Mostrando postagens com marcador cdi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cdi. Mostrar todas as postagens

19.11.13

LAUDO MÉDICO DA PSIQUIATRIA

Este texto revelador foi publicado em outro blog, no dia 15 de janeiro de 2009. Quando o contrato com a ONG Comitê Democratização da Informática acabou, pediram um laudo para fazer a minha dispensa, em outras palavras, pediram um laudo para a demissão.

E o laudo abaixo foi escrito por uma psiquiatra que nunca tinha falado comigo nem por cinco minutos. Ela apenas leu o que outros tinham falado sobre mim e colocou no laudo. (Se podemos chamar esse monte de estigma de laudo.


Declaro para fim de apresentação junto a Previdência Social, que Ezequiel de Andrade Coutinho está em tratamento no CAPS Rubens Corrêa desde 24/07/2001. Iniciou sintomatologia psiquiátrica aos 22 anos quando passou a apresentar heteroagressividade, desorganização do comportamento, com hipersexualização, agitação psicomotora e exaltação do humor. Foi internado algumas vezes por conta de reagudizações. Apresentou outros momentos de depressão do humor e hipobulia. Atualmente apresenta humor eutimíco, apesar de certa exaltação quando suas idéias são contrariadas. Em uso de: Risperidona 2 mg/dia. Diagnóstico: F31 pela CID 10.

Pois é... esse é o meu laudo médico, que recebi de minha atual psiquiatra e decidi compartilhar com todo mundo que quiser ver.

Alguns comentários: a parte que diz, "heteroagressividade" mostra a forma que a psiquiatria vê todo paciente que está em desespero. Sempre com essa infeliz ideia de descrever a pessoa como agressiva para com os outros.

A parte que diz "hipersexualização" só vem a provar para mim que eles pouco observam as pessoas. Eu realmente tive hipersexualização quando estava tomando carbonato de lítio, prescrito pelo outro médico. E nenhum médico percebeu isso. Na época da crise minha sexualidade estava perfeitamente normal, mas minha cabeça estava super-confusa, o que me levou a um comportamento sexual ridículo. E agora, tomando Risperidona eu estou com hipossexualização...

Nota: eu grafei as palavras realmente difíceis do laudo. Aproxime o mouse dessas palavras para ver detalhes. Este texto teve 690 acessos no outro blog.

15.11.13

Projeto SMS/CDI - Pós e contras

Este texto foi publicado no dia 07 de junho de 2009 em outro blog, e o link foi enviado para os educadores e profissionais responsáveis pelo projeto. Nota: abaixo eu coloquei um dos motivos que me fariam deixar o CAPS. Parece que eles acharam que eu estava blefando... parece que agora eles entenderam que eu NÃO BLEFO. NÃO CHANTAGEIO. NÃO FAÇO JOGUINHOS. Nota: só agora que eu percebi que eu coloquei "pós" em vez de "prós"! Eu vou deixar assim mesmo!

Escolas de informática para usuários de saúde mental - A tecnologia a serviço do doente mental

O projeto entre a Secretária Municipal de Saúde do Rio de Janeiro e o Comitê para Democratização da Informática leva cursos de informática para pessoas em tratamento psíquico, pacientes psiquiátricos. Os professores (educadores) que dão as aulas são usuários de saúde mental e recebem uma bolsa de um salário mínimo aproximadamente.

Os cursos beneficiam 7 instituições psiquiátricas do Rio de Janeiro. Os cursos acontecem dentro do Instituto Municipal Philippe Pinel (Botafogo), Instituto Municipal Nise da Silveira (Engenho de Dentro), Centro de Atenção Psicossocial Rubens Corrêa (Irajá), Centro de Atenção Psicossocial Simão Bacamarte (Santa Cruz) e Centro de Atenção Psicossocial Profeta Gentileza (Inhoaíba). E acontecem nas proximidades do Centro de Atenção Psicossocial Ernesto Nazareth (Ilha do Governador) e do Centro de Atenção Psicossocial Lima Barreto (Bangu). E eu, Ezequiel de A.C., sou educador (professor) e ensino informática no Centro de Atenção Psicossocial Rubens Corrêa, em Irajá.

Por que é tão importante?

Escolas de informática dentro de hospitais psiquiátricos como o Instituto Nise da Silveira e o Instituto Philippe Pinel tornam o ambiente mais leve. O hospital passa a ter vida e conectividade. E ganha uma aparência de liberdade. A pessoa internada chega a esquecer que está num hospital.

Quanto aos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), posso dizer que antes da escola de informática o CAPS era apenas uma continuação do hospício. Não era ruim como o hospício porque havia liberdade. Mas além de liberdade o usuário precisa de uma atividade para levar o tratamento. O CAPS era uma continuação com mais liberdade, mas com menos recursos. Hospitais psiquiátricos como o Instituto Nise da Silveira e o Instituto Philippe Pinel eram chamados de hospícios pois há casos de abusos e maus-tratos em sua história. Mas hoje, graças a Reforma Psiquiátrica, insistimos em chamá-los de hospitais. Tanto o Nise quanto o Pinel têm muito mais opções que os CAPS (para mim, hospital psiquiátrico continua sendo hospício). Mas quando a escola de informática chegou um novo leque de opções surgiu. Os CAPS continuaram com menos recursos que muitos hospícios, mas com um novo fôlego.

Enquanto que o Instituto Philippe Pinel tem TV Pinel, Papel Pinel entre outras coisas, o Instituto Nise da Silveira tem a Radio Revolução FM, a editora Encantarte e o grupo Sistema Nervoso Alterado, os CAPS só têm as escolas de informática de atividade variada. Além das escolas de informática os CAPS não têm nada. Por isso que escolas de informática dentro dos CAPS é algo imprescindível.

Com os computadores nos CAPS aqueles usuários mais graves que não podiam sequer sair sozinhos podem mexer no computador. Quantas vezes usuários vieram me procurar dizendo que gostariam de mexer no computador porque no CAPS não tinha nada para fazer.

O que tem atrapalhado o projeto

As técnicas responsáveis pelo projeto não informam os educadores do que está acontecendo. Eu não sei porque isso acontece, já que as técnicas que ficam à frente do projeto são super-atuantes em suas instituições. Talvez seja porque elas estejam acostumadas ao modelo fechado de hospital psiquiátrico, onde elas trabalham.

Nós educadores não estamos acostumados a cobrar sobre como a organização do projeto acontece, como o dinheiro é investido, etc. Não cobramos uma transparência total. (O que não quer dizer que haja falta de honestidade, mas falta de cobranças.) Talvez tenhamos medo de fazer tais cobranças. Isso é uma falha que atrapalha no andamento do projeto e prejudica diretamente os educadores. Como da vez que os responsáveis pelo projeto não sabiam quanto dinheiro tinha em caixa e os educadores ficaram sem receber (vindo a receber meses depois, não graças à SMS, mas graças ao CDI). Se os educadores tivessem cobrado certamente não haveria tal esquecimento.

Além disso os técnicos fazem reuniões e tomam decisões sem a participação dos usuários de saúde mental. Me parece que esses profissionais de saúde mental ainda usam um modelo bem discriminatório e exclusivo.

Os usuários de alguns CAPS foram prejudicados, pois não há escolas de informática lá dentro. Como, por exemplo, o CAPS Lima Barreto e o CAPS Ernesto Nazareth. Nesses casos as escolas de informática são dentro de igrejas. Já não são escolas de informática dos usuários de saúde mental. São escolas de informática das igrejas.

Usuários graves que poderiam se beneficiar do computador saíram perdendo. Pois muitos usuários não sabem andar por aí, não sabem sair do CAPS sozinhos. E alguns até sabem, mas não são sequer permitidos a andar sozinhos muito menos sair do CAPS. E mesmo se houvesse técnicos para levar esses usuários para ver os computadores fora do CAPS eles não seriam atraídos naturalmente.

Nada melhor para atrair a pessoa do que ela ver o movimento da escola de informática enquanto ela está esperando pela medicação. No CAPS. A grande vantagem das escolas de informática dentro de instituições psiquiátricas é que pessoas da comunidade vêm fazer curso dentro das instituições e veem que o ambiente dos usuários de saúde mental não é violento e totalmente insano, como algumas pessoas pensam. Foi uma falha dos técnicos responsáveis por esses CAPS não garantir uma escola de informática dentro das instituições.

Mas em vez dos profissionais de saúde mental dos CAPS buscarem sanar esse problema eles planejam tirar as escolas de informática de todos os CAPS e outras instituições psiquiátricas. Eles acham que colocando as escolas de informática fora dos CAPS os usuários serão forçados a sair do CAPS para fazer o curso, ganhando assim autonomia e saindo do ambiente do CAPS e conhecendo novos ambientes da comunidade. Por que é que eles não fazem atendimentos fora do CAPS para atrair os usuários para novos ambientes? Por que não fazem dispensação de medicação numa padaria, por exemplo? Assim os usuários iam ser atraído para ambientes fora do CAPS.

Talvez a ideia funcionasse, se os técnicos das instituições psiquiátricas levassem seus usuários para o curso de informática fora da instituição psiquiátrica. Eles não estão conseguindo acompanhar os usuários nem nas tarefas dentro do CAPS, imagine tarefas fora do CAPS. Mesmo se tal ideia de escolas de informática fora das instituições psiquiátricas for benéfica mesmo é necessário consultar TODOS os usuários de saúde mental para saber o que cada um acha sobre isso. Tal coisa só pode ir para frente com o consentimento dos usuários. Nem é necessário dizer que eles nunca pediram a opinião sobre isso aos usuários dos CAPS e das instituições psiquiátricas. Claro que não! Se eles (usuários) não tem autonomia, não podem decidir onde deve ficar sua escola de informática...

Mas o que eu vejo é que tirando as escolas de informática de dentro dos CAPS os técnicos terão mais espaço para fazer seus atendimentos. Os psiquiatras e psicólogos terão mais espaço para fazer seus atendimentos. Eles fazem isso por total desconhecimento das necessidades dos usuários. Estão é acabando com os objetivos originais dos CAPS. Se a intenção deles é verdadeiramente boa, por que eles não lutam pela criação de CAPS III no município do Rio de Janeiro? (Nota: na época deste texto ainda não havia CAPS III no município do Rio.) Em vez de tirar o que a gente tem? Esses CAPS III poderiam substituir os hospícios ainda remanescentes (Como o Instituto Philippe Pinel e o Instituto Nise da Silveira).

Claro que se tirarem essas escolas de informática de meu CAPS eu não terei mais motivo para continuar no CAPS. Pois pensava em trazer mais atividades para o CAPS, como, por exemplo, um curso de inglês. E se tirarem o curso de informática para gerar "autonomia" para os usuários, não me deixariam trazer um curso de inglês para dentro do CAPS. Esse é um de meus projetos para levar variedade ao CAPS.

Além da escola de informática o CAPS não tem nada, além de medicação e boa vontade de alguns profissionais. Se uma coisa dessas acontecesse eu ficaria profundamente decepcionado com esses profissionais de saúde mental do setor público. E deixaria o tratamento no setor público e iria procurar outras formas de cuidado, outros médicos, outros terapeutas. Ou talvez ficasse sem tratamento mesmo. Não sei. Essa é uma decisão para depois.

Falha na inclusão digital dos próprios educadores

Para essa falha eu deixo uma sugestão. Pois alguns educadores de escolas de informática sem Internet ficaram para trás, desatualizados. Num mundo em que se fala o tempo todo em e-mail, MSN, Orkut, como é possível um educador ficar por fora em matéria de Internet? Para sanar esse problema bastaria fazer que os educadores das escolas sem Internet fossem dar aulas nas escolas com Internet por umas temporadas. E da mesma forma, os educadores das escolas com Internet iriam dar aulas nas escolas sem Internet. Uma troca.

10.9.12

Projeto Escolas de Informática em instituições psiquiátricas

O projeto do Sistema Municipal de Saúde e Defesa civil do Rio de Janeiro (SMSDC) em parceria com o comitê para Democratização da Informática disponibiliza cursos de informática gratuitos dentro de instituições psiquiátricas ou nas proximidades.

Usuários dos serviços de saúde mental podem fazer os cursos. E quem dá aulas são usuários de saúde mental. Os cursos também estão aberto para pessoas da comunidade.

Os cursos acontecem através das seguintes instituições:
Instituto Philippe Pinel - Botafogo
Nise da Silveira - Engenho de Dentro
CAPS Lima Barreto - Bangu / Padre Miguel
CAPS Rubens Corrêa - Irajá
CAPS Pedro Pelegrino - Campo Grande
CAPS Simão Bacamarte - Santa Cruz

As escolas de informática que existiam nos CAPS Profeta Gentileza de Inhoaíba e CAPS Ernesto Nazareth da Ilha do Governador foram fechadas. Porém, para substituí-las ficou acordado que novas escolas abririam no CAPS Pedro Pelegrino (Campo Grande) e no CAPS Mané Garrincha (Maracanã). Infelizmente o CAPS Mané Garrincha por enquanto não tem sala disponível para que haja os cursos de informática, mas isso deve ser arranjado logo. (Espero.)

Outro problema é que ainda são necessários 2 educadores para dar aulas, lembrando que os educadores devem ser usuários de saúde mental.

Nota final o CAPS Mané Garrincha (Maracanã) conta com a Parceria do CAPS UERJ)

essas foram as informações que obtive com a gestora do projeto.

6.11.10

Nunca um Pedido de Desculpas

Veja abaixo a mensagem que enviarei aos cabeças do CDI e da Secretaria Municipal de Saúde a respeito do projeto de informática:

No decorrer do projeto SMS / CDI tenho visto vários erros de ambas as partes. Falhas diante da comunidade e dos usuários de saúde mental. Falhas que resultaram em surtos de pacientes psiquiátricos enquanto CDI e SMS discutiam por coisas mesquinhas. Falhas no pagamento dos educadores que resultou em surtos de educadores desesperados. Mas NUNCA um pedido de desculpas veio.

Já pedi desculpas tanto ao CDI quanto a SMS por ter reclamado por suas falhas TANTAS VEZES.

Mas nunca ouvi um pedido de desculpas da parte do CDI ou da parte da SMS (SMSDC). Como se nunca tivessem errado. Mesmo quando sabemos que o projeto ficou parado por meses por simples brigas de vaidade da parte do CDI e da parte da SMS que NUNCA querem ceder.

Algum dia eu ouvirei o pedido de desculpas dessas partes, que vivem querendo posar de anjinhos filantropos?

Àqueles que quiseram me dar sermão eu digo que pedir desculpas pelas falhas é algo grandioso que eu não tenho visto em vocês.

A propósito:

Desculpem pela minha audácia.

25.10.10

Consciência + Paz

Tivemos a notícia de mais algumas mortes de pacientes psiquiátricos.

Não por causa de maus tratos diretos, mas infelizmente por um pouco de indiferença.

Mas uma paciente psiquiátrica morreu de morte anunciada pelos companheiros pacientes psiquiátricos.

Sem muitas opções de atividades no CAPS ela era dada ao vício do cigarro.

Devido ao maldito vício do cigarro sua debilitada saúde não resistiu.

É isso que é gerado pela falta de investimento nos CAPS.

Quando teremos mais equipe, mais pessoas fazendo atividades?

E principalmente espero que as pessoas novas que estão entrando nos CAPS não achem errado as pessoas cantarem e se expressar no CAPS.

É chato mandarem você falar baixo e mandarem abaixar a música.

Música tira a aparência de hospício do CAPS.

Eu levo música ao CAPS Rubens Corrêa para tirar a aparência de hospício.

O CDI realmente sempre foi fantástico, mas infelizmente deixou um pouco a desejar no acompanhamento às escolas de informática da secretaria Municipal de Saúde, às escolas de informática das instituições psiquiátricas.

eu já os perdoei, é claro.

Eles tentaram se explicar.

Não me chamaram para o Encontro de Redes do CDI deste ano. Seria uma represália às minhas críticas?

Ora, que pensamento bobo. Eles jamais seriam tão mesquinhos.

Novos Exemplos a Serem Seguidos

Uma usuária do CAPS Rubens Corrêa iniciou um trabalho de fada:

Começou voluntariamente a cuidar dos cabelos das pacientes psiquiátricas do serviço.

Bom ver novos usuários representantes dos pacientes psiquiátricos lutando contra a monotonia no CAPS.

BRAVO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Todos devemos ter consciência da necessidade de melhorar o atendimento em saúde mental.

7.10.10

Eu e o Comite para Democratizacao da Informatica

Nunca ninguem me tratou tão bem na saude mental como o CDI.

Apesar de tratarem as escolas de informática das instituições psiquiátricas com preconceito. Mas preconceito é comum nesta sociedade.

Acabo de me reunir com eles.

Tentei explicar o perrengue louco, a situacao louca em que me envolvi.

Disse sobre como eu tentava falar para o mundo que eu estava tomando a medicação errada.

Disse que eu tive que parar de tomar medicação, pois a medicação me dava mania de perseguicao.

Eu nao conseguiria buscar ajuda tomando aquela medicação.

Recebi tantas mensagens positivas do CDI e do CAPS Rubens Correa e sua nova direção.

Ao me ver exaltado os usuários mostraram preocupação genuína.

O CDI ao me chamar para conversar eles me deram toda a mostra de respeito que eu pedia.

Apesar de ser praticamente a primeira vez que mostraram respeito.

Eles não perceberam uma coisa

Saiu o Ezequiel antigo e entrou um novo Ezequiel. Esse novo Ezequiel eh pura paixão.

Como eu estou no CDI gostaria de dizer que as maquinas são doação. E este eh um teclado estrangeiro.

No CAPS eu estou colocando toda feh nesta nova direção. (ATUALIZAÇÃO DE 30 DE SETEMBRO DE 2011: QUEBREI A CARA; FOI A PIOR DIREÇÃO DA HISTÓRIA DO CAPS!)

Os funcionarios do CAPS abriram o coração para mim e eu abri o coração para eles.

Pena que os funcionários preguiçosos não foram punidos.

Nossa eu precisarei ser trabalhado para que o mundo possa me ver novamente como eu era.

Obrigado a Antonio das Dores, seu Gesemildo, funcionarios do CAPS que falaram comigo de coracao aberto E ME PERMITIRAM VER A LUZ.

Sem, é claro isentá-los da irresponsabilidade que cometeram ao não acompanhar as escolas de informática das instituições psiquiátricas e procederem com preconceitos com essa população.

Obrigado ao meu irmao David. Que perdeu as esperancas de que um dia eu voltaria.

Outra coisa. Ja vou comecar a meter o bedelho na sua vida de novo!

Obrigado aos que acreditam em Deus.

Obrigado aos que dizem que nao acreditam.

Todo ser humano acredita. So quem nao eh humano nao acredita.

E obrigado aqueles que conhecem a Deus.

Obrigado A DEUS, mas sem ADEUS.

Voces vao ter que me tolerar!!!!!

E principalmente, obrigado, leitor.

Principalmente o leitor que comenta anonimamente.

Voces anonimos fizeram desse o maior blog de saude mental do mundo.

Brigado!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!









E quero lembrar mais uma vez que chega de indiferenca. O tratamento no Pinel é um paraiso comparado ao resto.

E isso é discriminação.

Senhor Prefeito do Rio FACA ALGUMA COISA POIS ESTAMOS ABANDONADOS AQUI E


OS CAPS INFELIZMENTE FUNCIONAM COM CONDIÇÕES SOBREHUMANAS, ONDE PACIENTES PSIQUIÁTRICOS SÃO EXPLORADOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

14.8.10

NINGUÉM PRECISA DE DINHEIRO PARA MOSTRAR CONSIDERAÇÃO PELA VIDA E PELO BEM-ESTAR DO PRÓXIMO QUE PADECE

Alguém comentou aqui que Carrano sofreu nas internações porque o governo não fiscalizou os hospitais. Daí que toda a culpa não era do psiquiatra. Exato. Excelente comentário.

Da mesma forma ao me ver hostilizado pela direção do CAPS Rubens Corrêa percebi que não devo tomar nenhuma ação contra a diretora. A diretora não pode ser responsabilizada por não estar à altura do trabalho.

A responsabilidade é de quem a mandou para lá. A responsabilidade é do governo, do SUS, que deveria fiscalizar de perto.

Há uma grande falta de consideração e interesse pelo próximo de muitas pessoas que trabalham em saúde mental. Eles colocam a culpa na falta de verba, na falta de dinheiro.

Mas não é necessário dinheiro para termos consideração pelo próximo. Se eles podem fechar o CAPS para ir a um congresso por que não poderiam fechar o CAPS mais cedo para ir visitar um paciente psiquiátrico que está em casa, incapacitado pelos surtos? Eles poderiam chamar os usuários para ir junto na visita. Todo mundo ia adorar. Mas eles sequer chamaram usuários para ir ao congresso.

Da mesma forma, lembrem que eu falei da gestora do CDI, que é profissional de saúde mental apesar de trabalhar na ONG CDI.

Ela não precisaria gastar nem tempo, nem dinheiro, para mostrar consideração pelos usuários de saúde mental que estão ligados ao CDI. Ela poderia enviar mensagens por e-mail, poderia perguntar como estão passando, poderia marcar reuniões regulares para manter contato, etc.

O problema não é falta de dinheiro, nem falta de tempo. O problema é falta de consideração e falta de comprometimento para com o próximo. Vou até entrar em contato com a direção do CDI para cobrar isso, apesar de nenhuma desculpa justificar.

Todos sabemos que a regra absurda aqui no Brasil diz que o país deve parar na época das eleições. NADA justifica isso, com certeza.

O procedimento natural do povo seria dar uma resposta à altura e NÃO VOTAR EM NINGUÉM enquanto as necessidades do povo não virarem prioridade. Mas como sabemos que o povo ainda não tem essa maturidade, eu tomo minhas providências pessoais.

27.7.10

Possibilidades de Inclusão Social do CAPS SE Bem Aproveitado

Eu sempre achei que os professores de informática das instituições de saúde mental que são ex-pacientes psiquiátricos e pacientes psiquiátricos mereciam todo o respeito.

Pois devido a importância de seu trabalho, não tenho dúvida que mereciam ser respeitados por todos no CAPS. Os funcionários, técnicos do CAPS deveriam respeitar essas pessoas acima de tudo, deveriam dar todo o apoio.

Mas infelizmente meus professores de informática do CAPS sempre foram INVISÍVEIS para os técnicos e funcionários do CAPS em geral.

Eu que imaginava que eram figuras super respeitadas, vim a saber que eram ignorados.

E apesar do CDI ser uma ONG de informática fantástica, eles nunca deram o devido valor a seus educadores, os instrutores de informática.

Enquanto eu estive trabalhando lá vi educadores (professores de informática) sendo dispensados por entrar em SURTO.

E quem era dispensado, infelizmente sempre foi ESQUECIDO.

Quando eu comecei a dar aulas no CAPS Rubens Corrêa comecei a lutar bravamente para derrubar os preconceitos e discriminações.

Até cheguei a conseguir fazer ligações para os alunos do CAPS, quer dizer, conseguia usar o telefone do CAPS, já que aqueles que deram aulas antes de mim nunca conseguiram.

Eu até conseguia fazer ligações, mas como ainda era desrespeitado!!

Quando eu ia ligar tinha que dar minha vez para funcionários do CAPS ligar para namorada, para a mãe, etc.

Eles primeiro queriam usar o telefone para falar com os amigos e não percebiam que minhas ligações DEVIAM ser prioridade, pois eram ligações de TRABALHO. Devido a essas dificuldades eu acabava preferindo ligar de um orelhão e pagar a ligação, pois era difícil encontrar o telefone desocupado.

Depois de atuar anos como instrutor de informática no CAPS pretendia ajudar a tirar o maior proveito do lugar para a inclusão de usuários em saúde mental, assim como pessoas da comunidade.

Pretendia que outros usuários do CAPS pudessem se formar no CDI para serem educadores. Assim eu poderia fazer outros serviços, como dar um auxílio de inglês, como os alunos tinham pedido.

Triste ver como a maldade, o ciúme e a indiferença de profissionais de saúde mental esteja dificultando tanto este projeto.

Apesar do CDI ser um ótimo grupo, infelizmente a gestora direta que trata das escolas de informática das instituições psiquiátricas não está à altura do CDI e simplesmente IGNORA o que está acontecendo com a gente que trabalhou recebendo pelo CDI.

Infelizmente essa gestora do CDI discrimina os CAPS, inclusive ela fez uma cláusula no contrato para tirar escolas de informática dos CAPS arrumando um pretexto para dizer que é bom.

Ela nunca sequer me enviou um e-mail para saber o que acontece na escola de informática.

Mas ela acompanha as duas escolas que estão nos hospitais psiquiátricos, provavelmente para mostrar trabalho para as técnicas que estão a frente do projeto que por coincidência trabalham nesses hospitais psiquiátricos. (Provavelmente ela espera receber favores no futuro, quem sabe facilidades de emprego caso seja demitida do CDI.)

É triste ver que eu recebo mais contato da moça que tinha trabalhado como gestora e foi demitida.

E também recebo mais contato da funcionária da prefeitura sequer viu o projeto funcionando mas tem mais interesse e respeito que as técnicas funcionárias dos hospitais psiquiátricos e que a gestora do CDI que DEVERIAM defender o projeto e mostrar um mínimo de preocupação pelos usuários de saúde mental que recebiam como professores(educadores).

entrar em contato com os pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos que têm feito esse trabalho seria um sinal de consideração, que infelizmente essa gente não tem.

Bem, se eles queriam acabar com as escolas de informática nos CAPS estão com uma ótima oportunidade, pelo menos por enquanto.

Pois eu estou ótimo e não sei se vale a pena voltar a ser discriminado por essa gente. Estou pensando SE vale a pena voltar a lutar por custeio do governo para haver atividades produtivas como cursos de informática nos CAPS e instituições psiquiátricas.

agora estou começando a considerar a entrar com um processo contra essa gente por perdas e danos.

triste ter chegado a esse ponto.

28.3.10

A Crescente Crise do Sistema Único de Saúde

Em 5 de Abril deste ano 2010, que cai numa segunda-feira, às 13:00, acontece no Rio de Janeiro no Clementino Fraga (hospital) uma reunião que definirá alguns dos usuários de saúde mental e familiares que participarão da Conferência Municipal de Saúde Mental do Rio de Janeiro COMO DELEGADOS, isso é, com direito a voto na Conferência.

De acordo com os organizadores das reuniões a conferência NÃO será deliberativa, ou seja, o que for votado na conferência NÃO virará lei, como dizem sobre conferências.

Lembrando mais uma vez que as conferências que estão acontecendo em várias regiões do Brasil são um preparativo para a Conferência Nacional de Saúde Mental que deve acontecer em Junho/Julho.

E na sexta-feira nos reunimos na Rua Churchill 97, Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, onde discutíamos a inevitável crise do SUS, Sistema Único de Saúde do Brasil.

A falta de médicos é geral. Serviços que necessitam de 3 psiquiatras estão contando apenas com um, que sequer consegue ver os pacientes psiquiátricos. Para não falar dos atrasos de salário dos profissionais.

Em casos piores em certos serviços não há nenhum psiquiatra.

Como eu tenho dito, as pessoas recebem medicação sem sequer ver psiquiatras.

A bagunça está generalizada.

A COSTUMEIRA REPRESSÃO DAS INSTITUIÇÕES PSIQUIÁTRICAS



Nessa semana que acabou eu conversava com um companheiro de CDI e explicava para ele sobre as dificuldades que enfrentamos para manter as escolas de informática do Comitê para Democratização da Informática funcionando em serviços de saúde mental.

Isso porque alguns profissionais ligados a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) impõem todo tipo de dificuldade. Expliquei para ele que apesar de terem acabado com manicômios, eles continuam PRENDENDO os usuários de saúde mental de outras formas, já que instituições psiquiátricas são super-fechadas.

Com essas estruturas fechadas fica difícil conseguir até patrocinador, pois esses profissionais conservadores da SMS colocam um monte de restrições que assustam, e RESTRIÇÕES QUE NÃO SÃO AMPARADAS PELA LEI, que na verdade EXIGE o contrário, a lei demanda aproximação e participação da comunidade, e não afastamento.

Porém desta vez eu estou preparado. Nós somos pessoas livres e podemos negociar nossos serviços e nossa imagem com qualquer pessoa, com qualquer empresa.

Esse companheiro do CDI é ótimo, pois é um grande empreendedor que pode nos ajudar e muito. Quanto a parte legal, eu movo meus pauzinhos para desarmar as restrições ABUSIVAS e DESENCORAJADORAS.

Desta vez as repressões vão cair por terra.

22.3.10

Semana da Inclusão Digital - CDI

Nesta semana (de 22 a 27 de março) o CDI, Comitê para Democratização da Informática está engajado na Semana da Inclusão Digital. Na verdade o dia 25 de março é comemorado como Dia da Inclusão Digital (principalmente pelo CDI).

Sempre quero destacar a grande colaboração que o CDI tem oferecido aos ex-pacientes psiquiátricos que agora fazem parte da organização como seus educadores.

Eu e outros ex-pacientes psiquiátricos atuamos em instituições psiquiátricas cooperando e orientando usuários desses serviços de saúde mental e pessoas da comunidade em geral a usar os computadores.

Além de ser bem gratificante para nós mesmos.

Agora o projeto escrito já foi enviado para as autoridades responsáveis diretos pela distribuição de verbas para tais cursos em serviços de saúde mental.

É uma pena que os funcionários de saúde mental que escreveram o projeto não saibam da importância do mesmo para toda comunidade beneficiada e tenham perdido tempo discutindo coisas supérfluas e politicagem.

Logo o projeto estará aprovado e voltaremos com cursos bem mais aperfeiçoados e com um serviço bem melhor, pois apesar da falta de verbas já temos melhorado bastante.

23.2.10

Linguagem, comunicação, saúde mental e inclusão social

E eu falava para uma plateia composta por pessoas de várias línguas.

Eu tentava despertar naquelas pessoas a consciência de que desequilíbrios mentais não é coisa de uns poucos fracos, mas um problema de todos.

Eu dizia que seria super-importante se eles, coordenadores de projetos de inclusão social e digital em vários paises começassem a planejar que esses projetos estejam disponíveis em seus paises também para pessoas que foram acometidas por doença mental.

Depois de eu dizer isso em espanhol uma alemã respondeu em espanhol FLUENTE e simplesmente disse que no momento eles têm coisas mais importantes com que se preocupar... mas quem sabe no futuro.

O mais triste foi ver que algumas pessoas achavam que eu só estava arrumando um pretexto para viajar para outro país...

Acho que se eu quisesse viajar para outro país seria mais fácil juntar um dinheirinho e ir a uma agência de viagem comprar uma passagem.

Seria mais fácil que encarar uma plateia de pessoas de mais de dez paises para falar isso, em português e espanhol, para que todos entendessem.

Parece que ninguém conseguiu entender meus objetivos, mas QUASE todos entenderam minhas palavras.

Os nativos falantes de espanhol entendem um POUQUINHO de português. Quer dizer, entendem uma palavra ou outra.

Ou seja, pessoas que têm o espanhol como língua materna entendem uma coisinha aqui e outra ali, mas têm dificuldades para entender frases.

Isso porque tanto o português quanto o espanhol têm certas palavras muito semelhantes. Por isso geralmente pessoas nascidas e crescidas em regiões em que se fala português dizem que entendem espanhol e pessoas nascidas e crescidas em regiões em que se fala espanhol dizem que entendem português, mesmo sem ter estudado a língua.

Mas na verdade entendem algumas palavras, o que não é o suficiente para entender o contexto. Claro que é possível entender algumas mensagens, mas muito pouco.

Por isso eu falei em português e espanhol, pois queria que todos me entendessem, e sabia que se eu falasse só em português os nativos falantes de espanhol não iam me entender, e se eu falasse só em espanhol os nativos falantes de português não iam entender.

Mas houve uma falha no meu plano...

Pois bem. As pessoas nascidas e crescidas em regiões que em que se fala inglês têm MUITA dificuldade para entender português. Isso mesmo depois de estudar português e viver em país de fala portuguesa por um tempo.

Ou seja, as pessoas que têm o inglês como língua materna têm muita dificuldade para entender português.

Mas falam bem melhor que os nativos falantes de espanhol! Isso porque o português tem sons mais fáceis para um nativo falante de inglês pronunciar que para um nativo falante de espanhol.

(O INGLÊS É UMA DAS LÍNGUAS MAIS DIFÍCEIS DE PRONUNCIAR. PARA QUEM NÃO SABE, A IRONIA É QUE QUEM NASCE FALANDO INGLÊS TEM GRANDES VANTAGENS PARA APRENDER A FALAR A MAIORIA DAS LÍNGUAS, DEVIDO A ARTICULAÇÃO DA LÍNGUA INGLESA.)

Mas a questão é que depois que eu me dei conta que tinha uma americana lá que simplesmente NÃO ENTENDIA UMA PALAVRA QUE EU FALAVA. O engraçado é que ela tentava passar a impressão que entendia.

Pessoas dos outros vários paises latino-americanos viam me cumprimentar e dizer que acham importante minha dedicação para com a causa da saúde mental. Mas ao falar com a americana ficava claro que ela não tinha entendido nada...

Tsc, tsc, tsc... eu deveria ter falado em inglês também...

29.4.09

ESCOLA DE INFORMÁTICA PARA PACIENTES PSIQUIÁTRICOS



Nessa reportagem da série sobre os 20 anos da web você pode me ver dando aulas de informática. A reportagem foi ao ar hoje no Canal Futura. Eu sou o educador do curso de informática do CAPS Rubens Corrêa. O curso é dado pelo CDI, Comitê para Democratização da Informática, através de um convênio entre o CDI e a prefeitura do Rio de Janeiro.

Nessa reportagem você pode ver um pouco do CAPS e seus usuários pacientes psiquiáticos. Observe que nem todos que estão na sala de informática são usuários do CAPS.

Vale dizer que se fala em acabar com o projeto que leva informática para instituições psiquiátricas. Quando informática é tão importante para a melhora de todos nós pacientes psiquiátricos. Esse projeto acontece apenas no município do Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Mas o que eu quero ver é instituições psiquiátricas de todo o Brasil com escolas de informática. E estarei lutando para que isso aconteça!

Nota: no final da reportagem vemos o Wanderson, outra grande figura do CDI.

29.3.09

SOBRE OS HOSPÍCIOS DO PASSADO E DO PRESENTE

Acho que o filme ficou na dosagem certa, embora não passe nem 10% do que nós pacientes psiquiátricos passamos dentro desses chiqueiros psiquiátricos, que ainda hoje são verdadeiras "casas de extermínio". Quando comparo essas instituições do terror com casas de extermínio, não é só pelo fato de 80% dos internos morrerem ou virarem moradores lá dentro, mas também pela prisão física e química às quais somos submetidos, ou seja, uma morte em vida que nos leva ao zumbinismo.

Acima um trecho da entrevista de Austregésilo Carrano Bueno, em que ele dá sua opinião sobre o filme Bicho de Sete Cabeças. Coloquei esse texto para que aqueles que nunca foram internados saibam o que o paciente psiquiátrico experimenta nas internações.

Coloquei o texto também para falar sobre medicação psiquiátrica. Como Carrano bem disse, a medicação leva ao zumbinismo. E é uma prisão química. Mas leva ao vício também. Depois de ter pedido que a médica interrompesse o carbonato de lítio, implorei que ela me passasse o lítio de novo. Pois meu organismo estava sentindo falta da medicação. Agora estou tomando lítio de novo, com risperidona. E estou experimentando novamente os efeitos estranhos da droga. Como, por exemplo, a disartria, ou seja, a dificuldade de falar.

Carrano falou dos hospícios do passado e um pouco dos hospícios do presente. Quem fala mais dos hospícios do presente é Acácio Tavares, que trabalha comigo no CDI. Tentaram transformar hospícios como o Phillippe Pinel e o Pedro II em instituições da reforma que garantam a cidadania dos pacientes psiquiátricos, mas os profissionais que REALMENTE desejam fazer essa transformação devem ter em mente que é uma tarefa complicada. Pois pessoas continuam sendo internadas no Instituto Phillippe Pinel e no Instituto Nise da Silveira (ex-Pedro II). Logo essas instituições se tornaram hospícios da modernidade, hospícios da reforma. Bem, vejam o vídeo em que o Acácio fala do Pinel abaixo. Eu acho que esse vídeo devia ser visto por todos psicólogos, psiquiatras e profissionais de saúde mental, para reflexão. Para que possamos manter as coisas boas e mudar as ruins. E conseguir coisas melhores ainda.

4.10.08

RECOMECEMOS

QUEM LINKA O PACIENTE PSIQUIATRICO

Antes de mais nada, uma palavrinha de agradecimento a todos que linkam o blog Paciente Psiquiátrico, que me linkam.
A começar com o blog de uma usuária de saúde mental, o blog DIZEM QUE SOU LOUCO, que linka o nosso blog.
Também tem o blog CIDADE CARIOCA, que é o blog do gentil jornalista que me entrevistou.
Agradeço a todos.

A REPORTAGEM

A reportagem da qual falei acima foi publicada pelo Globo há mais de 1 ano. também foi publicado por vários outros jornais pelo país. E foi bom, pois apesar de meu trabalho ser conhecido através do mundo, poucos internautas brasileiros o conheciam. O público brasileiro não sabia muito de minha luta anti-doença mental. Depois da reportagem os brasileiros passaram a conhecer bem mais.
CLIQUE E VEJA A NOTÍCIA EM TAMANHO MAIOR.


A SERIEDADE DA DOENCA MENTAL

Me preocupa pensar que a maioria da sociedade desconhece da seriedade da doença mental. Mas me preocupa mais ainda constatar que muitos familiares de doentes mentais e mesmo psiquiatras também não têm ideia da seriedade da doença. No Fórum de Saúde Mental e Direitos Humanos Paulo Amarante rebateu as denúncias de que pessoas doentes mentais foram retiradas dos hospitais pela luta antimanicomial e ficaram nas ruas abandonadas. Ele disse "Ora, as pessoas podem estar na rua, mas ao menos estão livres. A liberdade não tem preço". Parecia um libertador de escravos falando. Mas a declaração dele me surpreendeu. Ele não tem ideia. É que o sofrimento da doença mental chega a ser tão grande que uma pessoa seria capaz de fazer qualquer coisa para se ver livre das alucinações constantes. As pessoas precisam mais é de tratamento.

A PRISAO DA MENTE

Parece que Paulo Amarante não sabe da prisão da mente. Uma pessoa num mundo de alucinações está tão presa nos delírios que é indiferente se está fisicamente presa ou não.Hoje eu ouço gente falando mal dos médicos do passado que usavam o choque elétrico. Ora, aqueles médicos estavam fazendo o melhor que podiam. Para uma pessoa que está realmente padecendo de sérias alucinações valeria a pena sofrer choques elétricos se fosse para se ver livre das malditas alucinações. E eu falo isso por experiência própria. Portanto, meu amigo Paulo Amarante, não é justo falar mal de donos de hospitais. E essa briga entre os donos de hospitais e o pessoal da luta antimanicomial parece não passar de guerra política.

RECOMECEMOS

Por fim quero avisar aos familiares em geral que eu luto principalmente por aqueles que ficaram anos internado por engano, ou por vingança de familiares, mesmos sem estar em surto. É horrível ficar internado sem necessidade real. E luto para que as pesquisas sobre remédios psiquiátricos melhorem, pois sei que muitos não são só internados sem necessidade, mas também tomam remédios pesados sem necessidade real. Portanto vamos rever nossos conceitos. E como diz a música italiana, vamos recomeçar... sem lutar por coisas desnecessárias e guardar nossas energias para lutas sérias.