Doença mental não é hereditária, mas os vícios das famílias são. Vários vícios de uma geração da família foram repetidos pela geração seguinte:
Meus irmãos contraíam dívidas e mesmo depois de mudarem de casa, cobranças continuavam chegando para a minha vó. Um sobrinho nosso herdou o mau vício de meus irmãos, e endividou-se, e até hoje vem cartas para a casa de minha mãe de cobranças de lojas e empresas que levaram calote dele.
O nosso tio Neném não tinha emprego, mas recebia uma aposentadoria por invalidez e trabalhava na barraca da vovó. Essa aposentadoria por invalidez sustentava o meu outro tio, que não trabalhava. O meu outro tio controlava o dinheiro de nosso tio Neném. Quando eu fui internado, um de meus irmãos tentou me aposentar duas vezes. A primeira vez o perito percebeu que era um golpe de um familiar desonesto e recusou a aposentadoria. A outra vez que esse meu irmão tentou me aposentar foi recentemente, quando eu saí de minhas últimas internações. Ele estava trabalhando. Aí de repente ele arrumou uma desculpa para deixar a casa dele e vir para a casa de minha mãe, onde eu moro. Quando eu dizia que eu ia fazer um trabalho em casa, ele era contra, e para evitar de ter que brigar e causar aborrecimentos a minha mãe eu tive que deixar meu projeto de lado. Depois ele largou o emprego dele e começou a me fazer pressão para que eu me aposentasse... acho que ficou claro que o plano dele ao largar o emprego, era que eu me aposentasse e que ele pudesse viver dessa aposentadoria, como nosso tio fez...
Nisso, eu pude perceber que OS VÍCIOS dos familiares se repetiam. Os mais novos herdavam os maus hábitos dos mais antigos. Isso se repetiu também no abuso sexual:
Meu avô cometia abuso sexual em suas filhas e depois meus irmãos também cometeram abusos sexuais.
E eu também percebi que a cada nova geração os vícios se tornavam mais graves, mais sérios, mais persistentes que na geração anterior. Enquanto que meu avô abusava sexualmente das filhas, o meu irmão abusava de irmãos menores, mas depois passou para um nível ainda mais grave que o de meu avô: passou a estuprar meninas, o que acarretou em sua prisão, quando finalmente foi pego em flagrante, no ato.
Não me restou dúvidas:
A família deve se ESFORÇAR para evitar que os vícios se repitam nas gerações seguintes, consciente que, infelizmente, um vício que continua tende apenas a piorar, então cabe a família se conscientizar desses vícios, e discuti-los para evitar que se repitam em futuras gerações.
Eu fico com arrepios só de pensar:
Se meu avô estuprava as próprias filhas, meu irmão abusava de irmãos menores do mesmo sexo e depois passou a estuprar meninas do sexo oposto, o que os filhos de meus irmãos poderiam fazer se não houver consciência da existência desse mau hábito PROGRESSIVO na família? Se um irmão meu chegou a ser preso por estupro, o que os filhos e netos desses meus irmãos poderiam chegar a fazer se não houver conscientização? Sinceramente, eu tenho medo de eles se tornarem criminosos como o maníaco do parque ou o Jack estripador, o nível mais baixo do estuprador.
Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
21.5.14
5.11.13
Não criem estigmas contra a gente, pois já temos dificuldades suficientes
Ao pedir apoio na luta por melhorias no atendimento psiquiátrico público, nenhum familiar apareceu para me apoiar, mesmo depois de eu denunciar várias coisas erradas que aconteciam nas instituições psiquiátricas, várias coisas erradas que aconteciam no CAPS e nos hospitais psiquiátricos. Mas vários familiares têm falado para minha mãe vigiar meu comportamento, para ver se eu não estou agindo estranho.
Parece que querem vigiar para ver se eu estou triste ou alegre. Nenhum deles é profissional de saúde mental, esta atitude só causa transtornos e cria estigmas. E infelizmente, isso me causa um incômodo. Minha mãe fica tentando me encarar. Eu só digo para quem faz isso com pacientes psiquiátricos é que não é possível ver como uma pessoa se sente por dentro encarando a pessoa. Encarando um paciente psiquiátrico você só conseguirá incomodá-lo.
O que todas as famílias de pacientes psiquiátricos devem fazer é apoiá-los quando eles denunciarem maus atendimentos. O que você pode fazer para ajudar pacientes psiquiátricos é lutar para que haja exames gerais nos hospitais psiquiátricos e que haja exames laboratoriais para verificar as condições do organismo de cada paciente antes da prescrição de psicotrópicos.
Não é legal familiares próximos de pacientes psiquiátricos saírem contando as histórias dos surtos para parentes mais distantes, pois gera um estigma terrível. Deixem que o próprio paciente psiquiátrico conte. Vocês familiares de pacientes psiquiátricos deveriam conversar sobre cultura com os parentes mais distantes, conversem sobre música em vez de fofocar sobre nós pacientes psiquiátricos. Nós já temos dificuldades suficientes e não precisamos que criem mais estigmas.
Nota:
Eu não terei nenhum "surto psicótico", nem vou ser internado, mas se eu fosse internado eu não ia aceitar ficar no manicômio, não ia fazer nada no manicômio, não ia aceitar comer lá, nem nada. Nem preciso dizer que se eles tentassem me manter num manicômio eu ia morrer lá dentro, pois eu não comeria nenhuma refeição em um manicômio.
Só isso.
Parece que querem vigiar para ver se eu estou triste ou alegre. Nenhum deles é profissional de saúde mental, esta atitude só causa transtornos e cria estigmas. E infelizmente, isso me causa um incômodo. Minha mãe fica tentando me encarar. Eu só digo para quem faz isso com pacientes psiquiátricos é que não é possível ver como uma pessoa se sente por dentro encarando a pessoa. Encarando um paciente psiquiátrico você só conseguirá incomodá-lo.
O que todas as famílias de pacientes psiquiátricos devem fazer é apoiá-los quando eles denunciarem maus atendimentos. O que você pode fazer para ajudar pacientes psiquiátricos é lutar para que haja exames gerais nos hospitais psiquiátricos e que haja exames laboratoriais para verificar as condições do organismo de cada paciente antes da prescrição de psicotrópicos.
Não é legal familiares próximos de pacientes psiquiátricos saírem contando as histórias dos surtos para parentes mais distantes, pois gera um estigma terrível. Deixem que o próprio paciente psiquiátrico conte. Vocês familiares de pacientes psiquiátricos deveriam conversar sobre cultura com os parentes mais distantes, conversem sobre música em vez de fofocar sobre nós pacientes psiquiátricos. Nós já temos dificuldades suficientes e não precisamos que criem mais estigmas.
Nota:
Eu não terei nenhum "surto psicótico", nem vou ser internado, mas se eu fosse internado eu não ia aceitar ficar no manicômio, não ia fazer nada no manicômio, não ia aceitar comer lá, nem nada. Nem preciso dizer que se eles tentassem me manter num manicômio eu ia morrer lá dentro, pois eu não comeria nenhuma refeição em um manicômio.
Só isso.

4.11.13
Criação de estigmas por familiares
No dia 2 de novembro, às 8 horas da manhã, um barulho enorme começou em cima do quarto onde eu durmo, na casa onde eu moro. O dia 2 de novembro foi sábado, feriado... O barulho foi aumentando, até ficar insuportável. Estavam quebrando alguma coisa no quarto acima do meu. Subi o caminho que leva para o quarto superior e vi que estava acontecendo exatamente o que eu tinha pensado. A porta estava fechada por dentro. Eu bati. Pedi que abrissem, por favor. Qual não foi minha surpresa ao ouvir uma voz estranha vindo de lá de dentro! Quem dorme nesse quarto é minha mãe. Insisti para que abrissem. E ouvi umas respostas lá de dentro:
"Vai dormir, cara!" Reconheci que era a voz de um dos pedreiros que estavam fazendo a obra que minha mãe mandou fazer para o meu irmão ex-presidiário. Ninguém me avisou que iam fazer obra lá, muito menos num dia de feriado.
Não abriram a porta e eu disse aos caras que estavam do outro lado:
"Eu estava dormindo."
Uma voz zombeteira respondeu do outro lado:
"Tocou o despertador!"
Pensei em arrombar a porta. Mas eu já havia observado que minha mãe estava colocando pedreiros para obras do outro lado. Só não esperava que ela fosse chegar ao ponto de quebrar uma parede em cima do quarto em que eu durmo e de manhã, num dia de feriado. A situação é tão absurda, que se eu não conhecesse os hábitos estranhos de minha mãe, chamaria a polícia. Não fiz isso, por que sei que minha mãe já tinha feito isso antes: ou seja, chamar pedreiros para fazer obras e sair. Apesar de eu ter dito a ela que essa é uma atitude perigosa para uma senhora de mais de 70 anos.
Do outro lado, escutei um dos pedreiros dizendo para os outros:
"Esse cara é maluco, ele pode estar com um 38!"
Infelizmente, onde eu moro, pessoas de minha família tem dito para todas as pessoas da vizinhança que eu sou maluco. Isso tem dificultado qualquer comunicação com as pessoas, pois as pessoas pensam coisas horríveis ao meu respeito. Quem mais fala que eu sou maluco é o meu irmão ex-presidiário, que esteve preso por estupro.
Maluco ou não, eu acho que qualquer um pode perceber que essa situação é INSUSTENTÁVEL. Me parece covarde o que esse meu irmão ex-presidiário faz. Ele vivia com uma mulher que o sustentava. Disse que iria passar uns dias na casa de minha mãe para fazer obras. Não fez praticamente nada. Depois, largou a mulher que o sustentava e quis ficar lá em casa de vez. Eu não aceitei. O que aconteceu depois é que minha mãe fez um muro separando um lado do quintal e nesse lado do muro ela começou a pagar pedreiros para fazer obras para meu irmão ex-presidiário.
Eu posso até ser maluco, mas qualquer um vê que esse meu irmão ex-presidiário está explorando a própria mãe.
"Vai dormir, cara!" Reconheci que era a voz de um dos pedreiros que estavam fazendo a obra que minha mãe mandou fazer para o meu irmão ex-presidiário. Ninguém me avisou que iam fazer obra lá, muito menos num dia de feriado.
Não abriram a porta e eu disse aos caras que estavam do outro lado:
"Eu estava dormindo."
Uma voz zombeteira respondeu do outro lado:
"Tocou o despertador!"
Pensei em arrombar a porta. Mas eu já havia observado que minha mãe estava colocando pedreiros para obras do outro lado. Só não esperava que ela fosse chegar ao ponto de quebrar uma parede em cima do quarto em que eu durmo e de manhã, num dia de feriado. A situação é tão absurda, que se eu não conhecesse os hábitos estranhos de minha mãe, chamaria a polícia. Não fiz isso, por que sei que minha mãe já tinha feito isso antes: ou seja, chamar pedreiros para fazer obras e sair. Apesar de eu ter dito a ela que essa é uma atitude perigosa para uma senhora de mais de 70 anos.
Do outro lado, escutei um dos pedreiros dizendo para os outros:
"Esse cara é maluco, ele pode estar com um 38!"
Infelizmente, onde eu moro, pessoas de minha família tem dito para todas as pessoas da vizinhança que eu sou maluco. Isso tem dificultado qualquer comunicação com as pessoas, pois as pessoas pensam coisas horríveis ao meu respeito. Quem mais fala que eu sou maluco é o meu irmão ex-presidiário, que esteve preso por estupro.
Maluco ou não, eu acho que qualquer um pode perceber que essa situação é INSUSTENTÁVEL. Me parece covarde o que esse meu irmão ex-presidiário faz. Ele vivia com uma mulher que o sustentava. Disse que iria passar uns dias na casa de minha mãe para fazer obras. Não fez praticamente nada. Depois, largou a mulher que o sustentava e quis ficar lá em casa de vez. Eu não aceitei. O que aconteceu depois é que minha mãe fez um muro separando um lado do quintal e nesse lado do muro ela começou a pagar pedreiros para fazer obras para meu irmão ex-presidiário.
Eu posso até ser maluco, mas qualquer um vê que esse meu irmão ex-presidiário está explorando a própria mãe.
1.11.13
Para todas as famílias de pacientes psiquiátricos: não cometa abuso de confiança
Uma pessoa pode ter um surto psicótico por estar sofrendo de alguma dor ou privação física que causou estresse gerando um surto psicótico. Por isso todos os pacientes psiquiátricos deveriam passar por exames gerais ao serem internados por doença mental. Isso não acontece nos hospitais psiquiátricos públicos. Pacientes psiquiátricos de melhor situação não precisam disso, mas pacientes psiquiátricos pobres precisam.
eu já vi vários pacientes psiquiátricos pobres no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), sem dentes, machucados, porém a grande preocupação dos profissionais dessas instituições psiquiátricas públicas sempre foi dar psicotrópicos (medicação psiquiátrica). Uma moça que era muito bela ficou deformada e sem dentes. Ela não recebeu nenhuma atenção social. A única coisa que eles davam para a paciente que ficou deformada era medicação psiquiátrica. Claro que uma moça que era belíssima não vai se recuperar apenas tomando psicotrópicos. A família aparentemente sequer está interessada que a paciente se recupere. Apenas querem que ela tome os psicotrópicos para dormir o tempo todo e não causar incômodo com suas crises.
Eu desenvolvi um grande trabalho nas instituições psiquiátricas, trabalhando como educador dando aulas de informática e como participante ativo na Luta Antimanicomial, onde eu contribui para muitas conquistas, por exemplo, na discussão para a criação de novos CAPS III eu estava presente. Além disso participei de mesas com autoridades, interagi em e-mails com o prefeito para direito de usuários de saúde mental.
Nesse blog eu denunciei abertamente vários abusos e regularidades que estavam acontecendo em 2010. Graças a esses abusos eu acabei sendo internado nesse mesmo ano, depois que uma profissional de saúde mental, autoritária, desrespeitou a lei 10216 me recusando presença médica. Logo ao sair da internação em 2010, pedi a um irmão que fosse ao CAPS comigo e com minha mãe para me apoiar. Qual não foi minha surpresa ao ver que o irmão em vez de corroborar as denúncias que eu fiz, começou a falar bem da medicação que eu estava tomando antes, o lítio:
"Graças a essa medicação ele passou a trabalhar." Isso foi um DESRESPEITO tão grande e uma grande molecagem. Se eu aprovasse a medicação eu diria isso no blog. Eu garanto para você que eu não sou burro. Se a medicação me fizesse muito bem eu diria, você não precisa falar por mim. Eu sofri horrores com alucinações provocadas por essa medicação. Se eu estivesse tomando medicação agora ele diria que eu estou sem crises porque acertaram a medicação. Pode ter certeza:
Eu tive méritos no trabalho que eu fiz. Não foi mérito da medicação, não. eu tenho boca para falar. Você não precisa falar da medicação que eu tomei. Respeite a fala de um paciente psiquiátrico. Não fale pelos outros. Aprenda a dar apoio moral. Não preciso de ninguém para me desmentir. É como se uma pessoa chamasse outra para cantar uma música em dupla e a outra pessoa começasse a cantar uma música diferente.
Em 2001:
Confiei em familiares para ir comigo ao Manicômio Pedro II, hoje chamado de Instituto Nise da Silveira, para falar com o pessoal da instituição e reclamar pelo mau acompanhamento psiquiátrico. O mesmo irmão me acompanhou até o manicômio. Lá chegando, ele disse: "Agora eu me recuso a levá-lo até o lugar onde você esteve." Eu não sabia onde era, logo tivemos que voltar. Poucos dias depois eu tive um surto que resultou em um ferimento em minha mão cuja a cicatriz eu tenho até hoje. ele não me apoiou na luta contra o mau acompanhamento naquela época e eu acabei sofrendo por isso na PELE, literalmente. O problema é que o indivíduo se acha esperto demais e acha que só ele pode decidir o que é certo. Nesse mesmo ano 2001, eu mostrei os pulsos machucados pelos maus tratos no manicômio Sanatório Rio de Janeiro e pedi que ele denunciasse. Ele não o fez. Não preciso dizer que a OMISSÃO naquele momento foi grave e prejudicou outros pacientes, pois se a denúncia de maus tratos acontecesse, outros pacientes poderiam ser poupados de maus tratos similares.
Um outro irmão vivia zombando de doentes mentais quando criança. continuou zombando depois de velho, mesmo quando sabemos que doentes mentais merecem respeito. Acabou na cadeia por estupro. Pensei que depois disso ele passaria a respeitar mais pacientes que são presos sem nunca terem cometido crimes. Ele continuou zombando de doentes mentais, fazendo piadas e fofocas.
Uma coisa importante sobre confiança: Em vários momentos, eu disse que não havia necessidade de eu ser internado. Esses irmãos me internaram, apesar de eu ter confiado que eles não iam me internar, pois eu expressei que não queria. Eu disse que não era necessário, como da vez que eu pedi que fosse internado, em 2001 e um irmão negou, o que resultou num surto grave que me deixou uma cicatriz na mão que tenho até hoje.
Confiei quando adulto acabei internado em manicômios contra minha vontade. Confiei neles para me ajudar a defender direitos de usuários no CAPS, em 2010, não precisava de muito, bastava apoio moral, bastava corroborar o que eu dizia e não contradizer o que eu dizia. resultado:
Fui obrigado a me afastar do CAPS, tive que deixar a renda que eu recebia lá, pois do contrário eu não ia poder falar mais nada lá e ia ter que me curvar diante de todos os atos autoritários e abusivos da direção. Meu afastamento fez com que alguns atos abusivos fossem interrompidos e repensados, mas esse efeito teria existido com o apoio moral que me faltou. Com apoio moral eu não precisaria de me afastar.
Acho que todas as famílias de pacientes devem aprender uma coisa:
Não abusar da confiança dos pacientes e RESPEITAR a vontade de pacientes psiquiátricos, pois vocês não estão lidando com bichos.
Quanto a minha família em particular, só deixo uma coisa que eu não queria ter que colocar:
confiei nesses irmãos quando criança e sofri abuso sexual. Confiei quando adulto e acabei machucado, e num manicômio.
A luta contra os maus atendimentos na saúde mental pública precisa do apoio de todos. Mesmo esses irmãos podem ajudar,
ajudando a afirmar que houve mau atendimento em 2001, nos manicômios em que passei, por exemplo. Lógico, podem fazer isso por contra própria, pois eu não confio neles para mais nada e não ando mais com eles, pois não quero ser enfiado num manicômio quando eu menos esperar.
-
eu já vi vários pacientes psiquiátricos pobres no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), sem dentes, machucados, porém a grande preocupação dos profissionais dessas instituições psiquiátricas públicas sempre foi dar psicotrópicos (medicação psiquiátrica). Uma moça que era muito bela ficou deformada e sem dentes. Ela não recebeu nenhuma atenção social. A única coisa que eles davam para a paciente que ficou deformada era medicação psiquiátrica. Claro que uma moça que era belíssima não vai se recuperar apenas tomando psicotrópicos. A família aparentemente sequer está interessada que a paciente se recupere. Apenas querem que ela tome os psicotrópicos para dormir o tempo todo e não causar incômodo com suas crises.
Eu desenvolvi um grande trabalho nas instituições psiquiátricas, trabalhando como educador dando aulas de informática e como participante ativo na Luta Antimanicomial, onde eu contribui para muitas conquistas, por exemplo, na discussão para a criação de novos CAPS III eu estava presente. Além disso participei de mesas com autoridades, interagi em e-mails com o prefeito para direito de usuários de saúde mental.
Nesse blog eu denunciei abertamente vários abusos e regularidades que estavam acontecendo em 2010. Graças a esses abusos eu acabei sendo internado nesse mesmo ano, depois que uma profissional de saúde mental, autoritária, desrespeitou a lei 10216 me recusando presença médica. Logo ao sair da internação em 2010, pedi a um irmão que fosse ao CAPS comigo e com minha mãe para me apoiar. Qual não foi minha surpresa ao ver que o irmão em vez de corroborar as denúncias que eu fiz, começou a falar bem da medicação que eu estava tomando antes, o lítio:
"Graças a essa medicação ele passou a trabalhar." Isso foi um DESRESPEITO tão grande e uma grande molecagem. Se eu aprovasse a medicação eu diria isso no blog. Eu garanto para você que eu não sou burro. Se a medicação me fizesse muito bem eu diria, você não precisa falar por mim. Eu sofri horrores com alucinações provocadas por essa medicação. Se eu estivesse tomando medicação agora ele diria que eu estou sem crises porque acertaram a medicação. Pode ter certeza:
Eu tive méritos no trabalho que eu fiz. Não foi mérito da medicação, não. eu tenho boca para falar. Você não precisa falar da medicação que eu tomei. Respeite a fala de um paciente psiquiátrico. Não fale pelos outros. Aprenda a dar apoio moral. Não preciso de ninguém para me desmentir. É como se uma pessoa chamasse outra para cantar uma música em dupla e a outra pessoa começasse a cantar uma música diferente.
Em 2001:
Confiei em familiares para ir comigo ao Manicômio Pedro II, hoje chamado de Instituto Nise da Silveira, para falar com o pessoal da instituição e reclamar pelo mau acompanhamento psiquiátrico. O mesmo irmão me acompanhou até o manicômio. Lá chegando, ele disse: "Agora eu me recuso a levá-lo até o lugar onde você esteve." Eu não sabia onde era, logo tivemos que voltar. Poucos dias depois eu tive um surto que resultou em um ferimento em minha mão cuja a cicatriz eu tenho até hoje. ele não me apoiou na luta contra o mau acompanhamento naquela época e eu acabei sofrendo por isso na PELE, literalmente. O problema é que o indivíduo se acha esperto demais e acha que só ele pode decidir o que é certo. Nesse mesmo ano 2001, eu mostrei os pulsos machucados pelos maus tratos no manicômio Sanatório Rio de Janeiro e pedi que ele denunciasse. Ele não o fez. Não preciso dizer que a OMISSÃO naquele momento foi grave e prejudicou outros pacientes, pois se a denúncia de maus tratos acontecesse, outros pacientes poderiam ser poupados de maus tratos similares.
Um outro irmão vivia zombando de doentes mentais quando criança. continuou zombando depois de velho, mesmo quando sabemos que doentes mentais merecem respeito. Acabou na cadeia por estupro. Pensei que depois disso ele passaria a respeitar mais pacientes que são presos sem nunca terem cometido crimes. Ele continuou zombando de doentes mentais, fazendo piadas e fofocas.
Uma coisa importante sobre confiança: Em vários momentos, eu disse que não havia necessidade de eu ser internado. Esses irmãos me internaram, apesar de eu ter confiado que eles não iam me internar, pois eu expressei que não queria. Eu disse que não era necessário, como da vez que eu pedi que fosse internado, em 2001 e um irmão negou, o que resultou num surto grave que me deixou uma cicatriz na mão que tenho até hoje.
Confiei quando adulto acabei internado em manicômios contra minha vontade. Confiei neles para me ajudar a defender direitos de usuários no CAPS, em 2010, não precisava de muito, bastava apoio moral, bastava corroborar o que eu dizia e não contradizer o que eu dizia. resultado:
Fui obrigado a me afastar do CAPS, tive que deixar a renda que eu recebia lá, pois do contrário eu não ia poder falar mais nada lá e ia ter que me curvar diante de todos os atos autoritários e abusivos da direção. Meu afastamento fez com que alguns atos abusivos fossem interrompidos e repensados, mas esse efeito teria existido com o apoio moral que me faltou. Com apoio moral eu não precisaria de me afastar.
Acho que todas as famílias de pacientes devem aprender uma coisa:
Não abusar da confiança dos pacientes e RESPEITAR a vontade de pacientes psiquiátricos, pois vocês não estão lidando com bichos.
Quanto a minha família em particular, só deixo uma coisa que eu não queria ter que colocar:
confiei nesses irmãos quando criança e sofri abuso sexual. Confiei quando adulto e acabei machucado, e num manicômio.
A luta contra os maus atendimentos na saúde mental pública precisa do apoio de todos. Mesmo esses irmãos podem ajudar,
ajudando a afirmar que houve mau atendimento em 2001, nos manicômios em que passei, por exemplo. Lógico, podem fazer isso por contra própria, pois eu não confio neles para mais nada e não ando mais com eles, pois não quero ser enfiado num manicômio quando eu menos esperar.
-
24.9.13
Eugenia contra pacientes psiquiátricos
Na década de 1920, os Estados Unidos tinham um programa eugenista, que buscava uma purificação racial nos Estados Unidos, para assim criar um povo mais forte, superior. Margaret Sanger e Madison Grant lideravam programas de controle racial contra pessoas cuja condição poderia ser "prejudicial à força da raça". Margaret Sanger e Madison Grant estavam encarregados de gerir programas de esterilização de pessoas que eram diagnosticadas como doenças e deficiências consideradas genéticas, nos Estados Unidos.
E quando qualquer pessoa com alguma doença ou deficiência genética estava grávida, essa pessoa era convencida a fazer aborto, explicavam para as mães que elas estariam beneficiando a nação norte-americana e a si mesmas ao abortar crianças que poderiam nascer herdando a deficiência ou doença mental dos pais. Dentre as pessoas que poderiam prejudicar a perfeição da raça americana, doentes mentais e deficientes mentais estavam no topo da lista dos mais prejudiciais "à força da raça".
A Wikipedia mostra alguns trechos do livro "Um Plano para a Paz", de Margaret Sanger:
"Manter as portas da imigração fechadas à entrada de certos estrangeiros cuja condição seja reconhecidamente prejudicial à força da raça, tais como retardados mentais e disléxicos, idiotas, lentos, loucos, portadores de sífilis, epiléticos, criminosos, prostitutas profissionais e outros nesta classe barrados pela lei de imigração de 1924. (...)
Aplicar uma estrita e rígida política de esterilização e segregação àquele grau da população cuja prole já seja manchada por algum defeito ou cujas características genéticas passadas de pai para filho sejam tais que traços censuráveis possam ser transmitidos aos descendentes. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106"
As ideias dos norte-americanos Margaret Sanger e Madison Grant foram copiadas pelo governo nazista da Alemanha dos anos 1930 e 1940. E, infelizmente, algumas ideias deles continuam até hoje sendo defendidas por muitos abertamente; como, por exemplo, alguns grupos que defendem aborto e tentam passar leis a favor do aborto, mesmo apesar das experiências trágicas que a História da humanidade mostrou com abortos e esterilização num passado não muito distante.
Na época do governo nazista, os pacientes psiquiátricos eram mortos em câmaras de gás com autorização das próprias famílias, pois não questionavam o procedimento dos profissionais de saúde mental. Infelizmente, hoje em dia, familiares continuam acreditando em tudo que os profissionais de saúde mental dizem.
Esse é um alerta que eu estou fazendo a todas as famílias: dizer que doença mental é genética foi um pretexto usado no passado para eliminarem doentes mentais.
Passei anos frequentando o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Eu ia ao CAPS quase todos os dias, por dez anos. Participei de grupos de família e conversei com vários pacientes, de vários diagnósticos. E isso não me deixa nenhuma dúvida:
Doença mental é um problema social.
Em alguns casos, uma pessoa fica doente mentalmente por não se alimentar bem, e às vezes, uma pessoa fica doente mental por traumas que não têm nada a ver com problemas familiares, mas a principal causa geralmente é familiar, geralmente é um problema de família. Mas quando eu digo isso eu não estou culpando a família, estou vendo um problema na ESTRUTURA da família. E essa falta de estrutura geralmente surge por problemas sociais.
Eu coloquei aqui vídeos de pessoas que foram abandonadas em manicômios, e que sequer recebem visitas, nenhum familiar aparece com um advogado para defender seus direitos. Ora, quando uma pessoa vai para uma prisão comum, ela recebe visitas. Muitas pessoas ficaram doentes mentalmente por terem sofrido maus tratos e abusos na família. Por isso que essas famílias os abandonam, e por isso, na maioria dos casos, doença mental é problema de família.
Por isso decidi compartilhar minha história de família. Meu pai foi um pai como muitos outros, não foi um pai espetacular, mas também não foi um mau pai. Minha mãe também não foi e nem é uma má mãe. Mas infelizmente, meus irmãos me causaram muitos problemas, com maus tratos e abusos sexuais na infância, e quando adulto fui internado de forma abusiva e apanhei em hospitais psiquiátricos, por omissão dos irmãos que me internaram. E infelizmente, meus irmãos estão sendo pais ausentes, o que pode não ser bom para a saúde mental de seus filhos, que necessitam da atenção dos pais mais que qualquer outra coisa.
Meu pai morreu quando eu tinha uns 11 anos, e quando era vivo, era um pouco ausente. E é muito triste para mim ver que meus irmãos também estão sendo pais ausentes. Na última semana, por exemplo, um de meus irmãos deixou os filhos aqui em casa, com minha mãe, eles deixam os filhos com outros frequentemente. Meu pai era um pouco ausente com os filhos. Meus irmãos são muito ausentes.
A parte mais triste é ver que meus irmãos usam a própria mãe de uma forma abusiva. Enquanto minha mãe cuidava dos filhos de um irmão, fazia uma obra na casa para abrigar o outro irmão. E o que me deixa mais preocupado é ver que as crianças copiam os pais, portanto eu estou publicando isso aqui, para que, talvez um dia os filhos de meus irmãos vejam isso, e entendam que é covardia explorar a própria mãe e que não copiem o mau exemplo dos pais, e que não façam filhos para depois deixá-los para outros criarem.
-
E quando qualquer pessoa com alguma doença ou deficiência genética estava grávida, essa pessoa era convencida a fazer aborto, explicavam para as mães que elas estariam beneficiando a nação norte-americana e a si mesmas ao abortar crianças que poderiam nascer herdando a deficiência ou doença mental dos pais. Dentre as pessoas que poderiam prejudicar a perfeição da raça americana, doentes mentais e deficientes mentais estavam no topo da lista dos mais prejudiciais "à força da raça".
A Wikipedia mostra alguns trechos do livro "Um Plano para a Paz", de Margaret Sanger:
"Manter as portas da imigração fechadas à entrada de certos estrangeiros cuja condição seja reconhecidamente prejudicial à força da raça, tais como retardados mentais e disléxicos, idiotas, lentos, loucos, portadores de sífilis, epiléticos, criminosos, prostitutas profissionais e outros nesta classe barrados pela lei de imigração de 1924. (...)
Aplicar uma estrita e rígida política de esterilização e segregação àquele grau da população cuja prole já seja manchada por algum defeito ou cujas características genéticas passadas de pai para filho sejam tais que traços censuráveis possam ser transmitidos aos descendentes. Sanger, "A Plan For Peace", Birth Control Review, April 1932, p. 106"
As ideias dos norte-americanos Margaret Sanger e Madison Grant foram copiadas pelo governo nazista da Alemanha dos anos 1930 e 1940. E, infelizmente, algumas ideias deles continuam até hoje sendo defendidas por muitos abertamente; como, por exemplo, alguns grupos que defendem aborto e tentam passar leis a favor do aborto, mesmo apesar das experiências trágicas que a História da humanidade mostrou com abortos e esterilização num passado não muito distante.
Na época do governo nazista, os pacientes psiquiátricos eram mortos em câmaras de gás com autorização das próprias famílias, pois não questionavam o procedimento dos profissionais de saúde mental. Infelizmente, hoje em dia, familiares continuam acreditando em tudo que os profissionais de saúde mental dizem.
Esse é um alerta que eu estou fazendo a todas as famílias: dizer que doença mental é genética foi um pretexto usado no passado para eliminarem doentes mentais.
Passei anos frequentando o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Eu ia ao CAPS quase todos os dias, por dez anos. Participei de grupos de família e conversei com vários pacientes, de vários diagnósticos. E isso não me deixa nenhuma dúvida:
Doença mental é um problema social.
Em alguns casos, uma pessoa fica doente mentalmente por não se alimentar bem, e às vezes, uma pessoa fica doente mental por traumas que não têm nada a ver com problemas familiares, mas a principal causa geralmente é familiar, geralmente é um problema de família. Mas quando eu digo isso eu não estou culpando a família, estou vendo um problema na ESTRUTURA da família. E essa falta de estrutura geralmente surge por problemas sociais.
Eu coloquei aqui vídeos de pessoas que foram abandonadas em manicômios, e que sequer recebem visitas, nenhum familiar aparece com um advogado para defender seus direitos. Ora, quando uma pessoa vai para uma prisão comum, ela recebe visitas. Muitas pessoas ficaram doentes mentalmente por terem sofrido maus tratos e abusos na família. Por isso que essas famílias os abandonam, e por isso, na maioria dos casos, doença mental é problema de família.
Por isso decidi compartilhar minha história de família. Meu pai foi um pai como muitos outros, não foi um pai espetacular, mas também não foi um mau pai. Minha mãe também não foi e nem é uma má mãe. Mas infelizmente, meus irmãos me causaram muitos problemas, com maus tratos e abusos sexuais na infância, e quando adulto fui internado de forma abusiva e apanhei em hospitais psiquiátricos, por omissão dos irmãos que me internaram. E infelizmente, meus irmãos estão sendo pais ausentes, o que pode não ser bom para a saúde mental de seus filhos, que necessitam da atenção dos pais mais que qualquer outra coisa.
***
Meu pai morreu quando eu tinha uns 11 anos, e quando era vivo, era um pouco ausente. E é muito triste para mim ver que meus irmãos também estão sendo pais ausentes. Na última semana, por exemplo, um de meus irmãos deixou os filhos aqui em casa, com minha mãe, eles deixam os filhos com outros frequentemente. Meu pai era um pouco ausente com os filhos. Meus irmãos são muito ausentes.
A parte mais triste é ver que meus irmãos usam a própria mãe de uma forma abusiva. Enquanto minha mãe cuidava dos filhos de um irmão, fazia uma obra na casa para abrigar o outro irmão. E o que me deixa mais preocupado é ver que as crianças copiam os pais, portanto eu estou publicando isso aqui, para que, talvez um dia os filhos de meus irmãos vejam isso, e entendam que é covardia explorar a própria mãe e que não copiem o mau exemplo dos pais, e que não façam filhos para depois deixá-los para outros criarem.
-
25.5.13
A árdua batalha contra o preconceito travada por quem esteve internado num manicômio
Vou descrever um estranho episódio de meu dia-a-dia. Ou melhor, vou descrever um episódio do estranho dia-a-dia de minha casa, para que as pessoas entendam como é terrível o ambiente de preconceito e discriminação em que vivo. O episódio aconteceu ontem, 24 de maio.
Eu me preparava para tomar banho para sair quando meu irmão acendeu o fogo para esquentar feijão. Enquanto eu estava no banho o ouvi gritar: "Eu vou desligar o fogo, senão o feijão vai queimar!" Eu não acreditei que ele estivesse falando comigo. Não teria sentido. Mas ele continuou gritando. A única coisa que eu podia fazer era ignorar os gritos. Por fim ele parou de gritar, mas logo senti o cheiro do feijão queimando, e podia ouvir o estalo do feijão queimando. Ele não tinha desligado o fogo.
Aí fica uma pergunta que eu me fiz o dia todo, na rua: qual o sentido disso? Por que esse indivíduo procede dessa maneira absurda? Por que ele ligou o fogo e queria que eu saísse do banho para desligar? Obviamente eu IGNOREI. O cara é encrenqueiro. Se eu respondesse a essa situação absurda ia dar briga COM CERTEZA. Eu não ia arrumar briga por essa situação absurda que ele armou. Minutos passaram, o feijão continuou queimando e ele foi fazer outra coisa. Muito tempo depois, ele por fim desligou.
Agora me responda: qual o sentido desse comportamento da parte desse irmão? A reação natural dele não seria desligar o fogo? A única resposta que me vem a cabeça é que ele queria me convencer que quem tinha ligado tinha sido eu; e que eu tinha esquecido por causa da doença mental. Em outras palavras, ele queria passar a ideia de que eu estava SURTANDO. E se por acaso eu tivesse ligado e tivesse esquecido, por que ele simplesmente não desligou? Esse é o ambiente absurdo em que eu vivo. Minha melhor defesa é evitar esse indivíduo o máximo.
Recentemente uma pessoa muito importante para mim disse que eu estava delirando, isso por Internet. Tive que dizer para a pessoa que ela acha que sabe tudo para poder dizer que eu estou delirando, à distância, e sem ser psiquiatra. Já ouvi coisas parecidas de outras pessoas.
Desculpe-me, mas eu tenho que responder dessa forma, para que as pessoas percebam que estão criando estigma, estão discriminando, estão prejulgando e estão OFENDENDO SERIAMENTE, mesmo sem perceber. Mesmo se fossem psiquiatras, não poderiam fazer um diagnóstico à distância.
Para você ter uma ideia de meu dia-a-dia com a discriminação em casa, um dia eu estava falando para esse irmão sobre os direitos dos pacientes psiquiátricos serem tratados com humanidade e ele disse que os doutores disseram que não tem que me ouvir porque eu sou maluco. Aí eu disse para ele que eu estou lutando pelos direitos dele também, pois ele cometeu estupro por um problema mental. Aí ele disse que eu estava delirando, e que nada disso tinha acontecido.
Para você ter uma ideia do estigma. Se eu não tivesse um diário onde eu tenho anotado o dia em que ele foi preso por estupro, eu ficaria em dúvida, e provavelmente acabaria internado no manicômio novamente, achando que estava de fato delirando. Portanto NUNCA diga uma coisa dessas para quem você sabe que foi internado em manicômios várias vezes, e chegou a duvidar da própria existência.
-
Eu me preparava para tomar banho para sair quando meu irmão acendeu o fogo para esquentar feijão. Enquanto eu estava no banho o ouvi gritar: "Eu vou desligar o fogo, senão o feijão vai queimar!" Eu não acreditei que ele estivesse falando comigo. Não teria sentido. Mas ele continuou gritando. A única coisa que eu podia fazer era ignorar os gritos. Por fim ele parou de gritar, mas logo senti o cheiro do feijão queimando, e podia ouvir o estalo do feijão queimando. Ele não tinha desligado o fogo.
Aí fica uma pergunta que eu me fiz o dia todo, na rua: qual o sentido disso? Por que esse indivíduo procede dessa maneira absurda? Por que ele ligou o fogo e queria que eu saísse do banho para desligar? Obviamente eu IGNOREI. O cara é encrenqueiro. Se eu respondesse a essa situação absurda ia dar briga COM CERTEZA. Eu não ia arrumar briga por essa situação absurda que ele armou. Minutos passaram, o feijão continuou queimando e ele foi fazer outra coisa. Muito tempo depois, ele por fim desligou.
Agora me responda: qual o sentido desse comportamento da parte desse irmão? A reação natural dele não seria desligar o fogo? A única resposta que me vem a cabeça é que ele queria me convencer que quem tinha ligado tinha sido eu; e que eu tinha esquecido por causa da doença mental. Em outras palavras, ele queria passar a ideia de que eu estava SURTANDO. E se por acaso eu tivesse ligado e tivesse esquecido, por que ele simplesmente não desligou? Esse é o ambiente absurdo em que eu vivo. Minha melhor defesa é evitar esse indivíduo o máximo.
Recentemente uma pessoa muito importante para mim disse que eu estava delirando, isso por Internet. Tive que dizer para a pessoa que ela acha que sabe tudo para poder dizer que eu estou delirando, à distância, e sem ser psiquiatra. Já ouvi coisas parecidas de outras pessoas.
Desculpe-me, mas eu tenho que responder dessa forma, para que as pessoas percebam que estão criando estigma, estão discriminando, estão prejulgando e estão OFENDENDO SERIAMENTE, mesmo sem perceber. Mesmo se fossem psiquiatras, não poderiam fazer um diagnóstico à distância.
Para você ter uma ideia de meu dia-a-dia com a discriminação em casa, um dia eu estava falando para esse irmão sobre os direitos dos pacientes psiquiátricos serem tratados com humanidade e ele disse que os doutores disseram que não tem que me ouvir porque eu sou maluco. Aí eu disse para ele que eu estou lutando pelos direitos dele também, pois ele cometeu estupro por um problema mental. Aí ele disse que eu estava delirando, e que nada disso tinha acontecido.
Para você ter uma ideia do estigma. Se eu não tivesse um diário onde eu tenho anotado o dia em que ele foi preso por estupro, eu ficaria em dúvida, e provavelmente acabaria internado no manicômio novamente, achando que estava de fato delirando. Portanto NUNCA diga uma coisa dessas para quem você sabe que foi internado em manicômios várias vezes, e chegou a duvidar da própria existência.
-
7.11.11
O erro médico me afastou de minha família
Por volta de 2003 um psiquiatra cometeu um sério erro médico ao me forçar a tomar lítio.
Como consequência eu me tornei totalmente IRRITADO e NERVOSO. Talvez haja quem acredite que lítio faça bem para bipolares, mas o problema é que eu nunca fui bipolar.
Não vou falar agora sobre os efeitos colaterais do lítio em meu corpo. Nem quero discutir a eficácia da droga chamada lítio. Vou falar rapidamente sobre os efeitos na minha vida pessoal.
Devida a irritação causada pela droga, e por ter sido FORÇADO a tomá-la, eu me afastei de vários familiares.
Não pude ver o crescimento de sobrinhos, entre outras coisas.
Obviamente, os familiares afastados falavam disso para os outros parentes, o que causava INTRIGA, e resultava em desentendimentos com os outros parentes também. LÓGICO que eu NUNCA ia falar mal deles e deixá-los mal.
A coisa estava insuportável, já que os outros parentes achavam que o errado era eu.
Obviamente, os familiares afastados não eram de todo culpados, já que tudo isso aconteceu por causa do infeliz erro médico de um psiquiatra.
Como consequência eu me tornei totalmente IRRITADO e NERVOSO. Talvez haja quem acredite que lítio faça bem para bipolares, mas o problema é que eu nunca fui bipolar.
Não vou falar agora sobre os efeitos colaterais do lítio em meu corpo. Nem quero discutir a eficácia da droga chamada lítio. Vou falar rapidamente sobre os efeitos na minha vida pessoal.
Devida a irritação causada pela droga, e por ter sido FORÇADO a tomá-la, eu me afastei de vários familiares.
Não pude ver o crescimento de sobrinhos, entre outras coisas.
Obviamente, os familiares afastados falavam disso para os outros parentes, o que causava INTRIGA, e resultava em desentendimentos com os outros parentes também. LÓGICO que eu NUNCA ia falar mal deles e deixá-los mal.
A coisa estava insuportável, já que os outros parentes achavam que o errado era eu.
Obviamente, os familiares afastados não eram de todo culpados, já que tudo isso aconteceu por causa do infeliz erro médico de um psiquiatra.
Assinar:
Postagens (Atom)