Doença mental não é hereditária, mas os vícios das famílias são. Vários vícios de uma geração da família foram repetidos pela geração seguinte:
Meus irmãos contraíam dívidas e mesmo depois de mudarem de casa, cobranças continuavam chegando para a minha vó. Um sobrinho nosso herdou o mau vício de meus irmãos, e endividou-se, e até hoje vem cartas para a casa de minha mãe de cobranças de lojas e empresas que levaram calote dele.
O nosso tio Neném não tinha emprego, mas recebia uma aposentadoria por invalidez e trabalhava na barraca da vovó. Essa aposentadoria por invalidez sustentava o meu outro tio, que não trabalhava. O meu outro tio controlava o dinheiro de nosso tio Neném. Quando eu fui internado, um de meus irmãos tentou me aposentar duas vezes. A primeira vez o perito percebeu que era um golpe de um familiar desonesto e recusou a aposentadoria. A outra vez que esse meu irmão tentou me aposentar foi recentemente, quando eu saí de minhas últimas internações. Ele estava trabalhando. Aí de repente ele arrumou uma desculpa para deixar a casa dele e vir para a casa de minha mãe, onde eu moro. Quando eu dizia que eu ia fazer um trabalho em casa, ele era contra, e para evitar de ter que brigar e causar aborrecimentos a minha mãe eu tive que deixar meu projeto de lado. Depois ele largou o emprego dele e começou a me fazer pressão para que eu me aposentasse... acho que ficou claro que o plano dele ao largar o emprego, era que eu me aposentasse e que ele pudesse viver dessa aposentadoria, como nosso tio fez...
Nisso, eu pude perceber que OS VÍCIOS dos familiares se repetiam. Os mais novos herdavam os maus hábitos dos mais antigos. Isso se repetiu também no abuso sexual:
Meu avô cometia abuso sexual em suas filhas e depois meus irmãos também cometeram abusos sexuais.
E eu também percebi que a cada nova geração os vícios se tornavam mais graves, mais sérios, mais persistentes que na geração anterior. Enquanto que meu avô abusava sexualmente das filhas, o meu irmão abusava de irmãos menores, mas depois passou para um nível ainda mais grave que o de meu avô: passou a estuprar meninas, o que acarretou em sua prisão, quando finalmente foi pego em flagrante, no ato.
Não me restou dúvidas:
A família deve se ESFORÇAR para evitar que os vícios se repitam nas gerações seguintes, consciente que, infelizmente, um vício que continua tende apenas a piorar, então cabe a família se conscientizar desses vícios, e discuti-los para evitar que se repitam em futuras gerações.
Eu fico com arrepios só de pensar:
Se meu avô estuprava as próprias filhas, meu irmão abusava de irmãos menores do mesmo sexo e depois passou a estuprar meninas do sexo oposto, o que os filhos de meus irmãos poderiam fazer se não houver consciência da existência desse mau hábito PROGRESSIVO na família? Se um irmão meu chegou a ser preso por estupro, o que os filhos e netos desses meus irmãos poderiam chegar a fazer se não houver conscientização? Sinceramente, eu tenho medo de eles se tornarem criminosos como o maníaco do parque ou o Jack estripador, o nível mais baixo do estuprador.
Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
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21.5.14
24.9.13
Eugenia contra pacientes psiquiátricos
Na década de 1920, os Estados Unidos tinham um programa eugenista, que buscava uma purificação racial nos Estados Unidos, para assim criar um povo mais forte, superior. Margaret Sanger e Madison Grant lideravam programas de controle racial contra pessoas cuja condição poderia ser "prejudicial à força da raça". Margaret Sanger e Madison Grant estavam encarregados de gerir programas de esterilização de pessoas que eram diagnosticadas como doenças e deficiências consideradas genéticas, nos Estados Unidos.
E quando qualquer pessoa com alguma doença ou deficiência genética estava grávida, essa pessoa era convencida a fazer aborto, explicavam para as mães que elas estariam beneficiando a nação norte-americana e a si mesmas ao abortar crianças que poderiam nascer herdando a deficiência ou doença mental dos pais. Dentre as pessoas que poderiam prejudicar a perfeição da raça americana, doentes mentais e deficientes mentais estavam no topo da lista dos mais prejudiciais "à força da raça".
A Wikipedia mostra alguns trechos do livro "Um Plano para a Paz", de Margaret Sanger:
"Manter as portas da imigração fechadas à entrada de certos estrangeiros cuja condição seja reconhecidamente prejudicial à força da raça, tais como retardados mentais e disléxicos, idiotas, lentos, loucos, portadores de sífilis, epiléticos, criminosos, prostitutas profissionais e outros nesta classe barrados pela lei de imigração de 1924. (...)
Aplicar uma estrita e rígida política de esterilização e segregação àquele grau da população cuja prole já seja manchada por algum defeito ou cujas características genéticas passadas de pai para filho sejam tais que traços censuráveis possam ser transmitidos aos descendentes. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106"
As ideias dos norte-americanos Margaret Sanger e Madison Grant foram copiadas pelo governo nazista da Alemanha dos anos 1930 e 1940. E, infelizmente, algumas ideias deles continuam até hoje sendo defendidas por muitos abertamente; como, por exemplo, alguns grupos que defendem aborto e tentam passar leis a favor do aborto, mesmo apesar das experiências trágicas que a História da humanidade mostrou com abortos e esterilização num passado não muito distante.
Na época do governo nazista, os pacientes psiquiátricos eram mortos em câmaras de gás com autorização das próprias famílias, pois não questionavam o procedimento dos profissionais de saúde mental. Infelizmente, hoje em dia, familiares continuam acreditando em tudo que os profissionais de saúde mental dizem.
Esse é um alerta que eu estou fazendo a todas as famílias: dizer que doença mental é genética foi um pretexto usado no passado para eliminarem doentes mentais.
Passei anos frequentando o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Eu ia ao CAPS quase todos os dias, por dez anos. Participei de grupos de família e conversei com vários pacientes, de vários diagnósticos. E isso não me deixa nenhuma dúvida:
Doença mental é um problema social.
Em alguns casos, uma pessoa fica doente mentalmente por não se alimentar bem, e às vezes, uma pessoa fica doente mental por traumas que não têm nada a ver com problemas familiares, mas a principal causa geralmente é familiar, geralmente é um problema de família. Mas quando eu digo isso eu não estou culpando a família, estou vendo um problema na ESTRUTURA da família. E essa falta de estrutura geralmente surge por problemas sociais.
Eu coloquei aqui vídeos de pessoas que foram abandonadas em manicômios, e que sequer recebem visitas, nenhum familiar aparece com um advogado para defender seus direitos. Ora, quando uma pessoa vai para uma prisão comum, ela recebe visitas. Muitas pessoas ficaram doentes mentalmente por terem sofrido maus tratos e abusos na família. Por isso que essas famílias os abandonam, e por isso, na maioria dos casos, doença mental é problema de família.
Por isso decidi compartilhar minha história de família. Meu pai foi um pai como muitos outros, não foi um pai espetacular, mas também não foi um mau pai. Minha mãe também não foi e nem é uma má mãe. Mas infelizmente, meus irmãos me causaram muitos problemas, com maus tratos e abusos sexuais na infância, e quando adulto fui internado de forma abusiva e apanhei em hospitais psiquiátricos, por omissão dos irmãos que me internaram. E infelizmente, meus irmãos estão sendo pais ausentes, o que pode não ser bom para a saúde mental de seus filhos, que necessitam da atenção dos pais mais que qualquer outra coisa.
Meu pai morreu quando eu tinha uns 11 anos, e quando era vivo, era um pouco ausente. E é muito triste para mim ver que meus irmãos também estão sendo pais ausentes. Na última semana, por exemplo, um de meus irmãos deixou os filhos aqui em casa, com minha mãe, eles deixam os filhos com outros frequentemente. Meu pai era um pouco ausente com os filhos. Meus irmãos são muito ausentes.
A parte mais triste é ver que meus irmãos usam a própria mãe de uma forma abusiva. Enquanto minha mãe cuidava dos filhos de um irmão, fazia uma obra na casa para abrigar o outro irmão. E o que me deixa mais preocupado é ver que as crianças copiam os pais, portanto eu estou publicando isso aqui, para que, talvez um dia os filhos de meus irmãos vejam isso, e entendam que é covardia explorar a própria mãe e que não copiem o mau exemplo dos pais, e que não façam filhos para depois deixá-los para outros criarem.
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E quando qualquer pessoa com alguma doença ou deficiência genética estava grávida, essa pessoa era convencida a fazer aborto, explicavam para as mães que elas estariam beneficiando a nação norte-americana e a si mesmas ao abortar crianças que poderiam nascer herdando a deficiência ou doença mental dos pais. Dentre as pessoas que poderiam prejudicar a perfeição da raça americana, doentes mentais e deficientes mentais estavam no topo da lista dos mais prejudiciais "à força da raça".
A Wikipedia mostra alguns trechos do livro "Um Plano para a Paz", de Margaret Sanger:
"Manter as portas da imigração fechadas à entrada de certos estrangeiros cuja condição seja reconhecidamente prejudicial à força da raça, tais como retardados mentais e disléxicos, idiotas, lentos, loucos, portadores de sífilis, epiléticos, criminosos, prostitutas profissionais e outros nesta classe barrados pela lei de imigração de 1924. (...)
Aplicar uma estrita e rígida política de esterilização e segregação àquele grau da população cuja prole já seja manchada por algum defeito ou cujas características genéticas passadas de pai para filho sejam tais que traços censuráveis possam ser transmitidos aos descendentes. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106"
As ideias dos norte-americanos Margaret Sanger e Madison Grant foram copiadas pelo governo nazista da Alemanha dos anos 1930 e 1940. E, infelizmente, algumas ideias deles continuam até hoje sendo defendidas por muitos abertamente; como, por exemplo, alguns grupos que defendem aborto e tentam passar leis a favor do aborto, mesmo apesar das experiências trágicas que a História da humanidade mostrou com abortos e esterilização num passado não muito distante.
Na época do governo nazista, os pacientes psiquiátricos eram mortos em câmaras de gás com autorização das próprias famílias, pois não questionavam o procedimento dos profissionais de saúde mental. Infelizmente, hoje em dia, familiares continuam acreditando em tudo que os profissionais de saúde mental dizem.
Esse é um alerta que eu estou fazendo a todas as famílias: dizer que doença mental é genética foi um pretexto usado no passado para eliminarem doentes mentais.
Passei anos frequentando o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Eu ia ao CAPS quase todos os dias, por dez anos. Participei de grupos de família e conversei com vários pacientes, de vários diagnósticos. E isso não me deixa nenhuma dúvida:
Doença mental é um problema social.
Em alguns casos, uma pessoa fica doente mentalmente por não se alimentar bem, e às vezes, uma pessoa fica doente mental por traumas que não têm nada a ver com problemas familiares, mas a principal causa geralmente é familiar, geralmente é um problema de família. Mas quando eu digo isso eu não estou culpando a família, estou vendo um problema na ESTRUTURA da família. E essa falta de estrutura geralmente surge por problemas sociais.
Eu coloquei aqui vídeos de pessoas que foram abandonadas em manicômios, e que sequer recebem visitas, nenhum familiar aparece com um advogado para defender seus direitos. Ora, quando uma pessoa vai para uma prisão comum, ela recebe visitas. Muitas pessoas ficaram doentes mentalmente por terem sofrido maus tratos e abusos na família. Por isso que essas famílias os abandonam, e por isso, na maioria dos casos, doença mental é problema de família.
Por isso decidi compartilhar minha história de família. Meu pai foi um pai como muitos outros, não foi um pai espetacular, mas também não foi um mau pai. Minha mãe também não foi e nem é uma má mãe. Mas infelizmente, meus irmãos me causaram muitos problemas, com maus tratos e abusos sexuais na infância, e quando adulto fui internado de forma abusiva e apanhei em hospitais psiquiátricos, por omissão dos irmãos que me internaram. E infelizmente, meus irmãos estão sendo pais ausentes, o que pode não ser bom para a saúde mental de seus filhos, que necessitam da atenção dos pais mais que qualquer outra coisa.
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Meu pai morreu quando eu tinha uns 11 anos, e quando era vivo, era um pouco ausente. E é muito triste para mim ver que meus irmãos também estão sendo pais ausentes. Na última semana, por exemplo, um de meus irmãos deixou os filhos aqui em casa, com minha mãe, eles deixam os filhos com outros frequentemente. Meu pai era um pouco ausente com os filhos. Meus irmãos são muito ausentes.
A parte mais triste é ver que meus irmãos usam a própria mãe de uma forma abusiva. Enquanto minha mãe cuidava dos filhos de um irmão, fazia uma obra na casa para abrigar o outro irmão. E o que me deixa mais preocupado é ver que as crianças copiam os pais, portanto eu estou publicando isso aqui, para que, talvez um dia os filhos de meus irmãos vejam isso, e entendam que é covardia explorar a própria mãe e que não copiem o mau exemplo dos pais, e que não façam filhos para depois deixá-los para outros criarem.
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4.9.13
Discriminação histórica contra pacientes psiquiátricos
Na publicação Parem de culpar os pacientes psiquiátricos por suas crises eu recebi o comentário de Mari B. :
"...nem todos os pacientes psiquiátricos se "vitimizam" de propósito, se para eles a medicação está surtindo efeitos colaterais insuportáveis, eles DEVEM SER OUVIDOS e é preciso repensar esta medicação."
NENHUM paciente psiquiátrico se "vitimiza". Frequentei CAPS por anos, e NUNCA encontrei nenhum paciente psiquiátrico que se fizesse de vítima. Em primeiro lugar, o indivíduo ACEITOU ser paciente, e deveria ser respeitado. Como eu disse antes, se a pessoa para de tomar a medicação, COM CERTEZA tem algo errado com a prescrição da medicação, ou seja, tal medicação não deveria ter sido prescrita. As pessoas devem ter direito a escolha sempre, portanto se uma pessoa não quer tomar uma medicação o direito dela deve ser respeitado, SEM DISCUSSÃO, não tem que "repensar esta medicação".
Outro comentário foi assim: "Muitas famílias enfrentam problemas por causa do paciente e não o contrário. Não é a família que deixa vocês doentes. Pode até ser, mas não para todos."
Não é a família que deixa alguém doente mentalmente, é a ESTRUTURA da família. Um filho de mãe solteira tem as maiores probabilidades de desenvolver uma doença mental, mas a culpa não é da mãe solteira evidentemente. É um problema social.
O que eu chamei a atenção em Parem de culpar os pacientes psiquiátricos por suas crises é que há uma discriminação histórica contra pacientes psiquiátricos, e os profissionais de saúde mental agem como se tal discriminação não existisse. Negros foram comercializados como escravos, mas isso a gente encontra nos livros de história de todo o mundo. O fato de os livros de história mostrarem para as crianças que houve essa discriminação e esse abuso contra os negros ajuda na luta contra a discriminação e o preconceito.
Pacientes psiquiátricos foram jogados em câmaras de gás com justificativas legais e com a autorização de suas famílias, e isso aconteceu há menos de oitenta anos. Isso não aparece nos livros de história fundamental. Talvez se a geração de 1920, 1930 e 1940 tivesse registrado nos livros de educação fundamental que os pacientes eram acorrentados como bichos em 1700, e que Philippe Pinel lutou ferozmente contra tais maus tratos, não dariam autorização para matar pacientes psiquiátricos em câmaras de gás em 1930 e 1940. E se as crianças de 1600 e 1700 tivessem lido nos livros de história fundamental que Hipócrates lutou contra os maus tratos contra pacientes psiquiátricos, ainda por volta do ano 400 antes de Cristo, os abusos que o médico Philippe Pinel viu não aconteceriam.
O que eu quero dizer que houve alguma ação concreta para acabar com a discriminação contra os negros, porém nada foi feito para acabar com a discriminação contra os pacientes psiquiátricos, pois os profissionais de saúde mental agem como se nunca tivesse havido tais abusos e como se tais abusos não continuassem existindo, talvez ainda pior, cada vez mais.
Portanto, Mari B., eu considero seu comentário uma crítica que me indicou que eu não me expressei bem, mas tenho certeza que o objetivo de sua crítica foi positivo.
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"...nem todos os pacientes psiquiátricos se "vitimizam" de propósito, se para eles a medicação está surtindo efeitos colaterais insuportáveis, eles DEVEM SER OUVIDOS e é preciso repensar esta medicação."
NENHUM paciente psiquiátrico se "vitimiza". Frequentei CAPS por anos, e NUNCA encontrei nenhum paciente psiquiátrico que se fizesse de vítima. Em primeiro lugar, o indivíduo ACEITOU ser paciente, e deveria ser respeitado. Como eu disse antes, se a pessoa para de tomar a medicação, COM CERTEZA tem algo errado com a prescrição da medicação, ou seja, tal medicação não deveria ter sido prescrita. As pessoas devem ter direito a escolha sempre, portanto se uma pessoa não quer tomar uma medicação o direito dela deve ser respeitado, SEM DISCUSSÃO, não tem que "repensar esta medicação".
Outro comentário foi assim: "Muitas famílias enfrentam problemas por causa do paciente e não o contrário. Não é a família que deixa vocês doentes. Pode até ser, mas não para todos."
Não é a família que deixa alguém doente mentalmente, é a ESTRUTURA da família. Um filho de mãe solteira tem as maiores probabilidades de desenvolver uma doença mental, mas a culpa não é da mãe solteira evidentemente. É um problema social.
O que eu chamei a atenção em Parem de culpar os pacientes psiquiátricos por suas crises é que há uma discriminação histórica contra pacientes psiquiátricos, e os profissionais de saúde mental agem como se tal discriminação não existisse. Negros foram comercializados como escravos, mas isso a gente encontra nos livros de história de todo o mundo. O fato de os livros de história mostrarem para as crianças que houve essa discriminação e esse abuso contra os negros ajuda na luta contra a discriminação e o preconceito.
Pacientes psiquiátricos foram jogados em câmaras de gás com justificativas legais e com a autorização de suas famílias, e isso aconteceu há menos de oitenta anos. Isso não aparece nos livros de história fundamental. Talvez se a geração de 1920, 1930 e 1940 tivesse registrado nos livros de educação fundamental que os pacientes eram acorrentados como bichos em 1700, e que Philippe Pinel lutou ferozmente contra tais maus tratos, não dariam autorização para matar pacientes psiquiátricos em câmaras de gás em 1930 e 1940. E se as crianças de 1600 e 1700 tivessem lido nos livros de história fundamental que Hipócrates lutou contra os maus tratos contra pacientes psiquiátricos, ainda por volta do ano 400 antes de Cristo, os abusos que o médico Philippe Pinel viu não aconteceriam.
O que eu quero dizer que houve alguma ação concreta para acabar com a discriminação contra os negros, porém nada foi feito para acabar com a discriminação contra os pacientes psiquiátricos, pois os profissionais de saúde mental agem como se nunca tivesse havido tais abusos e como se tais abusos não continuassem existindo, talvez ainda pior, cada vez mais.
Portanto, Mari B., eu considero seu comentário uma crítica que me indicou que eu não me expressei bem, mas tenho certeza que o objetivo de sua crítica foi positivo.
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16.5.13
Abandono das famílias e indiferença da sociedade - A maior dificuldade dos esquizofrênicos
Pessoas afetadas com esquizofrenia teriam muito mais chances de se recuperar se houvesse um bom apoio da parte familiares. Pois doença mental é um problema social. Infelizmente, a desinformação leva familiares a quererem se livrar de seus doentes mentais. É muito triste para mim receber comentários como os seguintes:
"Estou precisando de ajuda, minha mãe tem problemas psiquiátricos gostaria de saber se aceitam ela ai, pois ela mora em Anchieta e ninguém quer aceitá-la essa clínica é de onde? Gostaria de levá-lá ai!
Aguardo a resposta."
"Olá..estou a procura de tratamento para meu irmão esquizofrênico e com surtos... ele é agressivo demasiado e o surto dele é quase 3 dias por semana... estou desesperado e procurando uma clinica ou asilo em Duque de Caxias, já que ele tem 57 anos... ele não consegue viver em sociedade e qualquer lugar que ele mora arruma confusão com os vizinhos.
Quem puder ajudar me informe por favor... obrigado!"
A pessoa diz que quer colocar o irmão esquizofrênico num asilo, pois ele já tem 57 anos, diz ele! Está claro que ele só quer se livrar do irmão, pois o irmão dele pode viver em sociedade, tanto que mora sozinho. Arrumar confusão "quase 3 dias por semana" não é motivo para afastar alguém da sociedade. Parece que essa pessoa só quer jogar o irmão num asilo e ficar com a casa dele. Triste isso. Lógico que com um irmão desses uma esquizofrênico tende a surtar mesmo!
"ESQUIZOFRENIA NÃO TEM CURA, TEM CONTROLE, MAS O PACIENTE TEM QUE ACEITAR TOMAR A MEDICAÇÃO, JÁ VI REMÉDIO PARA ESQUIZOFRENIA QUE CUSTA 30 COMPRIMIDOS, MAIS DE 500 REAIS.
ALÉM DELE TER QUE ACEITAR A TOMAR O REMÉDIO, ELE TEM QUE FAZER TERAPIA TAMBÉM.
É BARRA AMIGO. LEVE A UM PSIQUIATRA, SÓ ELES PODEM PASSAR REMÉDIO E DEPENDENDO DO REMÉDIO, NEM É RECEITA AZUL, É A AMARELA."
Quem escreveu este comentário acima deve ser dono de uma farmácia. Psicotrópicos só deveriam ser usados em emergências, como eu sempre digo. Narcóticos só deveriam ser usados em emergências.
Vários esquizofrênicos se recuperam, geralmente sem medicação, como foi o famoso caso de John Forbes Nash. John Forbes Nash teve grande apoio da esposa. Apoie o esquizofrênico e ele se recuperará e não precisará de psicotrópicos. Ao contrário do que muitos pensam, parece que medicação psiquiátrica tende a PIORAR doenças mentais ao invés de recuperar, infelizmente. No meu dia-a-dia, num Centro de Atenção Psicossocial, eu via essa PIORA todos os dias. Nota: caso esteja tomando medicação NUNCA DEIXE DE TOMAR SEM ORIENTAÇÕES MÉDICAS. AS SEQUELAS PODEM SER TERRÍVEIS NUMA RETIRADA SEM AUXÍLIO MÉDICO.
"POIS NÃO SOU PACIENTE PARA FICAR INTERNADO NUM HOSPITAL DE MALUCO."
Muitas pessoas chamam os manicômios de "hospitais de maluco", sem saber que mais cedo ou mais tarde poderão ser jogados lá contra sua vontade. Primeiro que não existe "hospitais de maluco", pois manicômios não podem ser chamados de hospitais, porque não são. Os pacientes com doenças mentais não são malucos, estão doentes.
Manicômios são uma instituição com objetivos políticos. Psicotrópicos são um golpe comercial. Não culpo os psiquiatras pelo terrível sistema explorador de doenças mentais, pois há bons psiquiatras que evitam usar esses psicotrópicos comerciais, mas digo com segurança que se a população conhecesse a história dos manicômios a população se revoltaria como nunca antes; e as pessoas ficariam tão furiosas que linchariam todos os psiquiatras. Sem brincadeira.
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"Estou precisando de ajuda, minha mãe tem problemas psiquiátricos gostaria de saber se aceitam ela ai, pois ela mora em Anchieta e ninguém quer aceitá-la essa clínica é de onde? Gostaria de levá-lá ai!
Aguardo a resposta."
"Olá..estou a procura de tratamento para meu irmão esquizofrênico e com surtos... ele é agressivo demasiado e o surto dele é quase 3 dias por semana... estou desesperado e procurando uma clinica ou asilo em Duque de Caxias, já que ele tem 57 anos... ele não consegue viver em sociedade e qualquer lugar que ele mora arruma confusão com os vizinhos.
Quem puder ajudar me informe por favor... obrigado!"
A pessoa diz que quer colocar o irmão esquizofrênico num asilo, pois ele já tem 57 anos, diz ele! Está claro que ele só quer se livrar do irmão, pois o irmão dele pode viver em sociedade, tanto que mora sozinho. Arrumar confusão "quase 3 dias por semana" não é motivo para afastar alguém da sociedade. Parece que essa pessoa só quer jogar o irmão num asilo e ficar com a casa dele. Triste isso. Lógico que com um irmão desses uma esquizofrênico tende a surtar mesmo!
"ESQUIZOFRENIA NÃO TEM CURA, TEM CONTROLE, MAS O PACIENTE TEM QUE ACEITAR TOMAR A MEDICAÇÃO, JÁ VI REMÉDIO PARA ESQUIZOFRENIA QUE CUSTA 30 COMPRIMIDOS, MAIS DE 500 REAIS.
ALÉM DELE TER QUE ACEITAR A TOMAR O REMÉDIO, ELE TEM QUE FAZER TERAPIA TAMBÉM.
É BARRA AMIGO. LEVE A UM PSIQUIATRA, SÓ ELES PODEM PASSAR REMÉDIO E DEPENDENDO DO REMÉDIO, NEM É RECEITA AZUL, É A AMARELA."
Quem escreveu este comentário acima deve ser dono de uma farmácia. Psicotrópicos só deveriam ser usados em emergências, como eu sempre digo. Narcóticos só deveriam ser usados em emergências.
Vários esquizofrênicos se recuperam, geralmente sem medicação, como foi o famoso caso de John Forbes Nash. John Forbes Nash teve grande apoio da esposa. Apoie o esquizofrênico e ele se recuperará e não precisará de psicotrópicos. Ao contrário do que muitos pensam, parece que medicação psiquiátrica tende a PIORAR doenças mentais ao invés de recuperar, infelizmente. No meu dia-a-dia, num Centro de Atenção Psicossocial, eu via essa PIORA todos os dias. Nota: caso esteja tomando medicação NUNCA DEIXE DE TOMAR SEM ORIENTAÇÕES MÉDICAS. AS SEQUELAS PODEM SER TERRÍVEIS NUMA RETIRADA SEM AUXÍLIO MÉDICO.
"POIS NÃO SOU PACIENTE PARA FICAR INTERNADO NUM HOSPITAL DE MALUCO."
Muitas pessoas chamam os manicômios de "hospitais de maluco", sem saber que mais cedo ou mais tarde poderão ser jogados lá contra sua vontade. Primeiro que não existe "hospitais de maluco", pois manicômios não podem ser chamados de hospitais, porque não são. Os pacientes com doenças mentais não são malucos, estão doentes.
Manicômios são uma instituição com objetivos políticos. Psicotrópicos são um golpe comercial. Não culpo os psiquiatras pelo terrível sistema explorador de doenças mentais, pois há bons psiquiatras que evitam usar esses psicotrópicos comerciais, mas digo com segurança que se a população conhecesse a história dos manicômios a população se revoltaria como nunca antes; e as pessoas ficariam tão furiosas que linchariam todos os psiquiatras. Sem brincadeira.
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14.4.13
Muitas famílias de pacientes psiquiátricos são desestruturadas - Exemplo de minha família: Meus irmãos cometeram estupro
Eu não pretendia contar a história dos abusos sexuais acontecidos em minha família. Não é fácil arranjar a coragem para contar tal história.
Eu contei aqui que meu irmão, 5 anos mais velho que eu, abusava sexualmente de irmãos mais novos quando adolescente e foi preso depois de adulto, em flagrante, por estupro. Já o meu outro irmão abusava sexualmente da filha e da enteada e foi expulso do bairro onde ele morava quando todos os vizinhos descobriram isso. Revoltados, os milicianos o expulsaram do bairro e disseram que o matariam se ele voltasse lá. Sem ter onde morar, esse meu irmão veio morar na casa de minha mãe, comigo!
Da mesma forma, o meu irmão que tinha sido preso por estupro também veio a morar na casa de minha mãe, comigo! Esse meu irmão que foi preso por estupro era casado (amasiado) e morava em outro lugar, onde a mulher dele o sustentava. E infelizmente, eu suspeito que esse irmão que foi preso por estupro veio para minha casa fugindo de alguma coisa muito errada que ele fez onde morava. Queria ver algum outro irmão aceitar que esses indivíduos fossem morar com eles. (Todos meus irmãos casaram.)
Eu trabalhei no CDI com um ex-presidiário chamado Ronaldo Monteiro, e esse ex-presidiário achava importante falar sobre o crime que cometeu para prevenir os jovens, para que não entrem no mundo do crime. O cara é um exemplo.
Porém a postura de meus irmãos é inversa. Eu aceitei que eles viessem morar conosco, mas fiquei revoltado quando vi que eles culpam suas vítimas! Se eles acham que o que eles fizeram é certo, é LÓGICO que eles poderão voltar a fazer. E isso me preocupa muito.
Respondendo a alguns comentários amigáveis:
Eu já teria me afastado de minha família desde o momento em que eu escrevi o primeiro texto sobre abuso sexual, pois eu o escrevi quando a situação com os familiares já estava insuportável. O que me mantém em casa é o senso de responsabilidade. Do contrário, eu iria morar na rua, que seria bem melhor, garanto para vocês.
Eu realmente preciso passar algum exemplo positivo para os meus sobrinhos e para os mais novos. Muito de meus sobrinhos já se envolveram em crimes. Um sobrinho meu foi assassinado a facadas. Eu contei aqui o momento em que um sobrinho meu apanhou de policiais em minha presença. (Eu estava em outro cômodo da casa e ouvi os policiais batendo nele.) Depois esse sobrinho me disse "você sabe que eu levo essa vida por causa de seu irmão."
Meus sobrinhos não se envolveram em crimes sexuais, mas eles têm o péssimo exemplo de um pai que abusava de suas irmãs e um tio que foi preso por estupro. Por esse motivo eu luto para continuar em casa, pois é a única forma de ainda lutar para melhorar essa família de alguma forma.
Também mostrei que minha família era pobre, meu pai era distante, etc, para que as pessoas entendam que muitos enveredam para o crime não apenas por maldade, mas também por falta de condições e falta de estrutura familiar. E também preciso mostrar que pacientes psiquiátricos na maioria das vezes são vítimas. A minha voz é necessária para falar por outros que não tiveram minha sorte.
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Eu contei aqui que meu irmão, 5 anos mais velho que eu, abusava sexualmente de irmãos mais novos quando adolescente e foi preso depois de adulto, em flagrante, por estupro. Já o meu outro irmão abusava sexualmente da filha e da enteada e foi expulso do bairro onde ele morava quando todos os vizinhos descobriram isso. Revoltados, os milicianos o expulsaram do bairro e disseram que o matariam se ele voltasse lá. Sem ter onde morar, esse meu irmão veio morar na casa de minha mãe, comigo!
Da mesma forma, o meu irmão que tinha sido preso por estupro também veio a morar na casa de minha mãe, comigo! Esse meu irmão que foi preso por estupro era casado (amasiado) e morava em outro lugar, onde a mulher dele o sustentava. E infelizmente, eu suspeito que esse irmão que foi preso por estupro veio para minha casa fugindo de alguma coisa muito errada que ele fez onde morava. Queria ver algum outro irmão aceitar que esses indivíduos fossem morar com eles. (Todos meus irmãos casaram.)
Eu trabalhei no CDI com um ex-presidiário chamado Ronaldo Monteiro, e esse ex-presidiário achava importante falar sobre o crime que cometeu para prevenir os jovens, para que não entrem no mundo do crime. O cara é um exemplo.
Porém a postura de meus irmãos é inversa. Eu aceitei que eles viessem morar conosco, mas fiquei revoltado quando vi que eles culpam suas vítimas! Se eles acham que o que eles fizeram é certo, é LÓGICO que eles poderão voltar a fazer. E isso me preocupa muito.
Respondendo a alguns comentários amigáveis:
Eu já teria me afastado de minha família desde o momento em que eu escrevi o primeiro texto sobre abuso sexual, pois eu o escrevi quando a situação com os familiares já estava insuportável. O que me mantém em casa é o senso de responsabilidade. Do contrário, eu iria morar na rua, que seria bem melhor, garanto para vocês.
Eu realmente preciso passar algum exemplo positivo para os meus sobrinhos e para os mais novos. Muito de meus sobrinhos já se envolveram em crimes. Um sobrinho meu foi assassinado a facadas. Eu contei aqui o momento em que um sobrinho meu apanhou de policiais em minha presença. (Eu estava em outro cômodo da casa e ouvi os policiais batendo nele.) Depois esse sobrinho me disse "você sabe que eu levo essa vida por causa de seu irmão."
Meus sobrinhos não se envolveram em crimes sexuais, mas eles têm o péssimo exemplo de um pai que abusava de suas irmãs e um tio que foi preso por estupro. Por esse motivo eu luto para continuar em casa, pois é a única forma de ainda lutar para melhorar essa família de alguma forma.
Também mostrei que minha família era pobre, meu pai era distante, etc, para que as pessoas entendam que muitos enveredam para o crime não apenas por maldade, mas também por falta de condições e falta de estrutura familiar. E também preciso mostrar que pacientes psiquiátricos na maioria das vezes são vítimas. A minha voz é necessária para falar por outros que não tiveram minha sorte.
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13.4.13
Não quero ser curado da doença mental / Não quero levar uma vida normal (resposta aos cristãos e psiquiatras e profissionais de saúde)
Eu recebi alguns comentários de cristãos e de psiquiatras. Alguns cristãos diziam que Jesus cura a doença mental e alguns psiquiatras diziam que é preciso que paciente siga o tratamento com a medicação para levar uma vida normal.
Eu tenho dito várias vezes que doença mental é um problema social, portanto não existe nenhuma droga que possa resolver problemas sociais. Não existe nenhum psicotrópico que possa resolver problemas sociais. Problemas sociais se resolvem com oportunidades iguais. Alimentação igual para todos resolve problemas sociais, empregos para todos resolvem problemas sociais, educação igual para todos resolve problemas sociais.
Você, psiquiatra, acha que leva uma vida normal? É normal amarrar pessoas em camas? Isso não é algo brutal, selvagem e desumano? Eu levo uma vida mais normal do que a de todos os psiquiatras que encontrei nos manicômios, pois não é normal amarrar uma pessoa na cama.
A situação psicológica de uma pessoa que sofreu uma vida de maus tratos e privações apenas piora quando ela é amarrada num hospital psiquiátrico. A situação psicológica de uma pessoa que sofreu uma vida de maus tratos e privações apenas piora quando ela é confinada num hospício.
Não existe nenhum comprimido que vá aliviar a humilhação que uma pessoa passa ao ser amarrada num manicômio, não existe nenhuma terapia que vá aliviar isso. Cada vez que eu ouço alguém tentando justificar a prática de amarrar pacientes psiquiátricos eu sou amarrado e humilhado novamente. A única coisa que aliviaria a humilhação que passamos ao ser amarrados seria tal prática ser proibida e condenada, e isso não tem acontecido.
Cada vez que um psiquiatra é conivente com o ato de amarrar um paciente numa cama, esse psiquiatra está piorando a saúde mental do mundo. E nunca existirá nenhum comprimido milagroso que vá sanar isso. Você, médico, lembre-se que você jurou aliviar o sofrimento. Lembre-se disso. O juramento que você, médico, fez o OBRIGA a denunciar maus tratos, e quando você não denuncia você está quebrando seu juramento.
Pessoas vão parar em manicômios por sofrer maus tratos em famílias desestruturadas, ou por crescerem em comunidades muito violentas e desiguais, ou desenvolvem doenças mentais e físicas por falta de uma alimentação decente. Em vez de dar psicotrópicos para as pessoas desde criança, ajudaria mais fornecer uma alimentação melhor para todos, seria melhor ensinar as pessoas a se alimentarem melhor.
Em nenhum momento na Bíblia Jesus curou problemas sociais. Pobreza e desigualdades sociais não foram criados por demônios, foram criados pela indiferença e omissão humana. Não foram demônios que pregaram Jesus numa cruz, foram homens. E não são demônios que amarram pessoas nas camas dos manicômios, são enfermeiros, auxiliares de enfermagem e psiquiatras.
Jesus aconselhou que as pessoas ajudassem umas às outras para sanar esses problemas. Jesus mandou visitar os enfermos, portanto cristãos ajudariam mais visitando doentes mentais nos Centros de Atenção Psicossocial e nos manicômios, não só para pregar, mas também para oferecer ajuda jurídica, para lutar para que os doentes mentais não sejam maltratados nos serviços de saúde mental, para ajudar a fazer com que a Lei seja respeitada e para seguir o Mandamento de Jesus que mandou visitar e ajudar os enfermos.
E os profissionais de saúde mental deveriam respeitar a Lei que garante o direito à assistência religiosa.
Eu considero que estou muito bem de saúde, portanto não preciso de cura; e estou vivendo do jeito que gosto de viver, portanto não tenho seguir o seu modelo de vida normal. Mas confesso que ficaria mais feliz se meus companheiros que são acometidos com doença mental não fossem confinados e amarrados. Ficaria mais feliz se vocês psiquiatras cumprissem com seu juramento de aliviar o sofrimento e que vocês cristãos cumprissem o mandamento de Jesus de visitar e ajudar os enfermos, pois quando estive internado tanto cristãos quanto psiquiatras não cumpriram devidamente esse dever.
Em resumo: psicotrópicos não fazem a vida normal e Jesus não cura doença mental, não senhor, pois doença mental é um problema social, um problema de falta de amor ao próximo; um problema causado por indiferenças sociais. Jesus fez vários milagres, mas não pode fazer com que as pessoas procedam com amor, tanto que o mataram numa cruz. Cabe a cada um de nós gerar um mundo com mais igualdade e amor. Não tentem criar medicamentos para resolver esse problema. Não tentem pedir para Jesus resolver.
P.S.: Eu devo transformar essa publicação em duas no futuro, transformando esse texto em dois textos.
Eu tenho dito várias vezes que doença mental é um problema social, portanto não existe nenhuma droga que possa resolver problemas sociais. Não existe nenhum psicotrópico que possa resolver problemas sociais. Problemas sociais se resolvem com oportunidades iguais. Alimentação igual para todos resolve problemas sociais, empregos para todos resolvem problemas sociais, educação igual para todos resolve problemas sociais.
Você, psiquiatra, acha que leva uma vida normal? É normal amarrar pessoas em camas? Isso não é algo brutal, selvagem e desumano? Eu levo uma vida mais normal do que a de todos os psiquiatras que encontrei nos manicômios, pois não é normal amarrar uma pessoa na cama.
A situação psicológica de uma pessoa que sofreu uma vida de maus tratos e privações apenas piora quando ela é amarrada num hospital psiquiátrico. A situação psicológica de uma pessoa que sofreu uma vida de maus tratos e privações apenas piora quando ela é confinada num hospício.
Não existe nenhum comprimido que vá aliviar a humilhação que uma pessoa passa ao ser amarrada num manicômio, não existe nenhuma terapia que vá aliviar isso. Cada vez que eu ouço alguém tentando justificar a prática de amarrar pacientes psiquiátricos eu sou amarrado e humilhado novamente. A única coisa que aliviaria a humilhação que passamos ao ser amarrados seria tal prática ser proibida e condenada, e isso não tem acontecido.
Cada vez que um psiquiatra é conivente com o ato de amarrar um paciente numa cama, esse psiquiatra está piorando a saúde mental do mundo. E nunca existirá nenhum comprimido milagroso que vá sanar isso. Você, médico, lembre-se que você jurou aliviar o sofrimento. Lembre-se disso. O juramento que você, médico, fez o OBRIGA a denunciar maus tratos, e quando você não denuncia você está quebrando seu juramento.
Pessoas vão parar em manicômios por sofrer maus tratos em famílias desestruturadas, ou por crescerem em comunidades muito violentas e desiguais, ou desenvolvem doenças mentais e físicas por falta de uma alimentação decente. Em vez de dar psicotrópicos para as pessoas desde criança, ajudaria mais fornecer uma alimentação melhor para todos, seria melhor ensinar as pessoas a se alimentarem melhor.
Em nenhum momento na Bíblia Jesus curou problemas sociais. Pobreza e desigualdades sociais não foram criados por demônios, foram criados pela indiferença e omissão humana. Não foram demônios que pregaram Jesus numa cruz, foram homens. E não são demônios que amarram pessoas nas camas dos manicômios, são enfermeiros, auxiliares de enfermagem e psiquiatras.
Jesus aconselhou que as pessoas ajudassem umas às outras para sanar esses problemas. Jesus mandou visitar os enfermos, portanto cristãos ajudariam mais visitando doentes mentais nos Centros de Atenção Psicossocial e nos manicômios, não só para pregar, mas também para oferecer ajuda jurídica, para lutar para que os doentes mentais não sejam maltratados nos serviços de saúde mental, para ajudar a fazer com que a Lei seja respeitada e para seguir o Mandamento de Jesus que mandou visitar e ajudar os enfermos.
E os profissionais de saúde mental deveriam respeitar a Lei que garante o direito à assistência religiosa.
Eu considero que estou muito bem de saúde, portanto não preciso de cura; e estou vivendo do jeito que gosto de viver, portanto não tenho seguir o seu modelo de vida normal. Mas confesso que ficaria mais feliz se meus companheiros que são acometidos com doença mental não fossem confinados e amarrados. Ficaria mais feliz se vocês psiquiatras cumprissem com seu juramento de aliviar o sofrimento e que vocês cristãos cumprissem o mandamento de Jesus de visitar e ajudar os enfermos, pois quando estive internado tanto cristãos quanto psiquiatras não cumpriram devidamente esse dever.
Em resumo: psicotrópicos não fazem a vida normal e Jesus não cura doença mental, não senhor, pois doença mental é um problema social, um problema de falta de amor ao próximo; um problema causado por indiferenças sociais. Jesus fez vários milagres, mas não pode fazer com que as pessoas procedam com amor, tanto que o mataram numa cruz. Cabe a cada um de nós gerar um mundo com mais igualdade e amor. Não tentem criar medicamentos para resolver esse problema. Não tentem pedir para Jesus resolver.
P.S.: Eu devo transformar essa publicação em duas no futuro, transformando esse texto em dois textos.
22.10.12
Fome, miséria e violência causam doenças - Acredite: há quem diga que não!
Para começar, eu vou falar de mim mesmo, apenas para dar voz a várias pessoas que gostariam de dizer o que vou colocar a seguir.
Em 1984 eu tinha 7 anos e "dois em cada três brasileiros passavam fome e cerca de 1000 crianças de até um ano morriam de fome diariamente", como está indicado no livro de história de Nelson Piletti, A coisa estava tão difícil que na época se falava de SORO CASEIRO o tempo todo, pois desnutrição fazia parte da ROTINA do brasileiro.
Nasci numa época em que mais de 70 milhões de brasileiros estavam DESNUTRIDOS, ou seja, cerca de 67% dos brasileiros estavam desnutridos. (fonte: HISTÓRIA DO BRASIL, de Nelson Piletti, p. 171).
Eu coloquei primeiro a situação do país, para que ninguém diga que eu estou culpando meus pais pelas minhas dificuldades. Eu passei minha primeira infância numa casa pobre, cheia de goteiras, num bairro pobre, ruas de terra batida... às vezes não tinha quase nada para comer. Nunca vou esquecer o primeiro bombom que comi na vida. Foi o Lollo da Nestlé, que hoje em dia se chama Milkybar. Esse bombom veio de uma caixa de bombons que meu pai achou no lixão do Jardim Gramacho.
Um psiquiatra me perguntou se antes do primeiro surto eu tinha me sentido "borocoxô" alguma vez, ou seja, me perguntou se em algum momento de minha vida eu tinha me sentido deprimido, desanimado... minha resposta foi simples: NUNCA! Pois ao ver a luta de meus pais eu só conseguia sentir uma vontade de me superar e MUDAR tal situação.
Mas eu tinha sentido fome, e até senti medo quando apontaram uma arma para me matar, mas essas perguntas o psiquiatra não perguntou. E infelizmente os psiquiatras que encontrei NÃO ESTAVAM INTERESSADOS em ouvir minha história, estavam interessados em fazer um diagnóstico, CRIAR UM RÓTULO.
(Psiquiatras diziam que eu falava demais e que preferiam que meus familiares falassem por mim, pois eles eram "DIRETOS e sem enrolação").
Uma pessoa pode desenvolver psicoses por passar por situações inesperadas de violência SIM. Tanto que existe o TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO. Ora, uns caras mascarados chegaram na minha casa de madrugada para me matar, isso não seria um motivo para desenvolver psicoses? Os doutores iam entender o que eu estou dizendo se passassem por isso na adolescência, como eu passei.
Me parece que nunca passou pela cabeça de muitos psiquiatras que as pessoas podem ter desenvolvido doenças por não ter tido uma boa alimentação, por não ter tido uma alimentação DIGNA.
Por isso eu luto tanto para que a psiquiatria ortomolecular se torne acessível A TODOS. Pois a psiquiatria ortomolecular trata as doenças mentais através de nutrientes. De acordo com o Dr. Marco Aurélio Behar Ramos, doenças mentais surgem POR FALTA de determinados nutrientes.
Já imaginou se, em vez de distribuírem medicação em instituições psiquiátricas, distribuíssem alimentação saudável? Muitos mal têm o que comer, mas são obrigados a tomar psicotrópicos! Já imaginou se distribuíssem comida saudável nos CAPS como parte principal do tratamento?
A maioria das pessoas que encontrei internadas nos hospícios comigo teve uma infância de pobreza extrema. Muitos perderam os dentes ainda novos, outros sofreram abusos graves em sua infância. Se algum deles ficou "borocoxô" na infância, com certeza teve muitos motivos REAIS para isso.
É INCRÍVEL que cientistas tentem provar que algumas pessoas estão PREDESTINADAS a ficar doentes, pelo o que eles chamam de GENÉTICA. Se eles estudassem a história de cada paciente tal ideia sequer lhes ocorreria.
A propósito, se eles estudassem a HISTÓRIA DA HUMANIDADE saberiam que fome causa doenças SIM.
Costumo dizer que se esses psiquiatras sofressem metade das coisas que seus pacientes sofreram na infância sequer chegariam na vida adulta, pois o que eu tenho observado é que os pacientes psiquiátricos são até MAIS FORTES.
Infelizmente a maioria dos médicos sequer conhecem o que é fome, pois geralmente médicos vêm de famílias de classe alta, ou de classe média. (Dificilmente pessoas da tal "nova classe média" poderiam se tornar médicos).
Nem preciso dizer que praticamente nenhuma das pessoas que cresceu na mesma situação de miséria em que eu cresci pôde se tornar médico. Alguns poucos se tornaram professores, mas não sei de nenhum que se tornou médico.
Eu queria fazer medicina aos 18 anos ou aos 20 e poucos anos, como as pessoas de classe alta fazem, mas ao pesquisar sobre o curso vi que era IMPOSSÍVEL. Vi que se eu quisesse fazer medicina eu teria que JUNTAR MUITO DINHEIRO ANTES, pois quem entra numa faculdade de medicina não pode trabalhar, pois o curso de medicina é em TEMPO INTEGRAL, ou seja, é o DIA TODO.
Ora, eu comecei a trabalhar aos 13 anos para poder comprar o que eu meus pais não podiam comprar, logo, é claro que meus pais NÃO PODERIAM ME AJUDAR A A ME MANTER NUM CURSO DE MEDICINA, e eu ia precisar de ajuda, sem dúvida.
Totalmente injusto, mas é essa nossa realidade. Todo mundo sai perdendo com essa INJUSTIÇA SOCIAL. Pois com certeza muitas pessoas pobres poderiam se tornar ÓTIMOS MÉDICOS. E quantas doenças seriam evitadas se todos pudessem ao menos ter uma alimentação digna em sua infância!
Lógico, eu ME RECUSO A DAR O BRAÇO A TORCER PARA A INJUSTIÇA. E de forma alguma desisti de meus projetos. Continuo trabalhando para realizá-los. É que meu principal projeto é IGUALDADE.
Acho que nem preciso dizer que meu principal sonho de infância NÃO ERA SER MÉDICO. Meu sonho de infância era ser como meus heróis de infância. Mas acontece que a maioria de meus heróis de infância eram médicos. E os que não eram curavam pessoas.
Mas não quero ser um dos poucos que conseguem realizar seus projetos. Não quero ser nenhum "exemplo de superação". Não quero superar ninguém. Quero superar A MIM MESMO. Quero que todos consigam, pois estou certo que há lugar para todos.
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Em 1984 eu tinha 7 anos e "dois em cada três brasileiros passavam fome e cerca de 1000 crianças de até um ano morriam de fome diariamente", como está indicado no livro de história de Nelson Piletti, A coisa estava tão difícil que na época se falava de SORO CASEIRO o tempo todo, pois desnutrição fazia parte da ROTINA do brasileiro.
Nasci numa época em que mais de 70 milhões de brasileiros estavam DESNUTRIDOS, ou seja, cerca de 67% dos brasileiros estavam desnutridos. (fonte: HISTÓRIA DO BRASIL, de Nelson Piletti, p. 171).
Eu coloquei primeiro a situação do país, para que ninguém diga que eu estou culpando meus pais pelas minhas dificuldades. Eu passei minha primeira infância numa casa pobre, cheia de goteiras, num bairro pobre, ruas de terra batida... às vezes não tinha quase nada para comer. Nunca vou esquecer o primeiro bombom que comi na vida. Foi o Lollo da Nestlé, que hoje em dia se chama Milkybar. Esse bombom veio de uma caixa de bombons que meu pai achou no lixão do Jardim Gramacho.
Um psiquiatra me perguntou se antes do primeiro surto eu tinha me sentido "borocoxô" alguma vez, ou seja, me perguntou se em algum momento de minha vida eu tinha me sentido deprimido, desanimado... minha resposta foi simples: NUNCA! Pois ao ver a luta de meus pais eu só conseguia sentir uma vontade de me superar e MUDAR tal situação.
Mas eu tinha sentido fome, e até senti medo quando apontaram uma arma para me matar, mas essas perguntas o psiquiatra não perguntou. E infelizmente os psiquiatras que encontrei NÃO ESTAVAM INTERESSADOS em ouvir minha história, estavam interessados em fazer um diagnóstico, CRIAR UM RÓTULO.
(Psiquiatras diziam que eu falava demais e que preferiam que meus familiares falassem por mim, pois eles eram "DIRETOS e sem enrolação").
Uma pessoa pode desenvolver psicoses por passar por situações inesperadas de violência SIM. Tanto que existe o TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO. Ora, uns caras mascarados chegaram na minha casa de madrugada para me matar, isso não seria um motivo para desenvolver psicoses? Os doutores iam entender o que eu estou dizendo se passassem por isso na adolescência, como eu passei.
Me parece que nunca passou pela cabeça de muitos psiquiatras que as pessoas podem ter desenvolvido doenças por não ter tido uma boa alimentação, por não ter tido uma alimentação DIGNA.
Por isso eu luto tanto para que a psiquiatria ortomolecular se torne acessível A TODOS. Pois a psiquiatria ortomolecular trata as doenças mentais através de nutrientes. De acordo com o Dr. Marco Aurélio Behar Ramos, doenças mentais surgem POR FALTA de determinados nutrientes.
Já imaginou se, em vez de distribuírem medicação em instituições psiquiátricas, distribuíssem alimentação saudável? Muitos mal têm o que comer, mas são obrigados a tomar psicotrópicos! Já imaginou se distribuíssem comida saudável nos CAPS como parte principal do tratamento?
A maioria das pessoas que encontrei internadas nos hospícios comigo teve uma infância de pobreza extrema. Muitos perderam os dentes ainda novos, outros sofreram abusos graves em sua infância. Se algum deles ficou "borocoxô" na infância, com certeza teve muitos motivos REAIS para isso.
É INCRÍVEL que cientistas tentem provar que algumas pessoas estão PREDESTINADAS a ficar doentes, pelo o que eles chamam de GENÉTICA. Se eles estudassem a história de cada paciente tal ideia sequer lhes ocorreria.
A propósito, se eles estudassem a HISTÓRIA DA HUMANIDADE saberiam que fome causa doenças SIM.
Costumo dizer que se esses psiquiatras sofressem metade das coisas que seus pacientes sofreram na infância sequer chegariam na vida adulta, pois o que eu tenho observado é que os pacientes psiquiátricos são até MAIS FORTES.
Infelizmente a maioria dos médicos sequer conhecem o que é fome, pois geralmente médicos vêm de famílias de classe alta, ou de classe média. (Dificilmente pessoas da tal "nova classe média" poderiam se tornar médicos).
Nem preciso dizer que praticamente nenhuma das pessoas que cresceu na mesma situação de miséria em que eu cresci pôde se tornar médico. Alguns poucos se tornaram professores, mas não sei de nenhum que se tornou médico.
Eu queria fazer medicina aos 18 anos ou aos 20 e poucos anos, como as pessoas de classe alta fazem, mas ao pesquisar sobre o curso vi que era IMPOSSÍVEL. Vi que se eu quisesse fazer medicina eu teria que JUNTAR MUITO DINHEIRO ANTES, pois quem entra numa faculdade de medicina não pode trabalhar, pois o curso de medicina é em TEMPO INTEGRAL, ou seja, é o DIA TODO.
Ora, eu comecei a trabalhar aos 13 anos para poder comprar o que eu meus pais não podiam comprar, logo, é claro que meus pais NÃO PODERIAM ME AJUDAR A A ME MANTER NUM CURSO DE MEDICINA, e eu ia precisar de ajuda, sem dúvida.
Totalmente injusto, mas é essa nossa realidade. Todo mundo sai perdendo com essa INJUSTIÇA SOCIAL. Pois com certeza muitas pessoas pobres poderiam se tornar ÓTIMOS MÉDICOS. E quantas doenças seriam evitadas se todos pudessem ao menos ter uma alimentação digna em sua infância!
Lógico, eu ME RECUSO A DAR O BRAÇO A TORCER PARA A INJUSTIÇA. E de forma alguma desisti de meus projetos. Continuo trabalhando para realizá-los. É que meu principal projeto é IGUALDADE.
Acho que nem preciso dizer que meu principal sonho de infância NÃO ERA SER MÉDICO. Meu sonho de infância era ser como meus heróis de infância. Mas acontece que a maioria de meus heróis de infância eram médicos. E os que não eram curavam pessoas.
Mas não quero ser um dos poucos que conseguem realizar seus projetos. Não quero ser nenhum "exemplo de superação". Não quero superar ninguém. Quero superar A MIM MESMO. Quero que todos consigam, pois estou certo que há lugar para todos.
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8.7.12
Uma pena ter que despertar de um sonho de mel...
Eu acordei na Suíça, numa residência luxuosa, em Davos. Da janela eu via as montanhas verdejantes da Suíça. Bem ao lado da residência havia um lago, onde eu podia ver pessoas praticando esportes, da maneira mais livre possível, livres de roupas, apesar de não fazer calor.
Nas ruas, grande movimentação política.
E do meu lado, uma bela morena.
Este foi meu sonho de sábado para domingo.
Chato ter que sair de um sonho de mel, direto para uma realidade cruel, para não dizer, um PESADELO.
Dos comentários de CATHERINE sobre pacientes psiquiátricos, ela tem razão a meu respeito quando diz "Entendo perfeitamente porque alguns pacientes preferem continuar internados em hospitais ou dormir nas ruas e abandonar família, do que estar em um lar onde ele não pertence."
Com certeza, eu não pertenço a essa família. Mas não porque "a família que não soube estender a mão".
Essa família abusou de mim durante toda a minha infância e adolescência. Estou falando de abusos sexuais, agressões covardes, e outras coisas comuns a familiares inseguros, que se sentem ameaçados diante de alguém mais novo e mais determinado. eu sofri abusos de MAIS DE UM FAMILIAR, aí você vê a complicação.
Enfim, uma família marcada por abusos, pois outros da família também sofreram abusos. Pois como eu costumo dizer, doença mental é PROBLEMA DE FAMÍLIA.
As grandes vítimas de abusos em família são meninas e meninos mais novos, por serem mais indefesos e inocentes. Pois quem abusa É COVARDE.
Por isso, é lógico que não me sinto a vontade diante de quem abusou de mim e passou a vida toda me jogando para baixo.
Quanto ao sistema psiquiátrico, ele é ERRADO, não há dúvidas.
Havia a colônia da Ilha do Diabo, que era para os excluídos da lepra. É uma vergonha que hoje haja colônias que excluem doentes mentais, colônias que excluem pacientes psiquiátricos.
Quando os pacientes não são excluídos em asilos de fachada, como os CAPS, por exemplo, são excluídos em residências terapêuticas.
Existem colônias de pacientes psiquiátricos, como a Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro.
Isso é uma vergonha.
Mas esta situação VAI MUDAR.
Nas ruas, grande movimentação política.
E do meu lado, uma bela morena.
Este foi meu sonho de sábado para domingo.
Chato ter que sair de um sonho de mel, direto para uma realidade cruel, para não dizer, um PESADELO.
Dos comentários de CATHERINE sobre pacientes psiquiátricos, ela tem razão a meu respeito quando diz "Entendo perfeitamente porque alguns pacientes preferem continuar internados em hospitais ou dormir nas ruas e abandonar família, do que estar em um lar onde ele não pertence."
Com certeza, eu não pertenço a essa família. Mas não porque "a família que não soube estender a mão".
Essa família abusou de mim durante toda a minha infância e adolescência. Estou falando de abusos sexuais, agressões covardes, e outras coisas comuns a familiares inseguros, que se sentem ameaçados diante de alguém mais novo e mais determinado. eu sofri abusos de MAIS DE UM FAMILIAR, aí você vê a complicação.
Enfim, uma família marcada por abusos, pois outros da família também sofreram abusos. Pois como eu costumo dizer, doença mental é PROBLEMA DE FAMÍLIA.
As grandes vítimas de abusos em família são meninas e meninos mais novos, por serem mais indefesos e inocentes. Pois quem abusa É COVARDE.
Por isso, é lógico que não me sinto a vontade diante de quem abusou de mim e passou a vida toda me jogando para baixo.
Quanto ao sistema psiquiátrico, ele é ERRADO, não há dúvidas.
Havia a colônia da Ilha do Diabo, que era para os excluídos da lepra. É uma vergonha que hoje haja colônias que excluem doentes mentais, colônias que excluem pacientes psiquiátricos.
Quando os pacientes não são excluídos em asilos de fachada, como os CAPS, por exemplo, são excluídos em residências terapêuticas.
Existem colônias de pacientes psiquiátricos, como a Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro.
Isso é uma vergonha.
Mas esta situação VAI MUDAR.
7.4.10
Rio de Janeiro: Devastado pela natureza que o consagrou
Mais uma cidade sofre pela falta de organização para receber os fenômenos da natureza. Quero dizer, o homem não sabe como lidar com a natureza e acabamos por sofrer tragédias devido aos nossos próprios erros e indiferença.
Sabemos bem que uma boa organização do mundo evitaria todas essas tragédias.
E assim as pessoas morrem sem necessidade. Pois nenhum governo deveria permitir que cidadãos morassem em morros que todos sabem que podem desabar. Claro que sairia mais barato para esses governos oferecer casas decentes para pessoas do que hospitalizar as pessoas que se acidentam com as chuvas.
Mas quando é que eles vão pensar nisso?
E o pior é que eles culpam a população por toda tragédia que acontece. Se existe dengue eles dizem que é por que as pessoas das comunidades pobres deixaram baldes de água descoberto.
Pobre mal consegue água para beber. Quando ele consegue, ele estoca mesmo. As pessoas usam baldes e caixas d’água para juntar água porque têm dificuldades para obter água. Se houvesse saneamento básico para todos não haveria dengue. Todos teriam água na torneira e não haveria motivo para estocar água, logo não haveria lugar para juntar larvas de mosquito.
Doenças e tragédias são problemas sociais. Resolvendo-se a questão social, automaticamente acabam-se as doenças e tragédias.
Não houve expediente no CAPS Rubens Corrêa nessa última terça-feira. A justificativa da direção foi a chuva. Por isso fui para casa e pude ver o filme do Superman com Christopher Reeve. Nossa, derrubavam um muro e o Superman reconstruía com o olhar. Quebravam a estátua da liberdade e ele emendava e colocava no lugar. Praticamente um deus. Como Jesus.
Assim como Jesus, Superman ganhou muita fama no mundo. É a esperança do povo em alguém que possa vingá-lo. Superman metendo os punhos nos vilões e Jesus mandando para o inferno. Assim nos vingamos.
Mas pelo jeito, talvez mais famoso que os dois sejam os Beatles. Bem que eles disseram uma vez que eram mais famosos que Jesus Cristo. Exagero? Creio que não.
Jesus é famoso no ocidente. Porém existe o oriente, onde as pessoas seguem outras religiões, como SHINTOISMO e BUDISMO, por exemplo. E parece que o oriente é bem mais povoado que o ocidente. E lá ele não tem vez.
Muitas das várias religiões do mundo rejeitam e ignoram Jesus Cristo por ele ser de diferente religião. Porém os Beatles cantam MÚSICA. Música não tem religião e chega a qualquer parte do mundo.
E as pessoas não precisam entender para curtir música.
Assim pensemos em formas de parar com este círculo vicioso de tragédias ambientais.
O blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO também fala da saúde mental da população em geral, que está enlouquecendo com essa desorganização do mundo. E não dá para culpar a natureza.
Sabemos bem que uma boa organização do mundo evitaria todas essas tragédias.
E assim as pessoas morrem sem necessidade. Pois nenhum governo deveria permitir que cidadãos morassem em morros que todos sabem que podem desabar. Claro que sairia mais barato para esses governos oferecer casas decentes para pessoas do que hospitalizar as pessoas que se acidentam com as chuvas.
Mas quando é que eles vão pensar nisso?
E o pior é que eles culpam a população por toda tragédia que acontece. Se existe dengue eles dizem que é por que as pessoas das comunidades pobres deixaram baldes de água descoberto.
Pobre mal consegue água para beber. Quando ele consegue, ele estoca mesmo. As pessoas usam baldes e caixas d’água para juntar água porque têm dificuldades para obter água. Se houvesse saneamento básico para todos não haveria dengue. Todos teriam água na torneira e não haveria motivo para estocar água, logo não haveria lugar para juntar larvas de mosquito.
Doenças e tragédias são problemas sociais. Resolvendo-se a questão social, automaticamente acabam-se as doenças e tragédias.
SUPERMAN, JESUS CRISTO... E BEATLES!
Não houve expediente no CAPS Rubens Corrêa nessa última terça-feira. A justificativa da direção foi a chuva. Por isso fui para casa e pude ver o filme do Superman com Christopher Reeve. Nossa, derrubavam um muro e o Superman reconstruía com o olhar. Quebravam a estátua da liberdade e ele emendava e colocava no lugar. Praticamente um deus. Como Jesus.
Assim como Jesus, Superman ganhou muita fama no mundo. É a esperança do povo em alguém que possa vingá-lo. Superman metendo os punhos nos vilões e Jesus mandando para o inferno. Assim nos vingamos.
Mas pelo jeito, talvez mais famoso que os dois sejam os Beatles. Bem que eles disseram uma vez que eram mais famosos que Jesus Cristo. Exagero? Creio que não.
Jesus é famoso no ocidente. Porém existe o oriente, onde as pessoas seguem outras religiões, como SHINTOISMO e BUDISMO, por exemplo. E parece que o oriente é bem mais povoado que o ocidente. E lá ele não tem vez.
Muitas das várias religiões do mundo rejeitam e ignoram Jesus Cristo por ele ser de diferente religião. Porém os Beatles cantam MÚSICA. Música não tem religião e chega a qualquer parte do mundo.
E as pessoas não precisam entender para curtir música.
Assim pensemos em formas de parar com este círculo vicioso de tragédias ambientais.
O blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO também fala da saúde mental da população em geral, que está enlouquecendo com essa desorganização do mundo. E não dá para culpar a natureza.
21.3.10
Psiquiatria, eugenia?
Quanto aos comportamentos inadequados que são considerados doenças pela psiquiatria, é claro que há ao menos uma forma de se curar essas pessoas que têm esses comportamentos, quer dizer, pessoas que se revoltam, se exaltam, ficam alegres demais, etc, há formas de se eliminar esses comportamentos.
(Já que os medicamentos apenas os reprimem, mas não os eliminam.)
Todos poderiam ter um nível de alegria NORMAL, correto, na dose certa de acordo com a ciência, nem um pouco a mais, nem um pouco a menos, EQUILÍBRIO TOTAL!
Ninguém ficaria triste além do necessário. Nada de tristeza exagerada! Sabemos que os cientistas estão tentando identificar genes de transtorno bipolar, esquizofrenia e outros “transtornos mentais”.
Se conseguissem realmente identificar com clareza, poderiam ELIMINAR esses genes. Ai a pessoa não teria determinados COMPORTAMENTOS ERRADOS.
Essa pessoa seria corrigida e seria PERFEITA.
Identificaríamos antes de a pessoa nascer os genes DEFEITUOSOS, corrigiríamos, aí todas as pessoas seriam perfeitas. E o mundo seria maravilhoso, perfeito. O único problema é que na época da Segunda Guerra Mundial essa perfeição era chamada de eugenia. Eugenia nazista.
Respeito quem gosta de eugenia, pois defendo a liberdade de pensamento. Mas devo confessar que EUGENIA ME DÁ NOJO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Uma coisa é você modificar quem quer ser modificado, outra coisa assustadora é você corrigir alguém sem perguntar a opinião da pessoa, antes da pessoa nascer.
Pois se alguém me perguntasse se eu gostaria de ter meu “transtorno bipolar” corrigido antes de eu nascer eu diria não, obrigado. Gosto do meu jeito de ser.
E, é claro, se eu tivesse um bebê que a ciência provasse que ia desenvolver “transtorno bipolar” eu não ia aceitar que essa ciência maravilhosa corrigisse meu filho e eliminasse o gene do “transtorno bipolar”.
Nota: Coloco transtorno bipolar entre aspas aqui para deixar claro que não acredito que ser bipolar seja doença. Pelo que eu sei a terra é que é comprovadamente bipolar, pois sabemos que há o PÓLO NORTE e o PÓLO SUL. Enfim, DOIS PÓLOS.
Pois algumas pessoas gostam de corrigir o que consideram defeito. Mas o que é defeito para um é LINDO para outro!
Por exemplo, algumas mulheres querem colocar silicone. Outras não querem. Nenhuma delas está errada. O comportamento de nenhuma delas é doença, nem está errado.
Poderia IR CONTRA AS NORMAS, IR CONTRA AS REGRAS, SE silicone fosse proibido.
Alguns homens preferirão mulheres com silicone, outros preferirão as mulheres naturais.
Alguns homens gostam de seios pequenos. Qual é o problema?
Alguns preferem seios grandes, outros preferem seios pequenos.
Uns preferem mulheres naturais, outros preferem mulheres siliconadas.
Eu poderia ficar dias dando exemplos, exemplos inúteis para o óbvio.
Mas imagine se alguém DESCOBRISSE que o certo seria que todas as mulheres tivessem seios grandes e FORÇASSEM todas as mulheres a colocar silicone?
(Originalmente publicado em 21 de março de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)
(Já que os medicamentos apenas os reprimem, mas não os eliminam.)
Todos poderiam ter um nível de alegria NORMAL, correto, na dose certa de acordo com a ciência, nem um pouco a mais, nem um pouco a menos, EQUILÍBRIO TOTAL!
Ninguém ficaria triste além do necessário. Nada de tristeza exagerada! Sabemos que os cientistas estão tentando identificar genes de transtorno bipolar, esquizofrenia e outros “transtornos mentais”.
Se conseguissem realmente identificar com clareza, poderiam ELIMINAR esses genes. Ai a pessoa não teria determinados COMPORTAMENTOS ERRADOS.
Essa pessoa seria corrigida e seria PERFEITA.
Identificaríamos antes de a pessoa nascer os genes DEFEITUOSOS, corrigiríamos, aí todas as pessoas seriam perfeitas. E o mundo seria maravilhoso, perfeito. O único problema é que na época da Segunda Guerra Mundial essa perfeição era chamada de eugenia. Eugenia nazista.
Respeito quem gosta de eugenia, pois defendo a liberdade de pensamento. Mas devo confessar que EUGENIA ME DÁ NOJO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Uma coisa é você modificar quem quer ser modificado, outra coisa assustadora é você corrigir alguém sem perguntar a opinião da pessoa, antes da pessoa nascer.
Pois se alguém me perguntasse se eu gostaria de ter meu “transtorno bipolar” corrigido antes de eu nascer eu diria não, obrigado. Gosto do meu jeito de ser.
E, é claro, se eu tivesse um bebê que a ciência provasse que ia desenvolver “transtorno bipolar” eu não ia aceitar que essa ciência maravilhosa corrigisse meu filho e eliminasse o gene do “transtorno bipolar”.
Nota: Coloco transtorno bipolar entre aspas aqui para deixar claro que não acredito que ser bipolar seja doença. Pelo que eu sei a terra é que é comprovadamente bipolar, pois sabemos que há o PÓLO NORTE e o PÓLO SUL. Enfim, DOIS PÓLOS.
Note: the Portuguese Word for bipolar disorder is transtorno bipolar, and it’s between quotation marks to make clear that I don’t believe that being bipolar is a disease. To the best of my knowledge it’s the earth that is clearly bipolar, the earth is evidently bipolar, for we know there’s NORTH POLE and SOUTH POLE. Thus, TWO POLES.
Pois algumas pessoas gostam de corrigir o que consideram defeito. Mas o que é defeito para um é LINDO para outro!
Por exemplo, algumas mulheres querem colocar silicone. Outras não querem. Nenhuma delas está errada. O comportamento de nenhuma delas é doença, nem está errado.
Poderia IR CONTRA AS NORMAS, IR CONTRA AS REGRAS, SE silicone fosse proibido.
Alguns homens preferirão mulheres com silicone, outros preferirão as mulheres naturais.
Alguns homens gostam de seios pequenos. Qual é o problema?
Alguns preferem seios grandes, outros preferem seios pequenos.
Uns preferem mulheres naturais, outros preferem mulheres siliconadas.
Eu poderia ficar dias dando exemplos, exemplos inúteis para o óbvio.
Mas imagine se alguém DESCOBRISSE que o certo seria que todas as mulheres tivessem seios grandes e FORÇASSEM todas as mulheres a colocar silicone?
(Originalmente publicado em 21 de março de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)
17.3.10
O QUE É TRANSTORNO MENTAL?
Daí que ainda estamos num ponto em que quem discorda demais ou se exalta é considerado PORTADOR DE TRANSTORNO MENTAL ou sofrimento psíquico. Claro que alguém SE EXALTAR DEMAIS não é doença, é COMPORTAMENTO.
Então, não existe cura para comportamentos. Pois comportamentos devem SER ACEITOS, e não curados, pois as pessoas são diferentes, e NATURALMENTE devem continuar sendo até o final dos tempos.
(As pessoas são iguais em essência, diferentes em aparência.)
Claro que alguém que se exalta a ponto de perder contato com o mundo exterior claramente está doente. Não confunda. Quando alguém diz “não quero isso!” ela não perdeu contato com o mundo, essa pessoa está contrariando, sendo rebelde. Ser rebelde não é doença.
Se alguém acha que um rebelde está agindo errado CONVENÇA esse rebelde do que se acha que é certo, mas não force.
E se alguém desrespeita alguma regra da sociedade ele deve responder criminalmente, e não ser “HOSPITALIZADO” e submetido a medicamentos forçados.
Veja o que o psiquiatra Thomas Szasz diz sobre isso:
"Periculosidade não deve ser uma condição psicológica abstrata atribuída a uma pessoa; em vez disso deve ser uma inferência tirada do facto que a pessoa cometeu um ato violento que é ilegal, foi condenada por isso, julgada, e considerada culpada. sendo assim, deve ser punido, não 'tratado', numa prisão, não num hospital."
Original em inglês:
"Dangerousness is not supposed to be an abstract psychological condition attributed to a person; instead, it is supposed to be an inference drawn from the fact that a person has committed a violent act that is illegal, has been charged with it, tried for it, and found guilty of it. In which case, he should be punished, not ‘treated’—in a jail, not in a hospital.”
Só pode ser considerado doença o que incomoda a própria pessoa, e NÃO AOS OUTROS.
E, é claro, doença é o que pode ser diagnosticado com exames clínicos objetivos, laboratoriais.
Se esse alguém que desrespeitou regras da sociedade estiver doente ele deve ser medicado, mas nem por isso se safar das responsabilidades legais, devendo responder por seus crimes, já que ninguém pode CIENTIFICAMENTE comprovar que tal pessoa cometeu crime por causa da doença mental.
E se alguém acha que alguma regra da sociedade está errada, sempre se pode protestar legalmente para mudar tal regra. E é exatamente isso que eu estou fazendo.
Sabemos que o que incomoda os outros pode ser considerado INTOLERÂNCIA ou FANATISMO, por exemplo. Ou melhor, o que em inglês chamamos de BIGOTRY.
(What bothers other people should be called bigotry, instead of mental illness, for no behavior should be considered disease, no matter how much we distaste it, which is to say, when a person feels bad this person should be considered sick, but when others are disturbed by this person’s behavior there’s no need to call this person sick. Note that I use the word SICK here because it’s popular, but I’d rather use DISEASED, which is what I really mean).
O problema é quando começam a considerar comportamentos doenças e começam a forçar mudanças de comportamentos.
Me desculpem, mas vou ser obrigado a dar um exemplo de BAIXO CALÃO. I feel compelled to use impolite words to make myself clear enough, pardon me. Serei bem radical: nos EUA quando um homem diz a outro BEIJE MINHA BUNDA (KISS MY ASS), ele está humilhando essa pessoa, como se dissesse, “você é um verme, ajoelhe e beije minha bunda.” Porém, se um homem disser isso no Brasil a outro homem esse outro homem achará ridículo e pensará se tratar de uma cantada de um homossexual.
If a man says KISS MY ASS to another man in USA the other man will understand that the man who says it is willing to humiliate him. But if a man says, “KISS MY ASS” (BEIJE MINHA BUNDA) to another man in Brazil the man will find it ridiculous and will think that the man that says that is trying to have a homosexual relationship.
If someone enters a shop in Brazil and shouts in Portuguese, “IT’S A STEAL!”, people who hears it will think that that someone means that it’s very expensive, whereas if someone shouts “IT’S A STEAL!” in USA people will understand that who says it means it’s very cheap! Which is to say, the same thing said in different cultures means exactly the contrary.
Se alguém, falando em inglês, entra numa loja nos EUA e grita “ISTO É UM ROUBO!” (IT’S A STEAL!) as pessoas NATURALMENTE entendem que o produto está barato, está com um preço acessível. Porém se alguém grita “ISTO É UM ROUBO!” no Brasil as pessoas entenderão que o produto está muito caro. Ou seja, a mesma coisa dita em diferentes culturas significa exatamente o contrário.
O que quero dizer é que uma cultura não é errada por se comportar e pensar diferente. Muito menos uma pessoa é errada, MUITO MENOS DOENTE por se comportar diferente.
Enfim, o que é transtorno mental? O que já sabemos é que DOENÇA MENTAL é causada por problemas sociais, e como dói, é DOENÇA, e não TRANSTORNO. Problemas sociais se resolvem com ações sociais. NÃO EXISTE FÓRMULA MÁGICA.
Problemas emocionais acontecem quando a gente perde a namorada ou namorado. É... Isso também poderia levar a DOENÇA MENTAL.
Mas dificuldades de relacionamento e comportamento com certeza não é doença. A não ser se tal dificuldade estiver incomodando a própria pessoa, e não OS OUTROS.
"Transtorno mental" é a única doença que dói nos outros e não no doente. (Isso foi ironia, OK?)
(Publicado originalmente em 17 de março de 2010. Atualizado em 02 de novembro de 2012.)
Então, não existe cura para comportamentos. Pois comportamentos devem SER ACEITOS, e não curados, pois as pessoas são diferentes, e NATURALMENTE devem continuar sendo até o final dos tempos.
(As pessoas são iguais em essência, diferentes em aparência.)
Claro que alguém que se exalta a ponto de perder contato com o mundo exterior claramente está doente. Não confunda. Quando alguém diz “não quero isso!” ela não perdeu contato com o mundo, essa pessoa está contrariando, sendo rebelde. Ser rebelde não é doença.
Se alguém acha que um rebelde está agindo errado CONVENÇA esse rebelde do que se acha que é certo, mas não force.
E se alguém desrespeita alguma regra da sociedade ele deve responder criminalmente, e não ser “HOSPITALIZADO” e submetido a medicamentos forçados.
Veja o que o psiquiatra Thomas Szasz diz sobre isso:
"Periculosidade não deve ser uma condição psicológica abstrata atribuída a uma pessoa; em vez disso deve ser uma inferência tirada do facto que a pessoa cometeu um ato violento que é ilegal, foi condenada por isso, julgada, e considerada culpada. sendo assim, deve ser punido, não 'tratado', numa prisão, não num hospital."
Original em inglês:
"Dangerousness is not supposed to be an abstract psychological condition attributed to a person; instead, it is supposed to be an inference drawn from the fact that a person has committed a violent act that is illegal, has been charged with it, tried for it, and found guilty of it. In which case, he should be punished, not ‘treated’—in a jail, not in a hospital.”
Só pode ser considerado doença o que incomoda a própria pessoa, e NÃO AOS OUTROS.
E, é claro, doença é o que pode ser diagnosticado com exames clínicos objetivos, laboratoriais.
Se esse alguém que desrespeitou regras da sociedade estiver doente ele deve ser medicado, mas nem por isso se safar das responsabilidades legais, devendo responder por seus crimes, já que ninguém pode CIENTIFICAMENTE comprovar que tal pessoa cometeu crime por causa da doença mental.
E se alguém acha que alguma regra da sociedade está errada, sempre se pode protestar legalmente para mudar tal regra. E é exatamente isso que eu estou fazendo.
Sabemos que o que incomoda os outros pode ser considerado INTOLERÂNCIA ou FANATISMO, por exemplo. Ou melhor, o que em inglês chamamos de BIGOTRY.
(What bothers other people should be called bigotry, instead of mental illness, for no behavior should be considered disease, no matter how much we distaste it, which is to say, when a person feels bad this person should be considered sick, but when others are disturbed by this person’s behavior there’s no need to call this person sick. Note that I use the word SICK here because it’s popular, but I’d rather use DISEASED, which is what I really mean).
Culturas diferentes, comportamentos diferentes
Algumas pessoas ficam incomodadas com certos hábitos culturais. As pessoas ficam incomodadas com certos comportamentos. As pessoas não estão erradas de se sentirem incomodadas.O problema é quando começam a considerar comportamentos doenças e começam a forçar mudanças de comportamentos.
Me desculpem, mas vou ser obrigado a dar um exemplo de BAIXO CALÃO. I feel compelled to use impolite words to make myself clear enough, pardon me. Serei bem radical: nos EUA quando um homem diz a outro BEIJE MINHA BUNDA (KISS MY ASS), ele está humilhando essa pessoa, como se dissesse, “você é um verme, ajoelhe e beije minha bunda.” Porém, se um homem disser isso no Brasil a outro homem esse outro homem achará ridículo e pensará se tratar de uma cantada de um homossexual.
If a man says KISS MY ASS to another man in USA the other man will understand that the man who says it is willing to humiliate him. But if a man says, “KISS MY ASS” (BEIJE MINHA BUNDA) to another man in Brazil the man will find it ridiculous and will think that the man that says that is trying to have a homosexual relationship.
If someone enters a shop in Brazil and shouts in Portuguese, “IT’S A STEAL!”, people who hears it will think that that someone means that it’s very expensive, whereas if someone shouts “IT’S A STEAL!” in USA people will understand that who says it means it’s very cheap! Which is to say, the same thing said in different cultures means exactly the contrary.
Se alguém, falando em inglês, entra numa loja nos EUA e grita “ISTO É UM ROUBO!” (IT’S A STEAL!) as pessoas NATURALMENTE entendem que o produto está barato, está com um preço acessível. Porém se alguém grita “ISTO É UM ROUBO!” no Brasil as pessoas entenderão que o produto está muito caro. Ou seja, a mesma coisa dita em diferentes culturas significa exatamente o contrário.
O que quero dizer é que uma cultura não é errada por se comportar e pensar diferente. Muito menos uma pessoa é errada, MUITO MENOS DOENTE por se comportar diferente.
Enfim, o que é transtorno mental? O que já sabemos é que DOENÇA MENTAL é causada por problemas sociais, e como dói, é DOENÇA, e não TRANSTORNO. Problemas sociais se resolvem com ações sociais. NÃO EXISTE FÓRMULA MÁGICA.
Problemas emocionais acontecem quando a gente perde a namorada ou namorado. É... Isso também poderia levar a DOENÇA MENTAL.
Mas dificuldades de relacionamento e comportamento com certeza não é doença. A não ser se tal dificuldade estiver incomodando a própria pessoa, e não OS OUTROS.
"Transtorno mental" é a única doença que dói nos outros e não no doente. (Isso foi ironia, OK?)
(Publicado originalmente em 17 de março de 2010. Atualizado em 02 de novembro de 2012.)
15.3.10
A sonhada cura da doença mental
Mas e a cura dos “transtornos mentais”? Devo esclarecer que o termo hoje usado é “transtorno mental” em vez de doença mental. Geralmente psiquiatras e cientistas não falam de cura de “transtorno mental”. Falam de melhor controle, etc.
Enquanto ouço meus companheiros falarem sobre cura, prefiro evitar falar sobre as evidências que já temos em tratamento em saúde mental. As pessoas querem a cura para poder parar de tomar medicamentos.
Claro que quando o “transtorno mental” é bem acompanhado é bem possível portadores de transtornos mentais deixar de tomar medicamentos psicotrópicos sob ordens médicas e ficarem bem melhor.
A dificuldade é isso acontecer no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais difícil é isso acontecer nos CAPS, onde a rotatividade de psiquiatras é grande. (Isso quando há psiquiatras no CAPS.)
Difícil de psiquiatras suspender seus pacientes psiquiátricos dos psicotrópicos não apenas por eles não ficarem no serviço tempo suficiente para conhecer bem o paciente. Mas também porque o SUS praticamente não oferece tratamentos alternativos, como psiquiatria ortomolecular, homeopatia, etc.
Quem fala que tem esperança de um dia haver cura para a doença mental geralmente são familiares e pacientes psiquiátricos.
Eu costumo lembrar que DOENÇA MENTAL é quando uma pessoa sofre com uma perseguição mental, ou com uma grande tristeza, uma tristeza insuportável para a pessoa, por exemplo.
Mas infelizmente, psiquiatras classificam como “transtornos mentais” certos comportamentos que eles consideram ANTI-SOCIAIS. Por exemplo, homossexualismo (homossexualidade) já foi considerado anti-social, já foi considerado errado, por isso já foi considerado doença. Hoje não é mais.
Costumo lembrar que DOENÇA MENTAL todos sofremos. É normal. Agora quero colocar só mais dois pontos sobre cura das doenças mentais ou “transtornos mentais”.
Infelizmente DOR MENTAL sempre haverá no mundo enquanto houver problemas e dificuldades no mundo.
Por exemplo, as pessoas sofrem com os problemas das enchentes aqui no Brasil. (People suffer with flood here in Brazil, and someone suggested antidepressants to relieve homeless people). Saiu uma notícias falando que psiquiatras consideram importante dar antidepressivos para ajudar essas pessoas desabrigadas, já que elas ficam tristes e deprimidas por perder suas casas e familiares.
QUEM NÃO FICARIA?
ISSO NÃO É DOENÇA!!! É PROBLEMA SOCIAL, COMO TENHO COLOCADO AQUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Me parece claro que a forma mais prática de resolver esse problema seria garantir DIGNIDADE para essas pessoas, em vez de dar antidepressivos.
Se em vez de dar antidepressivos tomassem providências para que as pessoas não vivam desoladas em lugares DE RISCO essas pessoas não perderiam suas casas de maneiras absurdas e previsíveis.
PREVISÍVEIS, pois sabemos que aqui no Brasil essas tragédias acontecem TODO ANO.
Enfim, não dá para se curar DOENÇA MENTAL com drogas, pois as pessoas ficam doentes mentais por problemas sociais. Problemas emocionais? Emoção agora virou doença?
Por isso não é possível haver uma cura definitiva para doença mental, dor psíquica, ou seja lá a forma que você preferir. Mas é possível diminuir a incidência das doenças mentais, diminuindo as desigualdades e injustiças sociais.
(Publicado originalmente em 15 de março de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)
(In 1983 there was the Mental Health Act, which established the term MENTAL DISORDER to substitute the older terms MENTAL ILLNESS and MENTAL DISEASE, since there appeared to be no evidence to call that DISEASE. TRANSTORNO MENTAL is the equivalent in Portuguese for MENTAL DISORDER. Anyway it’s not much used in USA. But you can see in the Wikipedia that the three terms are considered correct.)
Enquanto ouço meus companheiros falarem sobre cura, prefiro evitar falar sobre as evidências que já temos em tratamento em saúde mental. As pessoas querem a cura para poder parar de tomar medicamentos.
Claro que quando o “transtorno mental” é bem acompanhado é bem possível portadores de transtornos mentais deixar de tomar medicamentos psicotrópicos sob ordens médicas e ficarem bem melhor.
A dificuldade é isso acontecer no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais difícil é isso acontecer nos CAPS, onde a rotatividade de psiquiatras é grande. (Isso quando há psiquiatras no CAPS.)
Difícil de psiquiatras suspender seus pacientes psiquiátricos dos psicotrópicos não apenas por eles não ficarem no serviço tempo suficiente para conhecer bem o paciente. Mas também porque o SUS praticamente não oferece tratamentos alternativos, como psiquiatria ortomolecular, homeopatia, etc.
Quem fala que tem esperança de um dia haver cura para a doença mental geralmente são familiares e pacientes psiquiátricos.
Eu costumo lembrar que DOENÇA MENTAL é quando uma pessoa sofre com uma perseguição mental, ou com uma grande tristeza, uma tristeza insuportável para a pessoa, por exemplo.
Mas infelizmente, psiquiatras classificam como “transtornos mentais” certos comportamentos que eles consideram ANTI-SOCIAIS. Por exemplo, homossexualismo (homossexualidade) já foi considerado anti-social, já foi considerado errado, por isso já foi considerado doença. Hoje não é mais.
Enfrentando o problema social
Costumo lembrar que DOENÇA MENTAL todos sofremos. É normal. Agora quero colocar só mais dois pontos sobre cura das doenças mentais ou “transtornos mentais”.
Infelizmente DOR MENTAL sempre haverá no mundo enquanto houver problemas e dificuldades no mundo.
Por exemplo, as pessoas sofrem com os problemas das enchentes aqui no Brasil. (People suffer with flood here in Brazil, and someone suggested antidepressants to relieve homeless people). Saiu uma notícias falando que psiquiatras consideram importante dar antidepressivos para ajudar essas pessoas desabrigadas, já que elas ficam tristes e deprimidas por perder suas casas e familiares.
QUEM NÃO FICARIA?
ISSO NÃO É DOENÇA!!! É PROBLEMA SOCIAL, COMO TENHO COLOCADO AQUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Me parece claro que a forma mais prática de resolver esse problema seria garantir DIGNIDADE para essas pessoas, em vez de dar antidepressivos.
Se em vez de dar antidepressivos tomassem providências para que as pessoas não vivam desoladas em lugares DE RISCO essas pessoas não perderiam suas casas de maneiras absurdas e previsíveis.
PREVISÍVEIS, pois sabemos que aqui no Brasil essas tragédias acontecem TODO ANO.
Enfim, não dá para se curar DOENÇA MENTAL com drogas, pois as pessoas ficam doentes mentais por problemas sociais. Problemas emocionais? Emoção agora virou doença?
Por isso não é possível haver uma cura definitiva para doença mental, dor psíquica, ou seja lá a forma que você preferir. Mas é possível diminuir a incidência das doenças mentais, diminuindo as desigualdades e injustiças sociais.
(Publicado originalmente em 15 de março de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)
27.2.10
PIOR QUE MANICÔMIO
Ainda me lembro da repercussão que houve quando o jornal O Globo denunciou que estão morrendo mais doentes mentais, numa reportagem excelente.
Também me lembro da hipocrisia dos políticos do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial que disseram coisas do tipo “estão morrendo, mas estão livres”.
Quem está de fora não sente a hipocrisia do psiquiatra escritor de livros que disse isso.
Os pacientes psiquiátricos ex-internos de manicômios estão livres????
Depende muito.
Claro que tem um monte de pessoas que são ex-pacientes psiquiátricos que realmente podem ir e vir, escrever livros, escrever blogs, criar bandas musicais, etc. esses não são graves, na verdade.
Mas e quanto aos graves?
Eu conto pra você.
Os pacientes psiquiátricos mais graves estariam mais livres se estivessem no manicômio.
Não se espante. Já vou explicar como.
Estou falando inclusive daqueles pacientes psiquiátricos que ficam em casa enquanto seus familiares vão buscar medicação para eles nos ambulatórios de saúde mental, CAPS, hospitais psiquiátricos, etc.
Nem vou chamar essas pessoas dependentes de ex-pacientes psiquiátricos, pois na verdade eles continuam sendo pacientes psiquiátricos 24/7, eles continuam sendo pacientes 24 horas por dia, 7 dias da semana.
Pense um pouco.
Eles não saem de casa nem para pegar medicação, na verdade não saem de casa para nada.
Os familiares ficam com medo deles se machucarem na rua, ou esses familiares dizem que não tem condições de levá-los para a rua, daria muito trabalho.
Pois bem.
Se essas pessoas estivessem no manicômio ao menos poderiam passear no pátio do manicômio. Os enfermeiros deixam. Só amarram a gente se a gente se comportar mal. Você deve saber que manicômios são mais espaçosos que hospícios comuns. E bem maiores que uma casa.
Por exemplo, o Juquery tinha muito espaço, assim como a Colônia Juliano Moreira, conhecidos manicômios brasileiros.
Essas pessoas ficam limitadas ao espaço de casa. Essa é a liberdade que elas ganharam.
Em outras palavras, esses pacientes psiquiátricos estão isolados em casa, INTERNADOS EM CASA, de certa forma.
Naturalmente o SUS, Sistema Único de Saúde do Brasil, deveria garantir condições para esses pacientes psiquiátricos. Enfim, o SUS deveria dar suporte real aos familiares!!!!
É muito fácil fazer um movimento político para fechar manicômios e depois largar paciente e família no abandono.
Anos atrás falaram do Projeto Saúde da Família, e eu pensei que fosse coisa séria. Pensei que iam dar suporte a todas as famílias, principalmente a essas famílias que estão com dificuldade para levar seus familiares para atividades e interação nos serviços de saúde mental como CAPS.
Enfim, eles não oferecem inclusão social para ninguém. Mas nós que somos mais independentes ao menos conseguimos nos virar. Mas e os outros?
(Originalmente publicado em 27 de fevereiro de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)
Também me lembro da hipocrisia dos políticos do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial que disseram coisas do tipo “estão morrendo, mas estão livres”.
Quem está de fora não sente a hipocrisia do psiquiatra escritor de livros que disse isso.
Os pacientes psiquiátricos ex-internos de manicômios estão livres????
Depende muito.
Claro que tem um monte de pessoas que são ex-pacientes psiquiátricos que realmente podem ir e vir, escrever livros, escrever blogs, criar bandas musicais, etc. esses não são graves, na verdade.
Mas e quanto aos graves?
Eu conto pra você.
Os pacientes psiquiátricos mais graves estariam mais livres se estivessem no manicômio.
Não se espante. Já vou explicar como.
MELHOR FICAR PRESO NO MANICÔMIO QUE PRESO EM CASA – O MANICÔMIO É MAIS ESPAÇOSO
Os ex-pacientes psiquiátricos que escrevem blogs, etc. são independentes. Você não tem ideia da vida daquele que não conta com essa independência, pois não é tão extrovertido.Estou falando inclusive daqueles pacientes psiquiátricos que ficam em casa enquanto seus familiares vão buscar medicação para eles nos ambulatórios de saúde mental, CAPS, hospitais psiquiátricos, etc.
Nem vou chamar essas pessoas dependentes de ex-pacientes psiquiátricos, pois na verdade eles continuam sendo pacientes psiquiátricos 24/7, eles continuam sendo pacientes 24 horas por dia, 7 dias da semana.
Pense um pouco.
Eles não saem de casa nem para pegar medicação, na verdade não saem de casa para nada.
Os familiares ficam com medo deles se machucarem na rua, ou esses familiares dizem que não tem condições de levá-los para a rua, daria muito trabalho.
Pois bem.
Se essas pessoas estivessem no manicômio ao menos poderiam passear no pátio do manicômio. Os enfermeiros deixam. Só amarram a gente se a gente se comportar mal. Você deve saber que manicômios são mais espaçosos que hospícios comuns. E bem maiores que uma casa.
Por exemplo, o Juquery tinha muito espaço, assim como a Colônia Juliano Moreira, conhecidos manicômios brasileiros.
Essas pessoas ficam limitadas ao espaço de casa. Essa é a liberdade que elas ganharam.
Em outras palavras, esses pacientes psiquiátricos estão isolados em casa, INTERNADOS EM CASA, de certa forma.
Naturalmente o SUS, Sistema Único de Saúde do Brasil, deveria garantir condições para esses pacientes psiquiátricos. Enfim, o SUS deveria dar suporte real aos familiares!!!!
É muito fácil fazer um movimento político para fechar manicômios e depois largar paciente e família no abandono.
Anos atrás falaram do Projeto Saúde da Família, e eu pensei que fosse coisa séria. Pensei que iam dar suporte a todas as famílias, principalmente a essas famílias que estão com dificuldade para levar seus familiares para atividades e interação nos serviços de saúde mental como CAPS.
Enfim, eles não oferecem inclusão social para ninguém. Mas nós que somos mais independentes ao menos conseguimos nos virar. Mas e os outros?
(Originalmente publicado em 27 de fevereiro de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)
26.2.10
Hora de Investir Mais Na Recuperação Física dos Pacientes Psiquiátricos
Continuando o tema de ontem a pessoa que passa a experiência de paciente psiquiátrico sofre várias sequelas.
por exemplo: conheço uma moça que sofreu um acidente e ficou desfigurada e com problemas para andar.
Ela recebe psicotrópicos todo mês, um montão de psicotrópicos, mas ninguém se preocupa em ajudar a mãe a cuidar da saúde física da moça.
como se só importasse garantir que a moça não fique agressiva ou agitada. Como se o bem estar dessa moça não fosse coisa importante.
Se investissem mais dinheiro na recuperação física das pessoas e menos em psicotrópicos pessoas como essa moça teriam uma melhor qualidade de vida.
Eu realmente fico horripilado.
Eu tenho fé que esses políticos e cuidadores de saúde mental vão se humanizar com o tempo, mas a coisa pede urgência e atitudes de alguém que conhece esses problemas de pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos a fundo.
precisamos de que o físico das pessoas seja tratado e valorizado também. Precisamos de um local com atividades culturais e totalmente aberto para a comunidade, um local para a comunidade que receba todas as pessoas, principalmente pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos, mas não apenas pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos.
O local será para acabar com o estigma.
Mas que não seja "um lugar de loucos", como alguns chamam os CAPS, por exemplo, mas um lugar de INCLUSÃO SOCIAL PARA TODAS AS PESSOAS.
Alguém que passou pela experiência das internações nos hospícios como paciente psiquiátrico deve tomar a frente para que haja lugares onde haja esse tipo de inclusão, que vise atrair e incluir não apenas ex-pacientes psiquiátricos, mas qualquer um.
Um lugar para integrar as pessoas.
Políticos só tomam iniciativas se for para competir com iniciativas populares.
CONTINUA...
por exemplo: conheço uma moça que sofreu um acidente e ficou desfigurada e com problemas para andar.
Ela recebe psicotrópicos todo mês, um montão de psicotrópicos, mas ninguém se preocupa em ajudar a mãe a cuidar da saúde física da moça.
como se só importasse garantir que a moça não fique agressiva ou agitada. Como se o bem estar dessa moça não fosse coisa importante.
Se investissem mais dinheiro na recuperação física das pessoas e menos em psicotrópicos pessoas como essa moça teriam uma melhor qualidade de vida.
Eu realmente fico horripilado.
Eu tenho fé que esses políticos e cuidadores de saúde mental vão se humanizar com o tempo, mas a coisa pede urgência e atitudes de alguém que conhece esses problemas de pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos a fundo.
precisamos de que o físico das pessoas seja tratado e valorizado também. Precisamos de um local com atividades culturais e totalmente aberto para a comunidade, um local para a comunidade que receba todas as pessoas, principalmente pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos, mas não apenas pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos.
O local será para acabar com o estigma.
Mas que não seja "um lugar de loucos", como alguns chamam os CAPS, por exemplo, mas um lugar de INCLUSÃO SOCIAL PARA TODAS AS PESSOAS.
Alguém que passou pela experiência das internações nos hospícios como paciente psiquiátrico deve tomar a frente para que haja lugares onde haja esse tipo de inclusão, que vise atrair e incluir não apenas ex-pacientes psiquiátricos, mas qualquer um.
Um lugar para integrar as pessoas.
Políticos só tomam iniciativas se for para competir com iniciativas populares.
CONTINUA...
24.2.10
HIV pode ser erradicado até 2050 - diz jornal
Testar todas as pessoas em risco para infecção por HIV e tratá-las com medicamentos antirretrovirais pode erradicar a epidemia mundial de Aids até 2050, segundo cientistas. Eles dizem que um programa agressivo com indicação dessas drogas para todas as pessoas infectadas com o vírus da doença - que mata dois milhões de pessoas anualmente no mundo - poderia cessar com novas infecções em cinco anos.
Esta notícia está em O Globo do dia 22. Apesar de eu colocá-la aqui atrasado.
Bem, a AIDS poderá ser eliminada até 2050, ou seja, a cura da AIDS está bem próxima, é uma realidade. Enfim, com o vírus HIV aniquilado não há AIDS. e provavelmente antes disso conseguirão uma cura MESMO.
Apenas queria chamar a atenção das pessoas que esperam que um dia haja formas de eliminar doenças mentais:
A AIDS apareceu bem depois da doença mental e a cura já está próxima. Ou seja, os cientistas SEMPRE encontram a cura das doenças, ou ao menos formas de erradicá-las e parar seu avanço.
Se houvesse alguma forma de eliminar doença mental os cientistas já teriam descoberto há muito tempo. Não se iluda.
(Quero dizer que a maioria das doenças mentais são causadas por sofrimento, pobreza, tristeza por perdas, enfim, a pobreza do mundo, por exemplo, não é doença que se cure com drogas ou operações. Doença mental é problema social, e como tal deve ser tratado. Medidas sociais são necessárias. Falo mais sobre isso logo.)
Lembre-se que eu tenho dito que doença mental é coisa que todos podem sofrer, e que NATURALMENTE passa, ou seja, ninguém fica deprimido para sempre. E naturalmente doença mental não é doença crônica, como tentam vender.
E queira me entender que eu considero DOENÇA MENTAL aquilo que realmente causa dor para o paciente psiquiátrico em questão.
Portanto, quando falo de DOENÇA MENTAL aqui eu me refiro a tudo que causa dor ao paciente psiquiátrico (depressão, perseguições, etc.) , portanto não estou falando de comportamentos considerados anti-sociais, que NUNCA foram doença.
Esta notícia está em O Globo do dia 22. Apesar de eu colocá-la aqui atrasado.
Bem, a AIDS poderá ser eliminada até 2050, ou seja, a cura da AIDS está bem próxima, é uma realidade. Enfim, com o vírus HIV aniquilado não há AIDS. e provavelmente antes disso conseguirão uma cura MESMO.
Apenas queria chamar a atenção das pessoas que esperam que um dia haja formas de eliminar doenças mentais:
A AIDS apareceu bem depois da doença mental e a cura já está próxima. Ou seja, os cientistas SEMPRE encontram a cura das doenças, ou ao menos formas de erradicá-las e parar seu avanço.
Se houvesse alguma forma de eliminar doença mental os cientistas já teriam descoberto há muito tempo. Não se iluda.
(Quero dizer que a maioria das doenças mentais são causadas por sofrimento, pobreza, tristeza por perdas, enfim, a pobreza do mundo, por exemplo, não é doença que se cure com drogas ou operações. Doença mental é problema social, e como tal deve ser tratado. Medidas sociais são necessárias. Falo mais sobre isso logo.)
Lembre-se que eu tenho dito que doença mental é coisa que todos podem sofrer, e que NATURALMENTE passa, ou seja, ninguém fica deprimido para sempre. E naturalmente doença mental não é doença crônica, como tentam vender.
E queira me entender que eu considero DOENÇA MENTAL aquilo que realmente causa dor para o paciente psiquiátrico em questão.
Portanto, quando falo de DOENÇA MENTAL aqui eu me refiro a tudo que causa dor ao paciente psiquiátrico (depressão, perseguições, etc.) , portanto não estou falando de comportamentos considerados anti-sociais, que NUNCA foram doença.
30.9.08
VAMOS CONSEGUIR EVITAR A FALTA DE VERBA NA SAUDE MENTAL?
Essa é uma preocupação bem relevante. Eu realmente espero que este ano não falte nem alimentação, nem remédio nos CAPs e instituições psiquiátricas. É MUITO IMPORTANTE não deixar faltar alimentação no CAPs. E que não falte remédios também.
E quero falar também do convênio entre o Comitê para Democratização para Informática e a Secretaria Municipal de Saúde no Rio de Janeiro. NÃO DÁ PARA DEIXAR AS ESCOLAS DE INFORMÁTICA ESPERANDO SEM DINHEIRO PARA SEUS EDUCADORES. Desculpem, mas não dá para esperar por licitações enquanto pessoas entram em crise. Vamos ser MAIS LÍCITOS desta vez e resolver estas questões o quanto antes.
Enfim, saúde mental é uma coisa muito importante. E se acham que uma escola de informática para pacientes psiquiátricos não é importante o bastante, saibam que um curso para alguém com transtorno mental evita vários males. Como o diabético precisa de insulina, o doente mental precisa de atividades para manter sua mente funcionando.
E quero falar também do convênio entre o Comitê para Democratização para Informática e a Secretaria Municipal de Saúde no Rio de Janeiro. NÃO DÁ PARA DEIXAR AS ESCOLAS DE INFORMÁTICA ESPERANDO SEM DINHEIRO PARA SEUS EDUCADORES. Desculpem, mas não dá para esperar por licitações enquanto pessoas entram em crise. Vamos ser MAIS LÍCITOS desta vez e resolver estas questões o quanto antes.
Enfim, saúde mental é uma coisa muito importante. E se acham que uma escola de informática para pacientes psiquiátricos não é importante o bastante, saibam que um curso para alguém com transtorno mental evita vários males. Como o diabético precisa de insulina, o doente mental precisa de atividades para manter sua mente funcionando.
PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA... OU PARTIDO DA SAÚDE DA FAMÍLIA?
Semanas atrás eu estive em uma reunião que falava do PSF, Programa Saúde da Familía, um programa que visa levar tratamento médico para as pessoas em casa. Como eu nunca vi esse programa no Rio de Janeiro eu pedi que não ficassem só na promessa, pois isso ajudaria muita gente, se chegasse ao Rio. Por exemplo, tem uma moça e um rapaz do CAPs Rubens Corrêa que não podem sair de casa, pois sofreram graves acidentes em suas crises. Esse programa levaria o médico à casa desses pacientes, dando continuidade ao tratamento. Espero mesmo que esse PSF não seja mais um partido político...
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