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21.8.13

"Salve-me do Rivotril, PELO AMOR DE DEUS!" - O desesperado relato de um dependente de psicotrópicos

"Desde minha adolescência sofro com perturbações nervosas principalmente a noite, sonhos vividos, pesadelos e coisas do tal... ,mais aos 30 anos comecei a desenvolver o famoso (toque) e sem perceber aos 32 anos comecei ter as famosas crises de ansiedade, (vômitos, palpitação, insônia, náusea, medo, desmaio, irritabilidade, nervosismo, depressão, desinteresse pelo trabalho estudos viagens e lazer.... ) ate que logo veio a síndrome do pânico... Fiz exame de tudo: sangue, coração, cabeça, estômago, HPV, DST... deu tudo negativo até que uma noite estava em casa vi tudo rodar corri pro hospital e lá estava eu com pressão de 16x23 altíssima fiquei hipertenso...

Numa das vezes me levaram num neurologista e me receitou fluxetina e bromazepan deu uma acalmada mais os efeitos mesmo leves mais continuaram, numa outra ocasião numa de minhas crises noturnas após ter passado na mesma semana por uma crise, e término num relacionamento amoroso e também por parte de outra pessoa sofrer uma calúnia muito forte e também por parte de outra pessoa eu fui enganado, roubado e extorquido e também tive na mesma semana duas mortes de amigos próximos tudo acarretou na minha mente e tive uma crise violentíssima passei mal a noite e corri pro hospital (tive várias) e ao contar meus sintomas na recepção do pronto socorro me encaminharam logo para um psiquiatra que estava de plantão, o doutor me ouviu viu meus exames anteriores e logo me prescreveu duas caixas de alprazolam foi batata. Foram 3 meses vivendo no paraíso não sentia mais nada. Após este tempo, as crises voltaram.

Eu corri no mesmo doutor e ele me recebeu com maus tratos e arrogância dizendo-me: vou te atender pela ultima vez , não sou psiquiatra de rotina e sim de urgência e emergência, se quiser um tratamento particular psiquiatra procure um particular. Logo ele me prescreveu, paroxetina de 20 mg foi ótimo, fiquei mais 3 meses sem nenhum efeito ruim, quando acabou os remédios comecei a passar mal procurei então com a ajuda de uma amiga um psiquiatra de sua família que atendia a 150,00 por consulta, mas como eu fora apresentado pagava 120,00 por consulta... A consulta nada mais era que uma conversa de 3 a 5 minutos e uma receita de paroxetina 20 mg... Devo ter tido umas 10 ou 12 sessões com este especialista, que eu me apresentava de 60 em 60 dias e esse remédio eu pagava quase 150,00 reais nas duas caixinhas tentamos fazer 2 desmames mais eu sentia os sintomas regressarem e logo voltava para 20 mg da dose... Revoltado com a situação abandonei o médico por ver que não estava adiantando nada, não via a cura, só perca de tempo...

Acabou os remédios... Fiquei desesperado pela droga, e quando procurei o médico ele estava com a agenda cheia, não podia me atender só tinha vaga para dias após... Fiquei desesperado e quando faltava meio comprimido para acabar procurei um posto de saúde perto de casa, sou primário, autônomo, assalariado ao chegar la procurei psiquiatria ou neurologia e não achei... Me encaminharam para uma doutora na área de clínica geral que me prescreveu cloridrato de amitriptilina tomei a droga 1 mês mas também dormi direto 1 mês, entrei em depressão não trabalhava mais, voltei ao posto e outra medica clinica geral me receitou o famoso (rivotril clonazepan 2 mg) foi ótimo fiquei 2 meses na boa... Voltei no posto diversas vezes gostei pegava a receita e também o remédio pois era de graça... Me acostumei devo ter umas 20 receitas de vários médicos clínicos gerais que me prescreveram....

Mas a rotina era a mesma no consultório, explicava os sintomas e logo solicitava eu mesmo pedia o rivotril... Logo notei que tentei fazer desmame desta droga e estava preso a ela... Decidi também não voltar ao posto... Um colega meu tem uma amiga casada com um psiquiatra eu peço a ele e ele conversa com ela e o marido dela medico prescreve a receita pra mim e me dá... Compro o remédio e tomo isso já se repete a mais de 15 vezes hoje estou com 40 anos...

Sou dependente desta droga, não tenho médico, não consigo sair, a única coisa é que conseguir reduzir a dose do rivotril para 1mg mas tenho de tomar todo dia se não... Fico louco, tudo roda e passo mal mesmo a sensação é do que estou batendo as botas ali mesmo naquela hora a sensação é de pânico, de morte você treme, sua as mãos, molha a roupa do corpo com o suor, range os dentes, não passa... Diminui mas dentro de algumas horas vem a mesma sensação de novo, com a falta da droga a gente sofre sei que a ansiedade não mata, mas a hipertensão sim é incontrolável não tem como evitar ou como fugir ou ficar calmo ou tentar esquecer... É assim você passa mal mesmo e pronto... Só quem sente a mesma coisa pra saber do que estou falando é uma sensação terrível, da vontade de chorar muito, o humor fica zero...

A gente ouve os amigos e familiares dizendo: fica calmo, fica tranquilo, pensa em deus, pensa positivo, relaxa.... Caramba, que merda... Quanto mais eles falam mais a gente passa mal nem maracujá pra mim resolve, já tentei quase que de tudo, fiz terapias, tentei neurologistas, tomei passiflora, mantras, chácaras, e ate cultos fortes em igrejas evangélicas... Tenho muita fé em Deus, sou temente mais quanto a isto não tem jeito...

Percebo que minha mãe toma amitriptilina e meu pai usa diazepam, sempre foram nervosos com os filhos e percebo que isto também me afeta, com isto tenho medo de casamento, nunca me casei, não tenho filhos e nem perspectivas para o futuro, agora vendo muitas coisas que eu deveria ter feito no passado não fiz e me arrependo por causa da doença.... Eu ate resolvi voltar as aulas e no mês passado eu conseguir através de um supletivo terminei o ensino médio e estou estudando para fazer o enem 2013 tomara que eu consiga, meu sonho ainda mesmo aos 40 anos é fazer uma faculdade de historia ou biologia... Sinto muita vontade desta formação.... Tenho amigos na ufjf que me estimulam, mas as vezes não encontro forças para estudar... O efeito do rivotril alem de me causar dependência, me causa sonolência e falta de raciocínio...
Eu preciso de ajuda...

Queria saber da opinião dos leitores se tem algum outro ansiolítico mais brando e mais ameno que o rivotril, eu creio que eu conseguirei sair por conta própria deste veneno que os monstros do (SUS) me receitaram mais eu preciso de algo quase que parecido para tentar enganar meu organismo, não quero ficar preso no rivotril... Amigos me ajudem mas não me mandem procurar um profissional na área porque já descobrir que isto não adianta... Será que um do tipo brumazepan ou fluxetina resolveria??? Alguém conhece algum outro melhor mais barato e mais brando sem causar efeito colateral forte ou dependência??? Ou ate algum homeopático que me ajude? Pra psiquiatria não quero voltar não, nunca mais, descobrir com um especialista que eles ganham fortunas para viciarem seus pacientes a se viciarem com estes ansiolíticos assim eles tem altos ganhos no ramo do mercado

Isto é lógico... Se eu vendo jiló... Nunca vou dizer a ninguém que o jiló amarga ou é ruim... Vou vendê-lo com o maior sorriso nos lábios...

Amigos, me ajudem a sair do rivotril.... Não aguento mais... Quero viver... Tinha 60 kg e hoje já estou chegando aos 100 kg.

Aguardo respostas de médicos, de amigos e profissionais da área."

Esse relato me foi enviado por correio eletrônico. Achei melhor preservar o nome da pessoa. Que esse relato sirva de ALERTA para as pessoas que colocam muita fé em psicotrópicos, achando que os comprimidos podem resolver todos seus problemas.
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14.8.13

"Ninguém quer ser clínico geral", diz especialista em saúde

"A preferência dos profissionais pela especialização - mais rentável - em detrimento do atendimento como clínico geral tem sido um problema para o Ministério da Saúde, mas também causa dores de cabeça em outros países."

Fonte: Notícias UOL

Isso vem a confirmar o que eu tenho falado aqui sempre:

Infelizmente, muitos médicos, hoje em dia, estão mais interessados em ganhar dinheiro do que salvar vidas. Uma vez, no Centro de Atenção Psicossocial que eu frequentava, uma paciente começou a gemer de dor. Pediu ajuda à psiquiatra. Essa psiquiatra sequer olhou para a paciente e disse: "Você está sentindo dores por causa de gases."
Alguns dias depois, a paciente morreu. E eu não acredito que ela morreu por causa de gases. Será que essa psiquiatra achou que a dor que a paciente estava sentindo era apenas psicológica?

Um psiquiatra não poderia ter uma formação de clínico geral para atender um paciente em dor? Esses psiquiatras que atuam em saúde mental não deveriam fazer atendimentos gerais também, como clínicos gerais? Não é estranho médicos que não usam estetoscópio e só olham para cara dos pacientes, às vezes, sem sequer se aproximar? Será que psiquiatras sabem usar estetoscópios?

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8.7.13

Você fez exames laboratoriais antes de começar a tomar carbonato de lítio?

Antes de prescrever o psicotrópico carbonato de lítio o médico deve mandar fazer testes laboratoriais para certificar-se de um uso seguro e para determinar os sistemas funcionais basais do organismo. Esta é a indicação que pode ser encontrada na bula do carbonato de lítio, em CONDUTAS GERAIS E ESPECÍFICAS.

Infelizmente, enquanto eu estava no Centro de Atenção Psicossocial, eu observei que psiquiatras nunca mandavam fazer testes laboratoriais antes de prescrever o lítio. Nem preciso dizer que a falta destes testes coloca em risco a saúde do paciente.

Na publicação Transtorno bipolar do humor - A fase maníaca, a paciente declara:
"Enfim...Tentei Lítio, senti muitas complicações no figado..."
Eu não tive nenhuma complicação séria no fígado, que eu saiba, mas tive outros desequilíbrios causados pelo lítio. E pior deles foi uma grande exacerbação sexual. É possível que essa exacerbação sexual só tenha surgido pelo fato do lítio ter sido prescrito de forma errada. Enfim, não me encaixo nas descrições do transtorno bipolar, mas eu não estava em condições de recusar a medicação que me foi prescrita pelo psiquiatra. E obviamente ele não mandou fazer nenhum teste laboratorial antes.

Antes do médico prescrever o lítio, eu já suspeitava que ele queria me diagnosticar como bipolar e prescrever o carbonato de lítio. Pois eu já conhecia muito sobre o transtorno, inclusive tinha um livro de psicofarmacologia que falava sobre o lítio. Mas não ia adiantar tentar argumentar, pois o familiar que me acompanhou no diagnóstico contradisse coisas que eu disse ao ser manipulado pelo psiquiatra. Resultado:
Eu estava conseguindo levar a vida e me recuperar até a prescrição do lítio. Depois da prescrição, eu comecei sofrer uma grande exacerbação sexual como nunca tinha sentido antes e comecei a sofrer alucinações também. Por fim acabei tendo dois surtos graves por causa desse erro médico. É fácil saber que houve erro médico e que os problemas que eu enfrentei foram causados pelo lítio, pois agora que eu não estou tomando lítio minha sexualidade voltou ao normal.

Se você quiser ajudar a melhorar os atendimentos em saúde mental, exija testes laboratoriais dos psiquiatras antes da prescrição dos psicotrópicos.

Muitos pacientes psiquiátricos passam a trabalhar na área de saúde mental, acreditando que assim poderão ajudar. Mas a melhor forma de ajudar é exigir que psiquiatras façam testes laboratoriais antes de prescrever psicotrópicos. Se você fizer isso você vai está ajudando muito mais do que se tornar um profissional de saúde mental. Acredite.

20.4.13

A coisa mais importante para a saúde é o respeito à pessoa humana

Um grande desrespeito no atendimento aos pacientes psiquiátricos é que psiquiatras prescrevem medicações sem antes fazer um exame laboratorial para ver se a pessoa não é alérgica à medicação. Portanto, mesmo quando sabemos que não existem exames para diagnosticar doenças mentais, seria necessário fazer exames para certificar que a pessoa não é alérgica ao psicotrópico.

Psiquiatra que amarra pessoas para mim NÃO É MÉDICO. Está mais para MONSTRO. E dessa forma que eu os chamarei. Nenhum monstro vai me "tratar". Pois profissionais de saúde mental que mantêm pacientes amarrados são monstros.

Presidiários na prisão não são amarrados em camas quando fazem motins. E crianças não são amarradas em camas quando vão ao dentista e ficam chorando e esperneando com medo. Portanto NADA justifica amarrar um paciente psiquiátrico na cama.

Quando um profissional de saúde mental amarra um paciente na cama ele está cometendo o MAIOR ato de desrespeito e falta de humanidade, tanto que usavam psiquiatras e profissionais de enfermagem para torturar pessoas em manicômios nos tempos das ditaduras, pois sabiam que nada humilha mais uma pessoa do que isso. Os dissidentes que mais incomodavam os ditadores eram enviados aos manicômios e tinham que suportar esse tipo de humilhação. Que humilhação poderia ser pior?

Não acredito que existam tantas doenças psiquiátricas. As centenas de diagnósticos existentes hoje em dia me parecem ser apenas para vender drogas psiquiátricas e obterem lucros fabulosos. Existe MELANCOLIA ou DEPRESSÃO EXTREMA, MANIA e ANSIEDADE. Mas todos concordamos que essas coisas são causadas pela agitação da vida moderna, quando não são causadas por maus tratos. Sendo assim, como seria possível tratar tais coisas com drogas? Drogas deveriam ser usadas apenas em emergências.

Eu não tenho trauma de ser amarrado, como algumas pessoas pensaram. Apenas digo que isso é ERRADO, não apenas por desrespeitar Os Direitos Humanos, mas também por colocar EM RISCO a vida da pessoa que é amarrada. Eu apenas não aceito ser conivente com coisas erradas.

Eu digo que a maioria desses métodos de tratamentos para doenças mentais estão errados. Pode me chamar de convencido ou de maníaco. Não me incomoda. Para quem já foi amarrado na cama tantas vezes pelos defensores dessa psiquiatria dominante, isso não me ofende.
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23.2.13

Sendo internado e levando injeção

Na última noite sonhei que tinham chamado o SAMU para me internar, em casa. Aproximaram-se de mim duas moças, que eu acredito que eram profissionais de enfermagem:
"Ora de ir para o médico, Ezequiel."
Uma delas estava com uma seringa na mão.
"Você já vem com uma injeção? Não poderia me dar uma medicação para que eu mesmo tome?"
Eu estava falante! Ao ver a aproximação de dois homens uniformizados e dois policiais, perguntei:
"Vão me forçar? Vão me amarrar?"
Eu tinha me virado de costas para a moça que estava com a seringa e estava falando com a outra. Nesse pequeno instante de distração senti uma pequena picada em meu ombro. A moça com a seringa tinha aproveitado o momento para me aplicar a injeção, mas como eu me mexi a injeção acabou pegando no meu ombro. Nisso o sonho acabou e eu acordei.

Aplicar injeção em alguém sem falar com a pessoa é PERIGOSO; meu sonho mostra CLARAMENTE o porquê. Há o risco de furar a pessoa onde não se deve.

Em alguns outros países mais avançados um psiquiatra oferece medicação e explica CLARAMENTE para o paciente que ele deve tomar.

No Brasil é super comum aplicarem injeção sem falar com o paciente. Aplicam da forma que aconteceu em meu sonho. Por isso sonhei com isso.

Em outro país, houve um caso de um paciente que estava causando agitação na vizinhança, e estava ARMADO com uma faca. Tiraram a faca dele e ofereceram medicação e pediram que ele tomasse, ou seriam forçados a aplicar uma injeção.

Em países mais avançados, não aplicam injeção traiçoeiramente. Dar injeção em uma pessoa sem conversar com ela desrespeita os direitos humanos DESCARADAMENTE. Mesmo se o paciente for considerado muito perigoso, o psiquiatra diz ao paciente que se ele não aceitar tomar a medicação ele será obrigado a mandar aplicar uma injeção involuntariamente no paciente. Pretendo mostrar isso, com detalhes, nas publicações seguintes.
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8.2.12

Abandono de incapaz - Como lutar contra a discriminação no atendimento

Não pude continuar no Pinel, pois não queriam me aceitar lá por eu ser de outra área. Isso é ilegal. Isso é discriminação. Isso é CLASSISMO.

Simplesmente porque eu queria continuar o tratamento lá. A médica não queria me dar alta, mas dizia que o COORDENADOR dela não permitia que eu continuasse lá. Eu disse que só seria transferido a força, pois os outros hospitais psiquiátricos do Rio são INSUPORTÁVEIS.

Ela pressionou a minha família a assinar um TERMO DE RESPONSABILIDADE. Acho que nem preciso dizer que o Instituto Philippe Pinel queria me afastar de lá e se livrar de qualquer responsabilidade.

Ou seja, não me dava alta, mas também não me deixava tratar lá, quando eu deixei claro que tinha medo de ser internado em outro hospital psiquiátrico público do Rio de Janeiro.

Isso é ABANDONO DE INCAPAZ, artigo 133 do código Penal Brasileiro. "Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono. é punivel com detenção de 6 meses a 3 anos.".

O responsável pelo Instituto Philippe Pinel é o COORDENADOR da CAP 2.1. Ele que terá que responder por esse ABANDONO DE INCAPAZ.

7.2.12

Desleixos e irregularidades do Instituto Philippe Pinel

Apesar do Instituto Phillipe Pinel ser uma das melhores instituições de tratamento psiquiátrico público do Rio de Janeiro, também há alguns desleixos e irregularidades BEM SÉRIAS:

Quando eu fui internado lá em agosto de 2010 os botões das descargas das privadas estavam quebrados, de forma que os pacientes psiquiátricos machucavam a mão ao dar descarga da privada. É quase inacreditável que, ao ser internado novamente em janeiro deste ano (2012), as descargas CONTINUAVAM QUEBRADAS!

Pessoas eram amarradas com grande frequência. Todo novo paciente era isolado num quarto escuro, e ao protestar contra isso era amarrado na cama.

Pacientes psiquiátricos eram surrados, e os profissionais do Pinel nem se preocupavam em esconder esse abuso.

Acho que não preciso lembrar que amarrar uma pessoa É TRATAMENTO DEGRADANTE, um desrespeito aos direitos humanos.

6.2.12

Grupo terapêutico do terror e do constrangimento

Abaixo, vejam a conclusão de minha matéria Abusos e constrangimentos que causam surtos.

Os técnicos do CAPS infernizavam minha vida porque eu estava dirigindo uma oficina de muito sucesso, que fazia mais pessoas vir ao CAPS.

Além de ser infernizado pelos técnicos do CAPS que queriam trabalhar cada vez menos, eu sofria o bastante com as alucinações causadas pelo lítio.

A pressão era grande. Em alguns momentos até me chamaram num canto e fizeram ameaças e intimidação. Por isso, depois de ser muito hostilizado achei melhor me afastar. Para proteger minha saúde.

Três meses depois fui chamado ao CAPS da forma mais constrangedora possível: uma ambulância do CAPS foi a minha casa! E como não me encontraram, foram falar com a vizinha sobre isso! Os detalhes estão nos meus textos Abusos e constrangimentos que causam surtos parte 1 e 2. Pois agora eu vou descrever o terror e o constrangimento que eu passei naquele grupo.


Na quarta-feira fui ao CAPS e falei com a técnica que era coordenadora do grupo terapêutico, que eles chamavam de grupo de referência. O nome grupo de referência é o novo nome que os novos técnicos deram ao antigo nome, "grupo de medicação". Para mim vai ser sempre grupo de medicação. Pois nesse grupo só se fala de medicação.

Pois bem. Disse à coordenadora que me afastei por causa das irregularidades. Ela queria que eu falasse quais eram as irregularidades. E eu disse que falaria sobre isso na ASSEMBLEIA do CAPS. Pois quando há irregularidades, a coisa deve ser compartilhada com TODOS. (É óbvio, não acha?)

Quando ela tentou, de todas as formas, me fazer dizer quais eram as irregularidades a impressão que me passou era que ela estava querendo ABAFAR A COISA. Ou seja, esconder o que havia de errado. Ou seja, eu falava para ela e a coisa morria ali.

No dia seguinte, na quinta-feira, fui ao grupo de medicação, como prometido. Procuro cumprir minhas promessas.

Nesse grupo terapêutico, a coordenadora começou falando para as pessoas do grupo sobre meu "afastamento do tratamento" e TENTOU MAIS UMA vez me fazer falar sobre os problemas administrativos do CAPS. Ora, o lugar de se discutir problemas administrativos do CAPS é na ASSEMBLEIA do CAPS.

REALMENTE a impressão que eu tive foi que ela estava tentando fazer que as pessoas do grupo achassem que eu não estava bem. Ou melhor, ela queria que as pessoas achassem que eu estava LOUCO. Logo, toda a reclamação que eu fizesse contra o CAPS seria delírio.

Eu expliquei para o grupo que eu estava muito bem. Que estava dormindo bem, etc.

Mas, sinceramente... naquele grupo, eu achei que talvez eu estivesse tendo alucinações.

Eu dizia que só falaria sobre tratamento com um MÉDICO. Mas a coordenadora dizia que não ia agendar para eu falar com a médica se eu não dissesse o que estava "acontecendo". (Para falar com médico na época só podia com agendamento, pois só havia um médico, por CAPS. E, infelizmente, ainda hoje só há um médico por CAPS, O QUE É UMA VERGONHA.) Expliquei que a LEI me dava a garantia de ter presença médica, e que eu só tinha ido ao grupo para poder falar com a médica. (Eu ia explicar para médica que, de forma alguma eu voltaria a tomar lítio ou risperidona, mas aceitaria voltar a tomar haloperidol, haldol.)

Daí uma mulher que estava no grupo disse algo como: "O que você sabe sobre lei? Qual é a sua formação?"

Quando eu estava abrindo a boca para responder, a coordenadora respondeu por mim, como se soubesse tudo da minha vida.

Naturalmente eu sei sobre leis por ter participado de vários congressos de saúde mental e ser um militante dos direitos humanos, civis e da luta antimanicomial. Não sei o que minha formação tem a ver com isso.

REALIDADE OU DELÍRIO?


Aquela mesma mulher que tinha perguntado sobre minha formação começou a falar no celular no MEIO DO GRUPO. Ela falava ao telefone com outra pessoa que estava perguntando o que fazer com um certo paciente psiquiátrico que estava se recusando a tomar a medicação. Consultou a coordenadora sobre isso. A coordenadora respondeu, dizendo, "Chama o SAMU! Paciente que não quer tomar a medicação tem que ser internado."

Naquele ponto, sinceramente, eu achei que talvez já eu estivesse delirando, e fiquei muito preocupado com isso. Que coordenadora falaria para chamar o SAMU diante de mim,
que sempre GRITEI nas assembleias do CAPS CONTRA internações forçadas?

Além disso, a coordenadora terminou a reunião dizendo que não ia agendar médico enquanto eu não falasse tudo que estava acontecendo para ela. E que além disso ela "PROIBIRIA" que o coordenador da assembleia me deixasse falar.

A assembleia acontecia na quarta-feira. Porém, antes da quarta-feira chegar, eu entrei em surto, acabando sendo internado. Estava bem em casa por três meses. Ao ir ao CAPS, acabei surtando e sendo internado em menos de uma semana.

Depois, fiquei afastado do CAPS por mais de seis meses, bem, em casa. Até ficar sabendo que a direção do CAPS estava faltando com uma responsabilidade. Fui ao CAPS cobrar sobre isso.

Nem preciso dizer que vi coisas horríveis. E que, novamente, em menos de uma semana, eu estava sendo internado, novamente. (Sic).

25.1.12

Paciente Psiquiátrico vítima de internação abusiva

Atualização de 05 de fevereiro de 2014:

No dia 25 de janeiro de 2012, quarta-feira, fui internado pela última vez no Pinel, fui internado pela última vez, e foi a última vez que usei drogas psiquiátricas. Permaneci no manicômio Instituto Philippe Pinel menos de uma semana, na segunda-feira, se não me engano, eu fui informado que não podia continuar lá, pois eles diziam que precisavam dar vaga para outros pacientes da Zona Sul; e eu era da parte pobre do Rio e não podia continuar lá. Claro que não me disseram diretamente que eu não podia ficar lá por ser pobre demais, mas ficou óbvio, pois pacientes com melhores condições financeiras podiam ficar internados lá, mesmo não sendo sua "área".

Evidentemente, eu tive um surto e fui internado por complicações devido a abstinência de drogas psiquiátricas. Por isso desaconselho as pessoas a deixarem de tomar psicotrópicos sozinhas e luto para que psiquiatras respeitem a vontade dos pacientes psiquiátricos que desejam parar de tomar psicotrópicos e os ajudem a fazer uma retirada segura. Essa abstinência foi complicada quando eu fui ao CAPS e me deparei com o total abandono. Infelizmente, recebi a notícia que uma moça jovem tinha desenvolvido diabetes, uma das sequelas dos psicotrópicos. Infelizmente, os familiares que eu considerava de confiança, não são mais de confiança, pois não denunciaram os abusos que presenciaram, se acovardaram. Abaixo, o texto que eu escrevi poucos dias depois do dia 25 de janeiro daquele ano 2012.


Depois de receber uma terrível notícia sobre uma pessoa que eu muito prezava, comecei a sofrer algumas alucinações e delírios.

Chamei uns familiares de confiança e nos dirigimos ao Instituto Philippe Pinel.

No meio do ônibus ainda me lembro dos delírios que tive.

Chegando ao Pinel percebi a necessidade de tomar água e medir a pressão.

Não posso afirmar se chegaram a medir minha pressão... só sei que fui amarrado, muito bem amarrado...

Logo era levado para o andar de cima, puxado como um saco de batatas. E assim fui internado.

22.11.11

Paciente psiquiátrico precisa de direito a acompanhante enquanto internado

ZUZU FONTES faz reivindicação essencial: ela pede para que haja uma lei que garanta que o paciente psiquiátrico possa ser acompanhado pelos familiares TODO O TEMPO em que estiver internado. Excelente ideia, Zuzu. Isso ajudaria a acabar com maus tratos nos hospitais psiquiátricos.

"Pelos usuários de sistema de saúde mental terem direito a acompanhante enquanto internados.

Senhores,

Reivindicamos o acompanhamento na internação dos usuários de saúde mental por parente próximo como obrigatório nas instituições psiquiátricas brasileiras.

.....Visto que, o usuário de saúde mental é incapaz.perante a lei e as instituições psiquiátricas são ineficazes em salvaguardar sua dignidade pessoal visto que o usuário de saúde mental depende de apoio da família para sua melhoria e bem estar; e ainda que a internação solitária gera maior incapacidade social causado pelos descasos do quadro clínico e até da família Verificando também que inúmeras drogadições, lobotomias e eletro choques são efetuados em clínicas de saúde mental publicas ou particulares,remédios fortes são prescritos sem o conhecimento e consentimento da família, podemos causar sérios danos ao SNC e dependência química.

Sabemos, que por serem incapazes de lutar pela sua vida e direitos,pelas limitações inerentes aos mesmos,e métodos atuais de internação não possuem até então caráter preventivo de recaídas. Se este paciente, é incapaz pela ciência, porque deixá-los a mercê de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagens, distanciando-o de sua realidade e dificultando sua recuperação?

A drogadiçao excessiva é motivo de maior despesa no orçamento do SUS e conseqüente volta e permanência do mesmo dentro dos hospitais: quanto maior drogadiçao o usuário for exposto, mais demorará para sua recuperação e reinserção social e familiar. Para livrar-nos do sistema crônico de geração de pacientes psiquiátricos pelas clinicas e laboratórios, devido aos vícios de fármacos contínuos que causam dependência física e psíquica

Ora, são incapacitados, perante a lei, mesmo temporariamente,têm o direito humano de permanecerem acompanhados de familiares, pais,irmãos esposas ou filhos,até a sua alta!

Que seja instituído por lei o direito de um acompanhante quando se der a internação de um usuário de saúde mental em qualquer leito de instituição psiquiátrica brasileira. Que seja pautada na lei a dignidade humana de todos e inclusive do usuário de saúde mental, aprovando e assegurando a permanência de um acompanhante ao paciente, assegurando-lhes o equilíbrio, e a segurança pessoal na insanidade,como cidadãos que são!

Senhores, solicitamos em caráter de urgência esta lei!"

Interessante também é o blog de NERCINDA HEIDERICH, mãe de Ana Carolina C. Heiderich. A filha de Nercinda morreu no hospício Santa Izabel, e por isso ela criou um blog dedicado à memória da filha. Vale a pena dar uma olhada. O hospício Santa Izabel o hospício onde Zulmira Fontes, a Zuzu, foi internada e mal tratada.

21.11.11

Clínica Santa Izabel: Denúncias contra o hospício do Espírito Santo

Zulmira Fontes,no seu blog, BLOG DA ZUZU, denuncia o hospício chamado CLÍNICA SANTA IZABEL na publicação E O MEDICAMENTO PIOROU. Confira.

"Os principais assuntos abordados referiam-se aos Hospitais psiquiátricos do Estado: Adauto Botelho e Clínica Santa Izabel e seus funcionários.
No primeiro dia, foi apresentada a Clínica Santa Izabel, localizada no município de Cachoeiro, ao sul do Estado.

Tal Instituição foi apontada como um espaço protegido, do qual pouco se sabe, pouco pode ser explorado e que resiste ao processo de desinstitucionalização da loucura, mantendo em seus leitos, pacientes ditos loucos e atualizando entre seus muros práticas manicomiais como o eletro choque, abuso sexual de internos, más condições de tratamento e até mesmo casos de morte por incompetência administrativa.

A grande questão discutida foi o porquê de se manter tal clínica, uma vez que as denúncias de maus tratos são constantes. O que parece é haver interesses políticos e econômicos que impedem o fechamento da clínica tal como ela se apresenta.

Por meio de pesquisas, foi possível constatar que muito pouco se publica a respeito da clínica, aumentando ainda mais as incertezas quanto ao real modo de funcionamento do lugar."

A denúncia foi originalmente feita em 8 DE JULHO DE 2010. Hoje em dia, o dono do hospício está tentando processar Zulmira Fontes para que ela tire a denúncia do blog. E nós estamos tentando fechar esta clínica Santa Izabel, pois NÃO TOLERAMOS DESRESPEITOS AOS DIREITOS HUMANOS, NEM ABUSOS DE MAUS PSIQUIATRAS.Esses profissionais deveriam APOIAR os pacientes psiquiátricos, e não tentar processá-los. Isto para mim, já é uma confissão de culpa.

Importante: achei melhor escrever o nome da clínica da mesma maneira que a Zulmira escreveu na publicação original, mas outras fontes chamam a clínica de CLÍNICA SANTA ISABEL. E ainda há quem a chame de CLÍNICA DE REPOUSO SANTA ISABEL. E ainda há quem a chame de CLÍNICA PSIQUIÁTRICA SANTA ISABEL. A clínica fica em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo.

Enfim, há várias denúncias na internet contra a Clínica Santa Isabel, por maus tratos contra pacientes psiquiátricos.

12.9.11

Cuidado Com Abusos nos Hospitais Psiquiátricos e CAPs

Assim foram meus últimos momentos no CAPs:

Eu fui procurar algum técnico de saúde mental. Enfim, procurava algum psicólogo, psiquiatra ou outro terapeuta. Não encontrei ninguém. Estavam todos dentro das salas do serviço. Estavam na sala da televisão, na sala dos computadores, e nas salas dos técnicos.

Os pacientes psiquiátricos estavam pelos corredores, já que não podiam nem ver televisão, nem usar computadores. Não havia nem almoço, nem água no CAPs.

Fui bater nas portas para falar com algum técnico. Ninguém respondeu. As portas estavam trancadas por dentro. Enquanto isso um dos pacientes psiquiátricos mexia no lixo.

Naturalmente depois disso eu fui embora e nunca mais voltei a esse CAPs. Eu não poderia suportar ver esses absurdos.

EXIJA VER SEU FAMILIAR PACIENTE PSIQUIÁTRICO QUE ESTIVER INTERNADO


E é importante que os familiares e amigos acompanhem os pacientes psiquiátricos internados de perto, pois longe dos olhos da sociedade acontecem coisas terríveis. Da mesma forma acontecem coisas terríveis nos CAPs, pois os técnicos de saúde mental se mantem afastados e não veem coisas graves que acontecem, como abusos sexuais.

Ao sair da internação eu fiz um exame de HIV. Pois eu tinha presenciado pacientes psiquiátricos fora de crise abusando sexualmente de pacientes que estavam inconscientes por causa do surto.

Como, muitas vezes, eu também fiquei inconsciente, sabia que eu também podia ter sofrido abuso sem saber. E podia ter contraído HIV.

Acho que nem preciso dizer que presenciei vários abusos no CAPs também.

E não adiantou nada reclamar.

13.8.10

Nota Importante: Resolução Diante do Descaso da Saúde Mental Pública

Como já havia declarado anteriormente, eu fui hostilizado no CAPS Rubens Corrêa, portanto me afastei de lá para me preparar para entrar com uma ação cobrando providências do SUS e dos responsáveis pela saúde pública brasileira.

Como não estou indo ao CAPS não estou tomando medicação. Mas observe o seguinte:

EU NÃO DEIXEI DE SEGUIR O TRATAMENTO. Na verdade a saúde pública que PAROU DE CUMPRIR COM SUAS OBRIGAÇÕES MÍNIMAS PARA COM A SAÚDE DA POPULAÇÃO.

OU SEJA, quando eu vi a saúde mental pública pela última vez, praticamente só estavam fornecendo medicação sem sequer existir um mínimo acompanhamento de psiquiatras.

Como é perigoso e altamente desaconselhável tomar medicação sem acompanhamento mínimo de psiquiatras, melhor não tomar nada. Na saúde mental atual só estava havendo dispensa de medicação de qualquer maneira.

Quando é que eu vou começar a ação direta? Não tenho pressa.

Todos nós sabemos que o Brasil só voltará a funcionar de verdade depois das eleições, quando o novo governo assumir. Portanto no momento o país praticamente está SEM GOVERNO, pois tudo está focado nas eleições.

Eu não tenho nenhuma obrigação de ir aos serviços de saúde mental, pois não estão oferecendo segurança para a vida dos pacientes e devem ser evitados por quem tem alternativas.

No momento não preciso da medicação, pois estou muito bem. Quando a medicação acabou passei a dormir melhor e fiquei bem mais calmo. Portanto, com certeza estou melhor do que quando tomava medicação regularmente.

Estou me organizando apenas para poder ter dinheiro para entrar em contato com os companheiros usuários de saúde mental, principalmente entrar em contato com aqueles que estão mais distantes.

Espero logo ter condições e tempo para contatar todos. Também deverei dar uma satisfação aos poucos profissionais SÉRIOS e comprometidos em saúde mental que têm tentado manter contato comigo.

Quanto aos outros cuja prioridade são as eleições talvez eu fale com eles DEPOIS DAS ELEIÇÕES, pois eles passam a ideia que só vão agir depois que o novo governo assumir, então para que falar com eles antes?

Em outras palavras: eu acredito que prioridade é a vida humana, e não as eleições. Portanto eu vou até dar uma olhada de longe para ver o que está acontecendo na saúde mental pública.

Quanto ao CAPS Rubens Corrêa, havia muitas irregularidades acontecendo e eu JÁ falei com os técnicos sobre essas irregularidades, logo: não preciso falar mais nada com eles.

Falei sobre a mais intolerável das irregularidades que é a seguinte:

Falei sobre pessoas que não vão ao CAPS sequer para pegar medicação, pois os familiares pegam medicação para eles, logo essas pessoas NUNCA são consultadas.

Chamei a atenção para o fato que tomar medicação sem o mínimo acompanhamento é PERIGOSO para a saúde, além de não cumprir a função do CAPS, que é INSERIR o paciente psiquiátrico no seu meio, na comunidade, e não isolá-lo em casa, que é o que está acontecendo.

Enfim, como podemos ver este problema não é falta de verbas, não é falta de dinheiro. É falta de consciência.

Eles dizem que não podem forçar as pessoas a virem ao CAPS. Que desculpa esfarrapada. Que desculpa esfarrapada e nojenta. O que eles não podem é dar medicação para alguém sem sequer consultar essa pessoa. É isso que estava acontecendo. O familiar ia ao CAPS e pegava a medicação para o paciente psiquiátrico que sequer passava no CAPS.

E se eu for ao CAPS e souber que isso continua acontecendo eu realmente não voltarei a frequentar o CAPS como usuário, não voltarei a participar de grupos, nem pegar medicação.

Pois se eu não estou vendo pessoas necessitadas sendo atendidas propriamente quando mais precisam para que ser usuário de saúde mental agora que não preciso?

Falei sobre pessoas que estão perdidas sem autonomia, presas em casa. Essas pessoas não vão ao CAPS e os técnicos do CAPS enviam medicamento através de familiares, como se isso fosse o suficiente.

Essa medicação não cuida dessa pessoa. Apenas a deixa sedada, dormindo e engordando da forma mais sórdida possível.

Na verdade essas pessoas precisam do CAPS agora mais do que nunca. Essas pessoas precisam do CAPS para fazer exercício, para interagir com outros usuários, e para ver outros lugares além das paredes da própria casa.

Daí eu percebo que se algum dia eu sofresse um surto mais forte que tirasse minha autonomia eu seria jogado na mesma situação em que estão meus companheiros pacientes psiquiátricos graves.

E eu luto por essas pessoas que hoje vivem sedadas, isoladas e jogadas de lado, pois sei que no futuro talvez eu fique mal como esses irmãos pacientes psiquiátricos graves.

E se eu não lutar para que haja atendimento digno HOJE, com certeza não poderia lutar no futuro, caso eu sofresse os mesmos surtos que meus irmãos pacientes psiquiátricos sofreram.

E que garantia eu tenho de que nunca sofrerei as mesmas situações que tiraram a autonomia dessas pessoas? Se eu estou vendo que os procedimentos que zelam pela vida do paciente psiquiátrico não estão sendo respeitados É LÓGICO que eu poderia ficar desesperado e sofrer um surto grave e incapacitante.

A única forma de evitar ficar desesperado é evitar qualquer pressão desnecessária. E é isso que estou fazendo. Essa é minha prioridade agora. Ficar na melhor forma física e mental possível. Preciso estar bem descansado e calmo.

E como a medicação me deixava ansioso e atrapalhava meu sono seria bem difícil ficar na melhor forma possível tomando medicação.

Portanto não lamento que a medicação tenha acabado.

Apenas voltarei a frequentar o CAPS como CIDADÃO que quer que a lei seja respeitada, que quer que os direitos humanos sejam respeitados.

E se não me deixarem entrar como CIDADÃO, eu faço minhas reivindicações lá na porta do CAPS mesmo.

3.8.10

Falta de Atendimento em Saúde Mental Causa Recaídas Trágicas

Mas uma vez digo:

Ninguém conhece a sua situação mental mais do que você mesmo.

E mais uma vez repito:

Para atender bem um paciente psiquiátrico o profissional em saúde mental deve ouvi-lo antes de mais nada.

Nunca contei aqui como foi minha primeira recaída, e acho que chegou a hora de contar, em consideração aos meus amigos.

Não me sentia nem um pouco bem, por isso pedi a um familiar para me levar ao hospital psiquiátrico para que eu pudesse ser internado.

Eu fui levado ao hospital psiquiátrico... mas não fui atendido!

Resultado:

Voltei para casa e dois dias depois tive um surto terrível que me acidentou fisicamente, inclusive, deformando parte de minha mão direita. Eu meti a mão em algum objeto cortante e minha mão ficou ferida e manchei toda a casa com meu sangue.

Se tivessem me atendido COM RESPEITO isso NUNCA teria acontecido.

Portanto mais uma vez repito:

A principal causa de recaídas e mortes na saúde mental pública é a falta de um atendimento decente. É a falta de respeito para com o indivíduo paciente. É a DESASSISTÊNCIA.

30.7.10

Reavaliando a grave situação da saúde mental pública (Desculpe pelo susto, mas...)

Neste últimos dias estou publicando postagens que causarão profundo SUSTO, ESPANTO a quem lê. estamos num ponto altamente crítico da saúde mental pública e infelizmente ações urgentes e RADICAIS são necessárias.

O SUS nunca foi uma maravilha, mas conseguiu regredir. E a indiferença de muitas pessoas ligadas a saúde mental ME ENOJA PROFUNDAMENTE.

Jogar o problema para debaixo do tapete não resolve. esconder o problema não resolve.

Recapitulando o que disse nos últimos dias:

Tenho falado que pessoas recebem psicotrópicos sem se sequer aparecer nos serviços de saúde mental para ser avaliados. Lembrei que esse é um procedimento nada seguro para saúde dessas pessoas.

Essa é uma postagem de lembrete.

E o mais importante: falei sobre os efeitos colaterais dos psicotrópicos e que é PERIGOSÍSSIMO tomar psicotrópicos sem acompanhamento médico. Pode ser muito perigoso. E infelizmente, os serviços de saúde mental ESTÃO DANDO PSICOTRÓPICOS PARA AS PESSOAS SEM EXISTIR AVALIAÇÃO DE PSIQUIATRAS, POIS ESTÁ FALTANDO PSIQUIATRAS!!!!!

Falei também sobre o CDI, que é uma ONG de informática formidável, muito boa, mas as pessoas que fazem a gestão das escolas de informática dentro de instituições psiquiátricas têm agido com incontestável discriminação.

Acompanham hospitais psiquiátricos onde estão profissionais de saúde influentes e se esquecem dos CAPS.

Também mencionei que educadores da escola de informática nas instituições psiquiátricas foram dispensados quando estavam em surto.

O problema principal não foi dispensá-los quando estavam em surto. O problema é que foi uma coisa feita de maneira FRIA.

O CDI não fez nada de ilegal na época, pois esses educadores pacientes psiquiátricos não estavam protegidos pelas leis do trabalho por não ter carteira assinada NA ÉPOCA.

O problema está na falta de consideração.

Todas essas pessoas que fazem tratamento psiquiátrico e trabalharam no CDI e foram dispensadas mereciam mais respeito, na verdade mereciam HOMENAGENS DA PARTE DO CDI. Mas o que aconteceu é que essas pessoas foram esquecidas, como algo descartável.

Me aguarde, pois já volto trazendo mais luz ao tema, E BOTANDO MAIS LENHA NA FOGUEIRA!!

Desculpem pelas postagens atrasadas.

18.5.10

Carrano: "A OMISSÃO SOCIAL, A SUA, É CÚMPLICE DESSES EXTERMÍNIOS, SE TOCA, CRIMINOSOS COVARDES"

Essas frases devem ser mais agressivas, pois é um absurdo estarmos (...) ainda discutindo como tratar um semelhante independente de suas posses. Como podemos ser tão insensíveis?

A gente denuncia, mostra soluções e a sociedade continua omissa. Você leitor continua omisso.

Austregésilo Carrano Bueno


Obrigado, Carrano, por esta fala no dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Infelizmente Carrano não conseguiu obter a justiça que merecia. Uma pena que os grandes líderes desta luta antimanicomial não o apoiaram no final.

Os líderes da luta antimanicomial são homens bem poderosos. Se eles tivessem apoiado o Carrano não conseguiriam ganhar dele no processo e condená-lo. Os grandes líderes da luta antimanicomial são os poderosos que coordenam a saúde mental do Brasil, poderosos que escrevem livros. Ninguém é mais poderoso que esses chefões. como os familiares de psiquiatras de hospitais mixurucas do Paraná iam ganhar dos poderosos chefes da saúde mental do Brasil?

O que quero dizer é que deveria ser um dever dos líderes da luta antimanicomial defender os direitos de ex-pacientes psiquiátricos. Porém, o deixaram sozinho, ao deus-dará...

Carrano, você foi traído.

Tanto que hoje em dia esses covardes líderes da luta antimanicomial sequer querem falar da sua luta, Carrano. Nenhum deles quer falar de sua luta contra os psicotrópicos por exemplo. Eles já não falam mais da sua luta por indenizações. Querem aposentar todo mundo.

Provavelmente você percebeu isso antes de morrer. Mas por que não falou disso publicamente? Provavelmente não deu tempo.

Mendigos do Sistema Único de Saúde, mendigos da Luta Antimanicomial



Naturalmente não me considero um grande defensor da Luta Antimanicomial. Luta Antimanicomial é política. Sou um grande defensor dos direitos humanos e da igualdade.

Nesta luta política tentam esconder as coisas erradas, tentam esconder as vítimas. Como já disse aqui, sei de vários companheiros usuários de CAPS que se tornaram mendigos. Geralmente somem pessoas de CAPS. Ninguém da saúde mental fala sobre o paradeiro dessas pessoas. Não sabemos o que aconteceu com os desaparecidos. Eles são esquecidos. Por acaso encontro alguns e fico sabendo que se tornaram mendigos. O sistema os transformou em mendigos. A DESASSISTÊNCIA OS TRANSFORMOU EM MENDIGOS.

Cada vez que vejo um companheiro paciente psiquiátrico mendigando me sinto mendigo também. Pois são meus irmãos.

Os serviços de saúde mental de hoje não tem estrutura. E o mais revoltante é que continuam criando novos CAPS para mostra como promoção política, para obter vantagens políticas. Pois infelizmente os CAPS não têm equipe o suficiente.

com os serviços de saúde mental sem equipe suficiente e sem recursos os usuários de saúde mental são empurrados de serviço para serviço e, infelizmente, nesta desassistência, muitos acabam na rua, na sarjeta, muitos chegam a morrer.

E as propagandas sobre a reforma continuam. Sempre de uma maneira comercial e nada humana.

Agora, com licença, preciso continuar lutando para não me tornar o próximo mendigo.

2.3.10

A Super-valorização do psicotrópico

Me lembro do caso contado na Internet de uma pessoa que se suicidou tomando o “remédio” direitinho, sem protestar, nem reclamar. Aí a pessoa que contava a história disse que vai seguir esse belo exemplo dessa pessoa que se suicidou tomando “remédio” certinho sem protestar.

Eu fui cruel, mas eu tive que dizer: vai. Fique tomando o “remédio” certinho que você vai acabar se suicidando como essa pessoa. Eu se fosse você encarava a realidade (que é LUTAR POR opções de tratamento que possam substituir os psicotrópicos que eles chamam de “remédios”. Como tenho dito sempre, psicotrópicos só deveriam ser usados como último recurso.)

Está claro para mim que essa pessoa se suicidou PORQUE estava tomando os psicotrópicos certinho sem reclamar.

Eu tenho que me deparar com cada história triste. E é triste ver pessoas fugindo da realidade para passar por certinho.

O que, infelizmente, acaba por lhes custar a vida.

Enfim, a super-valorização do psicotrópico.

Me lembro quando estava há alguns dias depois de trocar o carbonato de lítio pela risperidona.

Falei para a psiquiatra da época que apesar de me ver livre da grande agitação causada pelo lítio, estava sofrendo pela apatia da risperidona.

Aí ela disse, “bem, você queria trocar de remédio, eu troquei.”

Aí o interessante é que ela disse:

__ O que não pode é ficar sem remédio.

Aí eu pensei, “como se fosse uma fórmula milagrosa.”

É como se eles acreditassem que uma pessoa pode ficar sem água, sem comida, mas nunca sem o “remédio”. Como se uma pessoa pudesse morrer, se matar, mas se estiver tomando o “remédio”, tudo bem.

Como no caso da pessoa que se suicidou tomando o “remédio” certinho.

A vida humana não pode ser tão desvalorizada.

Quando eu estava internado tinha uma época que faltava água. A gente passava o dia sem banho e sem beber água.

Aí a gente esperava ansioso a hora da medicação, pois aí eles arrumavam um pinguinho d’água para a gente conseguir engolir aquele MONTÃO de psicotrópicos (mais psicotrópicos que água).

27.2.10

PIOR QUE MANICÔMIO

Ainda me lembro da repercussão que houve quando o jornal O Globo denunciou que estão morrendo mais doentes mentais, numa reportagem excelente.

Também me lembro da hipocrisia dos políticos do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial que disseram coisas do tipo “estão morrendo, mas estão livres”.

Quem está de fora não sente a hipocrisia do psiquiatra escritor de livros que disse isso.

Os pacientes psiquiátricos ex-internos de manicômios estão livres????

Depende muito.

Claro que tem um monte de pessoas que são ex-pacientes psiquiátricos que realmente podem ir e vir, escrever livros, escrever blogs, criar bandas musicais, etc. esses não são graves, na verdade.

Mas e quanto aos graves?

Eu conto pra você.

Os pacientes psiquiátricos mais graves estariam mais livres se estivessem no manicômio.

Não se espante. Já vou explicar como.

MELHOR FICAR PRESO NO MANICÔMIO QUE PRESO EM CASA – O MANICÔMIO É MAIS ESPAÇOSO

Os ex-pacientes psiquiátricos que escrevem blogs, etc. são independentes. Você não tem ideia da vida daquele que não conta com essa independência, pois não é tão extrovertido.

Estou falando inclusive daqueles pacientes psiquiátricos que ficam em casa enquanto seus familiares vão buscar medicação para eles nos ambulatórios de saúde mental, CAPS, hospitais psiquiátricos, etc.

Nem vou chamar essas pessoas dependentes de ex-pacientes psiquiátricos, pois na verdade eles continuam sendo pacientes psiquiátricos 24/7, eles continuam sendo pacientes 24 horas por dia, 7 dias da semana.

Pense um pouco.

Eles não saem de casa nem para pegar medicação, na verdade não saem de casa para nada.

Os familiares ficam com medo deles se machucarem na rua, ou esses familiares dizem que não tem condições de levá-los para a rua, daria muito trabalho.

Pois bem.

Se essas pessoas estivessem no manicômio ao menos poderiam passear no pátio do manicômio. Os enfermeiros deixam. Só amarram a gente se a gente se comportar mal. Você deve saber que manicômios são mais espaçosos que hospícios comuns. E bem maiores que uma casa.

Por exemplo, o Juquery tinha muito espaço, assim como a Colônia Juliano Moreira, conhecidos manicômios brasileiros.

Essas pessoas ficam limitadas ao espaço de casa. Essa é a liberdade que elas ganharam.

Em outras palavras, esses pacientes psiquiátricos estão isolados em casa, INTERNADOS EM CASA, de certa forma.

Naturalmente o SUS, Sistema Único de Saúde do Brasil, deveria garantir condições para esses pacientes psiquiátricos. Enfim, o SUS deveria dar suporte real aos familiares!!!!

É muito fácil fazer um movimento político para fechar manicômios e depois largar paciente e família no abandono.

Anos atrás falaram do Projeto Saúde da Família, e eu pensei que fosse coisa séria. Pensei que iam dar suporte a todas as famílias, principalmente a essas famílias que estão com dificuldade para levar seus familiares para atividades e interação nos serviços de saúde mental como CAPS.

Enfim, eles não oferecem inclusão social para ninguém. Mas nós que somos mais independentes ao menos conseguimos nos virar. Mas e os outros?

(Originalmente publicado em 27 de fevereiro de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)

25.2.10

A psiquiatria do SUS deixa pacientes psiquiátricos a própria sorte

Um dos problemas mais sérios que tenho observado no tratamento no Sistema Único de Saúde do Brasil(SUS) não é a falta de medicamentos, como muitos usuários de saúde mental pública reclamam.

O maior problema é o tratamento distante.

Psiquiatria a distância.

Talvez meus amigos ex-pacientes psiquiátricos e pacientes psiquiátricos em melhor situação desconheçam o que acontece com alguns pacientes psiquiátricos que não têm tanta sorte.

Enquanto alguns reclamam por falta de medicamentos, outros recebem medicamentos em casa sem nunca frequentar serviços de saúde mental.

Não estou brincando nem exagerando. Isso acontece no meu CAPS Rubens Corrêa, e acontece em vários outros serviços de saúde mental.

Virou coisa comum.

Os familiares desses pacientes psiquiátricos é que pegam a medicação para eles.

Eu acredito que só na psiquiatria do SUS que isso acontece. Onde já se viu alguém receber medicamento sem ver visto? Isso é consulta telepática? O psiquiatra usa sua visão de raio-X para ver o paciente em casa?

ISSO QUANDO TEM PSIQUIATRA.

PSICOTRÓPICOS SUBSTITUEM O TOQUE HUMANO

É que passaram a valorizar demais o “remédio”. Passaram a valorizar demais essas drogas que eles chamam de medicamentos, essas drogas que chamam de remédio.

Eu posso estar enganado, mas isso vai contra a ética médica. Algum médico, por favor, me corrija, se eu estiver errado. É legal dispensar medicamentos sem nunca ver o paciente?

Essas drogas acabam com o toque humano, pois consideram que não é necessário sequer levar a pessoa ao serviço de saúde mental, pois o “remédio” resolve tudo sozinho.

Me pergunto o que está na cabeça desses familiares que tratam seus entes dessa forma. Será que eles acham que estão cuidando de seus familiares?

E esses profissionais de saúde mental? Será que eles acham que essas pessoas estão sendo bem tratadas sendo depósitos de medicamentos?

Até onde eu saiba as pessoas deveriam VER o médico, em vez de o familiar ver o médico. Quando eu digo NÃO FAÇA NADA POR NINGUÉM, ENTRA ISSO.

Como é que alguém vai a um atendimento médico no lugar de um parente paciente?

E os profissionais de saúde mental aceitam isso, pois se acostumaram ao ato mecânico de passar medicamentos e fazer a cabeça dos familiares e pacientes psiquiátricos dizendo que isso é o mais importante.

Eu quero mesmo alertar você ex-paciente psiquiátrico e paciente psiquiátrico. Pacientes recebem medicamento em casa sem nunca ver médico, nem profissionais de apoio em saúde mental.

Você acha que essas pessoas estão bem MESMO? Com certeza estão controladas, pois os psicotrópicos controlam. Mas não recuperam ninguém. É uma vergonha, pois essas pessoas estão jogadas, sem acompanhamento.

Imagine se um familiar fosse ver o médico no lugar de um paciente com pressão alta. Aí o familiar ia medir a pressão no lugar do paciente?

E você que é psiquiatra e não é do SUS, isso está acabando com a moral da profissão de vocês. Vamos lutar juntos contra isso, pois isso não é legal, não é humano.

Essas pessoas deveriam estar tendo acesso a atividades, programas de reinserção social. Se elas não têm acesso a oficinas, atividades e programas de reinserção social não deveriam nem tomar medicamento, pois a parte mais importante do tratamento NÃO É MEDICAMENTO, NÃO É PSICOTRÓPICO.

A parte mais importante do tratamento é aquilo que trabalha a mente e a criatividade, como oficinas, atividades e projetos de reinserção social.

Essas pessoas ficam em casa vegetando e engordando e eles chamam isso de tratamento.

Você acertou. Eu estou revoltado.

Pois vou dizer mais uma vez: isso é exploração contra o ser humano.

Conseguem lucros com esses psicotrópicos, mas acabam com a qualidade de vida das pessoas que os tomam.

ISSO NUNCA FOI TRATAMENTO!!!!!!!

Aos pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos: consciência, por favor. PAREM DE SAIR POR AÍ DEFENDENDO ESSAS DROGAS, pelo amor de Deus.

Aceite que o que você acha que é falta do “remédio” se chama DEPENDÊNCIA. DEPENDÊNCIA QUÍMICA. Precisamos realmente lutar para que haja na saúde mental pública do Brasil opções que substituam esses psicotrópicos, e claro, ATIVIDADES para reinserir as pessoas.

CADÊ O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA?

Eles inverteram tudo: as atividades mentais, atividades físicas, oficinas e programas de reinserção social deveriam ser prioridade e os psicotrópicos deveriam ser último recurso.

A coisa se inverteu e os psicotrópicos viraram prioridade.

Ao ponto de gente ficar jogada em casa se entupindo de medicamentos sem sequer ver qualquer profissional de saúde.

Quando eu falo que ex-pacientes psiquiátricos e pacientes psiquiátricos estão sendo explorados me refiro a isso, entre outras coisas.

NOTA: nem culpo os profissionais de saúde mental que fazem esse absurdo. Pois o SUS é que deveria alcançar esses pacientes psiquiátricos que não saem de casa por vários motivos.

Cadê o tal Programa Saúde da Família?

24.3.09

MORREM MAIS DOENTES MENTAIS - NÃO SEJAMOS HIPÓCRITAS

Coisas desagradáveis acontecem no tratamento do CAPS. Como usuários pacientes do serviço tendo que limpar o banheiro por exemplo. Observando tudo isso eu declarei numa assembléia do CAPS: do jeito que o CAPS está indo, logo vão amarrar pessoas nas camas aqui. Minha declaração indignou as técnicas do CAPS. Elas tentaram falar para mim sobre a reforma, e que graças a reforma isso não acontece. E é sobre essa reforma que eu quero falar.

Saiu no jornal o globo pouco tempo atrás: SEM HOSPÍCIOS MORREM MAIS DOENTES MENTAIS - Em cinco anos, governo fechou um quarto dos leitos psiquiátricos, sem criar serviço substituto; mortes subiram 41%. Isso é fato. Não há como contestar. Morrem mais pacientes psiquiátricos hoje do que na época dos hospícios. Mas infelizmente há pessoas que falam de reforma psiquiátrica com ares de político. Eles tentam enrolar as pessoas, fazendo a reforma parecer uma maravilha. O que não é verdade. Muito pelo contrário.

E infelizmente, se a gente não se cuidar, logo os CAPS serão locais de abusos. talvez piores que os hospícios.