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7.7.14

Pior que a Morte

Publicado originalmente no dia 07 de julho de 2010. Uma reflexão que eu fiz na época sobre os desrespeitos aos Direitos Humanos cometidos pela psiquiatria.

Quando o paciente psiquiátrico implora para que não o levem e o ignoram. Ele tenta explicar que em vez de arrastá-lo e amarrá-lo poderiam conversar com ele.

Aí eles riem e dizem:
- O doidão tá dizendo um monte de bobagem, hahaha!

Pior que a morte é ter seus pensamentos e personalidade ignorados, ou pior, considerados como coisas sem sentidos... como se o paciente psiquiátrico não tivesse sentidos. Como se o paciente psiquiátrico não tivesse sentimentos.

Pois riem do paciente psiquiátrico que está sendo internado à força. Riem, como se esse paciente psiquiátrico fosse um palhaço, um bobo da corte, sem sentimentos.

E o que mais me impressiona é que eles têm a pretensão de dizer que usam da CIÊNCIA. Se houvesse ciência nas investidas da psiquiatria essa ciência saberia que arrastar uma pessoa como bicho pode causar sérios traumas nessa pessoa. Traumas piores que os causados pelo surto.

E aí? Depois os "homens da ciência" curam os traumas causados por eles mesmos?

Na verdade, provocam outros traumas.

15.10.08

EXPLICACOES DE UM PACIENTE PSIQUIATRICO

Hoje eu gostaria de esclarecer uns pontos para quem lê esse blog. O nome desse blog, PACIENTE PSIQUIÁTRICO, é um jogo de palavras. Ou seja, eu sou paciente psiquiátrico, pois sou paciente, tenho paciência na busca por meus objetivos. Daí PACIENTE PSIQUIÁTRICO. O termo aplicado hoje em dia para quem faz acompanhamento psiquiátrico é USUÁRIO, e não paciente. Paciente é quem está internado. Quem faz tratamento em Centros de Atenção Psicossocial é USUÁRIO.

OS CASARÕES - EXPLICAÇÕES

Outro ponto que merece explicação é a história de minha loucura, OS CASARÕES. Lá eu uso o nome Estêvão para me representar. Pois bem. Ora, se meu nome é Ezequiel, por que eu uso o nome Estêvão na história? As pessoas mais íntimas de minha família devem saber porque eu uso o nome Estêvão. Na verdade meu primeiro nome é Estêvão. Não, eu não me chamo Estêvão Ezequiel. É que antes de me darem o nome Ezequiel, meu pai me chamava de Estêvão. Porém minha mãe acabou registrando o nome Ezequiel, que é meu nome oficial. Portanto na história eu uso o nome Estêvão em homenagem a meu falecido pai. OS CASARÕES é dedicado também ao meu tio, morto no hospício, e a minha melhor amiga, morta em troca de tiros entre policiais e assaltantes.

VANESSA

Outra coisa que pode gerar confusão: a moça homenageada em meus poemas, Vanessa NÃO É A MINHA AMIGA MORTA, e está bem viva. porém Vanessa NÃO É A MULHER DE MINHA VIDA. Ela é a musa inspiradora de minha vida. É que eu considero os poemas que escrevi para ela inspirados pelo Lítio, o remédio psiquiátrico que eu tomava, que como a cocaína me dava grande inspiração para poesia. Portanto quando eu percebi que aquela inspiração era artificial, gerada por uma droga psiquiátrica, eu parei de escrever poemas. E agora, diante da mulher de minha vida, eu me proíbo de escrever poemas para ela.

DOU CURSOS DE INFORMÁTICA, E NÃO OFICINA DE INFORMÁTICA

Por fim gostaria de esclarecer que eu dou CURSOS de informática em uma escola de informática dentro do CAPs, que fornece cursos para qualquer pessoa, usuário de saúde mental ou não. O curso fornece certificado pelo CDI, Comitê para Democratização da Informática. É uma parceria entre a prefeitura do Rio de Janeiro e o CDI. Todos os educadores (professores) desta parceria são usuários de saúde mental, e inclusive têm carteira assinada, com direitos trabalhistas. Para mais informações sobre o curso de informática vá para o blog MENSAGEIRO PSICODIGITAL.

21.6.08

CRISES, DIAGNOSTICOS, ETC...

Quando eu falo de tratamento muitas vezes as pessoas confundem. Eu sou contra a idéia de que paciente psiquiátrico deve tomar drogas psiquiátricas pelo resto da vida, mas não aconselho ninguém a parar de tomar remédios sem ordens médicas. Já vou explicar o motivo.

Antes vou fazer um resumo de minhas próprias crises para que todos possam entender porque eu arrogantemente digo que os métodos de tratamento da saúde mental são arcaicos. E porque eu digo que o preparo dos psiquiatras e dos psicólogos é insuficiente. Vou buscar deixar bem claro como ocorre minha crise, e como o diagnósticos e tratamento são feitos.

A crise acontece numa espécie de mundo paralelo. Eu vou descrever mais ou menos como foram as crises em que eu necessitei de internação. As crises eram marcadas por uma certa perturbação, em que parecia que as coisas me atacavam, ou seres me atacavam. Essa perturbação parece ocorrer quando eu estou muito cansado. E a crise tem seu ápice ao cabo de 3 dias sem dormir, quando eu já estou bem cansado da perturbação. A coisa é bem complexa, por isso escolhi o exemplo mais fácil de entender:

Em um momento crucial de minha primeira crise eu fui apertar o botão para ligar o rádio... em vez do rádio ligar, a TV que ligou! Daí eu vou desesperado desligar a TV e... o rádio liga. Daí eu volto assustado para desligar o rádio, aperto o botão do rádio e... o videocassete liga sozinho. Daí eu fico transtornado tentando descobrir o que está acontecendo. Daí eu tento associar. Talvez se eu apertar o botão do videocassete o rádio ou a TV desligue, pensei. No início pareceu funcionar. Mas no final, descobrir que botão desligava que aparelho ficou mais difícil que adivinhar combinação de cofre... Bem, coisas desse tipo acontecia durante toda a crise, 24 horas por dia. Me responda. Se coisas desse tipo acontecesse com você, você não teria vontade de quebrar tudo?

Pois bem. Nos diagnósticos os médicos parecem ignorar umas coisas essenciais:
Para o tratamento funcionar mesmo, de uma forma inclusiva, o médico deverá dar um voto de confiança ao paciente. Logo ele deverá confiar no paciente o máximo possível, mesmo quando ele acha que não deve. Pois só dessa forma o paciente confiará nele. E se o paciente não confiar nele o tratamento será impossível. Portanto, médico, evite achar que seu paciente está mentindo por causa da doença.
Os médicos brasileiros não gostam de falar sobre os remédios e seus efeitos negativos. E às vezes isso pode ser bem perigoso para o paciente.

Veja também o blog http://pacientepsiquiatrico.wordpress.com/, onde você vai ver algo mais sobre os antidepressivos... e como eles podem levar muitas pessoas ao suicídio. NÃO PERCA, POIS ESTÁ IMPERDÍVEL! E amanhã ou depois eu continuo o tema.

11.12.06

UMA CRISE PSIQUIATRICA

Escrevo esta postagem para ajudar as pessoas a lidarem com uma pessoa em crise psiquiátrica, indicando os verdadeiros perigos que esta condição apresenta para diminuir o preconceito e o perigo para a vida da própria pessoa em crise ou até evitar ferimentos acidentais que podem ocorrer a quem tenta interferir sem saber o que fazer. E lembre-se sempre que uma pessoa em crise continua sendo humana como qualquer um e reage como humano:


UMA PESSOA FICA ASSUSTADA E MAIS AGRESSIVA QUANDO SE SENTE ACUADA.


AO ACUAR A PESSOA ELA FICA EM ESTADO DE ALERTA E A CRISE PIORA.


UMA PESSOA EM CRISE ESTÁ NERVOSA, EXCITADA E ASSUSTADA. AGIRÁ MAIS POR IMPULSO DO QUE POR PREMEDITAÇÃO. PORTANTO QUANTO MENOS PRESSIONADA, MELHOR PARA TODOS.


SÓ SE DEVERIA SEGURAR UMA PESSOA EM CRISE PARA IMPEDIR IMINENTE AGRESSÃO DESTA A OUTRA PESSOA.


OBSERVA-SE UMA PESSOA EM CRISE PARA IMPEDIR ACIDENTES, E NÃO COMO FORMA DE AMEAÇÁ-LA OU ACUÁ-LA, MUITO MENOS "PROTEGER" OS INOCENTES DELA.


UMA PESSOA EM CRISE SE SENTIRÁ MAIS "PODEROSA" AO PERCEBER MEDO E PÂNICO.


QUANDO SE FORÇA UMA PESSOA EM CRISE EXISTE O PERIGO DE UMA REAÇÃO EXTREMAMENTE VIOLENTA E PERIGOSA DA PARTE DESTA. (POR ISSO É IMPORTANTE CONVERSAR!)