A mulher que na última quinta-feira, pouco antes da Missa do Galo, derrubou o papa Bento 16 na Basílica de São Pedro é originária da comuna suíça de Frauenfeld, no cantão da Turgóvia, segundo informações de uma TV local.
Também de acordo com essa fonte, Susanna Maiolo, de 25 anos, já permaneceu internada em uma clínica psiquiátrica durante vários meses entre 2006 e 2008.
Na quinta-feira, momentos antes do início da Missa do Galo, que neste ano foi rezada pela primeira vez a partir das 22h, Maiolo conseguiu burlar a segurança do Vaticano e avançou na direção do Papa quando ele se aproximava do altar.
Embora tenha sido interceptada por um agente, ela ainda assim conseguiu puxar o pontíficie, que foi ao chão. Apesar do susto, Bento 16 se recompôs rapidamente, socorrido por auxiliares, e presidiu a cerimônia normalmente.
Susanna Maiolo foi presa e posteriormente encaminhada a um hospital, onde foi medicada. Segundo informações do Vaticano, ela aparentava estar "psicologicamente instável". No ano passado, a mulher tentou um ato similar, mas foi contida antes de se aproximar do Pontífice.
O diretor da comunidade psiquiátrica Wohngruppe Kanzler, situada em Frauenfeld, Rolf Kessler, disse estar "chocado e consternado" com o tumulto causado por Maiolo. A jovem, de nacionalidade suíço-italiana, passou dois anos na instituição.
"Vi pela internet as imagens da noite de Natal na Basílica de São Pedro e fiquei sem palavras", afirmou.
Segundo o médico, Susanna deixou a comunidade psiquiátrica há um ano e meio. Ele disse desconhecer o que ocorreu com a ex-paciente desde então. "Posso somente dizer que fiquei muito, muito surpreso com a notícia", acrescentou.
Kessler garantiu que Maiolo nunca causou problemas no período em que esteve internada. A comunidade Wohngruppe Kanzler é uma pequena instituição de tratamento psiquiátrico que pode receber até 14 pessoas.
Sobre os motivos que poderiam ter levado a mulher a avançar sobre o Papa, o médico afirmou que sua fé "não é diferente da média, e certamente não tão forte para que seja considerada uma maníaca religiosa que poderia fazer um gesto desse".
Visita
Na manhã de hoje, o pai e a irmã de Susanna Maiolo foram à instituição para a qual ela foi levada após o incidente. O lugar fica fora de Roma.
Os familiares, que vivem na Suíça e chegaram ontem à noite à Itália, teriam dito aos médicos, em um encontro de cerca de uma hora, que estão preocupados com a repercussão do caso, que poderia agravar o estado de saúde da paciente.
Por este motivo, pediram à equipe para não permitir que Maiolo tenha qualquer contato com o mundo exterior.
Fonte: Folha Online
Conclusão: ex-paciente psiquiátrico não pode nem protestar
Incrível como a psiquiatria explica tudo. De uma maneira bem... simplista. A moça foi protestar empurrando o Papa, e... pimba! explicaram o comportamento dela dizendo, ou melhor, diagnosticando que ela já tinha sido internada no hospício, daí o comportamento "fanático". Bacana.Se eu for empurrar o Papa como protesto vão explicar a situação dizendo que eu já estive internado. Nem pensar em protestar empurrando o Lula, ou jogando sapatos como fizeram com o Bush!
Pacientes psiquiátricos e ex-pacientes psiquiátricos devem evitar fazer tais protestos! Parece que ex-paciente psiquiátrico não pode nem protestar.
Senão, por sua segurança fica sem "qualquer contato com o mundo exterior". Em outras palavras, vai pro hospício.





