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4.10.14

Sinhá Moça: "Pai José, por que você não pediu clemência?"

Milton Gonçalves, o Pai José. Sinhá Moça, primeira versão:

Sinhá Moça: Pai José morre no tronco (1986, com Lizandra Souto)



Peço licença ao site do INSTITUTO FEIRA PRETA para reproduzir parte de um de seus textos:

O historiador Carlos Eduardo Dias Machado tinha 25 anos quando uma publicidade do McDonald’s abriu seus olhos para a invisibilidade do protagonismo negro no campo da ciência, tecnologia e inovação.

A publicidade em homenagem ao Mês da História Negra trazia ilustrações de objetos que foram inventados por pessoas negras (como o semáforo, geladeira, caneta tinteiro, pino de golfe e filamento de carbono para a lâmpada elétrica) sob o seguinte título: “Toda a vez que você usa uma dessas coisas, você está celebrando a história negra”.

“Fiquei feliz ao saber disso, mas ao mesmo tempo muito espantado por nunca ter ouvido sobre inventores negros antes e nunca ter recebido essas informações na escola”, conta.


Veja todo texto em:
Negros e negras inventores e cientistas


Respeitosamente, reproduzo parte de um texto do blog CAFÉ COM SOCIOLOGIA:

Você já ouviu falar da “Teoria da Curva do Sino”? Tal teoria defende, grosso modo, que negros e brancos têm Q.I's diferentes. Aponta que judeus têm, em média, um Quociente de Inteligência (Q.I) maior em relação as demais “raças”. Afirma ainda que o Q.I dos brancos seria, em média, maior que dos negros. A teoria foi apresentada por James Watson e posteriormente (em 1994) por Charles Murray e Richard Herrnstein na obra "The Bell Curve" (A Curva do Sino, Free Press, 1994).(...)

Aqui consiste o erro metodológico: testar a capacidade intelectual de pessoas que viveram em contextos sociais diferentes (contextos degradantes e contextos abastados, com acesso a cultura, saúde e esporte) e depois comparar os resultados.


Fonte:
Teoria da Curva do Sino e a naturalização das desigualdades sociais

Agora observe o documentário dos Estados Unidos THE NEW ASYLUMS (OS NOVOS MANICÔMIOS), e mesmo se você não souber uma palavra em inglês, você vai perceber que A GRANDE MAIORIA dos pacientes psiquiátricos presos nos NOVOS MANICÔMIOS são negros.



Mais uma coisa:

Se você for profissional da área de saúde mental, dê uma olhada na boca dos pacientes mais simples e você notará o abandono da pessoa humana, na falta de cuidados básicos dentários. Se o sistema quisesse de fato cuidar de tais pacientes, essas pessoas não ficariam totalmente desdentadas, não morreriam da forma que morrem.

O que eu quero dizer é que hospitais psiquiátricos continuam sendo depósitos de pobres e de raças que eram consideradas inferiores.

Há algumas ações do sistema que até trazem alguns benefícios para alguns poucos pacientes menos graves que fazem vista grossa e pedem clemência ao sistema. Eu não peço clemência...

20.5.14

Filho com doença mental

Irritada com os pais, aquela moça com transtorno mental decidiu sair de casa e ir para a casa de uma amiga.

Depois de muita procura, os pais conseguem identificar para onde a filha tinha ido. Chegando lá, eles pedem para que a filha volte para casa. A filha se recusa. Aí a mãe se vira para o pai e diz: "Está vendo? Isso é por causa das doenças mentais de seus parentes. Por isso que eu não queria ter filhos com você."

Os abusos que essa moça paciente psiquiátrica sofria da parte da mãe chegou a esse ponto. Eu fiquei totalmente pasmo com o que eu presenciei. Não foi por falta de motivos que ela saiu de casa. Eu pude perceber que ela já tinha suportado essa situação absurda VÁRIAS VEZES, e chegou a um ponto que ela não aguentou mais.

Doença mental NÃO É uma doença genética, mas sim um problema que surge principalmente por causa de traumas.

Como por exemplo, estudos mostram que quase 50% dos pacientes com câncer desenvolvem algum transtorno psiquiátrico, ou seja essas pessoas não desenvolveram doença mental por causas genéticas, mas pelo trauma.

Veja pesquisa do Departamento de Psiquiatria da Unifesp:
Interconsulta psiquiátrica e oncologia: interface em revisão


Mas é mais conveniente acreditar que existe algum problema genético do que encarar o fato de que há algum problema na estrutura da família que gerou um trauma. Eu acho que bem antes dessa moça ter sido diagnosticada com transtorno mental, ela já ouvia a mãe falando coisas do tipo "ela está fazendo essa bagunça porque deve ter alguma doença mental herdada da sua parte da família", ou seja o simples preconceito dessa mãe contra os pacientes psiquiátricos da família do pai ajudaram a desenvolver uma doença mental na filha. Mas como explicar isso para essa mãe?

Como explicar que psiquiatras dizem que doenças mentais são doenças genéticas apenas para não ter que perder tempo conversando com a família e com o paciente?

Pacientes psiquiátricos têm motivos para fugir, mas os profissionais de saúde mental geralmente justificam dizendo que a pessoa "não tem noção de tempo e espaço". Como na notícia abaixo:

Em RR, paciente psiquiátrica foge pela 2ª vez de unidade de saúde

O Globo.com diz:
"De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesau), a paciente não tem noção de tempo e espaço..."

Chega um momento, em que por causa de problemas familiares, os pacientes se veem obrigados a se afastar da família. Leia o depoimento que um paciente deu ao JORNAL DO BRASIL:

"Quando saí do hospital, eles já estavam com um olhar diferenciado para mim. No final de tudo, tive que me virar e viver sozinho, porque ficar com um parente que não estava me aceitando não dá certo”, conta Elias."

Jornal do Brasil online do dia 18 de Maio de 2014

É necessário explicar para as pessoas que a teoria de doença mental ser genética surgiu do RACISMO CIENTÍFICO, surgiu na época da eugenia.

10.4.14

Os preconceitos absurdos de nossa sociedade (A verdadeira vida de Ezequiel)

De meu diário:


30/12/1990

Fui pro trabalho às 06:07, cheguei lá às 07:50. Comecei meu trabalho alegremente. Depois fui fazer uma entrega na Xavier da Silveira 40/805 (Rua Xavier da Silveira, número 40 apartamento 805, Copacabana, Rio de Janeiro).

Fiz a entrega e um guarda me parou quando eu estava olhando revistas de... (vou pular esta parte). E aí ele disse:
O que está fazendo aí?!
Resposta:
Nada!
O guarda outra vez:
O que tem no teu bolso?
Eu:
- Lenços!
E aí ele botou a mão na minha carteira:
Tira aí para mim.
Ele olhou e viu que não tinha nada de errado.
Eu:
Eu trabalho na farmácia. Quer ir lá?
Ele:
Você roubou isso da farmácia?
Eu:
Não!
E o outro lado? - Disse o guarda.
Minha carteira. - Respondi eu.
O guarda:
- Nunca vi ninguém com duas carteiras...
Era carteira mesmo, é claro, mas ele insistiu em olhar. Não encontrou nada de errado e devolveu tudo.



(Meu diário. Clique aqui para abrir a imagem de meu diário de 13 anos de idade em outra janela, onde você poderá clicar para visualizar a imagem em tamanho maior.)

Esse texto de meu diário de 13 anos revela os preconceitos absurdos de nossa sociedade que eu não entendia na época:
Por eu ser um garoto pobre e negro eu SEMPRE era um suspeito em potencial de ser um ladrão.

Um dos momentos mais decepcionantes de minha vida foi quando eu estava andando com uma moça que trabalhava comigo e havia umas 3 crianças pobres por perto, crianças pobres como eu era na época que eu tinha 13 anos. Ela disse algo como:
- Tem uns pivetes ali. Vamos andar mais rápido, pois eu não quero ser assaltada.
Eu respondi, de fato, surpreso:
- São crianças. É nosso dever cuidar delas e protegê-las.
O que eu queria dizer para ela e não disse é que não devemos ficar pensando que todas as crianças pobres são criminosas. Ser pobre NÃO É CRIME.

Aliás, fica uma dica:
hoje em dia, os batedores de carteira e mesmo os assaltantes à mão armada fazem seus assaltos muito bem vestidos, pois já conhecem esses preconceitos tolos e tiram VANTAGEM disso.

Pra terminar, mais um dia registrado em meu diário de 13 anos de idade:

31/12/1990

Querido diário, hoje eu fui trabalhar, mas só porque eu fiz uma piadinha, a Jane (caixa da farmácia onde trabalho) ficou furiosa e disse que não ia me dar entrega. Mas é claro que era brincadeira, afinal hoje é o último dia do ano, né?


Coloquei o dia 31 de dezembro de 1990 de meu diário apenas para salientar que o garoto negro que era visto como ladrão em potencial trabalhava até o último dia do ano...

(Publicado originalmente no dia 04 de janeiro de 2014, atualizado no dia 10 de abril de 2014.)

9.1.14

Diferenças sociais geram indiferenças

A psiquiatra tinha concluído que eu não estava comendo porque isso é um sintoma do "transtorno bipolar". Para chegar a tal conclusão ela não precisou nem chegar perto de mim. Eu não estava comendo bem no manicômio Philippe Pinel, logo ela concluiu que eu não estava comendo em casa. As pessoas da família acreditaram, e as pessoas da família me viram comendo antes de sair de casa e ir para o manicômio, onde fui internado.

No momento em que fui internado no Pinel, estava sem renda fixa, com sérias dificuldades financeiras, sem poder comprar os alimentos que eu sempre comprava quando tinha renda. Eu já passei fome em minha adolescência, houve um momento em que eu pegava cactos no quintal, arrancava o espinho e cozinhava e comia. Era azedinho, até que era gostoso, mas a casca de ovo, fritada, não tinha um sabor agradável, mas eu precisava comer todo o alimento que sobrasse, e naquele momento, casca de ovo era alimento, e um alimento muito forte, comparado com o resto de minha alimentação regular.

Houve momentos em que eu fiquei sem comer por causa de dor de dente, dor de dente o dia todo e a noite toda, em que eu realmente não conseguia comer. Nunca houve INTERNAÇÃO para tratar dor de dente. Se houvesse, eu teria aceitado ficar internado até um mês, COM PRAZER.

Teve um momento em minha adolescência em que eu segui uma alimentação desaconselhável:
Ao ficar sabendo que meu ídolo Bruce Lee não comia carne, decidi seguir, me tornando "vegetariano". Péssima ideia! Bruce Lee tinha os melhores nutricionistas dos Estados Unidos para acompanhá-lo. Uma pessoa só deve se tornar vegetariana sob orientação de um(a) nutricionista. Carne é um alimento essencial para saúde, principalmente para crianças e adolescentes. Somente GIGANTESCAS quantidade de vegetais e legumes podem substituir a carne na alimentação. Desisti da tola ideia de ser vegetariano quando me deparei com a escassez de alimentos. Não tinha nada para comer, portanto qualquer alimento que surgisse em minha frente, eu estava comendo.

Essa psiquiatra nunca passou fome na vida, por isso ela fez um diagnóstico desses. Será que ela iria diagnosticar os famintos da África com "transtorno bipolar" porque eles não estão comendo? Um diagnóstico desses nasce da discriminação, da indiferença, já que ela nem chegou perto de mim.

A minha ideia tola de ser vegetariano foi uma ideia gerada pela desinformação de pobre. Da mesma forma, eu sofri com tanta dor de dente em minha adolescência porque nem sabia escovar os dentes direito. Eu trabalhava e estudava e levava a escova de dente comigo para todo lugar. Os colegas de escola riam de mim quando me viam tirando a escova da bolsa para escovar os dentes. Mas mesmo assim, penei com dor de dente, por não estar escovando os dentes corretamente, por não estar usando FIO DENTAL.

Quando dentistas viam meus dentes, eles logo pensavam que eu não escovava os dentes. Eles não conseguíam ver que eu não tive acesso às formas corretas de escovação, que eles tiveram. Talvez, da mesma forma, a psiquiatra tenha pensado que eu não comia, quando na verdade minha alimentação tem sido deficiente, mas não porque eu não quero comer, e sim porque não estou com uma renda que me permita me alimentar bem. Mas, em sua classe social, ela não consegue ver a situação dos pobres.

Diferenças sociais geram indiferenças: o rico não vê o pobre, o pobre não vê o rico. Os remediados não veem os pobres e nem os ricos, a classe média não vê a classe alta e nem a classe baixa. As diferenças sociais geram um mundo de cegos.

8.1.14

Internado no Pinel

Deitado na cama do Pinel, juntam vários funcionários para me amarrar. Eu não sou burro de reagir. Eles me tratam como um animal perigosíssimo. Uma mulher chega com uma injeção preparada. Eu gesticulo que não quero tomar injeção. Ignorando minha súplica lacrimejante, ela enfiou a injeção de qualquer maneira, como é de praxe nos manicômios. O funcionário da enfermagem trata de falar de maneira ameaçadora, para intimidar a pessoa da família e controlar totalmente a situação.
O funcionário da enfermagem virou para mim e disse num tom de autoridade, na visão dele; mas, na minha visão, aquilo não passava de AUTORITARISMO:
- ESTÁ VENDO COMO VOCÊ ESTÁ? Por isso tivemos que te amarrar!
Eu estava me contorcendo com os efeitos da droga.

- Você viu se ele estava agindo estranho?
- Não. Acho que não. Só de vez em quando que ele...
- Tem que ficar de olho!
Aí começou aquele velho papo:
- Não pode deixar de tomar a medicação não.
- Mas ele já estava há quase dois anos em casa, normal.
O funcionário da enfermagem continuava buscando intimidar. E estava conseguindo. A pessoa da família buscava justificar, se desculpando:
- Ele parou de tomar a medicação e estava muito bem. Ele tomava certinho...

A manipulação dos funcionários de manicômios busca fazer as pessoas esquecerem que SEMPRE que uma pessoa toma psicotrópicos ela se torna DEPENDENTE do psicotrópico, uma dependência como a dependência de qualquer outra droga. A maioria dos pacientes que sofrem recaída ao deixar de tomar um psicotrópico, não sofrem recaída por causa do "transtorno mental", mas sim por causa da ABSTINÊNCIA da droga, pois já estavam VICIADOS pela droga.

Eu mal conseguia ouvir a conversa, pois já estava grogue por causa da droga. Depois de me dar a droga milagrosa que resolveria meus problemas, ele me trouxe um prato de comida. Meu Deus! Quanta indiferença ao sofrimento humano! Ele queria que eu comesse amarrado! Que tipo de monstro faz isso? Tanto esse monstro da enfermagem quanto esse familiar deveriam SER PRESOS por tal desrespeito aos Direitos Humanos.
Agora a voz dele ficou boazinha:
- Você quer que seu irmão te dê a comida na boca, Ezequiel?
Eu balançava o dedo e tentava dizer "não quero!" como eu ia conseguir comer com todas as náuseas provocadas pela droga? Como eu ia comer se mal conseguia falar?
O ambiente era muito estranho. Colocaram-me num quarto sem iluminação. Pareciam os preparatórios para uma execução. Eu estava com alguns delírios de perseguição (uma sequela muito comum às pessoas que ficaram em abstinência de drogas), que aumentaram com o tom agressivo e ameaçador que o funcionário da enfermagem tinha mostrado anteriormente. A delicadeza dele podia ser uma máscara apenas.
Eu virei para ele e me esforcei para dizer:
- Solte-me.
a voz dele continuava boazinha:
- OK, eu vou soltar seus braços para você comer.
Minhas pernas continuaram presas, mas ao menos eu podia me esticar um pouco mais, para me aliviar dos efeitos da droga. Amarrar uma pessoa é uma agressão. Por que alguém cometeria agressão e depois viria com um prato de comida? Talvez fosse comida envenenada. Se eu não comesse, o que ele ia fazer? Matar o familiar também?
Por isso peguei o prato e comi um pouquinho, para não contrariar o imprevisível funcionário da enfermagem; mas realmente, do jeito que eu estava drogado, não conseguiria comer mais que aquilo.
Depois fui arrastado para o andar superior. E depois fiquei sabendo da avaliação da psiquiatra:
Eu não estava comendo, como sintoma do "transtorno bipolar". Ou seja, de acordo com ela, eu não estava comendo, não porque estava impossibilitado de comer por causa das drogas que me endureciam a boca e a língua, mas sim porque ficar sem comer é um sintoma do "transtorno bipolar".

Eu já passei fome em minha vida várias vezes. Houve momentos em que eu comia até a casca do ovo para tentar matar a fome, pois a comida estava escassa. Houve momentos em que eu pegava uma espécie de cacto - que tinha no quintal da casa onde eu morava na baixada fluminense - e arrancava os espinhos cuidadosamente, cortava e cozinhava para comer. Eu só ficaria sem comer se minha boca estivesse seriamente machucada, ou óbvio, se não houvesse comida, como aconteceu várias vezes.
SE a psiquiatra me examinasse, provavelmente descobriria a VERDADEIRA causa de eu não estar comendo.

6.1.14

Extrema discriminação

Antes de relatar mais momentos inexplicáveis de discriminação que eu experimentei, vou falar um pouco da evolução da cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos, pois assim será mais fácil para as pessoas de outras cidades e estados sintam a situação. Esta evolução pode ser compreendida instintivamente por cariocas, mas não por pessoas de outras cidades.

Na década de 1980 o Rio de Janeiro estava nos seus piores momentos, tinha perdido muito de seu brilho de cidade maravilhosa. E apesar de ter continuado sendo a cidade que mais recebia turistas no país, perdia terreno pouco a pouco, com um aumento descontrolado de favelas, consequência dos terríveis momentos da ditadura militar no país.

Apenas no início dos anos 1990 que o Rio começou a recuperar seu brilho. A gradual recuperação do Rio ficava mais evidente em 1992, quando houve a Eco 92, Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, grande evento internacional. E neste ano 1992 a recuperação do Rio de Janeiro se viu também no futebol; no Campeonato Brasileiro três clubes do Rio ocuparam as primeiras colocações:
Flamengo, Botafogo e Vasco.

Em 1993, um novo partido assumia a prefeitura, e precisava de mostrar mais trabalho que o prefeito anterior. A cidade do Rio de Janeiro se transformou num canteiro de obras. O Rio de Janeiro entrou no século 21 TOTALMENTE modernizado e transformado pelo grande arquiteto Luiz Paulo Conde, que dentre várias obras, instalou sanitários em toda a orla da Praia de Copacabana, tornando a cidade muito mais prática para turistas. Hoje em dia, turistas podem se sentir totalmente em casa na cidade do Rio de Janeiro. Atualmente é muito comum vermos turistas passeando na orla com bicicletas alugadas.

Sem dúvida, as grandes obras realizadas pela prefeitura do Rio de 1993 à 2009 levantaram a imagem do Rio de Janeiro e do Brasil, e certamente foi isso que trouxe as Olimpíadas para a cidade e a Copa do Mundo para o país.

***

Trabalhando em Copacabana e ganhado pouco, eu me esmerei para juntar dinheiro para pagar um caríssimo curso de holandês. A língua me interessava bastante e eu só conhecia uma frase ("ik ga je het komende half uur heel erg gelukkig maken"). Depois de um dia de trabalho fui ao local do curso. Ao chegar na porta, nem me deixaram entrar!

- Eu me informei que há um curso de holandês aqui e gostaria de fazer.
Eu fui barrado por dois homens. Não pareciam ser seguranças. Eles estavam claramente embaraçados:
- É, quer dizer... tem um curso de holandês, mas você não pode fazer.
- Por que não?
- Porque este é um curso só para alunos avançados, é isso.
Eu era ingênuo, mas não deu para engolir essa. Eu tinha visto o anúncio, e o anúncio dizia claramente que o curso era para iniciantes!

Passei semanas me perguntando por que eles não me permitiram sequer entrar no local do curso. Me pergunto até hoje. Será que foi por que minhas roupas eram pobres?

Muito tempo depois alguém abriu meus olhos para a questão das classes:
Mesmo pagando, algumas pessoas não gostariam de me ver num curso frequentado por pessoas de classe muito mais superior. Eu ia estudar holandês para me comunicar melhor com qualquer falante da língua aqui no Brasil; mas a maioria das pessoas que faziam esse curso iam viajar para a Holanda. Logo, eu não poderia estudar holandês com alunos mais avançados economicamente. A minha batalha tem sido por igualdade, pois se eu ia pagar como qualquer outro, eu acreditava que meu dinheiro era tão bom quanto o dos ricos.

Pobres têm preconceitos contra ricos e ricos têm preconceitos contra pobres. Mas o pior são alguns pobres que discriminam outros pobres sem razão nenhuma! Na maioria das vezes os ricos escondem o preconceito pela educação melhor que receberam. Foram vários os momentos de minha vida em que eu trabalhava o dia todo e saía do trabalho direto para um curso. Uma vez eu estava num curso para pessoas de baixa renda, e qual não foi minha surpresa ao ver uma aluna reclamando dizendo que eu estava cheirando a suor! Lógico! Eu estava trabalhando o dia todo! Nem todos os empregos têm um chuveiro para os empregados tomarem banho depois do expediente.

Essa foi uma das maiores demonstrações de preconceito e discriminação que eu tinha experimentado, pois, antes daquele momento, eu já tinha participado de aulas num curso frequentado pelas altas classes da zona sul e mesmo por estrangeiros, era um curso de alemão. Eu saía do trabalho e ia direto para o curso, fedendo a suor depois de ter trabalhado andando o dia todo. Lá ninguém nunca reclamou de meu cheiro de suor! Pois é. Quando eu fazia curso de alemão eu trabalhava em Copacabana. Mas naquela época Copacabana não tinha banheiros e chuveiros na orla da praia como tem hoje em dia... Se fosse hoje em dia eu poderia dar um jeito de tomar um banho na orla da praia e ir cheiroso para o curso, mas...

Ao ser rejeitado pela empresa do curso de holandês, procurei outro curso, outra empresa, pois eu queria de fato entrar num curso de idioma na época. E eu nunca mais faria nenhum curso na empresa que me rejeitou não sei porquê. Não pude entrar num curso de holandês, mas entrei num curso de alemão. Apesar dessa empresa não ter cursos de holandês, tinha gente que não discriminava trabalhadores pobres.

O outro momento de extrema discriminação que eu sofri foi quando eu trabalhava na ONG de informática, no projeto de saúde mental. Quando eu disse que falava alguns idiomas estrangeiros, algumas pessoas riram e pensaram que fosse apenas um delírio de grandeza provocado pela doença mental. Não ocorreu a essas pessoas que eu trabalhei MUITO MAIS do que eles poderiam imaginar para adquirir conhecimento de vários idiomas; e sofri TANTO preconceito que eu realmente não poderia tolerar nenhum preconceito a mais vindo deles...

5.1.14

A inexplicável discriminação social

Os relatos seguintes de minhas experiências pessoais mostram claramente a existência de uma discriminação social, que eu tenho tentado encontrar explicação, mas não tenho conseguido...

Novamente, não tenho a data exata, mas todos os eventos narrados a seguir passaram quando eu já era maior de idade.

Eu estava fazendo uma entrega num prédio da Avenida Henrique Dodsworth, mais conhecida como CORTE DO CANTAGALO, uma avenida que termina na Avenida Epitácio Pessoa, que é a avenida que ladeia a Lagoa Rodrigo de Freitas.

A entrada principal deste prédio é na Rua Professor Gastão Bahiana, que também termina na Avenida Epitácio Pessoa (Lagoa). É um dos prédios mais fascinantes de Copacabana, na minha opinião. É um prédio redondo com mais de 15 andares (não me lembro o número exato de andares), e tem uma piscina na entrada da Avenida Henrique Dodsworth.

Eu preferia o acesso da Rua Professor Gastão Bahiana onde ficava a portaria principal, mas, quando tinha outras entregas mais próximas da Avenida Henrique Dodsworth e da Praça Eugênio Jardim, era preferível entrar pela Avenida Henrique Dodsworth. Para acessar pela Avenida Henrique Dodsworth era necessário falar com o porteiro por interfone, pois o porteiro geralmente ficava na entrada da Rua Professor Gastão Bahiana. A gente interfonava para o porteiro e ele apertava um botão lá da portaria e abria o portão automaticamente. A gente pegava um elevador para a portaria principal e da portaria pegava outro elevador para o apartamento da entrega, e voilà.

Neste dia quando eu cheguei na portaria principal pelo elevador topei com dois jovens, adolescentes. Um deles estava muito apressado, e expressou isso de uma maneira surpreendente:
- Sai da frente, maluco!
Ora, eu ainda nem tinha sido diagnosticado como "maluco". Surpreendeu-me, pois eu só estava acostumado a ser chamado de maluco por gente que eu conhecia, ou quando eu estava fazendo algo considerado excêntrico, o que não era o caso daquela vez.
Até o amigo dele ficou surpreso:
- Que isso, cara? Chamando o cara de maluco? Ofendendo o cara por nada? O que é isso?

Parece que nossa sociedade acha que "malucos" devem ser tratados de qualquer maneira. Parece que nossa sociedade acha que "malucos" não têm sentimentos. A discriminação contra "malucos" é uma discriminação social.


Os próximos momentos de extrema discriminação que eu experimentei foram quando fui fazer um curso de idiomas, e apesar de estar com o dinheiro para pagar, não permitiram que eu fizesse a matrícula; e num outro momento, foi ao falar num encontro de trabalho, na ONG em que eu trabalhava.

Música tema da publicação: Interfone - Só Pra Contrariar.

Capturado pela velhinha durona

Eu não tenho a data exata deste episódio de minha vida, mas sei que eu era menor de idade, trabalhava na farmácia, em Copacabana, Rio de Janeiro. Eu fui fazer uma entrega da farmácia na Rua Bolívar, no prédio que fica na esquina da Rua Leopoldo Miguez.

O porteiro não estava na portaria e não adiantou tocar a campainha, pois ninguém apareceu. Por isso eu toquei o interfone da casa da pessoa para quem era a entrega, como geralmente procedemos neste tipo de situação. A pessoa apertou um botão lá de seu apartamento e automaticamente abriu o portão e eu entrei para fazer a entrega. Fiz a entrega, mas na hora em que estava descendo, o elevador parou em um andar antes de chegar no térreo. Entraram duas senhoras de uns 70 anos de idade. Aí começou a situação.

- Um ladrãozinho! - disse uma das senhoras.
- Como você entrou aqui?
- Senhora, eu...

Uma das senhoras era mais destemida. Pegou em meu pulso BEM FIRME.
- Peguei ele! Você não vai escapar não, marginalzinho! (algum termo deste nível que eu não lembro exatamente.)

Elas começaram a conversar entre si sobre a segurança do prédio e me ignoraram totalmente. Sequer me deixaram explicar. Como eu obviamente não era nenhum marginalzinho, nem fiquei preocupado, mas realmente é uma situação absurda.

Elas deram um jeito de ir a casa do porteiro e persistiram tanto que conseguiram fazer o porteiro aparecer. A senhora me segurava o tempo todo. A cena chegava a ser engraçada. Será que ela achava que ela era a Alice que batia no Popeye no desenho animado? Senão, se eu fosse um bandido ela ia ter problemas sérios...

Enfim, o porteiro me conhecia, pois eu já tinha feito várias entregas lá anteriormente. Mas a mulher me segurou tão forte que eu pensei que ela não ia mais me soltar. Eu estou até agora imaginando a ENCRENCA e DOR DE CABEÇA que o porteiro teve que suportar com essas donas...

Aí fica uma questão em minha cabeça:
Se eu fosse um garoto bem vestido e NÃO FOSSE NEGRO, será que eu passaria por essa situação ridícula?

Música tema da publicação: Interfone - Só Pra Contrariar.

20.11.13

Brasil 3X4 Nigeria - Atletas lutando contra o racismo e a segregação social

Quarta-feira, 31 de julho de 1996. O jogo do Brasil ia começar às 18:00 h e eu estava trabalhando em Copacabana, e eu saí do trabalho por volta de 18:00, portanto não seria possível ver o jogo em casa. Por isso eu parei num bar na Rua Miguel Lemos e comecei a ver o jogo lá. Quando eu vi que o Brasil já estava ganhando por 3 a 1 eu decidi ir para casa, pois achei que o jogo já estava decidido.

Mas ao chegar na Leopoldina eu vi que a Nigéria fazer um gol no final do jogo... eu pensei que a Nigéria tinha diminuído o placar para 3X2, mas na verdade, a Nigéria estava empatando o jogo e levando a partida para a prorrogação! Eu tive que parar de frente para a televisão de um bar de novo...

Logo a Nigéria fazia o "Golden Goal", e eu ouvia o Galvão Bueno dizer "Acabou! Terminou. Termina o jogo. Termina a prorrogação. Termina o sonho do ouro no futebol para o Brasil."

Melhores Momentos Brasil 3x4 Nigéria Olimpíadas 96 Globo


Nigeria Vs Brazil 1996 Olympic Semi-Finals


O Brasil ficou com a medalha de bronze no futebol, nessas Olimpíadas.

Jogos Olímpicos 1996 - Brasil medalha de bronze.

Me lembro que o time do Brasil foi criticado, os estrangeiros disseram que faltou espírito olímpico aos brasileiros, pois a nossa seleção sequer queria festejar o bronze.

XXVI OLIMPÍADA ATLANTA - 1996

"A Nigéria teve como grande mérito acreditar sempre, ter a audácia...", disse Galvão Bueno.

A virada da Nigéria foi histórica. A seleção de um país pobre conseguiu virar o jogo contra o poderoso Tetra campeão, Brasil. Histórico.

Nigéria é um país pobre, que era colônia do Reino Unido até 1960. Ou seja, Nigéria apenas se tornou independente em 1960. A língua oficial da Nigéria é o inglês, a língua dos colonizadores, mas a maioria do povo mal fala inglês! Somente a classe alta da Nigéria fala inglês... O resto da população "arranha" no inglês, ou seja, a maioria apenas fala um pouco inglês.

A Nigéria se tornou campeã olímpica no futebol, um esporte da classe alta, um esporte de lordes britânicos, que por ironia foram seus colonizadores.

No Brasil, há também um clube de pobres, um clube que surgiu humildemente, e conseguiu vencer poderosos times grandes, de ricos. Esse time humilde também conseguiu vitórias históricas. Esse time veio da terceira divisão do futebol de seu estado e só tinha jogadores de classe baixa, que mal tinham onde morar. E quando esse time foi criado, ninguém acreditaria nas conquistas que ele obteria.

Perdendo de 3 a 0, na casa do adversário, no estado do adversário, e com um jogador a menos, esse time virou o jogo e venceu por 4 a 3, se sagrando campeão. O jogo passou a ser considerado a Virada do Século. Enquanto esse time de origem humilde perdia por 3 a 0, todos os torcedores dos outros times de seu estado soltavam fogos e comemoravam.

Porém o Vasco da Gama fez a Virada do Século e se tornou campeão.

Palmeiras 3 x 4 Vasco (Copa Mercosul 2000)


A virada do Vasco sobre o Palmeiras passou a ser considerada histórica, assim como a vitória da Nigéria sobre o Brasil. Veja Dez viradas espetaculares do futebol.

O Vasco da Gama começou pequeno, veio da terceira divisão, sempre foi um time humilde. A discriminação contra o Vasco foi desde o início, pois o Vasco foi fundado por portugueses, e infelizmente a lusofobia aqui no Brasil é muito forte. E além disso, o Vasco aceitava negros em sua equipe, ao contrário dos outros grandes times do Rio, que só aceitavam pessoas de classe alta. Veja um pouco da história do Vasco da Gama contra o racismo:

"O Vasco teve a ideia de adotar o preto e o branco porque são cores que se encaixam na ideia de uma comunhão de etnias (já que foi o primeiro clube do Brasil a lutar contra preconceitos raciais e sociais)."
Fonte: Wikipedia.

"Nos anos seguintes à estreia na terceira divisão, o nível do time vascaíno foi melhorando, certamente graças ao atrevimento de não discriminar negros e mulatos. Apesar de ser basicamente um clube de colônia, o Vasco seguia a boa tradição portuguesa da mistura, ao contrário dos tradicionais grandes clubes de futebol do Rio."

"Ao contrário dos grandes clubes de futebol do Rio, desde a sua fundação o Vasco esteve aberto a brasileiros de toda as origens e classes sociais, além dos portugueses..."

"A princípio, os clubes grandes nem ligaram para a entrada do Vasco na série A em 1923. Que é que podia fazer um clube de segunda divisão, cuja maioria dos jogadores residiam em alojamentos na Rua Morais e Silva, ao lado dum campinho de treinamento tão ruim que nem para jogos oficiais servia? Os portugueses do Vasco, pensavam eles, que botassem no seu time quantos crioulos quisessem, mas tudo continuaria como sempre foi, com os brancos vencendo os campeonatos e os pretos nos seus lugares, nos clubes pequenos."
Fonte: site não oficial C.R. Vasco da Gama.

Tanto o time da Nigéria quanto o time do Vasco representam a vitória das classes pobres sobre as classes ricas, a vitória da miscigenação contra o racismo e a segregação.
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15.10.13

Definições históricas de "raça" e "eugenia"

O termo "eugenia" vem do grego "ευγενης", que se traduz bem como "nobreza". Por sua vez, "ευγενης" vem de "ευ", que quer dizer "belo" ou "perfeito" e "γενναω", que quer dizer "nascimento". Logo, "eugenia" quer dizer "nascimento perfeito".

O termo "raça" vem do italiano "razza". Por isso, as melhores definições foram encontradas em italiano:

Razza sf. discendenza continuata di padre in figlio.

Razza sf. insieme di individui, animali o vegetali, che si differenziano da altri gruppi della stessa specie per uno o più caratteri ereditari."

Traduzido ao português:

Raça sf. Descendência continuada do pai no filho.

Raça sf. Conjunto de indivíduos, animais ou vegetais, que se diferenciam de outros grupos da mesma espécie por uma ou mais características hereditárias.

Como já tinha colocado, Emil Kraepelin, o criador da psiquiatria moderna acreditava que deveria haver um controle racial, "higiene racial". Higiene racial é algo semelhante ao Apartheid, ou seja, o governo busca fazer uma seleção de pessoas consideradas mais capazes. Porém enquanto o Apartheid separa brancos de negros, a higiene racial proposta por Emil Kraepelin busca fazer uma seleção dos indivíduos mais saudáveis de corpo e de alma.

Essa seleção de seres mais saudáveis se chama eugenia. Ideias modernas como o aborto e a esterilização para controle populacional vêm da eugenia proposta por Emil Kraepelin e outros racistas; só que hoje em dia é uma eugenia mais disfarçada.

Psiquiatria vem de "psiquê" (em grego "ψυχή"), que significa "alma", e "iatros" (em grego γιατρος), que significa "médico". Daí a ideia que um doente mental tem uma alma doente; mas antes era clara a ideia de que um doente mental tinha uma alma sem virtudes morais, como a grandiosa humildade.

Daí fica fácil entender que a medicina encorporou a especialidade psiquiatria para tratar das almas das pessoas. De acordo com a religião, uma pessoa tem uma alma perfeita quando é humilde. Emil Kraepelin acreditava que uma pessoa de alma nobre podia se contaminar com uma pessoa com "mania de grandeza", por exemplo. Essas teorias, mais tarde, viriam a justificar a exterminação de doentes mentais, não apenas porque acreditavam que doentes mentais eram indignos de viver, mas porque acreditavam que exterminar doentes hereditários seria uma forma de preservar os indivíduos saudáveis, evitar que os indivíduos de grande moral se contaminassem com pessoas que não tinham a grande virtude da humildade.

Não é possível avaliar quem é humilde e quem está fingindo ser humilde. Só porque uma pessoa nunca disse que é Deus não quer dizer que essa pessoa não tenha "mania de grandeza", apenas quer dizer que essa pessoa não revelou seu interior, como um doente mental faz quando está em surto... Quando uma pessoa está perturbada mentalmente ela acaba falando coisas que sequer acredita. Vaidade todos nós temos, em maior ou menor grau. Nunca seria possível saber quem é a pessoa mais humilde do mundo, nem saber quem é a pessoa mais orgulhosa. A natureza foi sábia quando fez a mente humana inacessível.

Com certeza é necessário haver tratamentos para as chamadas doenças mentais. Acredito que medicações psiquiátricas bem administradas podem ajudar o paciente psiquiátrico SIM. E afirmo que sou a favor de tratamento para o que chamamos de sofrimento psíquico. Mas ao mesmo tempo afirmo que os pacientes psiquiátrico são tratados com preconceito e discriminação pelos próprios terapeutas; e esses preconceitos foram HERDADOS do criador da psiquiatria moderna, o médico alemão Emil Kraepelin.

Portanto, Loren Sarmento, eu admiro você por ter coragem de admitir estas coisas:
"é eu me acho mais esperta que os outros"
"...fico me comparando com outras mulheres e sempre me acho mais bonita!!"
"...e quanto a se sentir especial todo mundo acha que tem algo especial,
por exemplo já viu o tanto de gente feia que acha que é bonita(o)?"
Só em admitir essas fraquezas humanas já mostra que você é mais humilde que muita gente.

Os comentários se encontram em Transtorno bipolar do humor - A fase maníaca

"meus sintomas são (...) realmente muita mudança de humor...mais quem é que fica rindo ou chorando ou irritado ou feliz o dia todo? Os humores mudam..."

Nem preciso adicionar a este comentário que Loren Sarmento deixou em
Transtorno bipolar do humor - A sexualidade do paciente

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14.10.13

Psiquiatria, eugenia e racismo

Para que haja Justiça Social, é necessário que todos entendam bem o que é EUGENIA e o que é RACISMO. Esse tema me ocorreu ao ler os pertinentes comentários de Loren Sarmento nas publicações Transtorno bipolar do humor - A fase maníaca e Transtorno bipolar do humor - A sexualidade do paciente.

Nas publicações supra-citadas eu questionei os sintomas do transtorno bipolar descritos pela psiquiatria. Entre os sintomas estão "Sentimento de grandeza". Loren Sarmento sabiamente comentou: "...e quanto a se sentir especial todo mundo acha que tem algo especial". Obviamente a pessoa que inventou esses diagnósticos se achava especial, se achava um gênio que descobriu algo FANTÁSTICO! Alguma dúvida quanto a isso?

Dizer que uma pessoa está DOENTE por se sentir especial demais não é diagnóstico, é um argumento AD HOMINEM, é um ataque ao caráter da pessoa. Não estou dizendo que pessoas com doenças mentais não precisem de tratamento. Estou dizendo que doentes mentais são discriminados e tratados com preconceito pelos próprios médicos e terapeutas.

Poucas pessoas sabem que o criador da psiquiatria moderna defendia a tese que pessoas de genes defeituosos que desenvolviam doenças mentais. O pai da PSIQUIATRIA MODERNA é o alemão Emil Kraepelin. Ele acreditava que havia doenças mentais por ter havido mistura de pessoas de boa moral com pessoas imorais ou fracas de caráter. Ou melhor, RAÇAS DE BOA MORAL se misturaram com RAÇAS IMORAIS gerando doenças mentais.

Emil Kraepelin acreditava que a virtuosa raça alemã tinha sido contaminada ao se relacionar com raças sem virtude. Daí acho que fica claro entender porque hoje em dia há esses diagnósticos que nada mais são que ataques ao caráter da pessoa, argumentos AD HOMINEM.

O tal sintoma "mania de grandeza" do transtorno bipolar e de outras doenças mentais é baseado na ideia que pessoas que se acham especiais não têm a grande virtude da humildade que a Bíblia tanto coloca como essencial para ir para o Céu.

A "mania de grandeza" é contrária a grande virtude bíblica da humildade, por isso deve ser ELIMINADA. Partindo desse princípio se justificou o extermínio de doentes mentais e doentes hereditários em geral, pois a falta de virtude acabaria contaminando outros através de genes, e eliminá-los seria um ato de auto-preservação de toda a humanidade! A maioria dos psiquiatras sequer sabe dessa parte da origem da psiquiatria moderna. A maioria dos psiquiatras sequer sabe que o pai da psiquiatria biológica é também um dos criadores da eugenia, um dos pais do racismo científico (Scientific racism), um dos pais do racismo biológico (Biological racism).

Pode ter certeza, estou simplesmente enojado ao escrever isso. Não estou querendo criticar a psiquiatra. Sinceramente estou criticando o racismo que se enraizou na psiquiatria e entrou na Medicina totalmente desapercebido. Nada contra os psiquiatras e médicos em geral, que apenas repetem o que aprenderam nas universidades.

Em seguida falarei mais das definições históricas dos termos "raça" e "eugenia"
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13.10.13

A história da psiquiatria que poucos conhecem

As ideias de Emil Kraepelin formam a base da psiquiatria moderna. O que poucos sabem é que Emil Kraepelin também foi um dos maiores promotores da eugenia, o racismo científico.

Veja o texto:

Em Munique, Kraepelin se voltou cada vez mais a assuntos sociais de eugenia e higiene racial. Uma olhada rápida em suas publicações mostra que ele expõe assuntos como alcoolismo, crime, degeneração e histeria.
E em termos do conteúdo desses escritos, podemos ver que ele propõe ações mais firmes e diretas através da eugenia para preservar e melhorar a "saúde do povo alemão", ou "Volkskörper".

Veja o texto original abaixo.

In Munich Kraepelin turned increasingly to social policy issues and questions
of eugenics and racial hygiene. A quick glance at his publications shows him
expounding on topics such as alcoholism, crime, degeneration and hysteria.
And in terms of the content of these writings, we find him advancing more
substantial and explicitly eugenic demands designed to preserve and enhance
the "health of the German populace", or the "Volkskörper" (Roelcke, 1999: 138–79;
Weber, 2003). (HISTORY OF PSYCHIATRY, page 392, second paragraph)

28.9.13

A mente humana não pode ser medida - Blaise Pascal

"Pelo espaço, o universo me compreende e me engole como um ponto; pelo pensamento eu o compreendo."

Essa é uma frase famosa de Blaise Pascal, grande cientista francês, criador da Pascaline, calculadora que inspirou a criação de nossos computadores modernos.

Ou seja:

"Pelo espaço, o universo me compreende e me engole como um ponto; pelo pensamento eu engulo o universo."

Observe o que Pascal disse: todo o Universo cabe DENTRO da mente humana, a faculdade do pensamento envolve todo o Universo, com o pensamento, engolimos todo o Universo. O homem mal pode chegar até a Lua, o homem mal pode se afastar da terra. Se o homem mal conhece o Universo, como poderia conhecer algo tão complexo como a mente de um simples indivíduo, que envolve todo o Universo? Como o homem poderia fazer julgamentos sobre a mente humana?

Quero dizer que nem a Medicina têm poder para julgar a mente humana. Não cabe a um psiquiatra dizer que alguém está com "mania de grandeza", pois não é possível medir a mente de ninguém. O papel da psicologia e da psiquiatria deveria ser ajudar pacientes que procuram seus serviços VOLUNTARIAMENTE. Nem a psiquiatria, nem a psicologia nem ninguém pode fazer julgamentos precisos sobre a mente de ninguém. Cabe a essas especialidades ajudar, e não JULGAR.

Pascal faz um trocadilho com a palavra "compreender". Primeiro compreender significa "ter ou conter em si", depois "compreender significa "entender", "assimilar com o raciocínio".

A segunda tradução fica mais direto e claro para a compreensão dos lusófonos, fica mais fácil para a compreensão dos falantes do idioma português.

Eis o original francês:
"...par l’espace, l’univers me comprend et m’engloutit comme un point ; par la pensée, je le comprends."

Veja abaixo o fragmento 348 completo do livro Pensées, de Blaise Pascal, em que ele defende a fé em Deus e a religião, e questiona os que se auto-denominam ateus.

"Ce n’est point de l’espace que je dois chercher ma dignité, mais c’est du règlement de ma pensée. Je n’aurai pas davantage en possédant des terres : par l’espace, l’univers me comprend et m’engloutit comme un point ; par la pensée, je le comprends."

Pensées de Pascal (1670), fragment 348.

24.9.13

Eugenia contra pacientes psiquiátricos

Na década de 1920, os Estados Unidos tinham um programa eugenista, que buscava uma purificação racial nos Estados Unidos, para assim criar um povo mais forte, superior. Margaret Sanger e Madison Grant lideravam programas de controle racial contra pessoas cuja condição poderia ser "prejudicial à força da raça". Margaret Sanger e Madison Grant estavam encarregados de gerir programas de esterilização de pessoas que eram diagnosticadas como doenças e deficiências consideradas genéticas, nos Estados Unidos.

E quando qualquer pessoa com alguma doença ou deficiência genética estava grávida, essa pessoa era convencida a fazer aborto, explicavam para as mães que elas estariam beneficiando a nação norte-americana e a si mesmas ao abortar crianças que poderiam nascer herdando a deficiência ou doença mental dos pais. Dentre as pessoas que poderiam prejudicar a perfeição da raça americana, doentes mentais e deficientes mentais estavam no topo da lista dos mais prejudiciais "à força da raça".

A Wikipedia mostra alguns trechos do livro "Um Plano para a Paz", de Margaret Sanger:

"Manter as portas da imigração fechadas à entrada de certos estrangeiros cuja condição seja reconhecidamente prejudicial à força da raça, tais como retardados mentais e disléxicos, idiotas, lentos, loucos, portadores de sífilis, epiléticos, criminosos, prostitutas profissionais e outros nesta classe barrados pela lei de imigração de 1924. (...)
Aplicar uma estrita e rígida política de esterilização e segregação àquele grau da população cuja prole já seja manchada por algum defeito ou cujas características genéticas passadas de pai para filho sejam tais que traços censuráveis possam ser transmitidos aos descendentes. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106"

As ideias dos norte-americanos Margaret Sanger e Madison Grant foram copiadas pelo governo nazista da Alemanha dos anos 1930 e 1940. E, infelizmente, algumas ideias deles continuam até hoje sendo defendidas por muitos abertamente; como, por exemplo, alguns grupos que defendem aborto e tentam passar leis a favor do aborto, mesmo apesar das experiências trágicas que a História da humanidade mostrou com abortos e esterilização num passado não muito distante.

Na época do governo nazista, os pacientes psiquiátricos eram mortos em câmaras de gás com autorização das próprias famílias, pois não questionavam o procedimento dos profissionais de saúde mental. Infelizmente, hoje em dia, familiares continuam acreditando em tudo que os profissionais de saúde mental dizem.

Esse é um alerta que eu estou fazendo a todas as famílias: dizer que doença mental é genética foi um pretexto usado no passado para eliminarem doentes mentais.

Passei anos frequentando o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Eu ia ao CAPS quase todos os dias, por dez anos. Participei de grupos de família e conversei com vários pacientes, de vários diagnósticos. E isso não me deixa nenhuma dúvida:
Doença mental é um problema social.

Em alguns casos, uma pessoa fica doente mentalmente por não se alimentar bem, e às vezes, uma pessoa fica doente mental por traumas que não têm nada a ver com problemas familiares, mas a principal causa geralmente é familiar, geralmente é um problema de família. Mas quando eu digo isso eu não estou culpando a família, estou vendo um problema na ESTRUTURA da família. E essa falta de estrutura geralmente surge por problemas sociais.

Eu coloquei aqui vídeos de pessoas que foram abandonadas em manicômios, e que sequer recebem visitas, nenhum familiar aparece com um advogado para defender seus direitos. Ora, quando uma pessoa vai para uma prisão comum, ela recebe visitas. Muitas pessoas ficaram doentes mentalmente por terem sofrido maus tratos e abusos na família. Por isso que essas famílias os abandonam, e por isso, na maioria dos casos, doença mental é problema de família.

Por isso decidi compartilhar minha história de família. Meu pai foi um pai como muitos outros, não foi um pai espetacular, mas também não foi um mau pai. Minha mãe também não foi e nem é uma má mãe. Mas infelizmente, meus irmãos me causaram muitos problemas, com maus tratos e abusos sexuais na infância, e quando adulto fui internado de forma abusiva e apanhei em hospitais psiquiátricos, por omissão dos irmãos que me internaram. E infelizmente, meus irmãos estão sendo pais ausentes, o que pode não ser bom para a saúde mental de seus filhos, que necessitam da atenção dos pais mais que qualquer outra coisa.

***

Meu pai morreu quando eu tinha uns 11 anos, e quando era vivo, era um pouco ausente. E é muito triste para mim ver que meus irmãos também estão sendo pais ausentes. Na última semana, por exemplo, um de meus irmãos deixou os filhos aqui em casa, com minha mãe, eles deixam os filhos com outros frequentemente. Meu pai era um pouco ausente com os filhos. Meus irmãos são muito ausentes.

A parte mais triste é ver que meus irmãos usam a própria mãe de uma forma abusiva. Enquanto minha mãe cuidava dos filhos de um irmão, fazia uma obra na casa para abrigar o outro irmão. E o que me deixa mais preocupado é ver que as crianças copiam os pais, portanto eu estou publicando isso aqui, para que, talvez um dia os filhos de meus irmãos vejam isso, e entendam que é covardia explorar a própria mãe e que não copiem o mau exemplo dos pais, e que não façam filhos para depois deixá-los para outros criarem.
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16.1.13

O racismo não tem sentido

Nossa sociedade está fundada no racismo, na intolerância. E o racismo não tem sentido, nem cor, pois o racismo atinge os negros e atinge os brancos também.

Em meus tempos de escola, havia umas meninas de outra turma que me chamavam de bobo, diziam que minha letra era horrível, enfim me perturbavam até não poder mais. Principalmente duas meninas, uma loira de olhos verdes e uma pretinha. A situação era desesperadora, elas mexiam comigo o tempo todo, eu ficava desesperado quando chegava a hora do recreio.

Um dia, depois das meninas me perturbarem bastante quase ao ponto de me fazer chorar, um colega loiro indignado disse: "Deixa de ser idiota! Não deixa essas meninas ficarem perturbando! Quando a loira chegar, você fala que o cabelo dela é arrepiado, e quando a pretinha chegar você chama ela de macaca de cabelo duro!"

Assim, quando elas chegaram eu segui o conselho de meu colega e disse algo como "Sai para lá, sua macaca! Sai para lá, loira do cabelo arrepiado!" Aparentemente funcionou. As meninas se afastaram. Pouco depois elas se aproximaram para pedir desculpas pela chateação que elas causavam, explicando o motivo: "Nós não temos nada contra você, só mexemos assim porque achamos que você é muito bonito, o mais bonito dessa escola." Elas diziam isso com uma certa meiguice e totalmente sem jeito. Acho que nem preciso dizer que eu não sabia nem onde esconder a cara, pois se elas tivessem me socado, teria doido menos.

Depois dessa eu me senti um monstro. Esse foi um dos momentos mais vergonhosos de minha vida. Elas me ensinaram uma grande lição e provaram que eu realmente era bobo.

Eu estava muito envergonhado, pois eu só tinha repetido o que meu colega tinha dito. E, principalmente, eu ignorava que eu estava agredindo minha própria raça. A raça humana.

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9.8.10

INTOLERÂNCIA E DISCRIMINAÇÃO

Um rapaz postou um vídeo no Youtube manifestando sua opinião sobre uma grande cantora pop.

Várias pessoas não gostaram do vídeo e expressaram esse desgosto de várias formas.

Mas infelizmente algumas mostram grande INTOLERÂNCIA, ÓDIO, como podemos ver abaixo. Abaixo você vê os INSULTOS como foram feitos, em diversas linguagens.

O problema principal não é o insulto. INSULTAR não é tão errado, é uma forma de expressão que NÃO DEVERIA SER REPRIMIDA por leis absurdas.

O que não deve acontecer NUNCA são agressões gratuitas como esse rapaz sofreu. Quando duas pessoas estão discutindo qualquer insulto deveria ser válido. O problema são aqueles que insultam sem sequer FALAR, sem SEQUER DISCUTIR com SUA VÍTIMA.

(Note: this is a post which criticizes intolerance and discrimination. Below there are some horrible examples of bad manners. If you don't want to see the bad language please don't read any further.)

Se você não suporta palavrões e ofensas nojentas nem continue a ler. Desculpe pelos palavrões servem para refletirmos em nossa forma de lidar com os outros:

callate negro maricon - (Traduzido do espanhol: Cala-te, negro viado, cale-se negro viado)

ta gueule t'es nul ! (Traduzido do francês: Falastrão, tu não és nada! Bocudo, você não é nada! Cala a boca, tu não és nada! )

you have bad breath (Traduzido do inglês: Você tem mau-hálito)

fuck u black fatso (Traduzido do inglês: Foda-se, gorducho preto.)

It's ok, small-fat-black gay boy....^^ (Traduzido do inglês: Tudo bem, garoto pequeno gordo preto gay...^^)

fat ugly black cock sucker (Traduzido do inglês: Gordo feio chupador de pau.)

vaffanculooooooooo ogni volta ke uno cerca il video ufficiale de una canzone se trova sempre sti kazzo de deficienti ke parlano der video...ma ki ve se ncula...ma ki ve vole sentììììì...io vojo vedè er video ufficiale a ankora nn lo trovo...xk youtube è pieno de ste cazzate porka miseria (Traduzido do italiano-napolitano: vá tomar no cu, toda vez que alguém procura um vídeo oficial de uma canção acha sempre deficientes do caralho que falam do vídeo... mas quem vê detesta... mas quem vê quer ouvir... eu quero ver o vídeo oficial e ainda não encontro... Youtube está cheio destes filhas da puta, puta merda.)

!!!!!!

Preto escroto nojento.

幹,

這肥仔是誰?

我要lady gaga啦!(Traduzido do chinês: Quem é esse gordo? Eu quero Lady Gaga!!)

idiot ¡ niggga , sttupid PEDAZO DE MIERDA ¡  VETE AL AFRICA ALOS ARBOLES GORILA (Traduzido do inglês e do espanhol: Idiota e crioulo, estúpido, PEDAÇO DE MERDA e VÁ PARA A ÁFRICA, PARA AS ÁRVORES, GORILA)

Shut the fuck up you ugly faggotty looking nigger (Traduzido do inglês: Calaboca caralho, seu crioulo com cara de viado)

Negrata de Mierda callate Conguito de mierda toma menos el sol. (Traduzido do espanhol: neguinho de merda, cale-se, toma menos sol)

gordo de mierda (Traduzido do espanhol: gordo de merda)

sai dai seu viado!!!!!!!

Hey negrito Tienes problemas mentales? me haces perder tiempo en la búsqueda. púdrete! (Traduzido do espanhol: Ei, neguinho. Tens problemas mentais? Me fazes perder tempo na busca. Ei neguinho. Você tem problemas mentais? Está me fazendo perder tempo com a busca.)

fuck you -.- you so -.- (in italiano. Sei un fottuto figlio di puttana col cazzo moscio e piccolo. ciao cazzone.) (Traduzido do inglês e do italiano: Foda-se
-.- você é tão -.- (Em italiano. Você é um filho da puta fodido com pinto murcho e pequeno. Tchau bundão.)

fckin nigga! (Traduzido do inglês: Porra de negro!)

niggerfagget! (Traduzido do inglês: Negão viado!)


que coño dice este puto negro? (Traduzido do espanhol: Que porra que este negro está dizendo?)

NEGRO HIJO DE PUTA (Traduzido do espanhol: NEGRO FILHO DA PUTA)

Always the blacks with such a big FXXKING mouth !!! Put a banana in his mouth !!! (Traduzido do inglês: Sempre os negros com uma boca grande do caralho!!! Coloque uma banana na boca dele!!!)

callate negro concha de tu madre!!!!!! (Traduzido do espanhol: Cale-se, negro, boceta da tua mãe!!!!!!)

fuck you nigger go back to africa with the gorilaz (Traduzido do inglês: Foda-se, negão, volte para a África com os gorilas.)


Ainda houve quem tentou defender...

dont call him a nigger better off calling him gay you will look less ignorant "knock it off" (Traduzido do inglês: Não chamem ele de negro, melhor chamá-lo de gay. Você parecerá menos ignorante. "Vá dar (Ou seja, FODA-SE dito de uma maneira 'educada'."

This message is to tapchan4 listen here her sour cream cracker how dare you offend the african amercian race yea we were slaves yea we r darker so what we have our own personality u crakers dont! all u ever do is sit around and talk about white ppl stuff so dont u talk about us cause we will kick ur white ass u better watch urself. (Traduzido do inglês: Esta mensagem é para tapchan4. Escuta aqui seu cream cracker azedo: como ousa ofender a raça afro-americana? Sim, nós fomos escravos, sim, nós somos mais escurinhos. E daí? Nós temos nossa personalidade. Vocês otários não! Tudo que vocês fazem é sentar e falar sobre coisas de brancos. Então não fale da gente, senão vamos dar um chute na sua bunda branca. Melhor tomar cuidado.)

oh god all racist stop commenting if you don't have anything to do seriously fuck off what did he do ya motherfuckers ..(this is written by a 11 year) (Traduzido do inglês: Oh, todos vocês racistas, parem de comentar. Se vocês não tem nada de sério para fazer, vão se foder. O que ele fez contra vocês, filhos da puta.. (Isto foi escrito por um garoto de 11 anos)

Damn you people! Youre like Hitler! (traduzido do inglês: vão se foder, caras! Vocês são iguais ao Hitler!)




Que isso também sirva para encararmos a realidade que o Brasil é abençoado por NÃO TER TANTA INTOLERÂNCIA.

P.S.: Desculpem pela postagem atrasada.

21.3.10

Psiquiatria, eugenia?

Quanto aos comportamentos inadequados que são considerados doenças pela psiquiatria, é claro que há ao menos uma forma de se curar essas pessoas que têm esses comportamentos, quer dizer, pessoas que se revoltam, se exaltam, ficam alegres demais, etc, há formas de se eliminar esses comportamentos.

(Já que os medicamentos apenas os reprimem, mas não os eliminam.)

Todos poderiam ter um nível de alegria NORMAL, correto, na dose certa de acordo com a ciência, nem um pouco a mais, nem um pouco a menos, EQUILÍBRIO TOTAL!

Ninguém ficaria triste além do necessário. Nada de tristeza exagerada! Sabemos que os cientistas estão tentando identificar genes de transtorno bipolar, esquizofrenia e outros “transtornos mentais”.

Se conseguissem realmente identificar com clareza, poderiam ELIMINAR esses genes. Ai a pessoa não teria determinados COMPORTAMENTOS ERRADOS.

Essa pessoa seria corrigida e seria PERFEITA.

Identificaríamos antes de a pessoa nascer os genes DEFEITUOSOS, corrigiríamos, aí todas as pessoas seriam perfeitas. E o mundo seria maravilhoso, perfeito. O único problema é que na época da Segunda Guerra Mundial essa perfeição era chamada de eugenia. Eugenia nazista.

Respeito quem gosta de eugenia, pois defendo a liberdade de pensamento. Mas devo confessar que EUGENIA ME DÁ NOJO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Uma coisa é você modificar quem quer ser modificado, outra coisa assustadora é você corrigir alguém sem perguntar a opinião da pessoa, antes da pessoa nascer.

Pois se alguém me perguntasse se eu gostaria de ter meu “transtorno bipolar” corrigido antes de eu nascer eu diria não, obrigado. Gosto do meu jeito de ser.

E, é claro, se eu tivesse um bebê que a ciência provasse que ia desenvolver “transtorno bipolar” eu não ia aceitar que essa ciência maravilhosa corrigisse meu filho e eliminasse o gene do “transtorno bipolar”.

Nota: Coloco transtorno bipolar entre aspas aqui para deixar claro que não acredito que ser bipolar seja doença. Pelo que eu sei a terra é que é comprovadamente bipolar, pois sabemos que há o PÓLO NORTE e o PÓLO SUL. Enfim, DOIS PÓLOS.

Note: the Portuguese Word for bipolar disorder is transtorno bipolar, and it’s between quotation marks to make clear that I don’t believe that being bipolar is a disease. To the best of my knowledge it’s the earth that is clearly bipolar, the earth is evidently bipolar, for we know there’s NORTH POLE and SOUTH POLE. Thus, TWO POLES.

Pois algumas pessoas gostam de corrigir o que consideram defeito. Mas o que é defeito para um é LINDO para outro!

Por exemplo, algumas mulheres querem colocar silicone. Outras não querem. Nenhuma delas está errada. O comportamento de nenhuma delas é doença, nem está errado.

Poderia IR CONTRA AS NORMAS, IR CONTRA AS REGRAS, SE silicone fosse proibido.

Alguns homens preferirão mulheres com silicone, outros preferirão as mulheres naturais.

Alguns homens gostam de seios pequenos. Qual é o problema?

Alguns preferem seios grandes, outros preferem seios pequenos.

Uns preferem mulheres naturais, outros preferem mulheres siliconadas.

Eu poderia ficar dias dando exemplos, exemplos inúteis para o óbvio.

Mas imagine se alguém DESCOBRISSE que o certo seria que todas as mulheres tivessem seios grandes e FORÇASSEM todas as mulheres a colocar silicone?

(Originalmente publicado em 21 de março de 2010 e atualizado em 02 de novembro de 2012.)

16.7.09

Psiquiatria, fascismo e nazismo

O Fascismo e o Nazismo estavam resolvendo os problemas – com violência – e assim o estavam os psiquiatras.

Os nazistas podem ter sido debandados mas os psiquiatras continuam entre nós. Talvez esta seja a arma secreta que Goebbels gabou que levaria ao renascimento do Reich – não uma super bomba, um raio da morte, mas a planta para um estado escravo psiquiátrico.


O texto acima foi extraído do livro de Bernhard Schreiber. Fala sobre eugenia, fascismo, nazismo e sua ligação com a psiquiatria. O meu objetivo ao colocar o texto não é insinuar que os psiquiatras são nazistas. Não. Apesar de ser incontestável a ligação da psiquiatria e com o nazismo no passado. O objetivo é apenas lembrar que a história da psiquiatria é muito violenta e feia, e cabe aos psiquiatras sérios lutar para mudar essa história. Esse texto foi retirado do blog CONSPIRE ASSIM, da postagem OS HOMENS POR TRÁS DE HITLER. O texto original em inglês, THE MEN BEHIND HITLER, está no site http://www.toolan.com/hitler/index.html

CAPS Rubens Corrêa: Banheiros sem condições - Até quando?

Abaixo tem a foto de um dos problemas sérios do CAPS Rubens Corrêa: banheiros com trinco quebrado, enferrujado. Como os banheiros não tem trincos, as mulheres sofrem para fazer necessidades, pois os banheiros são praticamente abertos. Claro que o banheiro dos técnicos do CAPS é separado. Talvez seja por isso que eles não se preocupam em resolver o problema dos banheiros dos usuários. O banheiro dos usuários é usado também pelos familiares dos usuários. Há fios elétricos desprotegidos em um dos banheiros, o que poderia causar um acidente, não apenas para usuários, mas para qualquer outra pessoa.

Eu mostrei o problema do banheiro tempos atrás aqui. Primeiro eu falei disso na postagem PONTOS BONS E RUINS DO CAPS RUBENS CORRÊA de 7 de abril de 2009 e depois falei na postagem O BOM E O RUIM DO CAPS RUBENS CORRÊA de 9 de maio de 2009. Reclamei com a direção do CAPS repetidas vezes. Infelizmente nada foi feito. A direção do CAPS mudou e os problemas dos banheiros não foram resolvidos. Vamos ver se a nova direção percebe a urgência desses problemas e solucione isso. Eu até dou uma sugestão que certamente resolve o problema: façam um decreto que torne o banheiro dos usuários e dos técnicos os mesmos, banheiros comuns. Dessa forma não haveria abandono dos banheiros dos usuários.


Eis o banheiro do usuários do CAPS!




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Objetivo do blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO

O blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO foi criado para registrar o que acontece na saúde mental, principalmente no CAPS Rubens Corrêa. É um instrumento que visa deixar claro as formas de tratamento do CAPS, as positivas e as negativas. Visa mostrar as condições em que o paciente psiquiátrico é tratado. Aqui eu também descrevo como eu tenho me sentido com as medicações e seus efeitos colaterais ou com os sintomas da doença mental (se houver uma), pois acredito que isso pode ser muito útil para um médico realmente interessado em tratar doença mental. Ao longo desses anos muita coisa foi mostrada. Muitas coisas que comprometem o CAPS. Tais coisas deviam ser mostradas, para proteger a integridade de usuários. Não tinha como objetivo comprometer o CAPS, e sim proteger os direitos humanos dos usuários pacientes psiquiátricos. Mostrar as coisas erradas que acontecem no CAPS é bom, pois pessoas que leem o blog, inclusive profissionais de saúde mental, ficam prevenidas e não repetem os erros aqui relatados.

O blog PACIENTE PSIQUIÁTRICO e os profissionais de saúde mental

Eu sei que maus profissionais poderiam tentar se vingar de mim por não gostar do que é publicado no blog. Poderiam tentar me internar, por exemplo. Isso poderia me calar. Já que nenhuma outra providência ia me impedir de defender o tratamento humano nos CAPS. Só me prendendo. Esse é um blog limpo. Um blog legal. Eu não difamo o nome de ninguém. Apesar de criticar políticos da saúde mental. Porém, às vezes, cheguei até a escrever coisas ofensivas dirigidas a profissionais de saúde mental que cometeram falhas graves, mas nunca cito nomes. Acho que é importante proteger a identidade das pessoas. E eu também tenho que desabafar de vez em quando.

Várias vezes eu ridicularizo certos profissionais de saúde mental. Mas infelizmente muitos profissionais de saúde mental nos ridicularizam e nos tratam com desprezo. Várias vezes eu encontrei grupos de técnicos, profissionais de saúde mental, rindo da gente. Rindo de nós que fazemos tratamento psíquico, nós pacientes psiquiátricos. De certa forma, quando riem dessa forma, estão rindo de nosso sofrimento psíquico.

Em resumo, os bons profissionais de saúde mental vão gostar desse blog. Os bons profissionais de saúde mental do CAPS Rubens Corrêa vão adorar esse blog, pois quantos CAPS têm usuários que falam de seu CAPS, defendendo seus usuários online? Poucos. (Felizmente há outros!) Que fique claro que o objetivo principal desse blog é defender os usuários do CAPS, defender usuários de saúde mental em geral. É que às vezes certas pessoas acham muito trabalhoso garantir os direitos de pessoas em tratamento psíquico.

E infelizmente há profissionais de saúde mental que se acham muito importantes, e acabam se esquecendo de pensar naqueles que eles deveriam cuidar. (Cuidar é diferente de dar esmola. Dar esmolas de atenção, etc.) Se esquecem quando se garantem mordomias demais. E, às vezes, para que outros tenham seus direitos devemos abrir mão de mordomias. Por isso há gente que se sente ameaçado até quando os direitos humanos estão sendo defendidos. Esses se sentem ameaçados, pois temem perder algo que já não lhes é de direito.

Eu peço aos profissionais de saúde mental: façam greve para lutar por melhorias nas condições de trabalho. Mas não descarreguem nos usuários suas frustrações pelos maus salários. Não seja acomodado. Pois quando você é acomodado de certa forma você está concordando com as péssimas condições da saúde mental, está concordando com as péssimas condições do CAPS, por exemplo. Não esconda as coisas erradas que acontecem na sua instituição. Não queira proteger ninguém individualmente escondendo coisas erradas. Proteja várias pessoas em tratamento psíquico falando a verdade e revelando o que deve ser revelado.