Meu teclado não está bom, portanto estou completando um raciocínio que iniciei outrora.
Na minha situação atual, vejo-me obrigado a tomar uma atitude bem chata. Eu tenho relatado a grande discriminação que sofro da parte de parentes, também tenho relatado sobre o envolvimento de um de meus irmãos em vários crimes graves, dentre os quais estupro e roubo. O problema é que a própria mãe o ajuda a acobertar.
O principal problema nem chega a ser o dinheiro que a mãe tem que pagar pelos golpes de meu irmão, o principal problema é que isso tem me atingido e atrapalhado meu trabalho seriamente, isso tem atrapalhado minha busca por um trabalho com um salário digno, e isso eu não posso aceitar. Eu preferia não me envolver muito, mesmo por causa de meu diagnóstico de transtorno mental. Mas agora não está dando mais para ignorar. Fica fácil entender o choque psicológico de ter um indivíduo desses na mesma casa, mas a coisa é mais complicada ainda:
Tenho outros irmãos, que infelizmente sabem dessas atitudes desse meu irmão e não fazem nada, o que faz deles CÚMPLICES, principalmente porque poderiam fazer alguma coisa. Desafortunadamente somente minha irmã não esteve envolvida em crimes e meu irmão mais velho, apesar de estar tentando se recuperar, não poderia fazer muita coisa por ter se envolvido, no passado em crimes sexuais, como o irmão que explora minha mãe hoje. O outro irmão, infelizmente cometeu crimes de omissão de socorro e difamação, crimes que também foram cometidos pelo irmão que explora a mãe.
Infelizmente, chega o momento em que eu devo cogitar a NECESSIDADE de PROCESSAR alguns de meus irmãos. Não importa o que eu tenha passado em minha vida, isso é algo que eu não gostaria de fazer.
Originalmente em 30 de novembro de 2014. Atualizado no dia 12 de dezembro.
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Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
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12.12.14
4.4.14
Dignidade humana esquecida em algum lugar fora dos manicômios
"Já fui paciente desta clínica e realmente o descaso é gritante além de maus tratos, abusos sexuais entre os internos e muitas outras coisas que soam chocantes. Os pacientes são tratados como lixos humanos."
"...AMBIENTE SUJO COMIDA DESPROVIDA DE NUTRIÇÃO PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE HIGIENE E TANTO FUNCIONÁRIO COMO PACIENTE SOFREM ALI DENTRO. SÃO 72 PACIENTES PARA UM TÉCNICO DAR CONTA E A ADMINISTRAÇÃO FALA QUE FALTAM RECURSOS. AQUILO LÁ DEVE FECHAR SIM, SOU TOTALMENTE A FAVOR..."
"...não existe um tratamento adequado para as patologias...só dopamento e contimento(amarrar o paciente à cama e dar injeção que o deixa babando feito cachorro de tão dopado. A clínica bom viver, de clínica só tem nome, pois mais parece uma cadeia, psicólogos, técnicos, enfermeiros, apoios e médicos são coniventes com o que acontece lá. Pois quem não for é demitido."
Maus tratos e abusos sexuais. Os relatos falam tudo. O primeiro e o terceiro relato são de pacientes, o segundo, de funcionário.
Você pode ver os comentários na postagem Clínica Santa Izabel: Denúncias contra o hospício do Espírito Santo.
Manicômio na minha visão é qualquer hospital psiquiátrico que mantenha pacientes contra sua vontade. Não adianta colocar nome bonito se a prática medieval continua.
Se não fosse pelas condições totalmente ABSURDAS desses manicômios, eu ficaria por lá mesmo. Nenhuma dessas instituições psiquiátricas têm condições. Eu não culpo os funcionários pela situação catastrófica, pois sei que os grandes responsáveis por essa calamidade pública são os chefões. Apenas acho inconsequente da parte de alguns funcionários tentar defender um sistema tão corrupto. Eles deveriam fazer greves, protestar por mudanças, e não tentar passar a ideia de que a coisa está funcionando. Psicólogos, técnicos, enfermeiros, apoios e médicos que não denunciam essa desumanidade são coniventes.
Eu nunca me senti muito disposto a competir com pessoas, não gosto de competições, e a vida hoje em dia é uma competição, pessoas tentando provar que são melhores, que estão mais certas, etc. Os surtos que eu tive foram TERRÍVEIS de se ver e de se lembrar, portanto eu não faria muita questão de voltar à sociedade e encarar as pessoas. Mas pior do que encarar as pessoas seria ficar no tipo de lugar em que eu estava, sujeito não apenas aos maus tratos, mas tendo que ver todo tipo de abuso sexual covarde e não podendo fazer nada. Eu saí daquele lugar para mudar aquela situação. Eu sempre me perguntei o que os doutores pensariam naquele momento se eu deixasse que eles soubessem que eu só estava saindo de lá para batalhar para acabar com essa pouca vergonha que são os manicômios.
Diante desse mundo de competições tolas, eu sinceramente preferiria me isolar, mas me isolar ao ponto de ser tratado como LIXO HUMANO e ver outras pessoas sendo tratadas como lixo humano NÃO DÁ. Também não dá para aceitar as residências terapêuticas, que sinceramente, lembram-me campos de concentração, não que os pacientes sejam castigados fisicamente ou trabalhem com fome ou esse tipo de privação dos campos de concentração. Mas nessas residências terapêuticas, as pessoas são ensinadas a esquecer o que é dignidade humana, praticamente sofrem lavagem cerebral ao ponto de achar normal viver sem poder ter uma esposa, ou no caso das pacientes, um marido. Isso vai além do que eu posso aceitar. não posso aceitar pessoas sendo curateladas por toda a vida. Isso é desumano. Seria mais humano se psicólogos e profissionais treinados não convencessem os pacientes que está ótimo e melhor que antes!
Infelizmente, essa é uma tradição. Ao sair do manicômio em 2001, um irmão queria me aposentar e um outro dizia que eu ia ter algum responsável por mim por toda a vida. Tempo depois eu fui empregado numa ONG e eles puderam ver que eles estavam errados.
Diante da dignidade perdida dessas pessoas, probleminhas românticos de orgulhos feridos não passam de bobagem. Eu não acredito que alguém possa AMAR e não perceber o pavor óbvio dos que são isolados nessas instituições. Não é possível amar sem sentir o óbvio. No entanto, quanto tempo as pessoas levarão para entender que é hora de deixar seus pequenos problemas de lado e olhar para essas pessoas?
Uma coisa que realmente me faz desejar que eu estivesse isolado é saber que no decorrer de minha vida, várias pessoas verão, pelos meus atos, que elas estavam erradas. Mas por outro lado, não tenho dúvida que manicômio não tem mais condições de existir. Não podemos nos considerar civilizados enquanto essa instituição existir.
"...AMBIENTE SUJO COMIDA DESPROVIDA DE NUTRIÇÃO PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE HIGIENE E TANTO FUNCIONÁRIO COMO PACIENTE SOFREM ALI DENTRO. SÃO 72 PACIENTES PARA UM TÉCNICO DAR CONTA E A ADMINISTRAÇÃO FALA QUE FALTAM RECURSOS. AQUILO LÁ DEVE FECHAR SIM, SOU TOTALMENTE A FAVOR..."
"...não existe um tratamento adequado para as patologias...só dopamento e contimento(amarrar o paciente à cama e dar injeção que o deixa babando feito cachorro de tão dopado. A clínica bom viver, de clínica só tem nome, pois mais parece uma cadeia, psicólogos, técnicos, enfermeiros, apoios e médicos são coniventes com o que acontece lá. Pois quem não for é demitido."
Maus tratos e abusos sexuais. Os relatos falam tudo. O primeiro e o terceiro relato são de pacientes, o segundo, de funcionário.
Você pode ver os comentários na postagem Clínica Santa Izabel: Denúncias contra o hospício do Espírito Santo.
Manicômio na minha visão é qualquer hospital psiquiátrico que mantenha pacientes contra sua vontade. Não adianta colocar nome bonito se a prática medieval continua.
Se não fosse pelas condições totalmente ABSURDAS desses manicômios, eu ficaria por lá mesmo. Nenhuma dessas instituições psiquiátricas têm condições. Eu não culpo os funcionários pela situação catastrófica, pois sei que os grandes responsáveis por essa calamidade pública são os chefões. Apenas acho inconsequente da parte de alguns funcionários tentar defender um sistema tão corrupto. Eles deveriam fazer greves, protestar por mudanças, e não tentar passar a ideia de que a coisa está funcionando. Psicólogos, técnicos, enfermeiros, apoios e médicos que não denunciam essa desumanidade são coniventes.
Eu nunca me senti muito disposto a competir com pessoas, não gosto de competições, e a vida hoje em dia é uma competição, pessoas tentando provar que são melhores, que estão mais certas, etc. Os surtos que eu tive foram TERRÍVEIS de se ver e de se lembrar, portanto eu não faria muita questão de voltar à sociedade e encarar as pessoas. Mas pior do que encarar as pessoas seria ficar no tipo de lugar em que eu estava, sujeito não apenas aos maus tratos, mas tendo que ver todo tipo de abuso sexual covarde e não podendo fazer nada. Eu saí daquele lugar para mudar aquela situação. Eu sempre me perguntei o que os doutores pensariam naquele momento se eu deixasse que eles soubessem que eu só estava saindo de lá para batalhar para acabar com essa pouca vergonha que são os manicômios.
Diante desse mundo de competições tolas, eu sinceramente preferiria me isolar, mas me isolar ao ponto de ser tratado como LIXO HUMANO e ver outras pessoas sendo tratadas como lixo humano NÃO DÁ. Também não dá para aceitar as residências terapêuticas, que sinceramente, lembram-me campos de concentração, não que os pacientes sejam castigados fisicamente ou trabalhem com fome ou esse tipo de privação dos campos de concentração. Mas nessas residências terapêuticas, as pessoas são ensinadas a esquecer o que é dignidade humana, praticamente sofrem lavagem cerebral ao ponto de achar normal viver sem poder ter uma esposa, ou no caso das pacientes, um marido. Isso vai além do que eu posso aceitar. não posso aceitar pessoas sendo curateladas por toda a vida. Isso é desumano. Seria mais humano se psicólogos e profissionais treinados não convencessem os pacientes que está ótimo e melhor que antes!
Infelizmente, essa é uma tradição. Ao sair do manicômio em 2001, um irmão queria me aposentar e um outro dizia que eu ia ter algum responsável por mim por toda a vida. Tempo depois eu fui empregado numa ONG e eles puderam ver que eles estavam errados.
Diante da dignidade perdida dessas pessoas, probleminhas românticos de orgulhos feridos não passam de bobagem. Eu não acredito que alguém possa AMAR e não perceber o pavor óbvio dos que são isolados nessas instituições. Não é possível amar sem sentir o óbvio. No entanto, quanto tempo as pessoas levarão para entender que é hora de deixar seus pequenos problemas de lado e olhar para essas pessoas?
Uma coisa que realmente me faz desejar que eu estivesse isolado é saber que no decorrer de minha vida, várias pessoas verão, pelos meus atos, que elas estavam erradas. Mas por outro lado, não tenho dúvida que manicômio não tem mais condições de existir. Não podemos nos considerar civilizados enquanto essa instituição existir.
30.3.14
Justiça e dignidade
Para o mês de abril, eu tenho muito trabalho diante de mim. Antes de ter sido internado no manicômio, eu saía para fazer qualquer trabalho com muito mais facilidade. Hoje, devido ao estigma, fiquei um pouco mais apreensivo. E também eu preciso levar adiante a luta por melhor atendimento em saúde mental.
Eu até estou indo mais rápido que antes. Eu pretendo trabalhar com arte, portanto estou preparando algo artístico. Verdade que eu poderia cobrar por alguns serviços na comunidade, mas depois de ter familiares dizendo para os vizinhos que eu sou maluco, nervoso, etc. ficou mais complicado. Por exemplo, se eu colocasse na porta, faço "serviços de computador" , infelizmente os vizinhos iam ver e iam lembrar, "Ora, o irmão dele disse que ele é maluco. Lógico que ele não pode fazer trabalhos de computador, pois maluco não pode fazer nada." Assim que os familiares me deixaram. Não é exagero. Por exemplo, algumas pessoas que bateram no portão falaram comigo GRITANDO, acho que todos sabem que na cultura popular, deve-se falar GRITANDO com malucos, para os malucos entenderem.
Para quem estiver pensando "Mas você não vai conseguir nada com arte." eu digo, não importa. Eu quero aproveitar para circular e conscientizar pessoas da degradante situação da saúde mental pública. Mesmo se eu não conseguir dinheiro com a arte, conseguirei conscientizar mais gente sobre o péssimo atendimento da saúde mental pública. Eu tive que adiar a consulta com o dentista para maio, pois preciso ganhar algum dinheiro antes.
O motivo pelo qual eu estou postando muito ultimamente é porque quando eu começar a focar mais no trabalho na rua, eu deverei ficar muito tempo sem pegar no computador, ficarei muito tempo na rua. Quando eu me foco em algo, eu levo muito a sério. E o trabalho artístico que vou fazer na rua tomará MUITO de meu tempo.
O motivo pelo qual eu comecei a escrever sobre abuso sexual foi ter me conscientizado que eu deveria compartilhar tudo que sei sobre o assunto, que é bastante, porque, infelizmente, abusos sexuais e estupros são muito constantes em minha família. Mas o motivo que me levou a escrever A verdadeira vida de Ezequiel, é que alguns familiares têm tentado acreditar que doença mental não é um problema social, que doença mental não é um problema de estrutura familiar. Bastava compartilhar histórias reais de minha vida para deixar claro que é um problema de estrutura familiar sim, um problema social.
O outro motivo que me leva a escrever A verdadeira vida de Ezequiel, é para deixar algo para que os mais novos da família possam ver quando eu não estiver mais por perto, e eles quiserem saber a verdade sobre mim. Um dos motivos que me leva a planejar ir morar longe e cortar contato com a família, eu faço pelo bem dos filhos de meus irmãos e filhos de minhas primas e primos. Pois assim, se um dia eles sofrerem com doenças mentais, que eles saibam que devem buscar viver com dignidade, e não aceitar que nenhum irmão tente aposentá-los e incapacitá-los moralmente.
Não sei se algum dia irei casar ou ter algum relacionamento, mas se algum dia eu tiver algum relacionamento, eu teria vergonha de dizer quem são meus irmãos. Eu não estou sendo antipático. Eu sofri algumas agressões nos manicômios. O fato desses irmãos não terem denunciado, foi um crime que eles cometeram, o crime da omissão. LÓGICO que eu faço questão que o tratamento que eu recebi nos manicômios seja considerado CRIMINOSO. Não aceito nada menos que a JUSTIÇA. Eu tenho vergonha desses irmãos, pois para me chamar de maluco eles têm coragem, mas para lutar por tratamento humanitário, não. Quando eu estiver longe, direi que não tenho irmãos.
Eu até estou indo mais rápido que antes. Eu pretendo trabalhar com arte, portanto estou preparando algo artístico. Verdade que eu poderia cobrar por alguns serviços na comunidade, mas depois de ter familiares dizendo para os vizinhos que eu sou maluco, nervoso, etc. ficou mais complicado. Por exemplo, se eu colocasse na porta, faço "serviços de computador" , infelizmente os vizinhos iam ver e iam lembrar, "Ora, o irmão dele disse que ele é maluco. Lógico que ele não pode fazer trabalhos de computador, pois maluco não pode fazer nada." Assim que os familiares me deixaram. Não é exagero. Por exemplo, algumas pessoas que bateram no portão falaram comigo GRITANDO, acho que todos sabem que na cultura popular, deve-se falar GRITANDO com malucos, para os malucos entenderem.
Para quem estiver pensando "Mas você não vai conseguir nada com arte." eu digo, não importa. Eu quero aproveitar para circular e conscientizar pessoas da degradante situação da saúde mental pública. Mesmo se eu não conseguir dinheiro com a arte, conseguirei conscientizar mais gente sobre o péssimo atendimento da saúde mental pública. Eu tive que adiar a consulta com o dentista para maio, pois preciso ganhar algum dinheiro antes.
O motivo pelo qual eu estou postando muito ultimamente é porque quando eu começar a focar mais no trabalho na rua, eu deverei ficar muito tempo sem pegar no computador, ficarei muito tempo na rua. Quando eu me foco em algo, eu levo muito a sério. E o trabalho artístico que vou fazer na rua tomará MUITO de meu tempo.
O motivo pelo qual eu comecei a escrever sobre abuso sexual foi ter me conscientizado que eu deveria compartilhar tudo que sei sobre o assunto, que é bastante, porque, infelizmente, abusos sexuais e estupros são muito constantes em minha família. Mas o motivo que me levou a escrever A verdadeira vida de Ezequiel, é que alguns familiares têm tentado acreditar que doença mental não é um problema social, que doença mental não é um problema de estrutura familiar. Bastava compartilhar histórias reais de minha vida para deixar claro que é um problema de estrutura familiar sim, um problema social.
O outro motivo que me leva a escrever A verdadeira vida de Ezequiel, é para deixar algo para que os mais novos da família possam ver quando eu não estiver mais por perto, e eles quiserem saber a verdade sobre mim. Um dos motivos que me leva a planejar ir morar longe e cortar contato com a família, eu faço pelo bem dos filhos de meus irmãos e filhos de minhas primas e primos. Pois assim, se um dia eles sofrerem com doenças mentais, que eles saibam que devem buscar viver com dignidade, e não aceitar que nenhum irmão tente aposentá-los e incapacitá-los moralmente.
Não sei se algum dia irei casar ou ter algum relacionamento, mas se algum dia eu tiver algum relacionamento, eu teria vergonha de dizer quem são meus irmãos. Eu não estou sendo antipático. Eu sofri algumas agressões nos manicômios. O fato desses irmãos não terem denunciado, foi um crime que eles cometeram, o crime da omissão. LÓGICO que eu faço questão que o tratamento que eu recebi nos manicômios seja considerado CRIMINOSO. Não aceito nada menos que a JUSTIÇA. Eu tenho vergonha desses irmãos, pois para me chamar de maluco eles têm coragem, mas para lutar por tratamento humanitário, não. Quando eu estiver longe, direi que não tenho irmãos.
Sei o monte de trabalho que se encontra diante de mim, mas pretendo começar do zero.
11.2.14
Risperidona, carbamazepina e crianças
A descrição do sofrimento de uma menina de 3 anos realmente doeu em meu coração. Por isso decidi compartilhar aqui, o comentário deixado por uma mãe na publicação EFEITOS COLATERAIS MONSTRUOSOS (DO HALOPERIDOL, DA SULPIRIDA E DA RISPERIDONA), em que uma mãe fala como a filha de 3 anos fica totalmente desesperada quando a mãe vai lhe dar carbamazepina e risperidona.
A menina tem 3 anos, mas ela já percebeu que todo o sofrimento que ela está passando são efeitos colaterais dos psicotrópicos. A parte mais triste e dolorosa é quando a mãe diz que a filha de 3 anos "luta pra não dormir... mas o efeito é mais forte..." Um dos efeitos colaterais que ADULTOS que tomam risperidona relatam são PESADELOS. Difícil não imaginar o terror desta menina, tentando ficar acordada para não cair num mundo de pesadelos terríveis.
Eu agradeço muito a essa mãe, pois compartilhar essa história foi uma das melhores decisões que ela tomou, pois isso ajudará a repensarmos o tipo de tratamento que médicos estão dando a nossas crianças. Antes de mais nada, uma medicação psiquiátrica só deve ser suspensa por um médico, aos poucos, para evitar complicações de abstinência.
Ultimamente eu tenho recebido comentários de pais cujos filhos menores de 10 anos estão tomando psicotrópicos como risperidona e carbamazepina, prescritos por psiquiatras e neurologistas. Outro dia conversei com um pai no Facebook, que me falou sobre o filho de 5 anos estar tomando risperidona. Diante da minha surpresa e indignação ele me perguntou qual outra solução ele poderia encontrar. Eu hesitei de dizer para ele naquele momento, mas agora, aqui, eu digo:
MAIS AMOR. MAIS ATENÇÃO DOS PAIS. eu falei para este pai que existem tratamentos mais naturais, como por exemplo a medicina ortomolecular, mas o melhor tratamento, sem dúvida, é maior atenção da parte dos pais. Uma criança super agitada pode ter sua agitação diminuída de outras formas que todos nós conhecemos. Às vezes as crianças ficam agitadas, ansiosas pela chegada dos pais do trabalho, por exemplo. A solução para isso seria uma maior presença dos pais. Vivemos numa guerra de sexos, temos visto milhares de blogs de feministas e de masculinistas, e nesta guerra de sexos, estamos nos esquecendo dos direitos das crianças.
Sem querer desmerecer o amor de qualquer pai ou mãe, mais o amor começa antes da criança ser feita, não apenas quando a criança está na barriga da mãe, mas antes ser feita. Se algum dia eu me casasse, eu buscaria combinar com essa mulher de sequer fazermos sexo sem camisinha antes de termos toda uma estrutura preparada para um possível bebê, que, no mínimo, permitisse um de nós dois ficar com essa criança o máximo de tempo. E acho que deveríamos fazer isso mesmo se não tivéssemos planos de ter filhos, pois, muitas vezes, métodos contraceptivos falham. Parece que as pessoas sempre querem ter filhos perfeitos. Às vezes eles nascem com alguns problemas. Mas que falte ao recém-nascido um braço, mas que não falte amor. Imagine se você estivesse na barriga de sua mãe e ouvisse seu pai reclamando, dizendo que sua mãe não tomou contraceptivo direito ou furou a camisinha de propósito, como se você fosse algo totalmente indesejado.
Resumo: quem não quer ter filho de jeito nenhum, tem UMA opção 100% segura:
Não faça sexo com o sexo oposto.
Pois mesmo os mais perfeitos métodos de contracepção às vezes falham por erro humano. Se quiser fazer sexo, não ame apenas a mulher. Ame também o filho que PODERIA nascer.
Tema musical da publicação: Si j'étais president.
A menina tem 3 anos, mas ela já percebeu que todo o sofrimento que ela está passando são efeitos colaterais dos psicotrópicos. A parte mais triste e dolorosa é quando a mãe diz que a filha de 3 anos "luta pra não dormir... mas o efeito é mais forte..." Um dos efeitos colaterais que ADULTOS que tomam risperidona relatam são PESADELOS. Difícil não imaginar o terror desta menina, tentando ficar acordada para não cair num mundo de pesadelos terríveis.
"OIIIII minha filha de 3 anos e seis meses foi diagnosticada há mais de um ano com hiperatividade... e o médico dela receitou risperidona, 1 ml e o tegretol (carbamazepina) tava tomando 3 ml e agora só tá aumentando a dose... ela fica super agitada nervosa e agressiva... se esconde para não tomar os remédios... dou só a noite, mas percebo que ela fica totalmente dopada... e tenho a impressão que ele causa falta de ar, pois ela fica mole e só abrindo a boca, percebo que ela luta pra não dormir... mas o efeito é mais forte... às vezes me sinto culpada por isso e não sei se estou fazendo o melhor pra ela... ultimamente ela tem desenvolvido um certo medo, pois não quer ficar mais sozinha, e não vai mais ao banheiro sozinha, diz que tem bicho lá...não sei o que fazer mas tou querendo suspender a medicação, o problema é que ela é muito agitada, não para pra nada, não dorme, é muito nervosa, e agressiva... e de uns tempos pra cá está engordando e come sem parar... só tenho ela e não sei até que ponto pode ser normal... ela é muitooo inteligente e faz amizade com todo mundo, adora sair, mas quase não fala tem muita dificuldade pra falar e não se concentra em nada...não sei mais o que fazer... e depois de ler esses depoimentos fiquei com medo de estar prejudicando ela... o que faço..."
Eu agradeço muito a essa mãe, pois compartilhar essa história foi uma das melhores decisões que ela tomou, pois isso ajudará a repensarmos o tipo de tratamento que médicos estão dando a nossas crianças. Antes de mais nada, uma medicação psiquiátrica só deve ser suspensa por um médico, aos poucos, para evitar complicações de abstinência.
Ultimamente eu tenho recebido comentários de pais cujos filhos menores de 10 anos estão tomando psicotrópicos como risperidona e carbamazepina, prescritos por psiquiatras e neurologistas. Outro dia conversei com um pai no Facebook, que me falou sobre o filho de 5 anos estar tomando risperidona. Diante da minha surpresa e indignação ele me perguntou qual outra solução ele poderia encontrar. Eu hesitei de dizer para ele naquele momento, mas agora, aqui, eu digo:
MAIS AMOR. MAIS ATENÇÃO DOS PAIS. eu falei para este pai que existem tratamentos mais naturais, como por exemplo a medicina ortomolecular, mas o melhor tratamento, sem dúvida, é maior atenção da parte dos pais. Uma criança super agitada pode ter sua agitação diminuída de outras formas que todos nós conhecemos. Às vezes as crianças ficam agitadas, ansiosas pela chegada dos pais do trabalho, por exemplo. A solução para isso seria uma maior presença dos pais. Vivemos numa guerra de sexos, temos visto milhares de blogs de feministas e de masculinistas, e nesta guerra de sexos, estamos nos esquecendo dos direitos das crianças.
Sem querer desmerecer o amor de qualquer pai ou mãe, mais o amor começa antes da criança ser feita, não apenas quando a criança está na barriga da mãe, mas antes ser feita. Se algum dia eu me casasse, eu buscaria combinar com essa mulher de sequer fazermos sexo sem camisinha antes de termos toda uma estrutura preparada para um possível bebê, que, no mínimo, permitisse um de nós dois ficar com essa criança o máximo de tempo. E acho que deveríamos fazer isso mesmo se não tivéssemos planos de ter filhos, pois, muitas vezes, métodos contraceptivos falham. Parece que as pessoas sempre querem ter filhos perfeitos. Às vezes eles nascem com alguns problemas. Mas que falte ao recém-nascido um braço, mas que não falte amor. Imagine se você estivesse na barriga de sua mãe e ouvisse seu pai reclamando, dizendo que sua mãe não tomou contraceptivo direito ou furou a camisinha de propósito, como se você fosse algo totalmente indesejado.
Resumo: quem não quer ter filho de jeito nenhum, tem UMA opção 100% segura:
Não faça sexo com o sexo oposto.
Pois mesmo os mais perfeitos métodos de contracepção às vezes falham por erro humano. Se quiser fazer sexo, não ame apenas a mulher. Ame também o filho que PODERIA nascer.
Tema musical da publicação: Si j'étais president.
5.2.14
Eu estou vivo, e agora???
O texto abaixo é para relembrar a publicação Paciente Psiquiátrico vítima de internação abusiva.
Os psicotrópicos modernos podem de fato ajudar os pacientes psiquiátricos a CURTO PRAZO, pois alguns psicotrópicos ajudam o paciente a dormir, e isso é muito positivo. Enquanto outros psicotrópicos ajudam pacientes deprimidos, por funcionar como anfetaminas, ajudam a animar o paciente. Todas essas drogas podem ajudar a curto prazo, e se bem usadas, podem ser muito úteis. O problema é quando essas drogas são ingeridas por um longo período de tempo...
Os anos de 1999 a 2012 foram os mais confusos de minha existência, foi o período em que eu tomei psicotrópicos. Por volta de 2011 eu parei de tomar, mas tive uma recaída em 2012, por causa da abstinência. Por isso não aconselho ninguém a deixar de tomar medicação sem orientação médica. E é por isso que eu batalho para que todo psiquiatra tenha a responsabilidade LEGAL de apoiar e acompanhar a retirada de psicotrópicos de pacientes psiquiátricos, quando esses pacientes desejarem, para que a retirada seja segura. Os dentistas nem sempre estão a favor que se faça uma determinada extração de dente pedida por um paciente, mas eles fazem, respeitando o direito do paciente. Pois o dentista sabe que seria PIOR se o paciente tentasse arrancar o dente sozinho. Por que psiquiatras não têm esse RESPEITO pelo BEM ESTAR do paciente?
Observe que alguns pacientes tomam psicotrópicos por vários anos sem sofrer os vários efeitos contrários que eu sofri. Eu me lembro de 3 pacientes do CAPS que tomavam psicotrópicos por muitos anos e não tinham muitos efeitos negativos. O problema que esses 3 eram uma MINORIA absoluta, pois eu também observei que a maioria dos pacientes do CAPS não ficavam bem com psicotrópicos a longo prazo... Eu não tinha planos de parar de tomar psicotrópicos. As circunstâncias me obrigaram.
Porém, no período em que eu me recuperava dos efeitos negativos dos psicotrópicos a longo prazo, eu sofri vários preconceitos. Alguns dos preconceitos que mais doeram vieram de pessoas amigas virtuais, pessoas que eu achava que lutavam contra preconceitos. Eu só percebi que não era o caso quando me deparei num dos momentos mais confusos de minha vida, e essas pessoas, em vez de me apoiarem e me desejarem sorte, disseram que eu estava delirando e que minha mente estava pregando peças em mim. Mesmo se eu estivesse delirando, este tipo de comentário é ofensivo, e só vem de pessoas preconceituosas, pois ninguém pode fazer diagnóstico pela Internet, esse é o cúmulo do absurdo e do preconceito. O mais triste foi ver que essas pessoas trabalhavam e trabalham na área de saúde mental. Aí ficou uma questão em minha cabeça:
Será que é dessa forma que essas pessoas tratam seus pacientes? Se for, não é de se estranhar que a área da saúde mental esteja estagnada. Será que é isso que essas pessoas aprendem nas faculdades que preparam profissionais de saúde mental?
Essas pessoas amigas me abandonaram quando eu mais precisava delas, mas eu não guardo mágoa. Apenas sugiro que reconheçam que cometeram PRECONCEITO, senão vai ficar difícil haver uma conversa entre nós, e vai ficar difícil vocês serem bons profissionais em sua área se continuarem a proceder com TANTO preconceito. Sejam humildes. Esperavam que eu fosse me ferrar ou morrer? Pois bem, eu estou vivo, e agora? Eu estou melhor que nos anos que tomei psicotrópicos. E agora, vai dizer o quê?
Por outro lado, senti um grande apoio de pessoas que não me conheciam tanto quanto as pessoas amigas que me trataram com preconceito. Eu parabenizo a bravura das pessoas que têm lutado contra a prescrição exagerada de psicotrópicos.
Música tema da publicação: Vicente Celestino - O Ébrio
Os psicotrópicos modernos podem de fato ajudar os pacientes psiquiátricos a CURTO PRAZO, pois alguns psicotrópicos ajudam o paciente a dormir, e isso é muito positivo. Enquanto outros psicotrópicos ajudam pacientes deprimidos, por funcionar como anfetaminas, ajudam a animar o paciente. Todas essas drogas podem ajudar a curto prazo, e se bem usadas, podem ser muito úteis. O problema é quando essas drogas são ingeridas por um longo período de tempo...
Os anos de 1999 a 2012 foram os mais confusos de minha existência, foi o período em que eu tomei psicotrópicos. Por volta de 2011 eu parei de tomar, mas tive uma recaída em 2012, por causa da abstinência. Por isso não aconselho ninguém a deixar de tomar medicação sem orientação médica. E é por isso que eu batalho para que todo psiquiatra tenha a responsabilidade LEGAL de apoiar e acompanhar a retirada de psicotrópicos de pacientes psiquiátricos, quando esses pacientes desejarem, para que a retirada seja segura. Os dentistas nem sempre estão a favor que se faça uma determinada extração de dente pedida por um paciente, mas eles fazem, respeitando o direito do paciente. Pois o dentista sabe que seria PIOR se o paciente tentasse arrancar o dente sozinho. Por que psiquiatras não têm esse RESPEITO pelo BEM ESTAR do paciente?
Observe que alguns pacientes tomam psicotrópicos por vários anos sem sofrer os vários efeitos contrários que eu sofri. Eu me lembro de 3 pacientes do CAPS que tomavam psicotrópicos por muitos anos e não tinham muitos efeitos negativos. O problema que esses 3 eram uma MINORIA absoluta, pois eu também observei que a maioria dos pacientes do CAPS não ficavam bem com psicotrópicos a longo prazo... Eu não tinha planos de parar de tomar psicotrópicos. As circunstâncias me obrigaram.
Porém, no período em que eu me recuperava dos efeitos negativos dos psicotrópicos a longo prazo, eu sofri vários preconceitos. Alguns dos preconceitos que mais doeram vieram de pessoas amigas virtuais, pessoas que eu achava que lutavam contra preconceitos. Eu só percebi que não era o caso quando me deparei num dos momentos mais confusos de minha vida, e essas pessoas, em vez de me apoiarem e me desejarem sorte, disseram que eu estava delirando e que minha mente estava pregando peças em mim. Mesmo se eu estivesse delirando, este tipo de comentário é ofensivo, e só vem de pessoas preconceituosas, pois ninguém pode fazer diagnóstico pela Internet, esse é o cúmulo do absurdo e do preconceito. O mais triste foi ver que essas pessoas trabalhavam e trabalham na área de saúde mental. Aí ficou uma questão em minha cabeça:
Será que é dessa forma que essas pessoas tratam seus pacientes? Se for, não é de se estranhar que a área da saúde mental esteja estagnada. Será que é isso que essas pessoas aprendem nas faculdades que preparam profissionais de saúde mental?
Essas pessoas amigas me abandonaram quando eu mais precisava delas, mas eu não guardo mágoa. Apenas sugiro que reconheçam que cometeram PRECONCEITO, senão vai ficar difícil haver uma conversa entre nós, e vai ficar difícil vocês serem bons profissionais em sua área se continuarem a proceder com TANTO preconceito. Sejam humildes. Esperavam que eu fosse me ferrar ou morrer? Pois bem, eu estou vivo, e agora? Eu estou melhor que nos anos que tomei psicotrópicos. E agora, vai dizer o quê?
Por outro lado, senti um grande apoio de pessoas que não me conheciam tanto quanto as pessoas amigas que me trataram com preconceito. Eu parabenizo a bravura das pessoas que têm lutado contra a prescrição exagerada de psicotrópicos.
Música tema da publicação: Vicente Celestino - O Ébrio
31.1.14
Doutores falam das mudanças no cérebro de pacientes psiquiátricos
O Dr Peter Breggin disse:
Ou seja, eles pegaram alguns pacientes crônicos e usaram tomografia assistida por computador para ver o cérebro desses pacientes. Só que esses pacientes já eram pacientes crônicos, que já tomavam drogas psiquiátricas há anos antes de fazerem a tomografia; portanto tudo indica que o cérebro desses pacientes foi modificado pelas medicações psiquiátricas. Ou seja, eles pegaram pacientes cujos cérebro já estavam modificados pelos psicotrópicos.
Algum profissional observou seu cérebro com tomografia assistida por computador na primeira vez que você foi atendido na psiquiatria? Algum profissional observou seu cérebro com tomografia assistida por computador em todo o tempo em que você vem fazendo tratamento? Já parou para pensar que, se eles usassem tomografia assistida por computador para observar o cérebro de todos os pacientes novos, teríamos grandes descobertas no campo da saúde mental que trariam grandes melhorias no tratamento?
Este artigo vai especialmente para as pessoas que fazem tratamentos para transtornos mentais e transtornos de personalidade que escrevem sobre saúde mental e acompanham este blog também. Tenho certeza que suas intenções ao escrever sobre saúde mental são as melhores, e tenho certeza que suas intenções ao falar da importância do tratamento são as melhores, mas são necessárias mudanças no sistema, e você pode ajudar a efetivar estas mudanças. Você pode ajudar chamando a atenção ao fato de que tais mudanças são necessárias.
De acordo com o livro Introdução a Psicofarmacologia (Título original: Introduction to Psychopharmacology), de Malcolm Lader, as drogas eram usadas principalmente em pacientes crônicos, aqueles que viviam totalmente fora da realidade. Infelizmente, o livro deixa claro que o principal uso das drogas psiquiátricas em pacientes crônicos não era para recuperá-los - já que eles eram considerados irrecuperáveis. O principal objetivo era mantê-los calminhos, sem causar o menor problema para os funcionários do manicômio, dormindo o tempo todo. E, infelizmente, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) têm funcionado como uma nova forma de institucionalização, onde os pacientes considerados crônicos ficam super drogados para não incomodar os funcionários dos Centros de Atenção Psicossocial. Eu frequentei CAPS por anos, sei do que estou falando. E esse desprezo pelas pessoas institucionalizadas têm que acabar. E você pode ajudar a mudar essa situação.
Original texts in English:
The psychiatrist Dr. Peter Breggin, in the video Peter Breggin, MD: Do You Have a Biochemical Imbalance? From 03:35 to 04:01:
A declaração do Dr. Peter Breggin pode ser confirmada pelo texto do livro Introdução a Psicofarmacologia (Título original: Introduction to Psychopharmacology), de Malcolm Lader, Professor de psicofarmacologia clínica da Universidade de Londres, 1983:Medicamentos psiquiátricos estão causando desequilíbrios bioquímicos no seu cérebro. Eles entram no cérebro normal e mudam-no. Seja a nicotina, o que você está fumando, seja o álcool que você está bebendo, a droga está mudando seu cérebro. E é por isso que quando você para você sofre com a abstinência. Porque a droga mudou seu cérebro.
Estudos recentes em que a tomografia assistida por computador ("CAT scans") foi usada confirmaram que alguns pacientes esquizofrênicos crônicos têm alterações cerebrais patológicas definidas, alargamento ventricular em particular.
Ou seja, eles pegaram alguns pacientes crônicos e usaram tomografia assistida por computador para ver o cérebro desses pacientes. Só que esses pacientes já eram pacientes crônicos, que já tomavam drogas psiquiátricas há anos antes de fazerem a tomografia; portanto tudo indica que o cérebro desses pacientes foi modificado pelas medicações psiquiátricas. Ou seja, eles pegaram pacientes cujos cérebro já estavam modificados pelos psicotrópicos.
Algum profissional observou seu cérebro com tomografia assistida por computador na primeira vez que você foi atendido na psiquiatria? Algum profissional observou seu cérebro com tomografia assistida por computador em todo o tempo em que você vem fazendo tratamento? Já parou para pensar que, se eles usassem tomografia assistida por computador para observar o cérebro de todos os pacientes novos, teríamos grandes descobertas no campo da saúde mental que trariam grandes melhorias no tratamento?
Este artigo vai especialmente para as pessoas que fazem tratamentos para transtornos mentais e transtornos de personalidade que escrevem sobre saúde mental e acompanham este blog também. Tenho certeza que suas intenções ao escrever sobre saúde mental são as melhores, e tenho certeza que suas intenções ao falar da importância do tratamento são as melhores, mas são necessárias mudanças no sistema, e você pode ajudar a efetivar estas mudanças. Você pode ajudar chamando a atenção ao fato de que tais mudanças são necessárias.
Antes da clorpromazina estar disponível, brometos, barbitúricos, paraldeído, e opiáceos eram utilizados.
Segundo o livro Introdução a Psicofarmacologia (Título original: Introduction to Psychopharmacology), de Malcolm Lader, Professor de psicofarmacologia clínica da Universidade de Londres.De acordo com o livro Introdução a Psicofarmacologia (Título original: Introduction to Psychopharmacology), de Malcolm Lader, as drogas eram usadas principalmente em pacientes crônicos, aqueles que viviam totalmente fora da realidade. Infelizmente, o livro deixa claro que o principal uso das drogas psiquiátricas em pacientes crônicos não era para recuperá-los - já que eles eram considerados irrecuperáveis. O principal objetivo era mantê-los calminhos, sem causar o menor problema para os funcionários do manicômio, dormindo o tempo todo. E, infelizmente, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) têm funcionado como uma nova forma de institucionalização, onde os pacientes considerados crônicos ficam super drogados para não incomodar os funcionários dos Centros de Atenção Psicossocial. Eu frequentei CAPS por anos, sei do que estou falando. E esse desprezo pelas pessoas institucionalizadas têm que acabar. E você pode ajudar a mudar essa situação.
Original texts in English:
The psychiatrist Dr. Peter Breggin, in the video Peter Breggin, MD: Do You Have a Biochemical Imbalance? From 03:35 to 04:01:
Psychiatric drugs are causing biochemical imbalances in your brain. They get into the normal brain and they change it. Whether it's nicotine, which you're smoking, whether it's alcohol you're drinking, The drug is changing your brain. And that's why when you stop you get a withdrawal reaction. Because the drug has changed your brain.
Recent studies in which computer-assisted tomography ("CAT scans") was used have confirmed that some chronic schizophrenic patients have definite pathological brain changes, ventricular enlargement in particular.
From the book Introduction to Psychopharmacology, by MALCOLM Lader, Professor of Psychopharmacology, University of London, 1983. Used here only for informative and educational purposes.Before chlorpromazine was available, bromides, barbiturates, paraldehyde, and opiates had been used.
From the book Introduction to Psychopharmacology, by MALCOLM Lader, Professor of Psychopharmacology, University of London, 1983. Used here only for informative and educational purposes.
24.1.14
A necessidade de fazer sacrifícios para compartilhar
Não é fácil para mim escrever este blog, não é divertido, é um dever, que beneficia a sociedade, e por beneficiar toda a sociedade, me beneficia por eu estar incluído nela. Eu faço isso por que sei que tenho informações importantes para compartilhar, e que minha contribuição é mais importante do que muitos acham. Desta vez eu decidi compartilhar com vocês as dificuldades que eu passo, que certamente surpreenderão algumas pessoas.
Meu texto sai digitado como podemos ver abaixo:
Não fáxcil para mim wedsxcrewvwer wedstwe blog, não sdivwertisdo, um sdewvwer, quwe bwenwefixcia a sdoxciewsdasdew, ew por bwenwefixciar tosda a dsoxciwesdadswe, mwe bwenwefixcia por weu wesdtar inxcluísdo newla. WEu faço isdsdo por quwe sdwei quew twenho informaçõwesd importantewsd para xcompartilhar, we quwe minha xcontribuição maisd importantwe dso quwe muitosd axcham. SDwesdta vwez weu sdwexcidsi xcompartilhar xcom voxcwes asd sdifixculsdasdewds quew weu padssdo, quwe xcwertamwentwe sdurprwewerão algumasd pwesdsdoasd.
Meu teclado está escangalhado há anos. Às vezes eu uso um teclado virtual. Mas eu sei que isso é mais do que o que muita gente tem. Daí a necessidade de fazer sacrifícios para compartilhar informações.
Toda vez que ligo o computador aparece aquela mensagem:
"CMOS is wrong", ou seja, a bateria está fraca, e eu vou precisar comprar uma nova.
Eu fiquei 3 dias na rua em um dos últimos surtos, sem escovar os dentes. O resultado foram complicações nos dentes. Vou ter que ir no dentista várias vezes ao ano.
Neste ano terei que trabalhar muito para arrumar dinheiro para pagar todas essas necessidades. Mas mesmo assim, devo compartilhar sempre.
Eu sou um blogueiro. Neste ano pretendo fazer o Enem e outras provas, e pretendo fazer muitos trabalhos na rua. Mas ainda assim, ser blogueiro será minha prioridade. Todo trabalho que eu fizer lá fora, de carteira assinada ou não, será para melhorar o trabalho de blogueiro, prioridade. Pois eu sei que, se algum dia eu não tiver um computador em casa, ou não estiver em casa, poderei acessar este blog por uma LAN HOUSE, e terei acesso a todas as informações essenciais que eu disponibilizo aqui.
Evidentemente, às vezes, eu publico mais de um texto por dia; pois não sei se o computador ligará amanhã, e devo aproveitar todas as oportunidades de escrever e compartilhar.
Meu texto sai digitado como podemos ver abaixo:
Não fáxcil para mim wedsxcrewvwer wedstwe blog, não sdivwertisdo, um sdewvwer, quwe bwenwefixcia a sdoxciewsdasdew, ew por bwenwefixciar tosda a dsoxciwesdadswe, mwe bwenwefixcia por weu wesdtar inxcluísdo newla. WEu faço isdsdo por quwe sdwei quew twenho informaçõwesd importantewsd para xcompartilhar, we quwe minha xcontribuição maisd importantwe dso quwe muitosd axcham. SDwesdta vwez weu sdwexcidsi xcompartilhar xcom voxcwes asd sdifixculsdasdewds quew weu padssdo, quwe xcwertamwentwe sdurprwewerão algumasd pwesdsdoasd.
Meu teclado está escangalhado há anos. Às vezes eu uso um teclado virtual. Mas eu sei que isso é mais do que o que muita gente tem. Daí a necessidade de fazer sacrifícios para compartilhar informações.
Toda vez que ligo o computador aparece aquela mensagem:
"CMOS is wrong", ou seja, a bateria está fraca, e eu vou precisar comprar uma nova.
Eu fiquei 3 dias na rua em um dos últimos surtos, sem escovar os dentes. O resultado foram complicações nos dentes. Vou ter que ir no dentista várias vezes ao ano.
Neste ano terei que trabalhar muito para arrumar dinheiro para pagar todas essas necessidades. Mas mesmo assim, devo compartilhar sempre.
Eu sou um blogueiro. Neste ano pretendo fazer o Enem e outras provas, e pretendo fazer muitos trabalhos na rua. Mas ainda assim, ser blogueiro será minha prioridade. Todo trabalho que eu fizer lá fora, de carteira assinada ou não, será para melhorar o trabalho de blogueiro, prioridade. Pois eu sei que, se algum dia eu não tiver um computador em casa, ou não estiver em casa, poderei acessar este blog por uma LAN HOUSE, e terei acesso a todas as informações essenciais que eu disponibilizo aqui.
Evidentemente, às vezes, eu publico mais de um texto por dia; pois não sei se o computador ligará amanhã, e devo aproveitar todas as oportunidades de escrever e compartilhar.
24.12.13
Como ajudar este blog
Este blog tem como objetivo principal lutar por melhores tratamentos para doenças mentais, principalmente lutar por melhores tratamentos no setor público, nas instituições psiquiátricas públicas. Este blog dá voz a vários pacientes psiquiátricos mais graves que sequer podem escrever um blog, nem podem expressar como se sentem.
1 - Você pode ajudar compartilhando as várias informações sobre as falhas nos atendimentos na saúde mental que eu exponho aqui através de vídeos traduzidos, relatos de psiquiatras, etc. Você não precisa citar este blog, se não quiser. O simples fato de você divulgar informações que podem salvar vidas já ajuda muito.
2 - Você pode ajudar exigindo dos psiquiatras e profissionais de saúde mental todos os procedimentos necessários para a segurança do paciente, como os testes laboratoriais recomendados pelas bulas dos psicotrópicos para testar o organismo de cada paciente para certificar que o paciente não tem alergias a algum composto, etc. Lembre-se que muitos psiquiatras dirão que tais testes não são necessários. Mas lembre-se também que não é possível ver as condições do organismo de uma pessoa apenas olhando para ela. Lembre-se que quando você exige testes, você está de uma forma ou outra conscientizando os profissionais de saúde mental de que tais testes DEVERIAM SER FEITOS SEMPRE. Lembre-se que muitos pacientes psiquiátricos mais graves MORREM em internações por falta de tais testes, que talvez você ache que não é necessário para você.
3 - Você pode ajudar respeitando o TRABALHO DURO que a pessoa que escreve este blog tem para reunir informações, traduzir de vários idiomas, etc. Se este blog não fosse ESSENCIAL, eu não estaria aqui. O trabalho que eu faço aqui não é menos importante que o seu trabalho, seja qual for o seu trabalho, mesmo se você for médico ou promotor ou juiz, pode ter certeza que o que eu faço aqui é muito importante. Se não fosse tão importante, eu não trabalharia de graça. Este é um trabalho voluntário. Isso aqui não é uma brincadeira. Às vezes eu coloco coisas para distrair, mas apenas porque sei que distração é uma ótima terapia para todos os pacientes psiquiátricos também.
Se você já segue todas as três primeiras opções que coloquei, você nem precisa ver a quarta e última opção, que é a menos importante.
4 - Você pode fazer uma doação anônima em minha conta bancária:
Rede de Agências Santander Banco: 033 Agência: 3003 Conta: 01-035758-7
Eu peço que as doações sejam anônimas, pois eu não faço distinção de pessoas, portanto não gostaria que ninguém pensasse que receberia melhor tratamento por fazer doações.
O principal motivo de eu colocar esta opção é a grande falta de respeito ao meu trabalho que eu sofri da parte de muitos de meus parentes e familiares. Estou disponibilizando esta opção da doação principalmente para eles, que não seguem nenhuma das três opções acima.
Desde já agradeço a todos.
1 - Você pode ajudar compartilhando as várias informações sobre as falhas nos atendimentos na saúde mental que eu exponho aqui através de vídeos traduzidos, relatos de psiquiatras, etc. Você não precisa citar este blog, se não quiser. O simples fato de você divulgar informações que podem salvar vidas já ajuda muito.
2 - Você pode ajudar exigindo dos psiquiatras e profissionais de saúde mental todos os procedimentos necessários para a segurança do paciente, como os testes laboratoriais recomendados pelas bulas dos psicotrópicos para testar o organismo de cada paciente para certificar que o paciente não tem alergias a algum composto, etc. Lembre-se que muitos psiquiatras dirão que tais testes não são necessários. Mas lembre-se também que não é possível ver as condições do organismo de uma pessoa apenas olhando para ela. Lembre-se que quando você exige testes, você está de uma forma ou outra conscientizando os profissionais de saúde mental de que tais testes DEVERIAM SER FEITOS SEMPRE. Lembre-se que muitos pacientes psiquiátricos mais graves MORREM em internações por falta de tais testes, que talvez você ache que não é necessário para você.
3 - Você pode ajudar respeitando o TRABALHO DURO que a pessoa que escreve este blog tem para reunir informações, traduzir de vários idiomas, etc. Se este blog não fosse ESSENCIAL, eu não estaria aqui. O trabalho que eu faço aqui não é menos importante que o seu trabalho, seja qual for o seu trabalho, mesmo se você for médico ou promotor ou juiz, pode ter certeza que o que eu faço aqui é muito importante. Se não fosse tão importante, eu não trabalharia de graça. Este é um trabalho voluntário. Isso aqui não é uma brincadeira. Às vezes eu coloco coisas para distrair, mas apenas porque sei que distração é uma ótima terapia para todos os pacientes psiquiátricos também.
Se você já segue todas as três primeiras opções que coloquei, você nem precisa ver a quarta e última opção, que é a menos importante.
4 - Você pode fazer uma doação anônima em minha conta bancária:
Rede de Agências Santander Banco: 033 Agência: 3003 Conta: 01-035758-7
Eu peço que as doações sejam anônimas, pois eu não faço distinção de pessoas, portanto não gostaria que ninguém pensasse que receberia melhor tratamento por fazer doações.
O principal motivo de eu colocar esta opção é a grande falta de respeito ao meu trabalho que eu sofri da parte de muitos de meus parentes e familiares. Estou disponibilizando esta opção da doação principalmente para eles, que não seguem nenhuma das três opções acima.
Desde já agradeço a todos.
22.11.13
Minha ida ao médico
Ontem, quinta-feira, 21 de novembro de 2013, peguei um ônibus para o médico.
Ao descer do ônibus, ouvi alguém me dizer:
"O senhor foi professor e agora está dando calote no ônibus?"
Era um rapaz que tinha sido meu aluno.
Ao chegar diante do médico ele olhou para mim e começou a falar comigo:
"E, aí? Não lembra de mim?"
O médico também me reconheceu rapidinho, da mesma forma que o meu ex-aluno me reconheceu. Deve ser porque eu estou usando a mesma roupa que eu usava 5 anos atrás, a última vez que os vi. O médico era o dentista, médico de dentes.
Como eu tinha dito no outro texto em que eu pedia internação de pacientes psiquiátricos em hospitais gerais, eu fiquei na rua em um surto três dias, e nesses três dias eu não tinha escova de dentes e pasta, portanto fiquei sem escovar os dentes. Minhas gengivas estão muito inchadas por causa do tártaro, um dente já não poderá ser salvo, de acordo com o dentista, e, de fato, existe o risco de eu perder mais alguns dentes pelo tártaro, de acordo com ele. E pela dificuldade que eu estou tendo para comer e falar, sei que ele não está exagerando.
Eu usarei o último dinheiro que tenho para pagar o início do tratamento dentário, mas terei que pedir doações aos vizinhos para pagar o resto.
Eu vi várias pessoas no CAPS e nos hospitais psiquiátricos que perderam dentes por motivos parecidos e sendo bem mais novos que eu; e eu não acho que eu mereço ter dentes mais do que eles, mas vou fazer o máximo para manter meus dentes acreditar que fiz um bom trabalho dando aulas, tanto de Esperanto quanto de informática, e os dentes são necessários para dar aulas, devido ao grande uso da fala. Eu acredito que meu trabalho foi importante porque meu trabalho rendeu reportagens que ajudaram a manter projetos na saúde mental pública, por isso acho que vale a pena lutar para continuar, não é por nenhum outro motivo. A maior parte de minha vida eu trabalhei dando aula para comunidades carentes, com a voz, e sem dentes vai ficar realmente difícil voltar a trabalhar nisso.
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Ao descer do ônibus, ouvi alguém me dizer:
"O senhor foi professor e agora está dando calote no ônibus?"
Era um rapaz que tinha sido meu aluno.
Ao chegar diante do médico ele olhou para mim e começou a falar comigo:
"E, aí? Não lembra de mim?"
O médico também me reconheceu rapidinho, da mesma forma que o meu ex-aluno me reconheceu. Deve ser porque eu estou usando a mesma roupa que eu usava 5 anos atrás, a última vez que os vi. O médico era o dentista, médico de dentes.
Como eu tinha dito no outro texto em que eu pedia internação de pacientes psiquiátricos em hospitais gerais, eu fiquei na rua em um surto três dias, e nesses três dias eu não tinha escova de dentes e pasta, portanto fiquei sem escovar os dentes. Minhas gengivas estão muito inchadas por causa do tártaro, um dente já não poderá ser salvo, de acordo com o dentista, e, de fato, existe o risco de eu perder mais alguns dentes pelo tártaro, de acordo com ele. E pela dificuldade que eu estou tendo para comer e falar, sei que ele não está exagerando.
Eu usarei o último dinheiro que tenho para pagar o início do tratamento dentário, mas terei que pedir doações aos vizinhos para pagar o resto.
Eu vi várias pessoas no CAPS e nos hospitais psiquiátricos que perderam dentes por motivos parecidos e sendo bem mais novos que eu; e eu não acho que eu mereço ter dentes mais do que eles, mas vou fazer o máximo para manter meus dentes acreditar que fiz um bom trabalho dando aulas, tanto de Esperanto quanto de informática, e os dentes são necessários para dar aulas, devido ao grande uso da fala. Eu acredito que meu trabalho foi importante porque meu trabalho rendeu reportagens que ajudaram a manter projetos na saúde mental pública, por isso acho que vale a pena lutar para continuar, não é por nenhum outro motivo. A maior parte de minha vida eu trabalhei dando aula para comunidades carentes, com a voz, e sem dentes vai ficar realmente difícil voltar a trabalhar nisso.
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16.10.13
Sobre hospitais psiquiátricos e a NECESSIDADE de internar pacientes psiquiátricos em hospitais gerais
Em agosto 2010 fui internado no Instituto Philippe Pinel depois de ter passado quase três dias na rua, vagando. Eu descrevo o fim do primeiro dia na rua na publicação ÉTICA: Ninguém merece a sarjeta. Nessa publicação de 2010 eu descrevo como me arrastei até uma UPA, onde fui atendido depois de horas tentando convencer os recepcionistas de que eu estava passando mal de verdade e que não estava drogado ou de palhaçada. Depois de horas de espera levei uma injeção e fui dispensado.
Desnecessário dizer que minha saúde geral foi comprometida pelo tempo em que eu fiquei na rua. Minha alimentação nos quase três dias que fiquei na rua foi um pão com mortadela que eu pedi a alguns policiais num posto. Apesar de ter tomado banho na praia, fiquei esses três dias sem escovar os dentes. Quando eu fui internado, eu deveria passar por exames médicos gerais logo ao entrar no Pinel, estou falando de exames para verificar a saúde geral. Eu apenas falei com uma psiquiatra por uns dois minutos e fui levado para o quarto escuro.
(Nota: Quarto escuro é uma forma de terapia muito usada na psiquiatria. Veja a música Sufoco da vida, da Banda Harmonia Enlouquece).
É importante escovar os dentes duas ou três vezes ao dia, mas esquecer de escovar uma vez ou outra não é grave, mas deixar de escovar três dias consecutivos é MUITO GRAVE. Alguns de meus dentes foram quase todos cobertos pelo tártaro. Como não me empreguei desde então, não pude ir ao dentista e um outro dente que precisava de operação de canal acabou sendo perdido. Outro dente que precisa de canal está a ponto de ser perdido também. O tártaro está alojado principalmente em meus dentes incisivos, em um deles a camada de tártaro está bem grande e, se eu não fizer remoção o quanto antes, poderá ser perdido em pouco tempo, pois o tártaro está bem avançado. O tártaro acaba "irritando e inflamando a gengiva, provocando sangramento ao leve toque da escova. Esta gengiva inflamada descola do osso e esse por sua vez reabsorve, com processo contínuo, após algum tempo o dente fica mole e caí" como diz a Ana dentista em seu excelente site. Espero que eu consiga salvá-los, como está já tem sido a maior dificuldade mastigar.
Muitas pessoas sofrem surtos psiquiátricos por estarem incomodadas por dores ou desconfortos de outros problemas de saúde, alguns são problemas simples que precisam ser examinados por clínicos gerais, pois alguns pacientes psiquiátricos sequer falam, muito menos poderiam expressar um problema difícil de ver como uma dor interna ou uma gengiva inflamada. Por isso é necessário haver exames clínicos gerais em hospitais psiquiátricos e instituições psiquiátricas, para verificar a saúde geral da pessoa e fazer encaminhamentos quando necessário. Por isso TODAS AS PESSOAS deveriam ser internadas em hospitais gerais, e encaminhadas para hospitais especializados somente DEPOIS de todos os exames, e se for estritamente necessário.
Obviamente os pacientes psiquiátricos deveriam ser internados em hospitais gerais, como qualquer doente. Isso não acontece por causa de discriminação. A discriminação que eu falei nas postagens anteriores. Os hospitais psiquiátricos públicos de hoje em dia não tratam os pacientes psiquiátricos mais necessitados, apenas os excluem e os isolam. Talvez tratem um pouco os pacientes com melhores condições. Assim como as faculdades públicas atendem mais os cidadãos com melhores condições.
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Desnecessário dizer que minha saúde geral foi comprometida pelo tempo em que eu fiquei na rua. Minha alimentação nos quase três dias que fiquei na rua foi um pão com mortadela que eu pedi a alguns policiais num posto. Apesar de ter tomado banho na praia, fiquei esses três dias sem escovar os dentes. Quando eu fui internado, eu deveria passar por exames médicos gerais logo ao entrar no Pinel, estou falando de exames para verificar a saúde geral. Eu apenas falei com uma psiquiatra por uns dois minutos e fui levado para o quarto escuro.
(Nota: Quarto escuro é uma forma de terapia muito usada na psiquiatria. Veja a música Sufoco da vida, da Banda Harmonia Enlouquece).
É importante escovar os dentes duas ou três vezes ao dia, mas esquecer de escovar uma vez ou outra não é grave, mas deixar de escovar três dias consecutivos é MUITO GRAVE. Alguns de meus dentes foram quase todos cobertos pelo tártaro. Como não me empreguei desde então, não pude ir ao dentista e um outro dente que precisava de operação de canal acabou sendo perdido. Outro dente que precisa de canal está a ponto de ser perdido também. O tártaro está alojado principalmente em meus dentes incisivos, em um deles a camada de tártaro está bem grande e, se eu não fizer remoção o quanto antes, poderá ser perdido em pouco tempo, pois o tártaro está bem avançado. O tártaro acaba "irritando e inflamando a gengiva, provocando sangramento ao leve toque da escova. Esta gengiva inflamada descola do osso e esse por sua vez reabsorve, com processo contínuo, após algum tempo o dente fica mole e caí" como diz a Ana dentista em seu excelente site. Espero que eu consiga salvá-los, como está já tem sido a maior dificuldade mastigar.
Muitas pessoas sofrem surtos psiquiátricos por estarem incomodadas por dores ou desconfortos de outros problemas de saúde, alguns são problemas simples que precisam ser examinados por clínicos gerais, pois alguns pacientes psiquiátricos sequer falam, muito menos poderiam expressar um problema difícil de ver como uma dor interna ou uma gengiva inflamada. Por isso é necessário haver exames clínicos gerais em hospitais psiquiátricos e instituições psiquiátricas, para verificar a saúde geral da pessoa e fazer encaminhamentos quando necessário. Por isso TODAS AS PESSOAS deveriam ser internadas em hospitais gerais, e encaminhadas para hospitais especializados somente DEPOIS de todos os exames, e se for estritamente necessário.
Obviamente os pacientes psiquiátricos deveriam ser internados em hospitais gerais, como qualquer doente. Isso não acontece por causa de discriminação. A discriminação que eu falei nas postagens anteriores. Os hospitais psiquiátricos públicos de hoje em dia não tratam os pacientes psiquiátricos mais necessitados, apenas os excluem e os isolam. Talvez tratem um pouco os pacientes com melhores condições. Assim como as faculdades públicas atendem mais os cidadãos com melhores condições.
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20.6.13
"Aqueles que não recordam o passado estão condenados a repeti-lo" - Porque eu faço relatos que a a mais corajosa das pessoas não ousaria fazer
Desde minha primeira internação tenho observado o sofrimento de pacientes psiquiátricos graves, que nunca tiveram oportunidade de expressar o que sentem. Pacientes que sofriam sendo constantemente amarrados em camas de manicômios, pacientes que eram agredidos fisicamente nos manicômios, etc.
No Centro de Atenção Psicossocial, pude ver mais de perto a relação de pacientes psiquiátricos com suas famílias, e pude ver o desprezo que muitos familiares tratam pacientes psiquiátricos. Também soube de muitos casos de maus tratos e abusos que pacientes psiquiátricos sofreram em suas famílias. E pude me certificar que a maioria dos casos de doença mental é sequela de maus tratos sofridos em família, ou consequência de famílias desestruturadas.
Meus relatos dão voz a outros pacientes psiquiátricos que não tiveram a sorte que eu tive na vida. Maus tratos contra pacientes psiquiátricos são muito comuns. O que não é comum é pacientes conseguirem expressar o que sentem, isso porque muitos desses pacientes já nem conseguem mais falar NADA. E os que conseguem falar sentem vergonha ou culpa, ou simplesmente têm medo, por serem proibidos por ameaças.
Ao escrever sobre os maus tratos que sofri em instituições psiquiátricas estou apenas sendo uma voz para outros que já não podem se expressar. Da mesma forma quando falo de maus tratos e abusos de minha família estou apenas contando experiências que são vividas por tantos outros pacientes psiquiátricos que não tiveram minha grande sorte. Eu não exponho o nome de ninguém, pois não tenho nada contra ninguém. Portanto, continuarei falando sobre minhas experiências, continuarei falando sobre maus tratos e abusos, pois sei que ao escrever sobre tais assuntos estou contribuindo para inibir tais maus tratos em outras famílias.
Foi o filósofo George Santayana que disse a frase "Aqueles que não recordam o passado estão condenados a repeti-lo". Esta é uma das frases que regem a minha vida.
Para que outros não passem por tudo que eu passei eu recordo e escrevo coisas que poucos teriam coragem de recordar. Entre as coisas que eu escrevi estão descrições de surtos onde eu falava sobre sexo com irmãos e me expunha sexualmente em posições ridículas em público. Pode ter certeza que o desespero que me levou a cometer tais atos foi mais vergonhoso e humilhante que tornar isso público. Eu me lembro muito bem dessas coisas, das visões terríveis, das vozes perversas.
Para outra pessoa escrever sobre meus surtos em prontuários é moleza, da mesma forma escrever sobre meus surtos em blogs e sites é moleza. Queria ver se alguma das pessoas que escreveu sobre meus surtos teria coragem de tornar público coisas que o expõem e envergonham. Você teria coragem de escrever num site público sobre quando foi desonesto com alguém? Teria coragem de escrever quando traiu seu marido ou sua esposa? Então respeite minha história de vida. Eu agradeceria muito se quem tiver posse de qualquer prontuário meu o QUEIMASSE. E quem escreveu em qualquer blog ou site sobre meus surtos expondo meu nome, meu nick ou o nome que eu coloquei ao escrever minha história que deletasse tal página.
Minha vida não é espetáculo para você querer subir na profissão ou aparecer às custas de descrições macabras de meus surtos. Eu não os autorizo a escrever sobre mim, pois vocês não assumiram sua própria culpa e tentaram passar por santinhos. Sabemos que houve mau atendimento que me levou a recaídas. Por que isso não consta no prontuário? Nunca sequer tive acesso ao meu prontuário. (Apenas ouvi os doutores lerem partes dele. Se isso estivesse em meu prontuário os doutores não me culpariam por ter tido recaídas.)
Respeitem minha vida. Eu desautorizo suas versões da história de minha vida. Pois vocês não têm coragem de expor seus próprios erros e suas próprias fragilidades. Seu registro de minha vida são por objetivos egoístas.
Deveria constar em meu prontuário: "Na primeira recaída, em 2001, o paciente pediu que familiares o acompanhassem até o Centro Psiquiátrico, mas chegando lá o paciente não foi atendido. Todas as recaídas foram por mau atendimento e omissão."
Abaixo, a imagem de uma placa, em alemão, onde está escrito a famosa frase de George Santayana:
"Wer die Vergangenheit nicht kennt, ist dazu verurteilt, sie zu wiederholen." = "Aqueles que não recordam o passado estão condenados a repeti-lo".
No Centro de Atenção Psicossocial, pude ver mais de perto a relação de pacientes psiquiátricos com suas famílias, e pude ver o desprezo que muitos familiares tratam pacientes psiquiátricos. Também soube de muitos casos de maus tratos e abusos que pacientes psiquiátricos sofreram em suas famílias. E pude me certificar que a maioria dos casos de doença mental é sequela de maus tratos sofridos em família, ou consequência de famílias desestruturadas.
Meus relatos dão voz a outros pacientes psiquiátricos que não tiveram a sorte que eu tive na vida. Maus tratos contra pacientes psiquiátricos são muito comuns. O que não é comum é pacientes conseguirem expressar o que sentem, isso porque muitos desses pacientes já nem conseguem mais falar NADA. E os que conseguem falar sentem vergonha ou culpa, ou simplesmente têm medo, por serem proibidos por ameaças.
Ao escrever sobre os maus tratos que sofri em instituições psiquiátricas estou apenas sendo uma voz para outros que já não podem se expressar. Da mesma forma quando falo de maus tratos e abusos de minha família estou apenas contando experiências que são vividas por tantos outros pacientes psiquiátricos que não tiveram minha grande sorte. Eu não exponho o nome de ninguém, pois não tenho nada contra ninguém. Portanto, continuarei falando sobre minhas experiências, continuarei falando sobre maus tratos e abusos, pois sei que ao escrever sobre tais assuntos estou contribuindo para inibir tais maus tratos em outras famílias.
Foi o filósofo George Santayana que disse a frase "Aqueles que não recordam o passado estão condenados a repeti-lo". Esta é uma das frases que regem a minha vida.
Para que outros não passem por tudo que eu passei eu recordo e escrevo coisas que poucos teriam coragem de recordar. Entre as coisas que eu escrevi estão descrições de surtos onde eu falava sobre sexo com irmãos e me expunha sexualmente em posições ridículas em público. Pode ter certeza que o desespero que me levou a cometer tais atos foi mais vergonhoso e humilhante que tornar isso público. Eu me lembro muito bem dessas coisas, das visões terríveis, das vozes perversas.
Para outra pessoa escrever sobre meus surtos em prontuários é moleza, da mesma forma escrever sobre meus surtos em blogs e sites é moleza. Queria ver se alguma das pessoas que escreveu sobre meus surtos teria coragem de tornar público coisas que o expõem e envergonham. Você teria coragem de escrever num site público sobre quando foi desonesto com alguém? Teria coragem de escrever quando traiu seu marido ou sua esposa? Então respeite minha história de vida. Eu agradeceria muito se quem tiver posse de qualquer prontuário meu o QUEIMASSE. E quem escreveu em qualquer blog ou site sobre meus surtos expondo meu nome, meu nick ou o nome que eu coloquei ao escrever minha história que deletasse tal página.
Minha vida não é espetáculo para você querer subir na profissão ou aparecer às custas de descrições macabras de meus surtos. Eu não os autorizo a escrever sobre mim, pois vocês não assumiram sua própria culpa e tentaram passar por santinhos. Sabemos que houve mau atendimento que me levou a recaídas. Por que isso não consta no prontuário? Nunca sequer tive acesso ao meu prontuário. (Apenas ouvi os doutores lerem partes dele. Se isso estivesse em meu prontuário os doutores não me culpariam por ter tido recaídas.)
Respeitem minha vida. Eu desautorizo suas versões da história de minha vida. Pois vocês não têm coragem de expor seus próprios erros e suas próprias fragilidades. Seu registro de minha vida são por objetivos egoístas.
Deveria constar em meu prontuário: "Na primeira recaída, em 2001, o paciente pediu que familiares o acompanhassem até o Centro Psiquiátrico, mas chegando lá o paciente não foi atendido. Todas as recaídas foram por mau atendimento e omissão."
Abaixo, a imagem de uma placa, em alemão, onde está escrito a famosa frase de George Santayana:
"Wer die Vergangenheit nicht kennt, ist dazu verurteilt, sie zu wiederholen." = "Aqueles que não recordam o passado estão condenados a repeti-lo".
11.6.13
Os regressos da Reforma Psiquiátrica - Sequelas dos maus tratos em internações psiquiátricas
Apesar de ter acontecido, no papel, a tão aclamada Reforma Psiquiátrica, atendimentos psiquiátricos estão muito longe de poderem ser comparados aos atendimentos de outras áreas da medicina. As últimas internações psiquiátricas me deixaram em alerta. Neste novo milênio, não houve progresso. Houve regresso, e isso é assustador. Quando eu saí da internação em 2001, haviam quatro psiquiatras no CAPS. Quando eu sai da internação em 2012, só havia um psiquiatra. A situação já não estava boa em 2001, porém não dá para admitir regresso!
Em 2001, eu esperei 2 anos, apenas observando de longe, para me preparar antes de voltar para a vida mais ativamente, pois eu tinha tido três internações num curto espaço de tempo. Porém agora a situação é mais séria. Se por algum acaso eu fosse internado, não poderia voltar. Isso porque eu já solicitei pessoalmente diante das autoridades várias coisas, expus várias falhas graves e nada foi feito para sanar tais falhas. Tais falhas IMPOSSIBILITAM qualquer atendimento psiquiátrico.
Antes de prescrever qualquer medicação é necessário haver um exame antes para verificar se a pessoa não tem nenhuma alergia aos compostos do psicotrópico receitado. Esse exame deveria ser OBRIGATÓRIO, mas não tem acontecido. Solicitei isso em encontros nacionais da Luta Antimanicomial, mas nada foi feito.
Também solicitei em um encontro da secretaria municipal de saúde, em que eu fazia parte da mesa, que a Lei 10216 ficasse a vista em todas as instituições psiquiátricas, sejam CAPS ou hospitais. Novamente nada foi feito. Consequência: abusos e desrespeitos da parte de profissionais continuam crescendo nas instituições. É como se a Lei nunca tivesse existido.
Portanto, ao completar dois anos de minha saída do manicômio, eu voltarei a participar ativamente dos encontros, e dessa vez pressionarei mais ainda para que esses direitos de pacientes psiquiátricos sejam respeitados, entre outros. Mas preciso completar dois anos. Preciso de dois anos.
E se eu fosse internado eu não sairia do manicômio. Manicômio é qualquer hospital para internação psiquiátrica. Antes eu tinha dito que para continuar no manicômio eu começaria a me comportar de maneira estranha, tiraria a roupa, etc, mas agora isso não seria necessário. Agora eu simplesmente exigiria os direitos legítimos que as instituições psiquiátricas não estão respeitando.
Para começar, eu só aceitaria sair de lá se fosse SOZINHO, com dignidade, a dignidade que nos tem sido negada. Caso os profissionais de saúde mental aceitem essa condição, eu ainda tenho outra: eu não aceitaria tomar psicotrópicos fora da internação psiquiátrica, pois não confio em psicotrópicos a longo prazo. Numa internação, eu ia evitar problemas com o pessoal do manicômio, pois não adiantaria discutir com os funcionários.
Recusaria qualquer programa de "inclusão", pois as condições que eu exijo são o mais importante para qualquer inclusão.
Eu solicitei alguns direitos básicos totalmente coerentes e necessários. Não teria porque eu sair sem ter esses direitos respeitados. Os direitos que mencionei devem ser respeitados, pois fazem parte dos Direitos Humanos, e caso eu fosse internado, seria contra minha vontade, e isso só já seria um desrespeito aos Direitos Humanos.
Nos manicômios, medicações são dadas de qualquer maneira, e pessoas são amarradas como procedimento normal. Mas não é. Várias pessoas cometeram suicídio ao sair das internações psiquiátricas, provavelmente porque não poderiam viver com o trauma dos abusos, como ser amarrado em camas.
Eu batalharei para que seja mostrado para a sociedade todos os abusos que tem sido escondidos pelo sistema psiquiátrico, e espero que os responsáveis por tais abusos sejam condenados, de forma que todos saibam que tais abusos são crimes graves. Amarrar uma pessoa na cama de um manicômio é uma tortura psicológica, talvez pior que tortura física. Ainda mais quando essa pessoa tem um sofrimento psíquico! Mesmo quando há agressões físicas nos manicômios, a humilhação de ser amarrado ainda chega a ser bem pior, pois não é lógico um ser humano ser amarrado por outro como se fosse um animal de outra espécie, como se fosse uma caça.
Estarei batalhando para que os professores de psiquiatria e enfermagem que formaram esses profissionais respondam por esses atos. Espero que eles tenham a chance de ter um julgamento antes de serem privados da liberdade, pois nós pacientes psiquiátricos não tivemos.
Qualquer pessoa pode vir a ser internado num manicômio do jeito que a situação está, portanto qualquer pessoa poderia passar pela situação absurda que vários pacientes psiquiátricos passaram nos manicômios, situação que levou muitos desses pacientes a cometer suicídio.
A batalha que eu empreendo é solitária, e eu me sinto sozinho. Quantas vezes eu quis falar com uma pessoa importante em minha vida, não para desabafar, mas apenas para ouvi-la, mas não pude, por falta de condições, por problemas inesperados. Fiquei de ligar e não liguei. Não tenho ideia de como ela deve ter se sentido. Como será que ela se sente diante de toda essa situação? Eu não poderia culpá-la por se zangar comigo. Porém, tristeza pode se transformar em alegria. Mas uma pessoa não pode voltar à vida depois de morta. E quantas pessoas jovens próximas a mim morreram por esses descasos da saúde mental pública. E pode parecer que não é nada, mas se eu consigo contribuir com qualquer melhora nesse sistema eu sei que eu estou melhorando essa pessoa também.
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Em 2001, eu esperei 2 anos, apenas observando de longe, para me preparar antes de voltar para a vida mais ativamente, pois eu tinha tido três internações num curto espaço de tempo. Porém agora a situação é mais séria. Se por algum acaso eu fosse internado, não poderia voltar. Isso porque eu já solicitei pessoalmente diante das autoridades várias coisas, expus várias falhas graves e nada foi feito para sanar tais falhas. Tais falhas IMPOSSIBILITAM qualquer atendimento psiquiátrico.
Antes de prescrever qualquer medicação é necessário haver um exame antes para verificar se a pessoa não tem nenhuma alergia aos compostos do psicotrópico receitado. Esse exame deveria ser OBRIGATÓRIO, mas não tem acontecido. Solicitei isso em encontros nacionais da Luta Antimanicomial, mas nada foi feito.
Também solicitei em um encontro da secretaria municipal de saúde, em que eu fazia parte da mesa, que a Lei 10216 ficasse a vista em todas as instituições psiquiátricas, sejam CAPS ou hospitais. Novamente nada foi feito. Consequência: abusos e desrespeitos da parte de profissionais continuam crescendo nas instituições. É como se a Lei nunca tivesse existido.
Portanto, ao completar dois anos de minha saída do manicômio, eu voltarei a participar ativamente dos encontros, e dessa vez pressionarei mais ainda para que esses direitos de pacientes psiquiátricos sejam respeitados, entre outros. Mas preciso completar dois anos. Preciso de dois anos.
E se eu fosse internado eu não sairia do manicômio. Manicômio é qualquer hospital para internação psiquiátrica. Antes eu tinha dito que para continuar no manicômio eu começaria a me comportar de maneira estranha, tiraria a roupa, etc, mas agora isso não seria necessário. Agora eu simplesmente exigiria os direitos legítimos que as instituições psiquiátricas não estão respeitando.
Para começar, eu só aceitaria sair de lá se fosse SOZINHO, com dignidade, a dignidade que nos tem sido negada. Caso os profissionais de saúde mental aceitem essa condição, eu ainda tenho outra: eu não aceitaria tomar psicotrópicos fora da internação psiquiátrica, pois não confio em psicotrópicos a longo prazo. Numa internação, eu ia evitar problemas com o pessoal do manicômio, pois não adiantaria discutir com os funcionários.
Recusaria qualquer programa de "inclusão", pois as condições que eu exijo são o mais importante para qualquer inclusão.
Eu solicitei alguns direitos básicos totalmente coerentes e necessários. Não teria porque eu sair sem ter esses direitos respeitados. Os direitos que mencionei devem ser respeitados, pois fazem parte dos Direitos Humanos, e caso eu fosse internado, seria contra minha vontade, e isso só já seria um desrespeito aos Direitos Humanos.
Nos manicômios, medicações são dadas de qualquer maneira, e pessoas são amarradas como procedimento normal. Mas não é. Várias pessoas cometeram suicídio ao sair das internações psiquiátricas, provavelmente porque não poderiam viver com o trauma dos abusos, como ser amarrado em camas.
Eu batalharei para que seja mostrado para a sociedade todos os abusos que tem sido escondidos pelo sistema psiquiátrico, e espero que os responsáveis por tais abusos sejam condenados, de forma que todos saibam que tais abusos são crimes graves. Amarrar uma pessoa na cama de um manicômio é uma tortura psicológica, talvez pior que tortura física. Ainda mais quando essa pessoa tem um sofrimento psíquico! Mesmo quando há agressões físicas nos manicômios, a humilhação de ser amarrado ainda chega a ser bem pior, pois não é lógico um ser humano ser amarrado por outro como se fosse um animal de outra espécie, como se fosse uma caça.
Estarei batalhando para que os professores de psiquiatria e enfermagem que formaram esses profissionais respondam por esses atos. Espero que eles tenham a chance de ter um julgamento antes de serem privados da liberdade, pois nós pacientes psiquiátricos não tivemos.
Qualquer pessoa pode vir a ser internado num manicômio do jeito que a situação está, portanto qualquer pessoa poderia passar pela situação absurda que vários pacientes psiquiátricos passaram nos manicômios, situação que levou muitos desses pacientes a cometer suicídio.
A batalha que eu empreendo é solitária, e eu me sinto sozinho. Quantas vezes eu quis falar com uma pessoa importante em minha vida, não para desabafar, mas apenas para ouvi-la, mas não pude, por falta de condições, por problemas inesperados. Fiquei de ligar e não liguei. Não tenho ideia de como ela deve ter se sentido. Como será que ela se sente diante de toda essa situação? Eu não poderia culpá-la por se zangar comigo. Porém, tristeza pode se transformar em alegria. Mas uma pessoa não pode voltar à vida depois de morta. E quantas pessoas jovens próximas a mim morreram por esses descasos da saúde mental pública. E pode parecer que não é nada, mas se eu consigo contribuir com qualquer melhora nesse sistema eu sei que eu estou melhorando essa pessoa também.
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1.3.13
Tratamento psiquiátrico / Tratamento mental (Resposta a Francisco Allison Peixoto)
As minhas publicações têm como objetivo principal conscientizar a população dos desrespeitos cometidos contra pacientes psiquiátricos graves e os escassos recursos técnicos e científicos disponibilizados a esses pacientes, principalmente aos pacientes da psiquiatria pública. Não responsabilizo apenas os psiquiatras pelas falhas do atendimento, mas responsabilizo também terapeutas em geral, assim como médicos de outras especialidades.
O tratamento mental oferecido nos serviços públicos de saúde mental não oferece aos pacientes psiquiátricos toda a tecnologia disponível atualmente para o tratamento do sofrimento psíquico. Desde pequeno eu pesquiso psiquiatria, psicologia, psicanálise, etc. Tratamento com hipnose, por exemplo, seria totalmente benéfico para os pacientes em geral, e é uma técnica comprovadamente eficiente e já bem antiga. Medicina ortomolecular também deveria estar disponível na saúde pública.
Com certeza seria necessário investir mais verbas na saúde mental pública para que esses tratamentos se tornem disponíveis para os pacientes psiquiátricos de baixa renda. Mas com certeza é possível haver essas melhorias na saúde mental pública e não sairia muito caro dispor de tratamento com hipnose, psicanalistas e medicina ortomolecular. Esses recursos não estão disponíveis na psiquiatria pública por falta de interesse político dos gestores da saúde mental pública, por falta de interesse dos diretores de instituições psiquiátricas públicas que trabalham com doentes mentais graves.
Se o SUS garante cirurgia de troca de sexo gratuitamente por que não poderia garantir essas melhorias no atendimento de pacientes psiquiátricos graves?
(Preço da cirurgia para mudança de sexo: $23,000 USD, ou seja 23 mil dólares americanos, nos EUA; $10,000 USD na Tailândia. Nota: Tailândia é considerado o país dos transexuais.)
"Intervenções médico-cirúrgicas devem atender aos critérios estipulados pela Resolução Nº 1.652/2002 do CFM, que determinam o prazo mínimo de dois anos de acompanhamento terapêutico como condição para a viabilização de cirurgia, bem como a maioridade e o diagnóstico de transexualismo."
"Qualquer cidadão que procure o sistema de saúde público, apresentando a queixa de incompatibilidade entre o sexo anatômico e o sentimento de pertencimento ao sexo oposto ao do nascimento, tem o direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação. A Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde assegura o direito ao uso do nome social. O usuário pode indicar o nome pelo qual prefere ser chamado, independentemente do nome que consta no registro civil. No caso de usuário que já esteja fazendo uso de hormônios sem acompanhamento médico, será realizado encaminhamento imediato ao médico endocrinologista."
Fonte: Portal da Saúde
Acho que preciso ser mais claro: os Estados Unidos são a maior economia do mundo, porém muitos transexuais americanos gostariam de fazer a operação para mudar de sexo e não podem, da mesma forma, a Tailândia é o país dos transexuais, mas lá quase ninguém pode pagar para fazer uma operação de mudança de sexo, pois é uma operação CARÍSSIMA. Mas apesar do alto preço da cirurgia, foi obtido o direito de realizá-la gratuitamente no Brasil.
Daí não tenho dúvidas que com empenho poderemos ter medicina ortomolecular, homeopatia, psicanalistas e profissionais mais capacitados na saúde mental pública. No momento acontecem muitas internações desnecessárias e muito longas. Para você ter uma ideia, conheço um sujeito que foi preso por estupro e ficou na cadeia menos tempo que eu fiquei internado no manicômio! Eu não matei e nem estuprei ninguém. Portanto é TOTALMENTE justo e urgente que aconteçam essas melhorias na saúde mental pública.
Eu não sou contra tratamento psiquiátrico, não sou contra tratamento mental. Apenas exijo que os pacientes com transtornos psiquiátricos graves como esquizofrênicos e bipolares sejam tratados com um mínimo de dignidade e qualidade na saúde pública. Hoje em dia esses pacientes são amarrados e agredidos em hospitais psiquiátricos públicos em todo mundo; e eu não admito isso DE FORMA ALGUMA, não admito que isso seja chamado de tratamento.
Portanto quando você diz "Acho que o segredo é levar a coisa com bons olhos, tipo, é uma doença então vou tratar." você está apenas sendo MUITO preconceituoso. Eu pesquiso esse assunto a MUITOS anos, como você deve ter percebido agora; e vou fazer TUDO que for humanamente possível para que os direitos desses pacientes sejam respeitados.
De qualquer forma foi uma grande alegria receber seu comentário. Estou muito agradecido.
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O tratamento mental oferecido nos serviços públicos de saúde mental não oferece aos pacientes psiquiátricos toda a tecnologia disponível atualmente para o tratamento do sofrimento psíquico. Desde pequeno eu pesquiso psiquiatria, psicologia, psicanálise, etc. Tratamento com hipnose, por exemplo, seria totalmente benéfico para os pacientes em geral, e é uma técnica comprovadamente eficiente e já bem antiga. Medicina ortomolecular também deveria estar disponível na saúde pública.
Com certeza seria necessário investir mais verbas na saúde mental pública para que esses tratamentos se tornem disponíveis para os pacientes psiquiátricos de baixa renda. Mas com certeza é possível haver essas melhorias na saúde mental pública e não sairia muito caro dispor de tratamento com hipnose, psicanalistas e medicina ortomolecular. Esses recursos não estão disponíveis na psiquiatria pública por falta de interesse político dos gestores da saúde mental pública, por falta de interesse dos diretores de instituições psiquiátricas públicas que trabalham com doentes mentais graves.
Se o SUS garante cirurgia de troca de sexo gratuitamente por que não poderia garantir essas melhorias no atendimento de pacientes psiquiátricos graves?
(Preço da cirurgia para mudança de sexo: $23,000 USD, ou seja 23 mil dólares americanos, nos EUA; $10,000 USD na Tailândia. Nota: Tailândia é considerado o país dos transexuais.)
"Intervenções médico-cirúrgicas devem atender aos critérios estipulados pela Resolução Nº 1.652/2002 do CFM, que determinam o prazo mínimo de dois anos de acompanhamento terapêutico como condição para a viabilização de cirurgia, bem como a maioridade e o diagnóstico de transexualismo."
"Qualquer cidadão que procure o sistema de saúde público, apresentando a queixa de incompatibilidade entre o sexo anatômico e o sentimento de pertencimento ao sexo oposto ao do nascimento, tem o direito ao atendimento humanizado, acolhedor e livre de qualquer discriminação. A Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde assegura o direito ao uso do nome social. O usuário pode indicar o nome pelo qual prefere ser chamado, independentemente do nome que consta no registro civil. No caso de usuário que já esteja fazendo uso de hormônios sem acompanhamento médico, será realizado encaminhamento imediato ao médico endocrinologista."
Fonte: Portal da Saúde
Acho que preciso ser mais claro: os Estados Unidos são a maior economia do mundo, porém muitos transexuais americanos gostariam de fazer a operação para mudar de sexo e não podem, da mesma forma, a Tailândia é o país dos transexuais, mas lá quase ninguém pode pagar para fazer uma operação de mudança de sexo, pois é uma operação CARÍSSIMA. Mas apesar do alto preço da cirurgia, foi obtido o direito de realizá-la gratuitamente no Brasil.
Daí não tenho dúvidas que com empenho poderemos ter medicina ortomolecular, homeopatia, psicanalistas e profissionais mais capacitados na saúde mental pública. No momento acontecem muitas internações desnecessárias e muito longas. Para você ter uma ideia, conheço um sujeito que foi preso por estupro e ficou na cadeia menos tempo que eu fiquei internado no manicômio! Eu não matei e nem estuprei ninguém. Portanto é TOTALMENTE justo e urgente que aconteçam essas melhorias na saúde mental pública.
Eu não sou contra tratamento psiquiátrico, não sou contra tratamento mental. Apenas exijo que os pacientes com transtornos psiquiátricos graves como esquizofrênicos e bipolares sejam tratados com um mínimo de dignidade e qualidade na saúde pública. Hoje em dia esses pacientes são amarrados e agredidos em hospitais psiquiátricos públicos em todo mundo; e eu não admito isso DE FORMA ALGUMA, não admito que isso seja chamado de tratamento.
Portanto quando você diz "Acho que o segredo é levar a coisa com bons olhos, tipo, é uma doença então vou tratar." você está apenas sendo MUITO preconceituoso. Eu pesquiso esse assunto a MUITOS anos, como você deve ter percebido agora; e vou fazer TUDO que for humanamente possível para que os direitos desses pacientes sejam respeitados.
De qualquer forma foi uma grande alegria receber seu comentário. Estou muito agradecido.
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28.12.12
Recomendo tratamento psiquiátrico voluntário
Para as pessoas que acham que estão com algum problema psiquiátrico mas nunca foram diagnosticadas, eu recomendo ENFATICAMENTE que busquem um atendimento psiquiátrico / psicológico VOLUNTARIAMENTE.
Essa questão me foi feita algumas vezes. O que eu digo é que o principal problema dos atendimentos em saúde mental são os atendimentos INVOLUNTÁRIOS, ou melhor, o principal problema são as internações involuntárias. Por isso chego a aconselhar a quem acha que está precisando de atendimento psiquiátrico a procurar atendimento psiquiátrico voluntariamente, para evitar um surto que cause internação involuntária.
Quando você busca uma consulta psiquiátrica voluntariamente, pela primeira vez, você tem várias vantagens:
Você pode escolher.
Caso você mude de ideia você pode deixar o atendimento, sem maiores problemas.
Uma vez que a gente é internado involuntariamente, a coisa complica.
Para começar, ao sair de uma internação psiquiátrica involuntária, profissionais de saúde mental dizem para os familiares vigiarem o paciente psiquiátrico. Uma indicação absurda, pois como se pode vigiar alguém sem mantê-lo preso? Se querem manter o paciente psiquiátrico preso, porque não deixá-lo no hospício de uma vez? Isso é apenas um pretexto para culpar os familiares, em caso de recaída. Ou melhor, um pretexto de maus profissionais para evadirem qualquer responsabilidade. Assim a culpa não seria do mau atendimento psiquiátrico, mas sim do familiar que não vigiou direito.
A-B-S-U-R-D-O!!!
Quando a gente é internado INVOLUNTARIAMENTE, praticamente perdemos todos os direitos. LITERALMENTE, perdemos a razão. Praticamente viramos escravos, ou seja, viramos posse. Quando estamos internados involuntariamente, somos posse do hospital psiquiátrico, quando estamos em casa somos posse da família. Profissionais de saúde mental e familiares viram nossos senhores, como senhores de escravos. Passamos a sofrer todo tipo de estigma absurdo.
Caso uma pessoa que foi internada involuntariamente não goste da medicação e se recuse a tomá-la, profissionais dizem que a pessoa se recusa a tomar por "sintoma da doença", e não porque a medicação está errada, ou está fazendo efeito contrário ou simplesmente porque a pessoa não quer mais.
Caso uma pessoa internada involuntariamente não goste do terapeuta, dizem que ele não gosta por "sintoma da doença", "está com mania de perseguição", "está cismado", etc.
Por isso eu deixo a dica: se você nunca foi diagnosticado com transtorno mental, mas acha que está com algum problema, procure atendimento voluntariamente, pois o estigma da internação involuntária é a pior coisa. E, infelizmente, ainda não há cura para o estigma.
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Essa questão me foi feita algumas vezes. O que eu digo é que o principal problema dos atendimentos em saúde mental são os atendimentos INVOLUNTÁRIOS, ou melhor, o principal problema são as internações involuntárias. Por isso chego a aconselhar a quem acha que está precisando de atendimento psiquiátrico a procurar atendimento psiquiátrico voluntariamente, para evitar um surto que cause internação involuntária.
Quando você busca uma consulta psiquiátrica voluntariamente, pela primeira vez, você tem várias vantagens:
Você pode escolher.
Caso você mude de ideia você pode deixar o atendimento, sem maiores problemas.
Uma vez que a gente é internado involuntariamente, a coisa complica.
Para começar, ao sair de uma internação psiquiátrica involuntária, profissionais de saúde mental dizem para os familiares vigiarem o paciente psiquiátrico. Uma indicação absurda, pois como se pode vigiar alguém sem mantê-lo preso? Se querem manter o paciente psiquiátrico preso, porque não deixá-lo no hospício de uma vez? Isso é apenas um pretexto para culpar os familiares, em caso de recaída. Ou melhor, um pretexto de maus profissionais para evadirem qualquer responsabilidade. Assim a culpa não seria do mau atendimento psiquiátrico, mas sim do familiar que não vigiou direito.
A-B-S-U-R-D-O!!!
Quando a gente é internado INVOLUNTARIAMENTE, praticamente perdemos todos os direitos. LITERALMENTE, perdemos a razão. Praticamente viramos escravos, ou seja, viramos posse. Quando estamos internados involuntariamente, somos posse do hospital psiquiátrico, quando estamos em casa somos posse da família. Profissionais de saúde mental e familiares viram nossos senhores, como senhores de escravos. Passamos a sofrer todo tipo de estigma absurdo.
Caso uma pessoa que foi internada involuntariamente não goste da medicação e se recuse a tomá-la, profissionais dizem que a pessoa se recusa a tomar por "sintoma da doença", e não porque a medicação está errada, ou está fazendo efeito contrário ou simplesmente porque a pessoa não quer mais.
Caso uma pessoa internada involuntariamente não goste do terapeuta, dizem que ele não gosta por "sintoma da doença", "está com mania de perseguição", "está cismado", etc.
Por isso eu deixo a dica: se você nunca foi diagnosticado com transtorno mental, mas acha que está com algum problema, procure atendimento voluntariamente, pois o estigma da internação involuntária é a pior coisa. E, infelizmente, ainda não há cura para o estigma.
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20.11.12
TRATAMENTOS ALTERNATIVOS SEM PRECONCEITO - JÁ ESTÁ NA HORA DE TODOS OS PSIQUIATRAS CONHECÊ-LOS
Devotei boa parte deste site (blog) para os tratamentos alternativos. Clique em TRATAMENTO ALTERNATIVO e leia mais.
Pude observar que a maioria dos psiquiatras sequer conhece psiquiatria ortomolecular, nem sabe trabalhar com homeopatia. Para conhecer essas áreas de atuação é preciso ESTUDAR MUITO, e infelizmente a maioria dos psiquiatras são pessoas muito acomodadas.
Há muitos preconceitos contra os tratamentos naturais. Inclusive ainda há uma antipatia da parte dos médicos tradicionais contra a medicina alternativa. Inveja. Pura inveja da concorrência mais qualificada.
O testemunho de várias pessoas que optaram pelo alternativo comprova que o preconceito e a antipatia são infundados. E é óbvio que provavelmente seria melhor se houvesse algo como psiquiatria ortomolecular na saúde mental pública. Se houvesse, provavelmente eu não teria tido os últimos surtos.
Em resumo: psiquiatria química não funciona, não adianta discutir isso. A psiquiatria tradicional, que usa os antigos psicotrópicos afastam os pacientes por causa dos efeitos colaterais, como me afastou. Por isso NUNCA poderia dar certo.
Apenas aconselho aos psiquiatras que se atualizem, pois com certeza não vão convencer todo mundo o tempo todo de que a antiga psiquiatria química é o melhor. Melhor se qualificarem, estudar, para aprender a usar homeopatia e psiquiatria ortomolecular. A fila anda!
Óbvio que outros motivos me levaram a me afastar do famigerado sistema público de saúde mental.
Dificultaram minha permanência no CAPS, em parte por causa de minhas reivindicações por um serviço melhor, o que incomodou muita gente do sistema.
Os grupos do CAPS ERAM bons, mas AINDA precisavam melhorar. A interação entre os usuários era boa e proveitosa, porém a intromissão dos técnicos de saúde mental ESTRAGAVA. Mas mesmo assim, no passado havia profissionais mais preparados e dedicados ao serviço. E os usuários tinham mais voz nos CAPS.
Ultimamente chegam aos CAPS profissionais recém formados e sem nenhuma devoção. E o preparo universitário deles está CADA VEZ PIOR, principalmente porque a educação no Brasil caiu muito em qualidade. E esses profissionais geralmente são CARREIRISTAS, não permanecem muito tempo nos CAPS.
A ong de informática CDI ofereceu melhores atividades aos CAPS por onde passou, inclusive assinando a carteira de alguns usuários e inserindo-os no mundo do trabalho. O projeto de informática, infelizmente não recebe das autoridades o valor merecido e é interrompido a cada dois anos por burocracia. ISSO TEM QUE MUDAR.
É ESSENCIAL incluir digitalmente usuários de saúde mental, pois estamos na era da tecnologia. Não há mais lugar para as ridículas oficinas antiquadas que eles ainda mantêm hoje em dia.
Hoje em dia os CAPS estão bem deficientes, parando no tempo. Alguns pacientes psiquiátricos decidem entrar para área de saúde mental, acreditando que podem mudar alguma coisa. Mas...
Além disso, é UM SISTEMA. Não seria possível mudar um sistema trabalhando para o tal sistema. Vai contra a lógica.
Sistemas são feitos de HIERARQUIA. Quem entra no sistema se torna parte do sistema, pois tem que obedecer a hierarquia. Eu tenho ideias melhores. Sou um estrategista. Não cometo esse erro.
De fato, vários amigos meus, pacientes psiquiátricos, estão se tornando profissionais de saúde mental. Receio que venham a fazer parte do sistema e que no futuro eu esteja lutando contra eles. Eles não têm ideia de como o sistema ENGOLE. Hoje são meus amigos. No futuro, talvez, estejam me amarrando numa cama e dizendo que é o melhor.
Esse é um dos motivos que me fazem me empenhar para quebrar esse sistema falho o quanto antes.
(Esta publicação é uma reflexão, uma atualização, uma exposição de estratégias. Longa, eu sei. Assim são estratégias. Não são para ser lidas por preguiçosos. Nada mais que um preparo para uma batalha a ser desenvolvida contra o sistema público de saúde mental, um sistema que corrompe.)
Pude observar que a maioria dos psiquiatras sequer conhece psiquiatria ortomolecular, nem sabe trabalhar com homeopatia. Para conhecer essas áreas de atuação é preciso ESTUDAR MUITO, e infelizmente a maioria dos psiquiatras são pessoas muito acomodadas.
Há muitos preconceitos contra os tratamentos naturais. Inclusive ainda há uma antipatia da parte dos médicos tradicionais contra a medicina alternativa. Inveja. Pura inveja da concorrência mais qualificada.
O testemunho de várias pessoas que optaram pelo alternativo comprova que o preconceito e a antipatia são infundados. E é óbvio que provavelmente seria melhor se houvesse algo como psiquiatria ortomolecular na saúde mental pública. Se houvesse, provavelmente eu não teria tido os últimos surtos.
Em resumo: psiquiatria química não funciona, não adianta discutir isso. A psiquiatria tradicional, que usa os antigos psicotrópicos afastam os pacientes por causa dos efeitos colaterais, como me afastou. Por isso NUNCA poderia dar certo.
Apenas aconselho aos psiquiatras que se atualizem, pois com certeza não vão convencer todo mundo o tempo todo de que a antiga psiquiatria química é o melhor. Melhor se qualificarem, estudar, para aprender a usar homeopatia e psiquiatria ortomolecular. A fila anda!
Óbvio que outros motivos me levaram a me afastar do famigerado sistema público de saúde mental.
RELEMBRANDO OS MOTIVOS QUE ME AFASTARAM DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE MENTAL
Ainda hoje em dia existe internação involuntária e pessoas são amarradas em camas e sofrem agressões em hospícios de renome como o Instituto Philippe Pinel e o Instituto Nise da Silveira. Isso é INADMISSÍVEL.Dificultaram minha permanência no CAPS, em parte por causa de minhas reivindicações por um serviço melhor, o que incomodou muita gente do sistema.
Os grupos do CAPS ERAM bons, mas AINDA precisavam melhorar. A interação entre os usuários era boa e proveitosa, porém a intromissão dos técnicos de saúde mental ESTRAGAVA. Mas mesmo assim, no passado havia profissionais mais preparados e dedicados ao serviço. E os usuários tinham mais voz nos CAPS.
Ultimamente chegam aos CAPS profissionais recém formados e sem nenhuma devoção. E o preparo universitário deles está CADA VEZ PIOR, principalmente porque a educação no Brasil caiu muito em qualidade. E esses profissionais geralmente são CARREIRISTAS, não permanecem muito tempo nos CAPS.
A ong de informática CDI ofereceu melhores atividades aos CAPS por onde passou, inclusive assinando a carteira de alguns usuários e inserindo-os no mundo do trabalho. O projeto de informática, infelizmente não recebe das autoridades o valor merecido e é interrompido a cada dois anos por burocracia. ISSO TEM QUE MUDAR.
É ESSENCIAL incluir digitalmente usuários de saúde mental, pois estamos na era da tecnologia. Não há mais lugar para as ridículas oficinas antiquadas que eles ainda mantêm hoje em dia.
Hoje em dia os CAPS estão bem deficientes, parando no tempo. Alguns pacientes psiquiátricos decidem entrar para área de saúde mental, acreditando que podem mudar alguma coisa. Mas...
O SISTEMA CORROMPE
Eu sigo empreendendo uma batalha por melhorias nos serviços psiquiátricos, mas não me tornaria um profissional de saúde mental, não agora, quando o sistema AINDA não funciona.Além disso, é UM SISTEMA. Não seria possível mudar um sistema trabalhando para o tal sistema. Vai contra a lógica.
Sistemas são feitos de HIERARQUIA. Quem entra no sistema se torna parte do sistema, pois tem que obedecer a hierarquia. Eu tenho ideias melhores. Sou um estrategista. Não cometo esse erro.
De fato, vários amigos meus, pacientes psiquiátricos, estão se tornando profissionais de saúde mental. Receio que venham a fazer parte do sistema e que no futuro eu esteja lutando contra eles. Eles não têm ideia de como o sistema ENGOLE. Hoje são meus amigos. No futuro, talvez, estejam me amarrando numa cama e dizendo que é o melhor.
Esse é um dos motivos que me fazem me empenhar para quebrar esse sistema falho o quanto antes.
(Esta publicação é uma reflexão, uma atualização, uma exposição de estratégias. Longa, eu sei. Assim são estratégias. Não são para ser lidas por preguiçosos. Nada mais que um preparo para uma batalha a ser desenvolvida contra o sistema público de saúde mental, um sistema que corrompe.)
19.11.12
"Vocês não acham que os médicos psiquiatras deveriam checar pressão arterial, batimento cardíaco?..."
Eu estarei levando aos encontros da Luta Antimanicomial várias das interessantes considerações dos leitores.
Uma consideração extremamente relevante enviada por um leitor(a) anônimo(a):
"Vocês não acham que os médicos psiquiatras, justamente por serem médicos, deveriam checar pressão arterial, batimento cardíaco, ascultar os pulmões do paciente durante a consulta?? Mesmo porque, os medicamentos para quaisquer transtorno mental interferem nos sinais vitais, ou seja, arritmia, hipotensão, depressão respiratória,
ect."
No momento não tem sido possível minha participação nos congressos e encontros, pois estou focando todo meu tempo nos estudos para poder voltar ao mundo do trabalho formal, mas logo estarei discutindo várias questões que têm sido negligenciadas.
Por exemplo: certos estados do nordeste e do norte brasileiro recebem menos verbas que os estados do sudeste. Essa foi a constatação que tive ao conversar com meus contatos do nordeste e do norte. Nada justifica essa discriminação.
Além disso já está mais do que na hora de a psiquiatria ortomolecular ser inserida no sistema público de saúde mental. Assim como homeopatia, pois a falta de medicina mais avançada não pode ser tolerada em pleno 2012. Aliás, este é um dos motivos que me fazem me recusar veementemente a seguir qualquer tratamento no setor público. Não aceitaria nem psicólogo do setor público.
É o momento de passarem uma Lei obrigando todo curso de medicina a inserir uma extensão do curso para formação dos profissionais em medicina ortomolecular e homeopatia. A formação é de MÉDICO, e não de pau mandado da indústria farmacêutica. Médico não deve saber apenas passar fármacos. É necessário conhecer outras alternativas.
Deveria ser obrigatório que todos os psiquiatras da saúde pública tivessem uma excelente formação e fossem conhecedores de várias formas de tratamentos alternativos.
É necessário que os profissionais do setor público de saúde mental tenham uma formação BEM mais extensa. O setor público não pode ser cabide de emprego de gente acomodada.
A disputa política que acontece na liderança da Luta Antimanicomial também atrapalha o progresso da saúde mental. É necessário discutirmos nos congressos e encontros a total unificação da Luta Antimanicomial, extinguindo de vez qualquer traço de divisão entre "Movimento Nacional da Luta antimanicomial" e "Movimento Inter-núcleos da Luta Antimanicomial". Pois disputas políticas só causam BAIXAS, e as baixas são os usuários de saúde mental.
Essa é a minha mensagem.
Uma consideração extremamente relevante enviada por um leitor(a) anônimo(a):
"Vocês não acham que os médicos psiquiatras, justamente por serem médicos, deveriam checar pressão arterial, batimento cardíaco, ascultar os pulmões do paciente durante a consulta?? Mesmo porque, os medicamentos para quaisquer transtorno mental interferem nos sinais vitais, ou seja, arritmia, hipotensão, depressão respiratória,
ect."
No momento não tem sido possível minha participação nos congressos e encontros, pois estou focando todo meu tempo nos estudos para poder voltar ao mundo do trabalho formal, mas logo estarei discutindo várias questões que têm sido negligenciadas.
Por exemplo: certos estados do nordeste e do norte brasileiro recebem menos verbas que os estados do sudeste. Essa foi a constatação que tive ao conversar com meus contatos do nordeste e do norte. Nada justifica essa discriminação.
Além disso já está mais do que na hora de a psiquiatria ortomolecular ser inserida no sistema público de saúde mental. Assim como homeopatia, pois a falta de medicina mais avançada não pode ser tolerada em pleno 2012. Aliás, este é um dos motivos que me fazem me recusar veementemente a seguir qualquer tratamento no setor público. Não aceitaria nem psicólogo do setor público.
É o momento de passarem uma Lei obrigando todo curso de medicina a inserir uma extensão do curso para formação dos profissionais em medicina ortomolecular e homeopatia. A formação é de MÉDICO, e não de pau mandado da indústria farmacêutica. Médico não deve saber apenas passar fármacos. É necessário conhecer outras alternativas.
Deveria ser obrigatório que todos os psiquiatras da saúde pública tivessem uma excelente formação e fossem conhecedores de várias formas de tratamentos alternativos.
É necessário que os profissionais do setor público de saúde mental tenham uma formação BEM mais extensa. O setor público não pode ser cabide de emprego de gente acomodada.
A disputa política que acontece na liderança da Luta Antimanicomial também atrapalha o progresso da saúde mental. É necessário discutirmos nos congressos e encontros a total unificação da Luta Antimanicomial, extinguindo de vez qualquer traço de divisão entre "Movimento Nacional da Luta antimanicomial" e "Movimento Inter-núcleos da Luta Antimanicomial". Pois disputas políticas só causam BAIXAS, e as baixas são os usuários de saúde mental.
Essa é a minha mensagem.
25.9.12
Por que deixei de tomar psicotrópicos (Resposta a "13")
Há anos eu tenho lutado para melhorar os CAPS. Participei ativamente de encontros da Luta Antimanicomial, onde levei críticas sobre o funcionamento dos CAPS, principalmente sobre o CAPS que eu frequentava, onde eu podia ver as falhas mais de perto.
Além de levar reclamações e sugestões a Luta Antimanicomial, eu fiscalizava o CAPS neste blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO, que eu comecei a escrever ao ver uma intervenção altamente abusiva no CAPS. Eu coloquei minha insatisfação na publicação CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) RUBENS CORRÊA - SEGUNDA CASA.
Como resultado, eu comecei a sofrer pressões de profissionais de saúde mental insatisfeitos com minhas críticas. E finalmente essas pressões se transformaram em AMEAÇAS. Por esse motivo eu deixei o CAPS. Por esse motivo eu deixei de tomar psicotrópicos.
Eu defendo que todo tratamento psiquiátrico deveria progredir a um tratamento sem psicotrópicos, com medicina alternativa, tipo homeopatia, psiquiatria ortomolecular, etc. Essa ideia sempre foi muito malvista pelos técnicos de saúde mental que eu encontrei. Mas de forma alguma as pessoas devem parar de tomar medicação por conta própria. Eu apenas não tive escolha.
Acho que nem preciso dizer que muitos técnicos de saúde mental são contra tratamentos alternativos simplesmente por não estar qualificados para tais tratamentos. Se houvesse uma lei obrigando o uso de tratamentos alternativos eles teriam que se qualificar ou iriam para o olho da rua.
Continua...
Além de levar reclamações e sugestões a Luta Antimanicomial, eu fiscalizava o CAPS neste blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO, que eu comecei a escrever ao ver uma intervenção altamente abusiva no CAPS. Eu coloquei minha insatisfação na publicação CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) RUBENS CORRÊA - SEGUNDA CASA.
Como resultado, eu comecei a sofrer pressões de profissionais de saúde mental insatisfeitos com minhas críticas. E finalmente essas pressões se transformaram em AMEAÇAS. Por esse motivo eu deixei o CAPS. Por esse motivo eu deixei de tomar psicotrópicos.
Eu defendo que todo tratamento psiquiátrico deveria progredir a um tratamento sem psicotrópicos, com medicina alternativa, tipo homeopatia, psiquiatria ortomolecular, etc. Essa ideia sempre foi muito malvista pelos técnicos de saúde mental que eu encontrei. Mas de forma alguma as pessoas devem parar de tomar medicação por conta própria. Eu apenas não tive escolha.
Acho que nem preciso dizer que muitos técnicos de saúde mental são contra tratamentos alternativos simplesmente por não estar qualificados para tais tratamentos. Se houvesse uma lei obrigando o uso de tratamentos alternativos eles teriam que se qualificar ou iriam para o olho da rua.
Continua...
21.9.12
Retirada de medicação deve ser supervisionada por médicos (Resposta a "13")
O Dr. Peter Breggin escreveu o livro Sua droga pode ser o seu problema:
Como e Por que parar de tomar psicofármacos (Your Drug May Be Your Problem:
How and Why to Stop Taking Psychiatric Drugs).
Eu traduzi um artigo sobre o livro do Dr. Breggin anos atrás na publicação COMO E PORQUE PARAR DE TOMAR PSICOFÁRMACOS. Lá eu traduzi o excelente artigo de Douglas A. Smith do site www.antipsychiatry.org.
Como recebi várias indicações, decidi dar uma olhada no site Coming Off Psychiatric Medication (Traduzido, Deixando de Tomar Medicação Psiquiátrica). Lá podemos ler um fato: médicos não estão preparados para a retirada de uma medicação psiquiátrica. Se os médicos não estão preparados, muito menos os pacientes!
O problema é que medicação psiquiátrica não foi feita para curar doenças. Medicação psiquiátrica foi feita para que os pacientes as tomem para sempre! Por esse motivo que muita gente diz que as indústrias farmacêuticas que fazem psicotrópicos só visam lucros! Pois doença mental NÃO É uma doença crônica! Mas eles querem vender a ideia de que é. Não existe nenhuma doença crônica em que várias pessoas se recuperaram sem tomar medicação, como aconteceu com John Forbes Nash e Patch Adams, para citar os famosos.
Eu sempre busco colocar aqui que a Internet e os livros devem servir apenas como referência, uma busca por informação. Uma retirada de medicação deve ser feita SOMENTE com a supervisão de médicos. Por vários motivos LEGAIS. Pois somente dessa forma podemos RESPONSABILIZAR os médicos pelos seus erros.
Também coloquei várias vezes que se um paciente psiquiátrico está reclamando de efeitos contrários o médico DEVE retirar a medicação. Efeitos contrários em transtornos mentais é quando alguém adquire outros sintomas psiquiátricos. Por exemplo, alguém que começa a sentir depressão logo quando começa a tomar um psicotrópico novo obviamente precisa sair da medicação.
Visitei o site Coming Off Psychiatric Medication (Traduzido, Deixando de Tomar Medicação Psiquiátrica) e li sobre Meditação autogênica (Autogenic Meditation), de onde a gente é redirecionado a um SITE DE PSICOLOGIA. Acho que não preciso mencionar que existe uma certa disputa entre psicologia e psiquiatria. Eu não pretendo contribuir de forma alguma, a essa disputa que não beneficia ninguém.
As pessoas devem tomar medicação até ficar bem. Quando ficam bem, o processo natural é a retirada da medicação. Num transtorno mental é necessário mais do que medicação para uma pessoa ficar bem. É necessário que a pessoa seja motivada. E essa motivação deve vir principalmente de profissionais de saúde. NÃO ADIANTA TENTAR JOGAR A RESPONSABILIDADE PARA OS FAMILIARES.
(Continua...)
Como e Por que parar de tomar psicofármacos (Your Drug May Be Your Problem:
How and Why to Stop Taking Psychiatric Drugs).
Eu traduzi um artigo sobre o livro do Dr. Breggin anos atrás na publicação COMO E PORQUE PARAR DE TOMAR PSICOFÁRMACOS. Lá eu traduzi o excelente artigo de Douglas A. Smith do site www.antipsychiatry.org.
Como recebi várias indicações, decidi dar uma olhada no site Coming Off Psychiatric Medication (Traduzido, Deixando de Tomar Medicação Psiquiátrica). Lá podemos ler um fato: médicos não estão preparados para a retirada de uma medicação psiquiátrica. Se os médicos não estão preparados, muito menos os pacientes!
O problema é que medicação psiquiátrica não foi feita para curar doenças. Medicação psiquiátrica foi feita para que os pacientes as tomem para sempre! Por esse motivo que muita gente diz que as indústrias farmacêuticas que fazem psicotrópicos só visam lucros! Pois doença mental NÃO É uma doença crônica! Mas eles querem vender a ideia de que é. Não existe nenhuma doença crônica em que várias pessoas se recuperaram sem tomar medicação, como aconteceu com John Forbes Nash e Patch Adams, para citar os famosos.
Eu sempre busco colocar aqui que a Internet e os livros devem servir apenas como referência, uma busca por informação. Uma retirada de medicação deve ser feita SOMENTE com a supervisão de médicos. Por vários motivos LEGAIS. Pois somente dessa forma podemos RESPONSABILIZAR os médicos pelos seus erros.
Também coloquei várias vezes que se um paciente psiquiátrico está reclamando de efeitos contrários o médico DEVE retirar a medicação. Efeitos contrários em transtornos mentais é quando alguém adquire outros sintomas psiquiátricos. Por exemplo, alguém que começa a sentir depressão logo quando começa a tomar um psicotrópico novo obviamente precisa sair da medicação.
Visitei o site Coming Off Psychiatric Medication (Traduzido, Deixando de Tomar Medicação Psiquiátrica) e li sobre Meditação autogênica (Autogenic Meditation), de onde a gente é redirecionado a um SITE DE PSICOLOGIA. Acho que não preciso mencionar que existe uma certa disputa entre psicologia e psiquiatria. Eu não pretendo contribuir de forma alguma, a essa disputa que não beneficia ninguém.
As pessoas devem tomar medicação até ficar bem. Quando ficam bem, o processo natural é a retirada da medicação. Num transtorno mental é necessário mais do que medicação para uma pessoa ficar bem. É necessário que a pessoa seja motivada. E essa motivação deve vir principalmente de profissionais de saúde. NÃO ADIANTA TENTAR JOGAR A RESPONSABILIDADE PARA OS FAMILIARES.
(Continua...)
16.9.12
Você pode se recuperar da doença mental - Não ligue para quem diz o contrário
O procedimento médico ideal é curar doenças. Quando não possível, melhorar a qualidade de vida do paciente AO MÁXIMO.
Por exemplo, Lars Grael, o grande velejador, foi atropelado por um iate e perdeu uma perna. Ele ficou deprimido e não queria fazer mais nada. Daí apareceu um profissional de saúde para reanimá-lo. Esse profissional de saúde falou sobre outros que sofreram acidentes iguais e se recuperaram. (Lars Grael contou isso em uma palestra que eu tive o prazer de acompanhar). Dessa forma Lars Grael encontrou forças para se recuperar.
O problema é que esse incentivo para recuperação NÃO EXISTE NA MAIORIA DOS ATENDIMENTOS PSIQUIÁTRICOS, que é onde deveria existir mais.
Profissionais de saúde mental dizem aos pacientes que eles terão que tomar medicação pelo resto da vida, e que nada pode ser feito para mudar isso. E isso NÃO É VERDADE. Temos VÁRIOS CASOS de pessoas que deixaram de tomar medicação e se recuperaram. Temos exemplos de pessoas muito FAMOSAS.
Por exemplo, PATCH ADAMS, criador do Instituto Gesundheit, se recuperou da depressão e não precisou mais de medicação depois de ter tentado suicídio e ter sido internado 3 vezes. John forbes Nash, Jr. se recuperou da esquizofrenia, não precisando mais tomar medicação.
E essa medicação psiquiátrica deixa sequelas e ENCURTA A VIDA, como disse John forbes Nash, Jr. Eu me cansei de ver meus amigos morrerem cedo, cansei de ver os pais de meus amigos pacientes psiquiátricos enterrarem seus filhos.
Não estou aconselhando ninguém a deixar de tomar medicação. Estou aconselhando às pessoas a pensarem em melhorar de saúde, buscarem terapias mais naturais, como fitoterapia, homeopatia, psiquiatria ortomolecular, etc. Eu falo sobre TRATAMENTO ALTERNATIVO neste blog. E adquiram otimismo, acreditem que VÃO SE RECUPERAR SIM. VÃO SER FELIZES SIM. Vai chegar um dia que poderão deixar de tomar medicação psiquiátrica, sim.
Mas profissionais de saúde mental não falam dessas pessoas que superaram a doença mental. Não explicam para os pacientes que essas pessoas se recuperaram, apesar da gravidade de seus problemas.
Nos anos que fui atendido na psiquiatria pública, pude constatar isso. Ao ler blogs de pacientes psiquiátricos de todo mundo pude constatar isso. E essa constatação me deixou muito triste.
Profissionais de saúde mental aparentemente tentam até ESCONDER que essas pessoas se recuperaram. Talvez porque essas pessoas tiveram que se recuperar sozinhas, pois são poucos os psiquiatras que apoiam pacientes que decidem deixar de tomar medicação, e quem se recupera da doença mental GERALMENTE DECIDE PARAR DE TOMAR MEDICAÇÃO CONTRA A VONTADE DOS PSIQUIATRAS. Foi assim no caso de John Forbes Nash e Patch Adams.
E eu tentei alertar os profissionais de saúde mental que o procedimento deles estava atrapalhando mais do que ajudando. Cabe ao paciente decidir se deseja ou não continuar tomando medicação. e caso o paciente decida parar de tomar, deve receber apoio do médico e não ouvir do médico "eu lavo minhas mãos. Vou colocar no prontuário que você abandonou o tratamento."
Quando na verdade o paciente não abandona o tratamento. Apenas decide não continuar tomando a medicação, por acreditar que está se recuperando. O problema que eu denuncio é que quando o paciente toma essa decisão ele é abandonado pelos profissionais de saúde mental. Foi o que aconteceu no caso do Nash e do Patch Adams.
Alguns profissionais de saúde mental chegam ao sadismo de dizer que o otimismo que o paciente está sentindo é só um sintoma da doença. O otimismo NUNCA pode ser considerado doença. O otimismo ajuda mais que haloperidol, rivotril, lítio, etc. Foi o otimismo que ajudou Lars Grael. O mesmo otimismo que recuperou John Forbes Nash e Patch Adams.
Por exemplo, Lars Grael, o grande velejador, foi atropelado por um iate e perdeu uma perna. Ele ficou deprimido e não queria fazer mais nada. Daí apareceu um profissional de saúde para reanimá-lo. Esse profissional de saúde falou sobre outros que sofreram acidentes iguais e se recuperaram. (Lars Grael contou isso em uma palestra que eu tive o prazer de acompanhar). Dessa forma Lars Grael encontrou forças para se recuperar.
O problema é que esse incentivo para recuperação NÃO EXISTE NA MAIORIA DOS ATENDIMENTOS PSIQUIÁTRICOS, que é onde deveria existir mais.
Profissionais de saúde mental dizem aos pacientes que eles terão que tomar medicação pelo resto da vida, e que nada pode ser feito para mudar isso. E isso NÃO É VERDADE. Temos VÁRIOS CASOS de pessoas que deixaram de tomar medicação e se recuperaram. Temos exemplos de pessoas muito FAMOSAS.
Por exemplo, PATCH ADAMS, criador do Instituto Gesundheit, se recuperou da depressão e não precisou mais de medicação depois de ter tentado suicídio e ter sido internado 3 vezes. John forbes Nash, Jr. se recuperou da esquizofrenia, não precisando mais tomar medicação.
E essa medicação psiquiátrica deixa sequelas e ENCURTA A VIDA, como disse John forbes Nash, Jr. Eu me cansei de ver meus amigos morrerem cedo, cansei de ver os pais de meus amigos pacientes psiquiátricos enterrarem seus filhos.
Não estou aconselhando ninguém a deixar de tomar medicação. Estou aconselhando às pessoas a pensarem em melhorar de saúde, buscarem terapias mais naturais, como fitoterapia, homeopatia, psiquiatria ortomolecular, etc. Eu falo sobre TRATAMENTO ALTERNATIVO neste blog. E adquiram otimismo, acreditem que VÃO SE RECUPERAR SIM. VÃO SER FELIZES SIM. Vai chegar um dia que poderão deixar de tomar medicação psiquiátrica, sim.
Mas profissionais de saúde mental não falam dessas pessoas que superaram a doença mental. Não explicam para os pacientes que essas pessoas se recuperaram, apesar da gravidade de seus problemas.
Nos anos que fui atendido na psiquiatria pública, pude constatar isso. Ao ler blogs de pacientes psiquiátricos de todo mundo pude constatar isso. E essa constatação me deixou muito triste.
Profissionais de saúde mental aparentemente tentam até ESCONDER que essas pessoas se recuperaram. Talvez porque essas pessoas tiveram que se recuperar sozinhas, pois são poucos os psiquiatras que apoiam pacientes que decidem deixar de tomar medicação, e quem se recupera da doença mental GERALMENTE DECIDE PARAR DE TOMAR MEDICAÇÃO CONTRA A VONTADE DOS PSIQUIATRAS. Foi assim no caso de John Forbes Nash e Patch Adams.
E eu tentei alertar os profissionais de saúde mental que o procedimento deles estava atrapalhando mais do que ajudando. Cabe ao paciente decidir se deseja ou não continuar tomando medicação. e caso o paciente decida parar de tomar, deve receber apoio do médico e não ouvir do médico "eu lavo minhas mãos. Vou colocar no prontuário que você abandonou o tratamento."
Quando na verdade o paciente não abandona o tratamento. Apenas decide não continuar tomando a medicação, por acreditar que está se recuperando. O problema que eu denuncio é que quando o paciente toma essa decisão ele é abandonado pelos profissionais de saúde mental. Foi o que aconteceu no caso do Nash e do Patch Adams.
Alguns profissionais de saúde mental chegam ao sadismo de dizer que o otimismo que o paciente está sentindo é só um sintoma da doença. O otimismo NUNCA pode ser considerado doença. O otimismo ajuda mais que haloperidol, rivotril, lítio, etc. Foi o otimismo que ajudou Lars Grael. O mesmo otimismo que recuperou John Forbes Nash e Patch Adams.
7.5.12
Apenas uma publicação
Eu estive bem doente nos últimos dias, o que me impossibilitou de aproximar do computador.
Estive com um resfriado fortíssimo. O frio é um de meus pontos fracos, além da exploração da doença mental, é claro.
As mudanças pelas quais o BLOGGER e o YOUTUBE passaram foram muito positivas e me deixaram bem otimista.
Para quem estiver tendo dificuldades com a nova versão do BLOGGER, basta recorrer a antiga versão, que continua disponível. (Procure bem, está lá nas OPÇÕES.)
Porém as mudanças feitas pela empresa Google FORAM HORRÍVEIS!
E isso também dificulta o acesso.
Paz.
Estive com um resfriado fortíssimo. O frio é um de meus pontos fracos, além da exploração da doença mental, é claro.
As mudanças pelas quais o BLOGGER e o YOUTUBE passaram foram muito positivas e me deixaram bem otimista.
Para quem estiver tendo dificuldades com a nova versão do BLOGGER, basta recorrer a antiga versão, que continua disponível. (Procure bem, está lá nas OPÇÕES.)
Porém as mudanças feitas pela empresa Google FORAM HORRÍVEIS!
E isso também dificulta o acesso.
Paz.
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