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11.6.09

Bispo do Rosário: doente mental, artista ou um escolhido de Deus?

Abaixo o vídeo de Arthur Bispo do Rosário. A psiquiatria acredita que ele era um esquizofrênico paranóico. Será que ele era mesmo? Ou será que ele não era o que ele acreditava ser? Será que ele não era mesmo um escolhido de Deus?



O vídeo do Bispo do Rosário é para refletirmos no que deixamos a psiquiatria chamar de doença mental. Ou loucura. Bispo do Rosário era louco? Se ele era realmente louco ser louco é a coisa mais grandiosa do mundo. Para fazer toda aquela arte fantástica só com supervisão divina. Bispo do Rosário não tinha nenhuma doença mental. Sem dúvida nenhuma Bispo do Rosário tinha acompanhamento dos seres dos céus.

"Sou maluco para te amar e louco para te salvar"

Chegamos ao absurdo de chamar o Profeta Gentileza de louco. Tanto que Profeta Gentileza é o nome de um CAPS aqui no Rio de Janeiro. O CAPS de Inhoaíba. Profeta Gentileza era outro iluminado. Bem, insistimos em chamar iluminados de loucos. Desse jeito ser louco é um luxo. Chamar o Bispo do Rosário e o Profeta Gentileza de loucos... Se eles foram loucos eu com certeza não sou louco, pois não chego aos pés deles. Não tenho toda a capacidade para ser louco.

Sobre internação e tratamento psiquiátrico

O blog especial do Caminho das Índias Diário de Bordo deixou uma postagem interessante sobre internação e tratamento psiquiátrico. Vale a pena conferir. Fala sobre a forma que o paciente psiquiátrico é internado: dificilmente por vontade própria e muitas vezes levado por familiares por vergonha ou para evitar sofrimento. E nas internações os pacientes adquirem novos hábitos nocivos, como o vício de fumar. Se o hospital psiquiátrico quer sobreviver como instituição séria deverá aprender a convencer os pacientes a aceitar a internação para o seu bem. E vão ter que aprender a controlar o ambiente, de forma que as pessoas não adquiram vícios piores que a doença mental em si.

E é claro que está mais do que na hora de termos remédios de verdade para o tratamento da doença mental. Ou seja, algo que não cause outras doenças mentais e que não vicie nem seja usado como droga. Como droga sim. Psicotrópicos são usados por muitas pessoas para se obter prazer, ficar doidão ou conseguir melhor performance na vida, ficando mais ativo. Isso não é remédio. É droga. E droga perigosa. Veja mais sobre o uso dos psicotrópicos no blog http://opacientepsiquiatrico.blogspot.com/. Mais especificamente nas postagens Testes mascaram ineficácia de antidepressivos e Nova onda dos remédios para o cérebro E veja a postagem EUA divulgam listas de remédios suspeitos de causar danos à saúde. Lá você vai ver que eles primeiro receitam as drogas para as pessoas e depois descobrem que as drogas podem causar danos para a saúde.

Mas eu volto a escrever sobre internação e medicação psiquiátrica, e sobre hospitais psiquiátricos. Me aguardem.

19.5.09

Documentário mostra rotina no hospício

Publiquei este artigo primeiramente no dia 19 de maio de 2009, no mês de comemoração da Luta Antimanicomial. Estou atualizando no dia 07 de março de 2013.

Estou compartilhando um importante documentário que mostra pacientes psiquiátricos praticamente moradores na Colônia Juliano Moreira. A Colônia Juliano Moreira é um hospício onde vários abusos foram feitos contra as pessoas internadas, ou melhor, confinadas.

Todos os abusos são denunciados neste documentário. Colônia Juliano Moreira fica em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. A Colônia Juliano Moreira é chamada de "cidade dos rejeitados". Neste importante documentário, podemos ver imagens raras do Arthur Bispo do Rosário, doente mental que criou um grande acervo artístico. O documentário fala da falta de médicos e de outros terapeutas.

Importante notar que hoje continuam faltando médicos e profissionais em geral; criaram os Centros de Atenção Psicossocial, conhecidos como CAPS. Mas faltam médicos nestes Centros de Atenção Psicossocial. Infelizmente, os CAPS são apenas uma fachada para esconder a situação de abandono dos doentes mentais. Veja os vídeos.