, o humor fica zero...

A gente ouve os amigos e familiares dizendo: fica calmo, fica tranquilo, pensa em deus, pensa positivo, relaxa.... Caramba, que merda... Quanto mais eles falam mais a gente passa mal nem maracujá pra mim resolve, já tentei quase que de tudo, fiz terapias, tentei neurologistas, tomei passiflora, mantras, chácaras, e ate cultos fortes em igrejas evangélicas... Tenho muita fé em Deus, sou temente mais quanto a isto não tem jeito...

Percebo que minha mãe toma amitriptilina e meu pai usa diazepam, sempre foram nervosos com os filhos e percebo que isto também me afeta, com isto tenho medo de casamento, nunca me casei, não tenho filhos e nem perspectivas para o futuro, agora vendo muitas coisas que eu deveria ter feito no passado não fiz e me arrependo por causa da doença.... Eu ate resolvi voltar as aulas e no mês passado eu conseguir através de um supletivo terminei o ensino médio e estou estudando para fazer o enem 2013 tomara que eu consiga, meu sonho ainda mesmo aos 40 anos é fazer uma faculdade de historia ou biologia... Sinto muita vontade desta formação.... Tenho amigos na ufjf que me estimulam, mas as vezes não encontro forças para estudar... O efeito do rivotril alem de me causar dependência, me causa sonolência e falta de raciocínio...
Eu preciso de ajuda...

Queria saber da opinião dos leitores se tem algum outro ansiolítico mais brando e mais ameno que o rivotril, eu creio que eu conseguirei sair por conta própria deste veneno que os monstros do (SUS) me receitaram mais eu preciso de algo quase que parecido para tentar enganar meu organismo, não quero ficar preso no rivotril... Amigos me ajudem mas não me mandem procurar um profissional na área porque já descobrir que isto não adianta... Será que um do tipo brumazepan ou fluxetina resolveria??? Alguém conhece algum outro melhor mais barato e mais brando sem causar efeito colateral forte ou dependência??? Ou ate algum homeopático que me ajude? Pra psiquiatria não quero voltar não, nunca mais, descobrir com um especialista que eles ganham fortunas para viciarem seus pacientes a se viciarem com estes ansiolíticos assim eles tem altos ganhos no ramo do mercado

Isto é lógico... Se eu vendo jiló... Nunca vou dizer a ninguém que o jiló amarga ou é ruim... Vou vendê-lo com o maior sorriso nos lábios...

Amigos, me ajudem a sair do rivotril.... Não aguento mais... Quero viver... Tinha 60 kg e hoje já estou chegando aos 100 kg.

Aguardo respostas de médicos, de amigos e profissionais da área."

Esse relato me foi enviado por correio eletrônico. Achei melhor preservar o nome da pessoa. Que esse relato sirva de ALERTA para as pessoas que colocam muita fé em psicotrópicos, achando que os comprimidos podem resolver todos seus problemas.
-

8.7.13

Você fez exames laboratoriais antes de começar a tomar carbonato de lítio?

Antes de prescrever o psicotrópico carbonato de lítio o médico deve mandar fazer testes laboratoriais para certificar-se de um uso seguro e para determinar os sistemas funcionais basais do organismo. Esta é a indicação que pode ser encontrada na bula do carbonato de lítio, em CONDUTAS GERAIS E ESPECÍFICAS.

Infelizmente, enquanto eu estava no Centro de Atenção Psicossocial, eu observei que psiquiatras nunca mandavam fazer testes laboratoriais antes de prescrever o lítio. Nem preciso dizer que a falta destes testes coloca em risco a saúde do paciente.

Na publicação Transtorno bipolar do humor - A fase maníaca, a paciente declara:
"Enfim...Tentei Lítio, senti muitas complicações no figado..."
Eu não tive nenhuma complicação séria no fígado, que eu saiba, mas tive outros desequilíbrios causados pelo lítio. E pior deles foi uma grande exacerbação sexual. É possível que essa exacerbação sexual só tenha surgido pelo fato do lítio ter sido prescrito de forma errada. Enfim, não me encaixo nas descrições do transtorno bipolar, mas eu não estava em condições de recusar a medicação que me foi prescrita pelo psiquiatra. E obviamente ele não mandou fazer nenhum teste laboratorial antes.

Antes do médico prescrever o lítio, eu já suspeitava que ele queria me diagnosticar como bipolar e prescrever o carbonato de lítio. Pois eu já conhecia muito sobre o transtorno, inclusive tinha um livro de psicofarmacologia que falava sobre o lítio. Mas não ia adiantar tentar argumentar, pois o familiar que me acompanhou no diagnóstico contradisse coisas que eu disse ao ser manipulado pelo psiquiatra. Resultado:
Eu estava conseguindo levar a vida e me recuperar até a prescrição do lítio. Depois da prescrição, eu comecei sofrer uma grande exacerbação sexual como nunca tinha sentido antes e comecei a sofrer alucinações também. Por fim acabei tendo dois surtos graves por causa desse erro médico. É fácil saber que houve erro médico e que os problemas que eu enfrentei foram causados pelo lítio, pois agora que eu não estou tomando lítio minha sexualidade voltou ao normal.

Se você quiser ajudar a melhorar os atendimentos em saúde mental, exija testes laboratoriais dos psiquiatras antes da prescrição dos psicotrópicos.

Muitos pacientes psiquiátricos passam a trabalhar na área de saúde mental, acreditando que assim poderão ajudar. Mas a melhor forma de ajudar é exigir que psiquiatras façam testes laboratoriais antes de prescrever psicotrópicos. Se você fizer isso você vai está ajudando muito mais do que se tornar um profissional de saúde mental. Acredite.

9.3.12

Camisa de força psíquica

Chegando ao Instituto Philippe Pinel em Botafogo, Rio de Janeiro, me aplicaram uma injeção. Não sei dizer qual é, pois esse pessoal de hospital psiquiátrico público NUNCA informa aos pacientes qual medicação eles dão.

Eu fui a emergência do Instituto Philippe Pinel, onde fui amarrado e internado.(Como se amarrar fosse tratamento.)

Os efeitos da injeção se assemelham a uma CAMISA DE FORÇA QUÍMICA, como bem disse uma leitora do blog.

A pessoa quase não consegue falar, a voz fica embaralhada, embaçada.

Será que a injeção que me deram foi de HALDOL DECANOATO?

Veja a descrição do haldol decanoato, segundo o site MEDICINANET

Haldol Decanoato é recomendado para uso em pacientes psicóticos crônicos que requerem terapia antipsicótica parenteral. Estes pacientes devem ser previamente estabilizados com a medicação antipsicótica, antes de considerar a conversão para o Haldol Decanoato. Haldol Decanoato deve ser usado apenas em adultos e foi formulado para fornecer terapia por um mês na maioria dos pacientes após uma única injeção por via intramuscular profunda na região glútea.

Bem, a injeção que eu levei foi no braço, e não na região glútea. Mas como ter certeza que esses enfermeiros respeitam a indicação da medicação?

Vamos ver o que a WIKIPÉDIA diz sobre o HALDOL DECANOATO, ou DECANOATO DE HALOPERIDOL:

O pró-fármaco decanoato de haloperidol, libera lentamente o haloperidol de seu veículo. Em consequência do bloqueio dos receptores de dopamina ocorrem efeitos motores extrapiramidais no paciente.

Os efeitos motores extrapiramidais são dificuldades para SE MOVER, que o paciente sofre. Ou seja, dificuldade de falar, como eu tive ao tomar aquela injeção no Pinel.

Mesmo sabendo que a injeção deixa a pessoa com dificuldades para falar esse pessoal covarde de hospital psiquiátrico começa a fazer um monte de perguntas, que eles sabem que a pessoa não poderá responder. Isso por si só é uma desumanidade.

O PSICOSITE diz:

A aplicação de depósito (Depot) só deve ser realizada depois que o paciente demonstrou ter bons resultados com a administração via oral...

DEPOT aqui se refere a aplicação haloperidol injetável. De acordo com os sites que falam sobre o HALDOL DECANOATO, HALDOL DECANOATO só pode ser usado depois de muitos testes com o paciente.

Portanto se a injeção que eles me deram foi de HALDOL DECANOATO, isso pode ser considerado OUTRA falha de atendimento.

5.2.12

Efeitos devastadores da carbamazepina

Em menos de uma semana de uso da carbamazepina, eu já senti os seguintes efeitos colaterais:

O primeiro efeito colateral foi a alucinação auditiva da qual eu costumava sofrer ao tomar lítio.

Ou seja, é uma alucinação assustadora. A gente ouve vozes externas. A gente ouve vozes direcionadas a gente, vindas de não sei onde. As vozes são bem invasivas, infernizam a vida da pessoa, pois a gente poderia jurar que tem alguém escondido pregando alguma peça, fazendo alguma brincadeira. Ao deixar de tomar carbamazepina as vozes sumiram.Da mesma forma que ao deixar de tomar lítio as vozes sumiram. É diferente das vozes que se ouve dentro da cabeça, que é o tipo de voz que eu já escutei algumas raras vezes.


De acordo com a Wikipédia os efeitos colaterais da carbamazepina são os seguintes:

Alterações da percepção da visão, por vezes graves.

Nauseas.

Zumbidos e outros sons no ouvido alucinatórios (raro).

Sedação.

Reduz a eficácia da contracepção oral nas mulheres férteis.

Secura da boca.

Ataxia (andar rígido e anormal).

Dores intestinais.

Anemia e agranulocitose nos primeiros meses de uso apenas.

Reações alérgicas raras.

Depressão medular em altas doses (depressão respiratória potencialmente fatal).


Compare com os efeitos colaterais descritos pelo site Medicina NET, onde há uma lista enorme de efeitos colaterais, dentre os quais, destaco:

Tontura, cefaleia, ataxia, sonolência, vertigem, fadiga, visão dupla. Náusea, vômito, constipação, diarreia. Reações de hipersensibilidade. Síndrome de Stevens-Johnson. Anemia aplástica, agranulocitose, púrpura, eosinofilia, leucopenia, trombocitopenia e linfadenopatia. Confusão mental, agitação psicomotora e psicose.

Geralmente quando a pessoa está tomando muitos psicotrópicos a pessoa fica com a visão embaçada, visão dupla, etc. Portanto eu nem percebi muito os efeitos colaterais "Alterações da percepção da visão" e "visão dupla", descritos acima.

Eu sofri mesmo foi com uma diarreia terrível, semelhante a diarreia que eu costumava sofrer ao tomar o lítio. Com um detalhe: eu só tomei a carbamazepina por menos de uma semana, e senti todos esses efeitos. Imagine o que aconteceria se eu tomasse por muito tempo.

Agradeço muito os comentários deixados pelos leitores, onde expressaram opiniões diversas sobre a carbamazepina. Nos comentários diferentes pessoas falaram das diferentes prescrições da carbamazepina:
em alguns casos, a carbamazepina foi indicada para epilepsia, em outros casos foi indicada para o transtorno afetivo bipolar (TAB).

Quando eu tomei carbamazepina eu estava INTERNADO num manicômio público. Eu não joguei a medicação fora, como alguns pensaram.

Naquele manicômio, as pessoas eram maltratadas constantemente. Ao entrar no manicômio, nenhum psiquiatra falou comigo, como manda a lei. A internação foi ABUSIVA e IRREGULAR. Eu fui FORÇADO a tomar carbamazepina pelo pessoal da enfermagem, apesar de eu tentar explicar que tal eu era alérgico a tal medicação. Eu só vi a psiquiatra no último dia de internação. Eu só falei com a psiquiatra no ÚLTIMO DIA de internação, um procedimento TOTALMENTE IRREGULAR. Aí eu INFORMEI à médica que eu não ia continuar tomando carbamazepina.

Foi assim que eu deixei de tomar carbamazepina. Portanto, se você está se tendo benefícios com a carbamazepina, ótimo. Apenas quero que as pessoas entendam que eu não tinha que passar por nenhum daqueles efeitos colaterais, pois se a médica tivesse falado comigo ANTES de prescrever a medicação, ela saberia que tal medicação não era indicada para mim. É importante que as pessoas entendam que atendimento público de saúde mental é CATASTRÓFICO.

TODO MUNDO sofre com os efeitos do sol em excesso, mas pessoas mais brancas sofrem mais.
E quase todo mundo sofre os efeitos colaterais de psicotrópicos. Para algumas pessoas, os benefícios fazem a pessoa tolerar os efeitos colaterais. E, às vezes, os efeitos colaterais são bem leves, quase imperceptíveis. E algumas poucas pessoas, de fato terão uma melhor tolerância (da mesma forma que algumas pessoas usam drogas ilícitas e não sofrem nenhuma sequela).

Atualização feita em 28 de março de 2016, às 04:10. Antes foi atualizado em 10 de agosto de 2013, às 09:49. Publicado primeiramente em 05 de fevereiro de 2012, às 11:30.

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6.11.11

Consequências dos psicotrópicos - Relatos de vários pacientes psiquiátricos

Abaixo deixo vários relatos de pessoas que falam sobre os efeitos nefastos de psicotrópicos. Relatos retirados do excelente blog PROGRAMANDO COM DOIS NEURONIOS.

A postagem em questão é: CONSEGUI PARAR DE TOMAR PONDERA!


"A bula do Pondera diz que o remédio não causa dependência, correto? Mas então porque não conseguimos abandonar o uso rapidamente? Porque devemos reduzir a dosagem gradativamente, lentamente, como se fossemos usuários de morfina ou heroína???"

"Fui ao medico porque estava com dificuldade de concentração (também sou da computação). O medico insistiu que eu tinha ansiedade.
Incialmente me receitou Sertralina, mas aí passei a dormir apenas 6h depois de passar intervalos de ~40h plenamente ligado. Apesar de isso ser interessante (hehehe) não estava me fazendo bem.
O medico me receitou então o Pondera. Passados 4 meses com esse maldito veneno, o pouco da minha concentração sumiu completamente e fiquei lerdo feito uma lesma. O medico insistiu que era uma questão de tempo e de me ajustar a medicação. Talvez depois de 2 anos eu conseguisse atingir esse ajuste ao medicamento (grrrrrr).
Durante três semanas fui reduzindo a dosagem de 20mg para zero, intercalando dias a tomar o remédio.
Nossa, que desastre. Agora sim estou na Mer%$. Parece que tenho amnésia. Preciso colar post-it de coisas que quero fazer nos próximos 5min, isso se eu não esquecer de anotar o recado. Além disso, tenho um sono que nem uma turbina de avião me tiraria da cama. Uso dois despertadores que não fazem o menor efeito. Os efeitos colaterais que eu sentia enquanto tomava o Pondera estão 10x mais intensos agora. Estou realmente preocupado... Porque esses médicos não experimentam o Pondera antes de receitá-lo? O sujeito que autorizou a venda do Pondera não deve nem saber o que é um neurônio."

"Olá! Eu também passei e ainda estou na fase de abstinência dos antidepressivos. No inicio era apenas o sertralina, para ajudar na minha TPM e muito stress no ambiente de trabalho. Mas as coisas começaram a piorar cada vez mais. Passei a ficar deprimida.Fui no psiquiatra que me receitou o rivotríl e o pondera,mas as coisas só foram piorando, passei a ter alucinações. me desgostei de vez do meu trabalho e decidir para com as drogas. Mas eu não conseguia. Td vez que parava de tomar eu sofria com a falta deles. Ai fui diminuindo aos poucos e por conta. Parei o setralina e reduzi o rivotril. Aos poucos eu fui diminuindo o rivotril e parei de toma-lo. Fiquei só com o pondera.
Aos poucos fui fazendo a redução do pondera. cortava ele no meio, depois em tres partes até que ; aff. parei com todos eles.
Agora faz 8 dias que parei . Ainda sinto falta mas sei que vou vencer e não usar mais essas drogas.
Mudei de trabalho, mudei minha vida e agora bola para frente. Com fé em Deus nunca mais usarei nada.
Pensem bem antes de embarcar nessa..."

Parabéns ao Cláudio, criador do blog PROGRAMANDO COM DOIS NEURONIOS, que está ajudando a salvar muitas vidas.

20.10.11

Haloperidol (Haldol) comparado com outros psicotrópicos

O psicotrópico haloperidol é útil para conter surtos graves, e funciona muito bem a CURTO PRAZO. (Ou seja, quando utilizado por um curto período de tempo, para emergências.)

Quero deixar claro que o haloperidol, o haldol causa complicações sérias quando usado a LONGO PRAZO.

Quanto a maioria dos outros psicotrópicos, sou obrigado a concordar com a massa que diz que eles são apenas comerciais, apenas visam lucros. Nunca se pôde comprovar a eficácia desses novos psicotrópicos que surgem dia após dia.

O importante site SSRI Stories divulga vários casos de EFEITOS COLATERAIS graves causados por uso de psicotrópicos em todo mundo. Dentre esses efeitos colaterais encontramos SUICÍDIOS, COMPORTAMENTOS VIOLENTOS, ETC.

Entre as sérias sequelas encontramos caso de pessoas que ficaram violentas por causa de crise de abstinência dos psicotrópicos.

Encontramos também pessoas que tiveram crises graves por misturar os perigosos psicotrópicos com bebida alcoólica.

Portanto importante buscar ajuda e apoio ao decidir deixar de tomar esses perigosos psicotrópicos, e nunca se deve misturar essas drogas perigosas com álcool.

A página Psychdrug Dangers também coloca informações muito úteis sobre os perigos dos psicotrópicos.

Há vários casos registrados de complicações a longo prazo do haloperidol, sequelas como a discinesia tardia e a distonia.

Falei bastante sobre essas sequelas e efeitos colaterais nas publicações

DISTONIA E DISCINESIA TARDIA: ALGUMAS DAS DOENÇAS CAUSADAS PELA PSIQUIATRIA MODERNA

e EFEITOS COLATERAIS MONSTRUOSOS (DO HALOPERIDOL, DA SULPIRIDA E DA RISPERIDONA)

Haloperidol e clorpromazina foram invenções maravilhosas; funcionam muito bem SE usadas com moderação a CURTO PRAZO, insisto.

Um bom psiquiatra pode diminuir o uso de psicotrópicos com o auxílio de tratamentos alternativos.



Para fechar esta publicação, deixo abaixo o vídeo que mostra as complicações sérias causadas pelo uso a longo prazo do psicotrópico geodon; e deixo o link do vídeo que mostra a triste sequela que um adolescente enfrentou depois de tomar risperidona por um longo período. Cresceu seios no rapaz como efeito colateral do risperidona!

Confira abaixo:



RISPERIDONA/RISPERDAL FAZ CRESCER SEIOS EM ADOLESCENTE
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27.3.11

Sérias sequelas do psicotrópico Carbonato de Lítio

Como já tinha relatado aqui eu fui forçado por um psiquiatra novato a tomar carbonato de lítio. Antes de relatar as sequelas que sofri, deixo a fala do grande psiquiatra Peter Breggin:

"A forma que uma droga é estudada é descobrindo uma droga que causa um desequilíbrio bioquímico no cérebro de um rato. Ela causa um desequilíbrio bioquímico no cérebro normal do animal. E isso que o prozac faz, o que paxil faz, o que zoloft faz, isso que abilify, risperdal faz, isso que as drogas psiquiátricas fazem. Elas atingem o cérebro, colocam uma toxina lá que muda as coisas de uma maneira que não dá para antecipar."

(Leia mais sobre os conselhos do grande psiquiatra Doutor Peter Breggin em Desequilíbrio bioquímico no cérebro dos pacientes psiquiátricos, onde você poderá encontrar o link de um vídeo onde o grande psiquiatra norte-americano dá várias orientações úteis.)

Antes de ler meus relatos, veja também o vídeo do grande psiquiatra Marco Aurélio Behar Ramos, que comenta sobre as vantagens da psiquiatria ortomolecular, que é o mais indicado para substituir medicamentos antiquados como o lítio e outros. O Dr. Marco Aurélio Behar Ramos fala sobre efeitos colaterais absurdos dos psicotrópicos, como a perda da libido, retardo da ejaculação no homem, etc, e explica que com uma alimentação correta indicada por um psiquiatra ortomolecular NÃO HÁ efeitos colaterais.


Eis as sequelas que sofri, agora com mais detalhes:

Enquanto estava tomando lítio eu sentia TAQUICARDIA. Meu coração começava a bater forte demais como se fosse estourar. Quando parei de tomar o psicotrópico a taquicardia parou também.

Eu sofria ataques de diarreia nos locais mais inconvenientes possíveis. Uma vez não consegui segurar e passei mal no ônibus me borrando as calças e sendo obrigado a sair do ônibus todo melado. Diarreia é um efeito colateral previsto pela bula do lítio.

Tem outra consequência óbvia que não é mostrada na bula do lítio: pessoas que tomam o lítio perdem cabelo. É interessante observar que muitas pessoas sequer tinham casos de calvície na família, mas se tornaram calvas depois de tomar lítio.

Eu também perdi cabelo. Mas não foi uma queda de cabelo normal como acontece na calvície. Pouco tempo depois de ter começado a tomar lítio MEU CABELO CAIU AOS MONTES DA NOITE PARA O DIA.

Quando eu dizia para meus amigos, pessoas que me conheciam e me viam todo dia, que provavelmente era calvície eles simplesmente diziam que NÃO aparentava, pois eles NUNCA tinham visto calvície daquele jeito, POIS MEUS CABELOS PARECIAM TER SIDO ARRANCADOS.

Aparentemente uma das sequelas mais tristes foi em minha aparência. Pelos comentários que recebo das pessoas que me conhecem eu pareço bem mais velho do que realmente sou. Qualquer pessoa que me vê junto com meus irmãos sempre diz que eu aparento ser o mais velho, E BEM MAIS VELHO. Mas o problema é que eu sou o mais novo!

Escrevo esta publicação para ALERTAR às pessoas sobre as graves sequelas do lítio, principalmente quando é mal prescrito. Exija EXAMES laboratoriais para verificar sua tireoide ANTES de começar a tomar lítio.

O melhor seria evitar de tomar este psicotrópico, pois sua eficácia NUNCA FOI REALMENTE COMPROVADA. Mas se seu médico está dizendo que você precisa ao menos exija fazer exames ANTES DE COMEÇAR A TOMAR.

Devo alertar mais uma vez que este psicotrópico SÓ DEVE SER TOMADO COMO ÚLTIMO RECURSO.

Devo falar de outros efeitos colaterais que eu nunca tinha experimentado:
eu nunca tinha sentido nenhum traço de depressão, mas depois de começar a tomar lítio passei a sentir. Agora que parei de tomar lítio felizmente aquela depressão passou de vez.

Devo alertar por último que TOMAR LÍTIO SEM NECESSIDADE REAL VAI ACARRETAR EM VOCÊ OS EFEITOS DO TRANSTORNO BIPOLAR, em vez de curá-lo.

Veja mais informações sobre o lítio no PSICOSITE e na página da EUROFARMA.

Originalmente publicado no dia 27 de março de 2011 e atualizado no dia 30 de abril de 2016.

21.4.10

DISTONIA E DISCINESIA TARDIA: ALGUMAS DAS DOENÇAS CAUSADAS PELA PSIQUIATRIA MODERNA

Abaixo podemos ver vídeos que mostram uma moça que desenvolveu distonia e discinesia tardia depois tomar geodon por um tempo. Geodon é um medicamento psiquiátrico, um psicotrópico usado para conter a esquizofrenia. Distonia e discinesia tardia são doenças em que a pessoa fica com tique nervoso, ou seja, com movimentos involuntários altamente constrangedores, como você pode ver no vídeo. O primeiro vídeo foi colocado na Internet pelo marido dessa mulher.






AS VERDADEIRAS DOENÇAS DA PSIQUIATRIA

"Por que aquele moço fica tremendo?"

Foi exatamente isso que uma moça linda me perguntou. Essa moça ainda era bem ingênua. Aquela ingenuidade da juventude. Essa moça linda tinha uns 18 ou 19 anos e era uma nova freguesa do CAPS.

Ela realmente desconhecia o destino das pessoas que tomam esses medicamentos da psiquiatria.

Eu expliquei para ela, com grande tristeza, que pessoas que tomam os medicamentos da psiquiatria desenvolvem várias doenças que as fazem tremer, ter tique nervoso e outras monstruosidades causadas pelos medicamentos da psiquiatria. Muitos desses medicamentos, na verdade, são drogas perigosíssimas.

São vários os registros de suicídio por anti-depressivos, ou seja, as pessoas usam anti-depressivos para se suicidar. Se esses psicotrópicos funcionassem as pessoas não os usariam para cometer suicídio.

Moderadores de humor causam os efeitos mais esquisitos e contraditórios, como já falei aqui várias vezes no site PACIENTE PSIQUIÁTRICO.

Apenas os psicotrópicos mais antigos conseguem bons resultados. Como o haloperidol: usado em emergências por pouco tempo é até bom para conter os surtos, mas usado por um longo período causa sequelas graves.

E para piorar eles tratam dessas doenças causadas por essas drogas da psiquiatria dando mais drogas ainda.

Um de meus objetivos é ajudar a fazer que a lei seja cumprida e que os psiquiatras e profissionais de saúde mental informem sobre os medicamentos da psiquiatria, como manda a lei.

E principalmente luto para que possamos inserir na psiquiatria da saúde pública cada vez mais tratamentos alternativos para substituir os perigosos medicamentos psiquiátricos que matam tanta gente.

Se você é profissional de saúde mental colabore e diga a verdade para os pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos. Ajude a fazer valer a lei.

Ajude na luta por tratamentos alternativos não seja um daqueles profissionais que dizem que os psicotrópicos são a única forma de tratamento.

Quando esses profissionais dizem que não dá para passar sem tomar os psicotrópicos eles estão realmente MUITO DESINFORMADOS, ou, me desculpem, estão mentindo. Vocês escolhem.

Portanto ajude a divulgar a verdade, ajude a salvar vidas. Como disse, o uso de certos psicotrópicos a curto prazo podem ajudar bastante, porém psicotrópicos usados em excesso e por muito tempo MATAM.

Obrigado por sua ajuda.

22.5.09

Lítio - Lithium (Nirvana)



Preste bastante atenção nessa música do Nirvana, de autoria de Kurt Cobain. Ela descreve os efeitos do lítio. Os efeitos que usuários do lítio experimentam com frequência. Começa dizendo "Eu estou tão feliz... pois hoje encontrei meus amigos. Eles estão na minha cabeça. (Estão na cabeça pois são ilusões.) Toda a música é depressiva e cheia de dor.

A música descreve a sensação que as pessoas sentem, quando estão ao ponto de enlouquecer.

Kurt Cobain, vocalista do Nirvana era usuário de lítio. Como eu. E parece que ele não resistiu às sensações que sentiu e se matou.

Lítio, para quem não sabe, é a droga usada pela psiquiatria para "tratar" transtorno bipolar. Transtorno bipolar é a "doença" em que se diz que a pessoa fica, ora muito feliz, ora muito triste. em outras palavras, a pessoa fica deprimida ou eufórica.

O interessante é que antes de se matar ele já tinha feito uma tentativa. Tentou se matar tomando 50 comprimidos de um outro medicamento com champanha! É só para isso que esses psicotrópicos servem: para fazer as pessoas tentarem suicídio com o próprio "remédio"! Se esses psicotrópicos funcionassem mesmo ninguém tentaria se matar com eles!

Essa postagem é uma homenagem a Kurt Cobain, um companheiro de lítio. E servirá também para eu pedir que as pessoas parem de ver suicidas como covardes. O senhor Kurt Cobain foi super-corajoso no momento de sua morte. Além disso, os motivos que levam alguém a se suicidar são sérios. Ninguém se mata porque é fraco. Fraco é quem fala mal do suicida. E as pessoas não se matam só quando estão doentes. Existem motivos mais fortes que podem levar alguém ao suicídio. Só muita indiferença mesmo para fazer alguém acreditar que quem se mata está ruim da cabeça e pronto.

Descanse em paz, Kurt. Será uma grande honra para mim seguir seus passos.

Eu estou mal ultimamente. Quer dizer, estou meio pirado. Eu estou me readaptando a essa maldita droga chamada lítio. E o lítio deixa a gente doidão!!

Portanto se eu ficar muito tempo sem escrever aqui talvez eu tenha passado dos limites e sido internado. Talvez eu tenha tido uma overdose de drogas ilícitas. Tomando lítio a gente fica com vontade de experimentar outras drogas pesadas (como o Kurt Cobain fez). Ou então talvez eu tenha ido me encontrar com o Kurt Cobain.

MAIS SOBRE KURT COBAIN NA WIKIPÉDIA
VEJA MAIS SOBRE A MORTE DE KURT COBAIN NO SITE DA ABRIL

ATUALIZAÇÃO DE 27 DE OUTUBRO DE 2011:
HOJE EM DIA EM NÃO TOMO MAIS LÍTIO. NÃO TENHO MAIS O MENOR PENSAMENTO SUICIDA. NÃO TENHO MOTIVO PARA ISSO. PRETENDO PROCESSAR O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE, POIS CONSIDERO QUE A PRESCRIÇÃO DO LÍTIO FOI UM ERRO MÉDICO.

17.4.09

PESSOAS INTERDITADAS COM DOENÇA MENTAL

Houve a introdução da medicação psiquiátrica(psicofármacos), e com essa introdução da medicação psiquiátrica houve um esvaziamento dos hospícios. Mas não houve um grande interesse em recuperar as pessoas pacientes psiquiátricos. E a incidência de doença mental aumentou. Com isso as pessoas saem dos hospícios, mas sem um bom projeto de reinserção social acabam sendo interditadas, ou seja, são aposentadas. Com a interdição, a pessoa sequer tem controle do próprio dinheiro - já que quem recebe é um familiar.

Isso é mais explicado no texto abaixo que fala do crescente número de deficientes mentais nos Estados Unidos. (Pessoas que estão se aposentando.) Isso é parte do artigo de Robert Whitaker, ANATOMY OF AN EPIDEMIC.


Até a década de 1950, o número de doentes mentais internados deficientes era regular. Hoje, os deficientes mentais (interditados mentais) recebem normalmente um benefício, seja do Benefício do Seguro Social ao Deficiente (SSDI, Social Security Disability Insurance) ou do programa Renda de Garantia Suplementar (SSI,Supplemental Security Income), e muitos vivem em abrigos residenciais (como as residências terapêuticas) ou outros meios de habitação financiados pelo governo. Assim, o paciente que estava internado há 50 anos hoje recebe benefícios do seguro social, do SSDI ou SSI, e é essa linha de evidências que revela que o número de deficientes mentais aumentou quase seis vezes desde que Thorazine (clorpromazina) foi introduzido.

Para ler mais sobre o texto acima veja a tradução de parte de ANATOMY OF AN EPIDEMIC em ANATOMIA DE UMA EPIDEMIA: AUMENTA O NÚMERO DE DEFICIENTES MENTAIS DEPOIS DA INTRODUÇÃO DOS PSICOFÁRMACOS.

MEDICAÇÃO PSIQUIÁTRICA: EFEITOS ESTRANHOS E DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Com grande pavor eu observo as pessoas seriamente prejudicadas no CAPS. Seria por causa da doença mental? Não. Isso porque medicação psiquiátrica causa sérios prejuizos à pessoa humana, como indicado no livro de Breggin & Cohen, Your Drug May Be Your Problem: "... sofrimento emocional não pode ser amenizado sem prejudicar outras funções, como a concentração, atenção, sensibilidade e auto-consciência" (p. 36).

Eu olho para as mulheres e me entristeço: moças que foram tão bonitas estão totalmente gordas. E elas sabem que estão gordas assim por causa da medicação. Elas admitem isso.

Uma das mulheres, paciente psiquiátrica disse, furiosa:
__Não vou mais tomar remédio!
Eu até entendo a raiva dela mais infelizmente tenho que dissuadí-la da idéia. Tive que explicar:
__Não faça isso! Se você parar de tomar "remédio" vai fazer mal!
Tive de dizer isso, pois sei que é perigoso parar de tomar medicação psiquiátrica. Não que a pessoa vá entrar em crise. Não. É que "Todos os medicamentos psiquiátricos podem causar problemas durante a retirada", como diz o livro dos doutores Breggin e Cohen. Logo, a medicação psiquiátrica causa dependência química.

E é claro que a medicação psiquiátrica não faz todo o milagre que os profissionais de saúde dizem que faz. O livro diz que "muitos efeitos adversos são difíceis de distinguir dos problemas emocionais". Logo os psicofármacos (medicação psiquiátrica) causam doença mental também. Para ler todo esse texto vá para COMO E PORQUE PARAR DE TOMAR PSICOFÁRMACOS.

E lembre-se: se você nunca tomou psicofármaco e precisa de atendimento psiquiátrico, fuja dos psicofármacos. Procure psiquiatria ortomolecular, por exemplo. Não fique sem tratamento, mas por favor, fuja dos psicofármacos.

8.1.09

O QUE O PACIENTE PSIQUIATRICO SENTE

O segredo para o sucesso da psiquiatria, da psicologia e de toda área de saúde mental não é difícil. Basta OUVIR O QUE O PACIENTE PSIQUIÁTRICO TEM A DIZER. E é claro que para isso o paciente psiquiátrico também deve se expressar e falar o seu lado. O problema é que os psiquiatras e psicólogos ainda estão num estágio de aprender a ouvir o paciente, pois eles ainda querem ouvir mais as palestras de grandes doutores. Está na hora de mudar isso.

FÓRUM DO PACIENTE PSIQUIÁTRICO

Por isso eu e uma amiga que também faz tratamento decidimos dar o pontapé inicial para a criação do FÓRUM PACIENTE PSIQUIÁTRICO. É um espaço onde todos que sofrem com algum transtorno mental poderão se expressar, discutir seus casos, a partir de seu ponto de vista. E lá os profissionais de saúde mental também podem participar das discussões, sem qualquer discriminação. Assim como familiares e qualquer simpatizante.

Enfim, é um espaço neutro, onde a palavra do profissional de saúde não valerá mais do que a palavra do paciente. E vice-versa. E um espaço onde todos se ajudarão mutuamente. Sua presença é super-importante lá! Faça já seu cadastro no fórum! Siga o link FÓRUM PACIENTE PSIQUIÁTRICO. E veja o blog do fórum, que se chamará também PACIENTE PSIQUIÁTRICO. Lá você encontrará notícias sobre saúde mental.

COM SINCERIDADE OS PSICÓLOGOS E PSIQUIATRAS CONSEGUEM MELHORES RESULTADOS

Tem uma psicóloga conhecida minha que sempre me aconselhou a fazer análise, ter consultas com psicólogo. Eu sempre disse que não, mas não poderia explicar com clareza porque não. Ah, minha bela psicóloga... é que vocês não conquistaram minha confiança ainda. Imagine, eu já ouvi psicólogos aconselhando aos pacientes, "Vocês não precisam deixar que todos saibam que vocês têm transtorno mental." Isso é praticamente um conselho para a gente esconder nossa natureza. Se vocês dão um conselho desses, imagine quantas coisas vocês não devem esconder da gente... eu prefiro a verdade sempre. E os psicólogos e psiquiatras deveriam aconselhar sinceridade, pois dessa forma passariam uma imagem mais confiável para mim...

DECLARE-SE

Nunca escondi que faço tratamento psiquiátrico, pois dessa forma eu posso deixar que as pessoas saibam que doença mental não é bicho-papão. Se eu esconder, eu só vou aumentar os preconceitos, quando poderia diminuir. Não esconda que você faz tratamento psiquiátrico. Se eu falo abertamente que faço tratamento psiquiátrico eu vou inclusive motivar outras pessoas a procurarem tratamento.

E meu conselho vale para os portadores de HIV também. Eu nunca encontrei ninguém que se declarasse portador de HIV. Por que esconder isso? Seria bem melhor um mundo mais franco. Você portador de HIV conhece disso, tem experiência. Seria legal você passar sua experiência e não seu vírus... e para isso você deverá ser franco, e contar suas experiências. Nessa sociedade tão desinformada sobre a AIDS sua experiência é valiosa. No blog PACIENTE eu falo mais sobre AIDS, que é meio tabu. Siga o link para o blog PACIENTE (EX-BLOGADÃO COM PC). Veja a postagem AIDS SE PEGA COM BEIJO NA BOCA?

20.12.08

EFEITOS COLATERAIS MONSTRUOSOS (DO HALOPERIDOL, DA SULPIRIDA E DA RISPERIDONA)

06 de abril de 2016: abaixo compartilho minhas experiências com psicotrópicos, originalmente escrito em dezembro de 2008.

Eu tenho falado tanto dos efeitos que experimentei tomando carbonato de lítio que tenho deixado de falar dos efeitos dos outros remédios psiquiátricos que tomei. Os piores efeitos que experimentei, sem dúvida, foram do lítio, mas outros remédios psiquiátricos também têm efeitos terríveis.

Eu já tomei também, haloperidol, sulpirida e risperidona, que estou tomando agora. Clique no nome da medicação para ir para outra página, em outra janela, onde você encontrará mais informações sobre a medicação.

(Eu ESTAVA tomando risperidona em 2008, época em que isso tudo foi escrito. Se eu continuasse tomando, hoje, 2016, certamente já teria morrido, ou me suicidado.)

Não vou falar de remédios como clorpromazina / amplictil e fernegan, que foram apenas complementos.

CLIQUE AQUI para ver um vídeo do Youtube de uma reportagem da CBS, que mostra um adolescente que sofreu um estranho efeito colateral da risperidona / risperdal. Cresceu seios no rapaz como efeito colateral do RISPERIDONA/RISPERDAL. O rapaz ficou cheios de traumas. Foi necessário fazer uma MASTECTOMIA para retirar os seios. O vídeo é em inglês, mas dá para entender bem. O VÍDEO É PESADO.

Enquanto o lítio transforma o indivíduo em maníaco sexual, haloperidol, sulpirida e risperidona fazem o contrário. Deixam o indivíduo meio impotente! Mas imaginem a situação: alguns remédios deixam a pessoa super-excitada, enquanto outros tiram a potência!

Eles não têm nenhum remédio psiquiátrico que equilibre? Vão me desculpar, doutores, mas isso só prova que medicamento psiquiátrico não equilibra. Entre o lítio e o risperidona, um agita demais e o outro acalma demais.

Outra sequela comum de psicotrópicos como o haloperidol é a DISCINESIA TARDIA. A pessoa fica com umas contorções faciais involuntárias, em outras palavras, a pessoa fica com TIQUE-TIQUE NERVOSO. Veja no vídeo abaixo.



(Importantíssimo: a Lei OBRIGA os médicos a fornecerem todas as informações aos pacientes sobre o tratamento.

Você que faz tratamento psiquiátrico deve EXIGIR que o psiquiatra mostre a bula e EXPLIQUE porque está passando uma determinada medicação. Inclusive o psiquiatra deve falar claramente sobre os efeitos colaterais e sequelas. Caberá ao paciente decidir se continuará tomando a medicação.

E se o paciente decidir não tomar a medicação, deverá receber apoio do médico, pois o médico jurou amenizar o sofrimento. Ou seja, o médico não pode forçar um paciente a tomar uma medicação que lhe causa sofrimento.

Psicotrópicos causam dependência. Portanto é perigoso deixar de tomá-los por conta própria.

Procure auxílio de um médico. Parar de tomar medicação psiquiátrica de repente pode causar uma CRISE DE ABSTINÊNCIA bem perigosa. Por isso não é fácil deixar de tomá-los.

NUNCA DEIXE de tomar a medicação psiquiátrica sem auxílio profissional.

E o familiar deve apoiar o paciente psiquiátrico SEMPRE. Se um paciente reclama muito de uma medicação o melhor é apoiá-lo. O familiar deve exigir que o psiquiatra dê todas as informações. Esse apoio vale mais que qualquer medicação. Veja as leis que falam sobre o dever do médico de informar o paciente e o familiar:

Veja as leis 10216 e 8080.
)

Os psiquiatras que ainda não estão informando os pacientes sobre os efeitos adversos dos psicotrópicos, estão atuando de maneira CRIMINOSA, e devemos lutar para que isso mude.

Os remédios psiquiátricos nunca foram a parte mais importante de meu tratamento. (Na verdade, os remédios psiquiátricos prejudicaram minha vida de uma maneira indescritível, com efeitos colaterais horríveis, que os psiquiatras NUNCA sabiam explicar, ou NÃO QUERIAM! Medicação NÃO É TRATAMENTO!) Uma das partes mais importantes de meu tratamento foi o CAPs, Centro de Atenção Psicossocial.

(Na época em que eu escrevi esta publicação os CAPS funcionavam um pouco melhor, porém hoje, quando eu estou atualizando esta publicação, os CAPS estão insuportáveis; o que me levou a deixá-los. No CAPS eu ajudava outros pacientes, e isso por si só era uma terapia. Por isso não posso dizer que os técnicos do CAPS me trataram. Isso não seria verdade. EU ME TRATEI.)

Eu não aconselho ninguém a abandonar tratamento, mas aconselho a procurar outras formas de tratamento.

(E é isso que estou fazendo hoje em dia, no ano 2016, muito tempo depois de publicar esta matéria pela primeira vez. Ando pesquisando opções naturais, naturólogos, homeopatia, e coisas assim. Porém não é fácil encontrar opções naturais. Existe em alguns raros lugares. Cabe a nós, cidadãos, lutar para que haja essas opções. Eu tenho me virado sozinho. Eu me trato sozinho com bom senso: sigo uma alimentação saudável e pratico esportes.)

Devotei boa parte deste site (blog) para os tratamentos alternativos, tratamentos sem medicação, sem psicotrópicos. Clique em TRATAMENTO ALTERNATIVO e leia mais.

Hoje, 06 de abril de 2016, eu sigo dizendo que a melhor coisa a se fazer é buscar tratamentos em que se use o mínimo de psicotrópico. Boa sorte. E não desista, apesar das dificuldades. E lembre-se: não existe remédio milagroso. Tudo dependerá muito de apoio da família e dos médicos, e acima de tudo de sua DETERMINAÇÃO.

COMENTÁRIOS SOBRE HALDOL E OUTROS PSICOTRÓPICOS - ALGUMAS RESPOSTAS

Muito obrigado por todos os comentários que têm chegado aqui! São extremamente úteis e ajudam bastante a todos que acessam.

Algumas respostas aos comentários:

À Natália C eu digo que me espanta que um psiquiatra de CAPS recomende a familiares que coloquem medicação no café para dar ao paciente sem que ele(a) perceba, o psiquiatra e a equipe do CAPS que deveria convencer o paciente a tomar medicação, sem coerção, sem truques sujos. Isso chega a ser anti-ético. E infelizmente, falta de ética e CRIMINALIDADE têm sido muito comum na área da psiquiatria.

Renato Prado disse que ele fica como um zumbi, mas mesmo assim a medicação salva sua vida. Você não é zumbi. Não tem que viver como um. Viver como zumbi não é viver. Existem alternativas, cabe a nós fazer que os médicos usem os tratamentos alternativos, que os hospitais e ambulatórios estejam adequados a usar tratamentos alternativos menos ofensivos, com menos efeitos colaterais.

Quanto à pessoa que se autodenomina "[ W ] A L Y N", você leu a parte em que eu relatei "Se eu continuasse tomando, hoje, 2016, certamente já teria morrido, ou me suicidado"? Isso responde às suas especulações. Infelizmente, muitos professores de psiquiatria e enfermagem praticam CRIMINALIDADE, explorando pessoas, fazendo pacientes psiquiátricos de cobaias de psicotrópicos e mentindo para seus alunos. Seja auto-crítico. Para entender mais sobre psicotrópicos, busque informações com os grandes psiquiatras, como o Doutor Thomas Szasz (já falecido, mas deixou informações valiosas, que podem ser pesquisadas) e o Doutor Peter Breggin.
P.S.: o comentário de "[ W ] A L Y N" foi deletado, por não respeitar as regras dos comentários.

Psiquiatras cometem alguns erros ao suspender uma medicação. Se a medicação estiver fazendo a pessoa pensar em suicídio, deve ser interrompida IMEDIATAMENTE.

Mas nos outros casos, deve ser suspendida GRADUALMENTE. Nunca se deve suspender uma medicação DIRETAMENTE, pois o organismo sente. Falo por experiência própria.

Se a medicação está causando perda do desejo sexual, é necessário interromper a medicação e deixar que a pessoa fique ao menos uma semana sem tomar medicação, pois é um tempo razoável para o desejo voltar. (Novamente falo por experiência própria. Minha primeira psiquiatra fez isso e funcionou bem.)

Atendimento com psicólogos pode ser bom para algumas pessoas, mas não para todas.

Muitas vezes, pessoas morrem em hospitais psiquiátricos por causa dos abusos e maus tratos, e não necessariamente por causa do haldol ou de qualquer outra medicação. Por isso é importante que os familiares das pessoas internadas fiquem ALERTAS. É necessário visitar o paciente psiquiátrico internado o máximo e sempre ver o que acontece nas clínicas e hospitais psiquiátricos.

Haldol deveria ser usado somente por pouco tempo justamente por SER UMA CAMISA DE FORÇA PSÍQUICA. Mas pior ter que admitir que o haldol é dos males o menor, já que os outros psicotrópicos SÓ VISAM LUCROS e têm outras sequelas, muitas vezes, piores.

Não há a MENOR DÚVIDA de que QUALQUER PSICOTRÓPICO pode prejudicar a gravidez. Em caso de gravidez, exija que seu psiquiatra diminua a dose até suspender completamente. Se ele inventar alguma desculpa para não fazer isso, TROQUE de psiquiatra. Lembre-se que agora é a saúde de seu filho que está em jogo.

A Lei EXIGE que os psiquiatras deem todas as informações aos pacientes e aos familiares. Exija que o psiquiatra dê todas as informações que você precisa. Exija que ele mostre a bula do medicamento e outras fontes confiáveis, como livros. NUNCA aceite explicações de boca. O que vale é o que está escrito.

Se o psiquiatra não lhe informar da melhor forma, TROQUE de psiquiatra. Com a saúde não se brinca.

28.2.08

EFEITOS DOS REMEDIOS EM MIM

Haloperidol, mais conhecido como Haldol me tirava a vontade de fazer as coisas. Pra não falar que o gosto do Haldol é nauseante. Tirando o prazer que eu sentia em certas tarefas corriqueiras, como exercício físico, por exemplo.

Os médicos dizem que Haldol não dá sono. Isso não é bem verdade. Haldol dá sono, sim. O problema é que o Haldol causa mais apatia do que sono. Por isso a pessoa sente sono de dia, mas não consegue dormir. (Atualização de 06 de março de 2012: Na verdade, os psiquiatras têm razão quando dizem que o haldol não dá sono. O haldol causa uma grande apatia, bem pior do que sono. O haldol torna difícil pensar, enfim, uma camisa de força química.) E uma vez que a pessoa não tem vontade de fazer nada só resta dormir. E a pessoa só consegue dormir a noite...

Haldol em baixas doses me permitia levar uma vida produtiva e prazerosa. Porém Haldol em altas dosagens é terrível!! Além dos efeitos colaterais insuportáveis, toda a vontade de viver da pessoa acaba. Não é depressão. Não. A pessoa não sente vontade de morrer. Apenas não sente nenhum prazer na vida. A vontade de viver é aniquilada. Ao tomar Haldol pela primeira vez eu senti isso. Quando a psiquiatra retirou completamente o Haldol aquele efeito aniquilador(depressivo) passou.

Risperidona, ou Viverdal, ou Risperdal tem gosto amargo, mas não tão ruim. É um remédio que causa sono, por isso eu achei até útil quando tomei (pois precisava de algo para me ajudar a dormir.) Não senti nenhuma apatia com Risperidona, por isso o achei bom, e estava muito satisfeito com a Risperidona e tomei Risperidona até que surgiu um psiquiatra que decidiu que eu deveria tomar lítio. (Atualização 30 de março de 2012: na verdade, a Risperidona é traiçoeira - provoca uma depressão com doses menores que o haldol. Nem posso imaginar a depressão que eu teria que enfrentar com altas doses de Risperidona.)

Lítio, Carbonato de Lítio, me causa os mais estranhos efeitos que eu já experimentei. Dizem que ele é um remédio para transtorno bipolar, mas eu acho que o próprio Lítio é bipolar. Esse estranho remédio só me causou grande agitação desde o começo. E essa agitação súbita foi notada por meus colegas de escola, por exemplo. Tremores incontroláveis também passaram a fazer parte de minha vida, inclusive estragando meus relacionamentos pessoais, pois as pessoas achavam estranhíssimo aqueles meus tremores.

Todos me diziam que eu sempre fora super-calmo, mas que de repente estava tremendo tão estranhamente. (O máximo que eu pude fazer foi explicar que o médico tinha decido que eu tinha que tomar um remédio que causava tudo aquilo, pois assim eu ficaria melhor, de acordo com o médico.)

O Lítio me causava grande agitação, grande descontrole. Com tamanho descontrole dormir se tornou um grande desafio para mim, pois o Lítio me tirava o sono. Outro efeito estranho observado por meus amigos foi a súbita queda de cabelo. De repente meus amigos me perguntaram se eu tinha arrancado os cabelos com as mãos, pois, de acordo com eles, da noite para o dia meus cabelos cairam da forma mais súbita possível!! Os efeitos do Lítio são totalmente peculiares em mim!

Tal remédio me causa agitação quando estou acordado, mas quando eu consigo por fim dormir ele causa uma apatia e uma irritação tão grande quando eu tenho que acordar que mal consigo pensar!!! Por fim, é o remédio bipolar, em um momento causa agitação e no outro causa irritação e apatia. É o remédio do descontrole. Eu posso não ter gostado do Haldol, mas tenho de admitir de que ele ajudava a dormir pelo menos e me deixava calmo. o problema do Lítio é que ele não me serve para nada... ele funciona ao contrário e eu tenho de passar a vida lutando contra seus efeitos negativos, lutando para que esse remédio louco não me coloque em crise.

Você deve estar se perguntando, por que eu não reclamo disso com o meu médico? Ah, meu amigo, antes de começar a tomar esse remédio eu tinha decidido a contar mais sobre minhas crises para o médico psiquiatra. Daí o psiquiatra cismou de que eu sentia um monte de coisas que eu não sentia, cismou de que eu estava mentindo quando eu o chamei para falar com ele. Então para que eu ia falar com um profissional que acha que eu minto sobre o que eu sinto? (Principalmente quando eu tinha começado a falar sobre o que eu sinto voluntariamente.) Ele ia acabar me dando mais um outro remédio que só ia me intoxicar mais ainda.