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8.12.12

Documentário: adolescentes e crianças mortas por efeitos colaterais de medicações psiquiátricas / psicotrópicos

Às mães e pais que já tiveram filhos mortos depois de começar a tomar medicação psiquiátrica eu só posso dizer: sinto muito. Às mães que ainda não sabem o que é isso eu só posso dizer: muito cuidado, pois depois quando for tarde demais, não vá reclamar que foi por falta de aviso.

O vídeo abaixo é um documentário extremamente informativo sobre os perigos do uso de medicação psiquiátrica em crianças e adolescentes. Obviamente os psiquiatras e psicólogos tradicionais dificilmente vão alertá-los desses perigos, mas existem uns poucos psiquiatras que estudaram psiquiatria alternativa, como homeopatia e psiquiatria ortomolecular, psiquiatras que DE FACTO querem ajudar.



Evidentemente eu já experimentei efeitos colaterais como pensamentos suicidas ao tomar psicotrópicos e falo por experiência própria.

Existem formas de tratamentos naturais e menos ofensivos. Existem tratamentos alternativos. Cabe a nós exigir que esses tratamentos sejam disponibilizados a todos.
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8.5.12

A casa dos mortos - Eis a exploração da doença mental

Abaixo vemos o vídeo A Casa dos mortos.

O vídeo mostra um desses malditos manicômios judiciários, onde psiquiatras DIZEM TRATAR criminosos perigosos.

No vídeo podemos ver como o dinheiro público é desperdiçado. Esses pacientes psiquiátricos criminosos tomam medicação psiquiátrica, que obviamente NÃO AJUDA EM NADA. Pois se fora dos manicômios as pessoas COMETEM SUICÍDIO COM PSICOTRÓPICOS (medicação psiquiátrica) nos manicômios as pessoas COMETEM SUICÍDIO de outras formas, como podemos ver no vídeo.

Quero lembrar que psicotrópicos CUSTAM MUITO CARO. É o dinheiro do contribuinte que é desperdiçado com psicotrópicos QUE NÃO ADIANTAM para assassinos perigosos.

Neste caso eu estou falando de psicopatas perigosos que mataram várias pessoas. Medicação não curará a maldade dessas pessoas.

porém, medicação PODE SIM ajudar outros pacientes psiquiátricos que cometeram somente um assassinato em surto, por exemplo. Claro que a medicação deverá ser acompanhada de INCLUSÃO.

Medicação nunca deve ser a base de um tratamento psiquiátrico. A base do tratamento psiquiátrico deve ser, SEMPRE, inclusão.

Psicotrópicos devem ser usados como a PARTE MÍNIMA do tratamento de paciente psiquiátricos.

Tratamento de verdade inclui inclusão da sociedade através de ONGS, inclusão do paciente psiquiátrico no mercado do trabalho, enfim, tudo que afaste a alienação. (Alienação = isolamento.) Tudo que não se encontra nesses asilos mantidos pelo ministério da saúde.



Há algumas pessoas desavisadas que defendem que pacientes psiquiátricos assassinos sejam postos em liberdade. Assassinos de tal periculosidade ainda não podem ser soltos. A sociedade não está preparada para isso.

Esses pacientes psiquiátricos criminosos têm que ser enviados para PRESÍDIOS COMUNS.

Assassinos com câncer não são enviados para hospitais de câncer judiciários.

Assassinos portadores de HIV não são enviados para hospitais de HIV judiciários.

9.11.11

Elvis Presley e Freddie Mercury: Contrastes

Observamos Elvis e Freddie. Dois ícones.

Observe os contrastes:





Enquanto Elvis toma Coca Cola Freddie se entope de cerveja e outras bebidas alcoólicas.

No fundo, Elvis era bem conservador!!

Enquanto Freddie Mercury morreu de AIDS, Elvis Presley morreu por overdose de psicotrópicos...

Entre os medicamentos que elvis tomava tinha a tal da codeína... Codeína está presente em vários psicotrópicos... bem...

While Elvis takes Coca Cola in the video, Freddie Mercury swallows beer! Elvis is rather conservative, in spite of all.

While Freddie Mercury died of AIDS, Elvis died of overdose of psychotropic drugs...

This is what this post is all about. A reflection...

7.11.11

O erro médico me afastou de minha família

Por volta de 2003 um psiquiatra cometeu um sério erro médico ao me forçar a tomar lítio.

Como consequência eu me tornei totalmente IRRITADO e NERVOSO. Talvez haja quem acredite que lítio faça bem para bipolares, mas o problema é que eu nunca fui bipolar.

Não vou falar agora sobre os efeitos colaterais do lítio em meu corpo. Nem quero discutir a eficácia da droga chamada lítio. Vou falar rapidamente sobre os efeitos na minha vida pessoal.

Devida a irritação causada pela droga, e por ter sido FORÇADO a tomá-la, eu me afastei de vários familiares.

Não pude ver o crescimento de sobrinhos, entre outras coisas.

Obviamente, os familiares afastados falavam disso para os outros parentes, o que causava INTRIGA, e resultava em desentendimentos com os outros parentes também. LÓGICO que eu NUNCA ia falar mal deles e deixá-los mal.

A coisa estava insuportável, já que os outros parentes achavam que o errado era eu.

Obviamente, os familiares afastados não eram de todo culpados, já que tudo isso aconteceu por causa do infeliz erro médico de um psiquiatra.

6.11.11

Consequências dos psicotrópicos - Relatos de vários pacientes psiquiátricos

Abaixo deixo vários relatos de pessoas que falam sobre os efeitos nefastos de psicotrópicos. Relatos retirados do excelente blog PROGRAMANDO COM DOIS NEURONIOS.

A postagem em questão é: CONSEGUI PARAR DE TOMAR PONDERA!


"A bula do Pondera diz que o remédio não causa dependência, correto? Mas então porque não conseguimos abandonar o uso rapidamente? Porque devemos reduzir a dosagem gradativamente, lentamente, como se fossemos usuários de morfina ou heroína???"

"Fui ao medico porque estava com dificuldade de concentração (também sou da computação). O medico insistiu que eu tinha ansiedade.
Incialmente me receitou Sertralina, mas aí passei a dormir apenas 6h depois de passar intervalos de ~40h plenamente ligado. Apesar de isso ser interessante (hehehe) não estava me fazendo bem.
O medico me receitou então o Pondera. Passados 4 meses com esse maldito veneno, o pouco da minha concentração sumiu completamente e fiquei lerdo feito uma lesma. O medico insistiu que era uma questão de tempo e de me ajustar a medicação. Talvez depois de 2 anos eu conseguisse atingir esse ajuste ao medicamento (grrrrrr).
Durante três semanas fui reduzindo a dosagem de 20mg para zero, intercalando dias a tomar o remédio.
Nossa, que desastre. Agora sim estou na Mer%$. Parece que tenho amnésia. Preciso colar post-it de coisas que quero fazer nos próximos 5min, isso se eu não esquecer de anotar o recado. Além disso, tenho um sono que nem uma turbina de avião me tiraria da cama. Uso dois despertadores que não fazem o menor efeito. Os efeitos colaterais que eu sentia enquanto tomava o Pondera estão 10x mais intensos agora. Estou realmente preocupado... Porque esses médicos não experimentam o Pondera antes de receitá-lo? O sujeito que autorizou a venda do Pondera não deve nem saber o que é um neurônio."

"Olá! Eu também passei e ainda estou na fase de abstinência dos antidepressivos. No inicio era apenas o sertralina, para ajudar na minha TPM e muito stress no ambiente de trabalho. Mas as coisas começaram a piorar cada vez mais. Passei a ficar deprimida.Fui no psiquiatra que me receitou o rivotríl e o pondera,mas as coisas só foram piorando, passei a ter alucinações. me desgostei de vez do meu trabalho e decidir para com as drogas. Mas eu não conseguia. Td vez que parava de tomar eu sofria com a falta deles. Ai fui diminuindo aos poucos e por conta. Parei o setralina e reduzi o rivotril. Aos poucos eu fui diminuindo o rivotril e parei de toma-lo. Fiquei só com o pondera.
Aos poucos fui fazendo a redução do pondera. cortava ele no meio, depois em tres partes até que ; aff. parei com todos eles.
Agora faz 8 dias que parei . Ainda sinto falta mas sei que vou vencer e não usar mais essas drogas.
Mudei de trabalho, mudei minha vida e agora bola para frente. Com fé em Deus nunca mais usarei nada.
Pensem bem antes de embarcar nessa..."

Parabéns ao Cláudio, criador do blog PROGRAMANDO COM DOIS NEURONIOS, que está ajudando a salvar muitas vidas.

12.3.10

Abuso de remédios cresce no mundo e supera uso de drogas, diz ONU

O uso abusivo de remédios prescritos cresce rapidamente no mundo todo, e o número de viciados em medicamentos já supera o de usuários de cocaína, heroína e ecstasy combinados.

O alerta foi feito pela Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife), da ONU, que divulgou hoje um relatório sobre drogas em Viena (Áustria).

A Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (Jife) afirmou que a morte de diversas celebridades no ano passado, como o cantor Michael Jackson, chamaram a atenção para o uso exagerado de remédios prescritos.

Nos Estados Unidos, país do cantor, 6,2 milhões de pessoas abusaram destes medicamentos em 2008, perdendo em número apenas para o consumo de maconha.

O relatório afirma que, na Alemanha, entre 1,4 milhão e 1,9 milhão de pessoas são viciadas neste tipo de droga. Já no Canadá, entre 1% e 3% da população abusam dos chamados opioides.

Em vários países europeus --como França, Itália, Lituânia e Polônia-- a porcentagem de estudantes que revela usar sedativos ou tranquilizantes fica entre 10% e 18%.


Só queria deixar essa notícia que recebi como um presente de um contato. Agradeço muito.

Que seja um alerta, para que as pessoas vejam que não exagero ao pedir alternativas a psicotrópicos, e por que não alternativas para outros fármacos.

Veja a notícia na íntegra na Folha Online.

11.3.10

Psiquiatria: O ramo especial da medicina

Impressionante ouvir psiquiatras dizendo que o importante é estar tomando “remédio”.

falemos, por exemplo, do caso do haldol e do lítio, psicotrópicos para “doenças” diferentes.

Eu deixei de tomar um e passei a tomar o outro com uma simplicidade... nem precisou de exame, só uma conversinha bastou. Que banalização.

Uma banalização da medicina.

Quando dá na veneta do psiquiatra ele vai e passa um “remedinho” novo para você, principalmente se for psiquiatra novo na profissão, esses estão ansiosos para conhecer os efeitos das drogas, NOS PACIENTES, é claro.

Como se um diabético tomasse remédio de pressão na falta da insulina, MESMO SEM TER PROBLEMA DE PRESSÃO, “pois o importante é tomar remédio”, dizem os psiquiatras.

A gente vai ao psiquiatra e aí esse psiquiatra olha para nossa cara e tem a pretensão de dizer que sabe quando a gente está bem ou não! Isso quando eles se dão ao trabalho de ver a gente.

Eu comecei a escrever essa postagem ironizando, mas fica duro ironizar sabendo o número de gente que morre por causa desses métodos.

Já imaginou ir ao dentista e ele olhar para você e dizer se você tem cáries ou não, sem broca de dentista, sem sequer precisar abrir a boca, nem nada? Seria maravilhoso, mas sabemos que a ciência não está avançada a este ponto.

Chega ao cúmulo assustador que eu já relatei aqui: o ABSURDO de o psiquiatra falar com o familiar do paciente psiquiátrico e tomar a palavra desse familiar que relata se o paciente está bem ou não, sem sequer vê-lo, às vezes sem sequer conhecê-lo.

Essa prática infeliz nasceu por eles sempre deixarem o paciente psiquiátrico falar menos nas consultas. Ou então o paciente psiquiátrico fala, mas o que vale é o que o familiar falou. É um hábito nojento da psiquiatria.

Ora, o paciente nunca fala, o familiar fala pelo paciente. Então porque não deixar o paciente em casa e só o familiar aparecer na consulta? É o que acontece, e é um absurdo.

E consideram o psicotrópico BOM DEMAIS, então o paciente participar de suas próprias consultas deixou de ser prioridade.

2.3.10

A Super-valorização do psicotrópico

Me lembro do caso contado na Internet de uma pessoa que se suicidou tomando o “remédio” direitinho, sem protestar, nem reclamar. Aí a pessoa que contava a história disse que vai seguir esse belo exemplo dessa pessoa que se suicidou tomando “remédio” certinho sem protestar.

Eu fui cruel, mas eu tive que dizer: vai. Fique tomando o “remédio” certinho que você vai acabar se suicidando como essa pessoa. Eu se fosse você encarava a realidade (que é LUTAR POR opções de tratamento que possam substituir os psicotrópicos que eles chamam de “remédios”. Como tenho dito sempre, psicotrópicos só deveriam ser usados como último recurso.)

Está claro para mim que essa pessoa se suicidou PORQUE estava tomando os psicotrópicos certinho sem reclamar.

Eu tenho que me deparar com cada história triste. E é triste ver pessoas fugindo da realidade para passar por certinho.

O que, infelizmente, acaba por lhes custar a vida.

Enfim, a super-valorização do psicotrópico.

Me lembro quando estava há alguns dias depois de trocar o carbonato de lítio pela risperidona.

Falei para a psiquiatra da época que apesar de me ver livre da grande agitação causada pelo lítio, estava sofrendo pela apatia da risperidona.

Aí ela disse, “bem, você queria trocar de remédio, eu troquei.”

Aí o interessante é que ela disse:

__ O que não pode é ficar sem remédio.

Aí eu pensei, “como se fosse uma fórmula milagrosa.”

É como se eles acreditassem que uma pessoa pode ficar sem água, sem comida, mas nunca sem o “remédio”. Como se uma pessoa pudesse morrer, se matar, mas se estiver tomando o “remédio”, tudo bem.

Como no caso da pessoa que se suicidou tomando o “remédio” certinho.

A vida humana não pode ser tão desvalorizada.

Quando eu estava internado tinha uma época que faltava água. A gente passava o dia sem banho e sem beber água.

Aí a gente esperava ansioso a hora da medicação, pois aí eles arrumavam um pinguinho d’água para a gente conseguir engolir aquele MONTÃO de psicotrópicos (mais psicotrópicos que água).

9.2.10

Médico indiciado pela morte de Michael Jackson por overdose medicamentosa

LOS ANGELES (Reuters) - Promotores de Los Angeles formalizaram na segunda-feira o processo judicial por homicídio culposo contra o médico que atendia Michael Jackson na época da sua morte, em 25 de junho.

O cardiologista Conrad Murray há meses era investigado por ter supostamente administrado uma sobredose dos medicamentos propofol, lorazepam e outros analgésicos, sedativos e um estimulante ao cantor de "Thriller".


Notícia extraída do Yahoo! Notícias.

Para quem não sabe LORAZEPAM é um psicotrópico poderoso conhecido pelo nome de LORAX aqui no Brasil.

Enfim, esse médico está respondendo na Justiça por levar o Michael Jackson a morte através de psicotrópicos e outros fármacos.

Mas não vão responsabilizar os fabricantes dos fármacos?

Seria bom para a sociedade que os psiquiatras que levaram tantos pacientes psiquiátricos a morte com super-doses de medicamentos psiquiátricos fossem indiciados e respondessem na Justiça também.

Pois se alguém que atropela e mata SEM INTENÇÃO tem que responder na Justiça por que os psiquiatras nunca respondem pelas mortes que as prescrições exageradas de psicotrópicos causam?

Acha que seria apenas justo.

Infelizmente eu conheço VÁRIOS psiquiatras que levaram pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos amigos meus a morte por passar psicotrópicos demais.

(Nota: obviamente nem todos os psiquiatras cometem essas falhas.)

Mas infelizmente eu sei que esses psiquiatras provavelmente nunca responderão por essas negligências médicas.

A minha luta é para evitar que as mortes por esses psicotrópicos continuem, e isto eu VOU CONSEGUIR. Mas não é minha prioridade levar esses psiquiatras infelizes a Justiça.

Muitos desses psiquiatras que levaram seus pacientes psiquiátricos a morte eram até boas pessoas. Uns até faziam uns trabalhos legais. Mas eram PÉSSIMOS administrando medicamentos psiquiátricos. Erraram de profissão.

Eu não sou a favor de prisões QUE ISOLEM. Sou a favor da liberdade.

Repito, apenas acho que esses psiquiatras que eu conheci, MUITOS QUE ATÉ FIZERAM COISAS LEGAIS, deveriam responder por seus crimes como qualquer outro criminoso.

Eu até gosto de muitos deles. Apenas acho que eles deveriam responder por seus crimes, sejam eles dolosos ou culposos.

Onde há isolamento não há lei, não há regras...


Como eu sou defensor da liberdade, você já devia saber que eu sou contra qualquer tipo de prisão QUE ISOLE. Ou seja, sou contra pessoas ficarem limitadas a quatro paredes ou a muros, impossibilitadas de ver o mundo que Deus (A Natureza) fez para todos.

Sou contra a pena de morte. A nenhum criminoso deve ser negada uma segunda chance.

Mas que haja pena de morte para QUALQUER criminoso que causou morte e REINCIDIU depois de pagar pelo crime.

Ou seja, TOLERÂNCIA ZERO para quem volta a causar morte depois de ter pagado na Justiça por tal crime.

E quando alguém fica isolado A FORÇA geralmente a vida dessa pessoa fica nas mãos de seus carcereiros. Ou seja, quem está tomando conta da pessoa que foi presa ou internada pode fazer o que quiser com a pessoa, pois quem está de fora não está vendo. Seus carcereiros decidem a forma da pessoa viver, e até decide se a pessoa vive ou não.

Sou contra asilos enfim. O único asilo que deveria existir deveria ser o asilo VOLUNTÁRIO. Sou contra qualquer forma de asilo forçado.

Acho que quem cometeu crimes deveria ser submetido a trabalhos FORÇADOS para pagar pelo prejuízo que causou a outras vidas. Não seria uma punição. Seria um PAGAMENTO. Quer dizer, o criminoso PAGARIA por seus crimes com trabalho. Quem deve não deve ser punido. Quem deve tem que PAGAR. Isso é justiça, em vez de vingança.

Quem roubou ou traficou, por exemplo, seria obrigado a se qualificar profissionalmente a custas do poder público. (E, claro, seria forçado a trabalhar.)

Claro que esses criminosos seriam monitorados noite e dia e SE tentassem fugir ou sair da linha seriam EXECUTADOS imediatamente, sem qualquer hesitação.

Naturalmente eles teriam advogados para defender seus direitos e causas e NÃO TERIAM MOTIVOS para qualquer rebelião.

Não teriam motivos, pois poderiam ir a qualquer lugar, apesar de estar VIGIADOS constantemente.

Mesmo àqueles criminosos que matam sem motivos, ou seja matam por prazer, como os CHAMADOS de psicopatas teriam a chance de se recuperar. Com o devido monitoramento, é claro, sob vigia constante, mas NADA DE ISOLAMENTO.

Eles iriam fazer trabalhos forçados E CURSOS de qualificação. Pois vale a pena investir na possibilidade dos "IRRECUPERÁVEIS" se recuperarem.

Quanto aqueles que matam por negligência, como médicos, por exemplo, eles seriam monitorados como qualquer outro criminoso e teriam que PAGAR como qualquer outro criminoso.

Por exemplo, se um paciente psiquiátrico morresse por causa de psicotrópicos mal-administrados o psiquiatra iria ser obrigado a fazer novamente o curso de medicina e seria forçado a fazer outros cursos. Afinal, não sabemos se seria prudente que ele voltasse a ser psiquiatra. Isso teria que ser JULGADO.

E se esse psiquiatra tentasse fugir ou sair da linha ele seria EXECUTADO como qualquer outro. Afinal, a justiça é igual para todos.

Acha que eu sou extremista?

Não, não sou. A pessoa que cometeu crimes seria forçada a fazer esses cursos e essas coisas por estar PAGANDO.

E SE REABILITANDO também.

Agora MALDADE mesmo é forçar alguém a tomar psicotrópicos, por exemplo. Pois nesse caso os pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos não cometeram crimes.

E se cometeram crimes que PAGUEM por seus crimes como qualquer outra pessoa, e não com drogas (psicotrópicos).

"Podemos levar um cavalo até a água, poder até força-lo a beber, mas não podemos dar-lhe sede."

(Provérbio da filosofia do Kung Fu que quer dizer que O ABUSO DE PODER, como forçar alguém a tomar água ou a tomar um psicotrópico, não pode criar a real necessidade que alguém poderia ter de tomar água ou de tomar psicotrópico.)

NOTA: Continuo defendendo o uso de psicotrópicos em casos de EMERGÊNCIA. Ou seja, para parar um surto, para fazer alguém dormir quando todos outros recursos acabaram, etc.

5.2.10

Dia Internacional Em Memória Daqueles que Morreram Por Causa de Psicotrópicos

Clique na imagem para ampliar.Dia 7 de Fevereiro é o Dia Internacional Em Memória Das Fatalidades por ISRS (International Day in Memory of SSRI Fatalities). Ou seja, é um Dia que busca conscientizar as pessoas sobre o perigo que os antidepressivos representam, em especial é um dia que busca conscientizar as pessoas dos riscos causados pelos Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS).

Eis alguns psicotrópicos do tipo ISRS: Prozac, Effexor, Paxil/Seroxat, Zoloft e Cymbalta.

Traci Johnson, uma saudável voluntária de 19 anos se enforcou durante os testes clínicos do Cymbalta, e foi encontrada morta em 7 de fevereiro de 2004. Por isso essa é a data do Dia Internacional em Memória das Fatalidades por ISRS.

Se você souber ler inglês, mesmo que um pouco, por favor, vá ao site SSRI STORIES. Lá você verá os vários casos trágicos de pessoas que se mataram por causa desses psicotrópicos, ou ficaram violentas. Algumas pessoas chegaram a cometer assassinatos sob efeito colateral dos ISRS.

Veja também o blog JUSTANA para ver mais informações sobre o Dia Internacional em Memória das Fatalidades por ISRS. Veja a postagem How to join "International Day For SSRI Fatalities at Bloggers Unite.

Sob efeitos de drogas os pacientes psiquiátricos ficam violentos. AÍ SIM, os pacientes psiquiátricos ficam violentos. Pois SÃO DROGAS VIOLENTAS.

Por isso é prudente SUBSTUIRMOS todos os psicotrópicos (que são drogas, naturalmente), não apenas os ISRS. Ou seja, É NECESSÁRIO usar medicações alternativas aos psicotrópicos, ou não usar medicação nenhuma, pois é mais seguro.

Pra que colocar a vida de pessoas em risco para dizer que está medicando? Para que colocar a vida de pessoas em risco para dizer que está fazendo seu trabalho?

Eu espero ver psiquiatras e profissionais de saúde mental juntos nessa batalha pela vida.

Vamos batalhar para que haja mais investimentos nos tratamentos alternativos.

24.12.09

Carta de despedida de Leila Lopes - atriz que se matou com ajuda de psicotrópicos

"Não chorem, não sofram, eu estou ABSOLUTAMENTE FELIZ!!! Era tudo o que eu queria: ter paz eterna com meu Deus e, se possível, com minha mãe. Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui ludibriada por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei.

É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não agüento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui.

Aos meus fãs verdadeiros; aos jornalistas imparciais; ao Walter Negrão e sua esposa Orphilia; a LBV; ao Eduardo Gomes; ao prefeito de Itu, Herculano Neto e toda a sua equipe e ao meu amigo Zé meu muito obrigado. Às emissoras que trabalhei, obrigada. E aos colegas maravilhosos, muita luz! A todos os sites dignos que acompanharam a minha vida, SUCESSO!!! Ego, Esther Rocha, Thiago, Odair Del Pozzo, Felipe Campos, não se sintam esquecidos. Não posso citar nomes de amigas, pois aí seria um livro, mas Sueli você é a irmã que eu não tive. Márcia, seja sempre feliz amiga. Magrid, obrigada por tudo! Andréia, do TV Fama, beijo amiga. Tadeu (di Pietro) cadê você??? Desculpe a quem eu esqueci, a vida foi muito mais maravilhosa do que sofrida para mim. Obrigado Jesus, Nossa Senhora e meu Deus, perdoem-me e recebem-me como a filha honesta e bondosa que sempre procurei ser! Fiquem com Deus, todos! Leila Lopes.

Se existe sentimento maior que o amor, eu desconheço!"

Fonte: Yahoo!Notícias.

Lamento que Leila Lopes tenha se suicidado. Mesmo quando acho que todos devem ter o direito de se suicidar sem ser reprovado. O que me preocupa é que ela disse que estava cansada. Isso não motivo para se suicidar. Quem está cansado pode se afastar do mundo e viver feliz isolado. Simples.

Não se mate nesse Natal

Eu apoio um suicídio do tipo SEPPUKU, o suicídio honrado, em que uma pessoa se mata para não se entregar ao inimigo, por exemplo. Apoio também o suicídio por protesto. Assim como o suicídio do tipo KAMIKAZE. O suicídio kamikaze é do tipo em que a pessoa se mata por ideal, como o pessoal do oriente médio faz ao se lançar em um avião contra um prédio americano indo para a morte apenas para golpear o inimigo! Todos esses suicídios eu poderia cometer com muita honra e prazer. Mas, se matar por estar cansado... se matar para encontrar Deus...

Quem se mata para encontrar Deus está desesperado. Ninguém se mata por cansaço. O que me parece evidente é que Leila Lopes se matou por estar tomando psicotrópicos, ou seja medicação psiquiátrica. Infelizmente essa é uma realidade que temos que encarar: quem toma psicotrópicos têm mais probabilidade de cometer suicídio do que quem não toma.

Como aconteceu com Brittany Murphy que também deve ter se matado por causa de psicotrópicos. Enfim, você pode até tomar psicotrópicos, mas deve estar consciente de seus efeitos e lutar por novos tratamentos, e lutar para que parem de usar drogas que levam tantas pessoas a morte como forma de tratamento.

É difícil para mim ter que dizer para uma pessoa que faz tratamento psiquiátrico que se ela continuar tomando psicotrópicos e tentando acreditar que é um remédio que faz bem a longo prazo ela vai acabar se suicidando por causa desse "remédio".

Mas se você até toma o psicotrópico, mas tem consciência de que são drogas que já levaram muitas pessoas ao suicídio seu inconsciente acaba protegendo você.

Portanto meu desejo para o Natal é... não se suicide nesse Natal.

Apesar de eu não apreciar a data, para todos pacientes psiquiátricos, ex-pacientes psiquiátricos, familiares, simpatizantes e profissionais de saúde mental FELIZ NATAL.

VIVA A VIDA!!!

3.12.09

Polícia suspeita que Leila Lopes TAMBÉM se suicidou com antidepressivos

Ao que parece Leila Lopes é mais uma celebridade que se matou com os psicotrópicos que deveriam salvar sua vida. Veja a notícia Polícia investiga morte de Leila Lopes como suicídio. Acho que nem preciso falar mais do perigo desses antidepressivos e de outros psicotrópicos, pois os fatos falam por si.

Fotos do VIII Encontro Nacional da Luta Antimanicomial

Clique para ver em tamanho ampliado.Ao lado vemos a abertura do VIII Encontro Nacional da Luta Antimanicomial, abrindo com o Encontro Nacional de Usuários e Familiares.




Clique na imagem para ampliar.

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25.5.09

Rapaz quase tem overdose de drogas psicotrópicas

Gostaria de relatar o ocorrido no CAPS: um rapaz, companheiro paciente psiquiátrico veio assustado me dizer que ele tinha tomado 18 comprimidos do remédio de uma vez. Sem nenhuma indicação médica. Ele estava com medo de passar mal.

Eu perguntei a ele por que ele fez isso. Ele disse "Por nada". E se ele sofresse uma overdose por tomar medicação demais? Por isso eu acho que não dá para negar o perigo da medicação psiquiátrica. Por isso que eu acho que tais drogas só devem ser usadas em emergências, nos hospitais. Uma pessoa em tratamento ambulatorial pode ter uma crise (por mais leve que seja) e tomar medicação demais por vários motivos. Talvez por travessura de quem está em crise. Ou para se suicidar mesmo! E muitas das vezes a crise passa desapercebida.

Por isso eu defendo tratamento próximo. Com o máximo de acompanhamento e o mínimo de drogas. É claro que se a pessoa for acompanhada de perto ficará difícil de haver crise, mesmo sem psicotrópicos. Esses psicotrópicos não controlam ninguém. Se controlassem as pessoas não se matariam tomando medicação psiquiátrica. Não se matariam com overdose de medicação psiquiátrica.

Por isso agora eu estou mais do que empenhado na criação e manutenção de tratamentos com oficinas, atividades, exercícios para nós pacientes psiquiátricos. Tratamento com cursos de informática, como o curso onde sou educador. E já tomei uma decisão: se acabarem com o curso de informática no meu CAPS eu abandono o "tratamento". Vou procurar outras formas de me cuidar.

23.5.09

Pessoas se matam com psicotrópicos - até quando?

Essa é uma postagem dedicada àqueles que morreram por causa de psicotrópicos. Tenho vários amigos mortos por causa dessas drogas, mas gostaria de lembrar dos famosos:

HEATH LEDGER, ator que morreu depois de tomar um montão de drogas psicotrópicas. Há quem diga que não foi suicídio. Há quem diga que foi um acidente.

Vale lembrar mais uma vez de KURT COBAIN. Esse sim se matou. Outra tragédia por causa das drogas psicotrópicas. Antes ele tinha tentado se matar tomando um monte de psicotrópicos. Claro que vai ter gente que vai jurar que os psicotrópicos não tiveram nada a ver com isso.

Não dá mais para ter dúvidas. Drogas psicotrópicas são armas que podem matar. É impressionante como médicos passam para as pessoas drogas que podem matá-las. Ou o que é pior: drogas que podem ser usadas pelas próprias pessoas para cometer suicídio. É a mesma coisa que entregar armas para as pessoas.

Por esses motivos evidentes eu sou contra a prescrição de drogas psicotrópicas. Em sã consciência eu até poderia cometer suicídio, mas nunca com drogas psicotrópicas. Tenho nojo dessas porcarias. Mas fora de controle, o que me impediria de tomar uma overdose dessas drogas? Deveriam tratar tais drogas como produtos altamente periculosos. Apenas profissionais deveriam manipular tais drogas. E deveriam aplicá-las nas pessoas apenas em emergências.

Saúde mental precisa de mais que psicólogos e psiquiatras

Ontem, observando meu alto grau de estresse uma profissional do CAPS quis falar comigo para ajudar. Eu tentei explicar para ela que o CAPS não está estruturado para ajudar em crises como a minha. Você deve estar pensando: "ora, você é muito exigente." Você vai entender meus motivos: para começar, a moça era nutricionista. Por mais que ela tenha boa vontade, é claro que ela não estava preparada o suficiente para me ajudar.

O profissional de saúde mental pode ter muita boa vontade, mas infelizmente ele precisa de ajuda próxima de pessoas de outras áreas, que deveriam estar ajudando na área de saúde mental. Para começar, um clínico geral ajudaria e muito. E continuo dizendo que religiosos deveriam fazer oficinas nos serviços de saúde mental. Religiosos deveriam fazer consultas. Sempre religiosos de diferentes religiões, para atender diferentes públicos.

Algumas das complicações e dúvidas que eu estava tendo não poderiam ser auxiliadas por um psicólogo, nem por um psiquiatra, e muito menos por uma nutricionista! Várias vezes no passado tentei recorrer a psiquiatras e psicólogos para certas questões e só saí mais deprimido. Com todo respeito a esses profissionais. Precisariam da habilidade de um filósofo ou um líder religioso. Por mais que eu não seja seguidor de religiões, nem de filosofia, devo admitir que muitas vezes tais profissionais ajudaram onde psicólogos e psiquiatras falharam.

Poderiam dizer que eu poderia procurar tais profissionais e religiosos em outro lugar que não fosse uma instituição de saúde mental. Pense um pouco: e se eu fosse internado? Como é que eu ia ter opção de procurar por tais profissionais e religiosos? Por isso que eu digo: religiosos e profissionais com capacitações adicionais devem estar dentro do CAPS, dentro do hospital psiquiátrico, etc. Isso porque doença mental é coisa mais complicada do que se pensa. Profissionais de saúde mental não podem lidar com isso sozinhos. Ajuda é necessário.

17.5.09

Tratamento Humano X Psicotrópicos

O Orlando, também viciado em pico, destilava uma mistura de comprimidos que roubava na enfermaria de remédios. Colocava aquele preparado na seringa descartável que apanhava na lixeira da sala de enfermagem. E se aplicava, me oferecia...

O texto acima foi extraído do livro CANTO DOS MALDITOS de Austregésilo Carrano Bueno. Orlando e Carrano tinham sido internados por ser usuários de drogas. Mas na internação eles foram medicados com drogas psicotrópicas, drogas psiquiátricas. E fatalmente eles perceberam os efeitos narcóticos das drogas psiquiátricas. Como é mostrado no texto acima, eles usavam as próprias drogas psicotrópicas para ficar doidões... dentro do hospício!

Eu coloquei esse texto para alertar as pessoas sobre a LOUCURA que é usar drogas para tratar dependência de drogas. O impressionante é que cocaína e heroína já foram utilizadas no tratamento da dependência da morfina. Dá para acreditar? Se quiser conferir os fatos pesquise cocaína, heroína e morfina na Wikipédia.

Mas sobretudo eu quero que os psiquiatras reflitam sobre os perigos da prescrição de drogas psicotrópicas para tratar doenças mentais. Drogas que são usadas por quem quer ficar doidão não deveriam ser usadas para tratar doenças mentais. Eu até acho que quando a pessoa está em surto a droga psicotrópica ajuda bastante. Pois a droga certa pode sedar a pessoa que está muito agitada, fazendo-a relaxar. Isso é bom. Uma droga psicotrópica de emergência não pode ser condenada. Com tal uso emergencial até eu concordo.

Uso de drogas psicotrópicas para emergências, tudo bem. Mas não se trata doenças mentais com drogas psicotrópicas. Se trata com toque humano. Com paciência. Com um acompanhamento bem estruturado. Com profissinais preparados para lidar com o paciente psiquiátrico. Com terapias variadas. Com técnicas que incentivem o paciente psiquiátrico. A única coisa que se pode conseguir mantendo uma pessoa tomando uma droga psicotrópica por um longo período é viciá-la.

Me parece que usam drogas psicotrópicas para evitar o trabalho de acompanhar o paciente de perto. Tanto que alguns pacientes sequer vão ao psiquiatra para pegar medicação. Algum familiar pega para eles. Alguns pacientes sequer falam com seus psiquiatras. Os familiares falam por eles. Seria ótimo se quando um computador ficasse ruim a gente jogasse um comprimido em cima dele e ele ficasse bom. Mas infelizmente a gente tem que ligá-lo, abri-lo e mexer para consertar.

E para sensibilizá-los, vou contar minha experiência com as drogas psicotrópicas. Hoje em dia eu não deixo mais de tomar minha droga psicotrópica. Não é porque eu sou disciplinado. Não. Porque não consigo. Já estou viciado. Psiquiatras vão dizer que drogas psicotrópicas não viciam.

Como me tornei viciado

Mas minha experiência tomando tais drogas dizem o contrário. E pensemos um pouco no efeito de certas drogas psicotrópicas. Uma medicação para tratar depressão deixa a pessoa para cima, animada. Agora pense um pouco: você não acha que a pessoa vai se acostumar com a sensação de bem estar causada pela droga ao ponto de sentir falta se ficar sem a droga?

Foi o que aconteceu comigo. Antes de tomar lítio eu já estava bem por dois anos sem crises. Daí eu comecei a tomar lítio (droga psicotrópica) por um capricho do psiquiatra. O psiquiatra praticamente me obrigou a tomar lítio. Pelo jeito ele achava que eu estava deprimido. Logo comecei a tomar lítio. Uau! Que delícia! Que beleza! Eu me senti o máximo! Me senti cheio de coragem e ousadia para a vida! Minha capacidade sexual foi às alturas! Eu me sentia cheio de energia! Como nunca tinha me sentido antes! Até passei a sentir menos necessidade de sono. Mas aí eu comecei a perceber que as pessoas estavam estranhando meu comportamento. Me diziam que estava mais exaltado. Diziam que eu era calmo. Perguntavam o que tinha acontecido. Eu buscava não me importar.

Até que eu comecei a perceber o lado ruim da droga. Depois de me sentir muito eufórico eu sentia uma certa tristeza. Mas sempre passava. Comecei a tremer. Comecei a sentir a dificuldade para pensar. Comecei a sentir a dificuldade para falar. E comecei a perceber que dormir estava cada vez mais difícil para mim. Afinal, com tanta energia! Eu estava mais vigoroso do que quando tinha 17, 18 19, 20 anos... e quanto mais o tempo passava, mais vigoroso eu ficava! Com mais de 30 anos, eu estava mais vigoroso que nunca!

Eu já estava com medo do que poderia acontecer se eu continuasse tomando aquele lítio. Por outro lado eu já não confiava mais em psiquiatras, e tinha medo de me passarem outra droga com efeitos malucos. Depois de muita consideração, aceitei que uma psiquiatra substituisse o lítio pelo risperidona (que eu tomava antes). Porém, depois de um tempo percebi que eu não podia aguentar de saudades daqueles efeitos animadores do lítio. E implorei que a psiquiatra devolvesse meu lítio!

Mas agora, cada vez mais eu quero sentir coisas mais fortes. Tanto que agora eu já penso em experimentar alguma coisa que dê sensações mais intensas que as oferecidas pelo lítio... é... daí eu percebi que eu estou é viciado... por uma droga bem semelhante à cocaina.

24.4.09

GAROTO SE SUICIDA SOB EFEITO DE DROGAS PSIQUIÁTRICAS

"Já está mais do que óbvio que nossa tecnologia superou nossa humanidade." Albert Einstein



Talvez não tenha chegado ao Brasil a notícia do garoto que estava tomando forte medicação psiquiátrica e que se suicidou. A manchete polêmica do jornal americano é Broward child's suicide raises questions about medication - A Broward foster child who killed himself last week had been prescribed powerful psychiatric drugs, some of which the FDA does not approve for children. Traduzido: Suicídio de criança do (condado) Broward levanta questões sobre medicação - Uma criança sob guarda provisória do Broward que se matou semana passada tinha sido prescrita fortes drogas psiquiátricas, algumas das quais o FDA (Agência de controle de medicação dos E.U.A) não aprova para crianças.

Como muitos no mundo, eu estou de luto pela morte desse garoto, que foi morto pelas drogas psiquiátricas.

Isso aconteceu nos E.U.A. Vale a pena arriscar a vida de uma pessoa para controlar sua cabeça? Felizmente, no Brasil não é comum se receitar drogas psiquiátricas para crianças. O Brasil tem o hábito de copiar os E.U.A. Portanto eu sinceramente espero que o Brasil não copie os E.U.A nisso. Acho que eu nem preciso dizer que isso só aumenta minha revolta contra as drogas psiquiátricas. Eu já experimentei efeitos depressivos causados por medicação psiquiátrica e sei que isso é terrível. O homem está tão tecnológico que esqueceu sua humanidade. Controlar, não importa como. Observemos a frase de Einstein.

19.4.09

ANTIPSICÓTICOS E SUICÍDIOS

Abaixo está uma parte da entrevista com o médico David Healy, que fala dos psicofármacos e dos perigos para saúde que tais medicações trazem. Entre outras coisas ele fala sobre como os antipsicóticos induzem as pessoas ao suicídio. A entrevista é de 16 de abril de 2009. Se souber ler inglês, veja a entrevista completa em Bipolar disorder and its biomythology: An interview with David Healy. Logo eu publicarei esta entrevista traduzida na íntegra no blog USUÁRIO DE SAÚDE MENTAL.

E são os antipsicóticos na verdade mais seguros que antidepressivos?

Não, eles não são. Os antipsicóticos são tão perigosos quanto os antidepressivos. Antes da introdução dos antipsicóticos, as taxas de suicídio na esquizofrenia eram extremamente baixas, eram difíceis de diferenciar do resto da população. Desde a introdução dos antipsicóticos as taxas de suicídio subiram 10 - ou 20 vezes.

Muito antes de que os antidepressivos fossem relacionados a acatisia, os antipsicóticos eram universalmente reconhecidos como causadores desse problema. Também foi universalmente aceito que a acatisia que eles causavam tinha o risco de induzir o paciente ao suicídio ou à violência.

Eles também causam uma dependência física. Zyprexa está entre as drogas mais susceptíveis de fazer que as pessoas se tornem fisicamente dependentes dela. No que me diz respeito, a licença do Zyprexa para a suposta manutenção para tratamento de transtorno bipolar resulta de dados que são de fato excelente prova para o que provoca dependência física e os problemas que podem surgir quando o tratamento é interrompido.

Além disso, naturalmente, estas drogas são conhecidas por causar uma variedade de síndromes neurológicas, diabetes, problemas cardiovasculares, e outros problemas. É difícil compreender o quão cegos clínicos podem ficar para problemas como estes, em especial nos jovens que crescem e se tornam obesos e diabéticos bem diante de seus olhos.

Mas temos um campo que, quando confrontados com o óbvio, em vez disso optou por ouvir as vozes de Eli Lilly dizendo: "Oh não, não há qualquer problema com Zyprexa. A psicose é o que provoca diabetes-Henry Maudsley reconheceu isso 130 anos atrás". Bem, Henry Maudsley odiava pacientes, e viu pouquíssimos deles num tempo em que o diabetes era raro. Recentemente, olhamos para as admissões do Hospital de North Wales no período 1875-1924, vasculhando sua carreira, e entre os mais de 1200 casos admitidos por doença mental grave, ninguém tinha diabetes e ninguém passou a desenvolvê-la.

Também analisamos as admissões para a unidade local de saúde mental entre 1994 e 2007, e em mais de 400 internações primeiro ninguém tinha diabetes de tipo 2, mas o grupo como um todo passou a desenvolver diabetes em dobro da taxa nacional.

Isto não é surpreendente. O que é impressionante é como o campo inteiro engoliu a linha da Lilly, especialmente quando ela era tão implausível para começar. Tivemos grandes dificuldades para fazer que este artigo fosse publicado. Um jornal se recusou mesmo a revê-lo.

ESTEREOTIPADOS

“Alguns querem que a gente fique enclausurado. As pessoas acham que a gente só sabe rasgar dinheiro e comer cocô. Não é isso. É um sofrimento psíquico. Você tem uma úlcera, muita gente pode não acreditar em você, porque não está vendo. É a mesma coisa. Só chora pela dor, quem sente. Imagina como é viver com um monte de remédio. A gente também precisa ser livre.” Hamilton do Harmonia Enlouquece, em uma entrevista.

Gostaria de me explicar mais uma vez aos bons psiquiatras e psicólogos. Pois eles merecem respeito. As críticas que faço aqui são mais voltadas aos maus. Eu não sou seguidor da psiquiatria biológica, mas posso entender que há bons profissionais tentando fazer o melhor. Mas graças aos diagnósticos feitos por seus colegas psiquiatras, eu realmente não acredito que psiquiatria já seja ciência. O que não quer dizer que um psiquiatra não mereça respeito e consideração.

No meu prontuário diz que eu tive depressão(hipomania). Mas o problema é que essa depressão não aconteceu em nenhum de meus surtos. Aconteceu quando eu estava tomando o antipsicótico haldol, me recuperando. E logo que o Haldol foi retirado a depressão sumiu. É lógico que essa depressão foi causada pelo antipsicótico haldol. Afinal, como mostrado na entrevista do médico acima, antipsicóticos induzem ao suicídio, logo causam depressão. (Ninguém se suicida sem estar deprimido, não é?) Eu senti na pele a comprovação de que o médico acima está certo.

Para terminar eu gostaria de comentar o que o Hamilton do Harmonia Enlouquece disse. A doença mental é como uma úlcera. Ninguém vê. Para ver a úlcera o médico deve tirar uma chapa, um raio X, ou coisa parecida. O problema da psiquiatria é que os psiquiatras não usam nenhum raio X para ver nossa doença, e mesmo assim, nos colocam mil diagnósticos. Com todo respeito aos psiquiatras, mas tais diagnósticos pouco servem. E não conseguem ter uma imagem real de uma doença que não pode ser vista, como disse o Hamilton. Os psiquiatras tentam diagnosticar o exterior, sem ver o interior, onde está a doença. Com todo respeito, não dá para levar esses diagnósticos à sério. Esses diagnósticos na verdade não passam de estereótipos. Pacientes psiquiátricos, nós não somos diagnosticados, somos estereotipados.

8.3.09

CARRANO E A ANTIPSIQUIATRIA

As seqüelas que ficam são inúmeras. Físicas: queima de parte da minha visão; problemas de coluna; perda de alguns dentes pelo excesso de drogas legalizadas que chamam de medicação; manchas pelas pernas, de ficar amarrado, o que prejudica a circulação e causa dores; fissura na parte de trás da constituição óssea craniana. Segundo estudos da USP (Universidade de São Paulo), as pessoas que passaram pelo tratamento da eletroconvulsoterapia estão predispostas a desenvolver o mal de Alzheimer, pelas lesões cerebrais causadas pela aplicação. Emocionais: dificuldade de relacionamento; tendências ao isolamento; depressão; discriminação social; falta de oportunidades de emprego; carimbo que é um rótulo que nunca sai, o de louco; e outras dificuldades que a dita sociedade de "normais" nos impõe. A discriminação social é tamanha, que dentro do histórico forense brasileiro não existem indenizações por erros e crimes psiquiátricos. Ao vitimado psiquiátrico lhe resta como justiça social lutar até o fim da vida contra os preconceitos, essas barbáries sociais, onde ele sempre será a vítima solitária.

Acima eu compartilho parte de uma entrevista de Austregésilo Carrano Bueno, cujo livro deu origem ao filme Bicho de Sete Cabeças. Ele fala das consequências da internação psiquiátrica. A entrevista pode ser lida na íntegra no site do POVO ONLINE, na entrevista BICHO DE SETE CABEÇAS. Ao ler a entrevista fica claro que Carrano também era contra a administração dessas drogas psiquiátricas perigosas, que ele chamava de "drogas legalizadas que chamam de medicação". Ao ler a entrevista, fica claro que Carrano também era contra a psiquiatria tradicional. Infelizmente Carrano já morreu. Morreu em maio de 2008, aos 51 anos. Depois de ter ficado mal por um longo tempo. Oficialmente a morte dele foi por câncer de fígado. Mas acho que não é preciso lembrar que a saúde dele já estava enfraquecida por tomar essas drogas psiquiátricas perigosas. Infelizmente, todos que tomam essas drogas legalizadas estão fadados a ter a vida encurtada.

E eu gostaria de salientar ao ler a entrevista podemos ver que Carrano admitia ter doença mental. Ele admitia ter depressão. Ele não gostava muito é da idéia de ser tachado de louco. É bom que os leigos saibam que qualquer pessoa que passa a tomar medicação psiquiátrica desenvolve doença mental. Mesmo quando a pessoa era sã. A medicação psiquiátrica gera doença mental em quem não é doente mental. Se Carrano não tinha depressão antes, ele passou a ter depois de tomar a medicação psiquiátrica. Sem dúvida Carrano seria ativista do movimento da antipsiquiatria, se tivesse chance. Leia a entrevista e cuidado com medicação psiquiátrica!

Gostaria de fazer um pedido para as pessoas que viram o filme Bicho de Sete Cabeças para tomarem cuidado antes de começar a escrever sobre Carrano. Muita gente viu o filme, mas não leu o livro O Canto dos Malditos nem nenhum dos textos de Carrano, e por isso criaram idéias preconceituosas.

Eu li em alguns blogs coisas bem preconceituosas. Teve um blog que disse que Carrano, que de acordo com o blog não tinha nenhuma doença mental, teve que ficar internado com psicopatas. Senhor, quem está internado em hospitais psiquiátricos não é psicopata, não senhor. Deixe de falar bobagens, por favor. Teve outro blog que disse que Carrano sofreu mais que Cristo. Senhor, essa não é a idéia que Carrano queria passar. Você não entende nada da história da loucura. Carrano ficou internado 3 anos. Eu conheço gente que ficou internado mais de 40 anos. Algumas das pessoas ficaram internadas mais de 40 anos mantiveram o contato com o mundo... mas infelizmente a maioria das pessoas que ficaram internadas mais de 40 anos perderam todo toque com a realidade. E hoje vivem como bichos. Ou melhor, não vivem, vegetam. Moisés ficou internado mais de 40 anos, passou por todas as formas de tortura que você pode imaginar. E hoje em dia, ele trabalha. Esse é o verdadeiro herói.