Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
No período do Governo Militar no Brasil (1964-1985) houve muito AUTORITARISMO, mas uma ditadura, DE FACTO, não houve. Veja, as explicações dos professores, abaixo.
Professor Wander Pugliesi:
"Então, nós temos aqui cinco, na verdade, EX-generais, porque você não tem uma fotografia dos presidentes de farda. Eles, na verdade, iam para a reserva ANTES de ser candidatos.... Nossos presidentes eram ex-militares, na verdade, todos eles de paletó e gravata, e foram eleitos pelo Congresso Nacional. Isso NÃO caracteriza uma ditadura. Em 85, foi eleito TAMBÉM pelo Congresso Nacional Tancredo Neves e todo mundo chama isso de democracia.... Então já começa por aí, essa palavra "ditadura" NÃO COMBINA."
"Nós tivemos durante o Governo Militar PLURIPARTIDARISMO de 64 a 66 e de 80 a 85. Então se tem vários partidos não é ditadura! Ditadura é Cuba, onde só tem um partido, o Partido Comunista. E de 66 a 80 nós tivemos 2 partidos, a ARENA do governo, da situação, e o MDB de oposição. Portanto, se tem oposição, se tem eleição normal, não é ditadura."
Professor Marco Antônio Villa:
"Mas o que eu tento, eu insisto muito em destacar é que o período 64-68 na questão que você colocou como é possível chamar de ditadura (...), porque nós tivemos (...) eleições diretas para governadores em 65 (...) para 11 estados (...) que ditadura tem eleições no qual a oposição ganha, por exemplo, em dois estados-chave, Guanabara [que hoje é o município do Rio de Janeiro] e Rio de Janeiro [o resto do Estado do Rio de Janeiro]. Tivemos eleições em 66, tivemos eleições em 68... Que ditadura tem a Passeata dos Cem Mil, como tivemos no Rio de Janeiro? Você nem começa a fazer a passeata, e teve a Passeata dos Cem Mil. Que ditadura tem os festivais de música popular que nós tivemos aqui no Brasil entre 64 e 68?... É que se culminou--não é democracia--aí é que é necessário ver os conceitos. Nós temos no período 64-68 uma combinação de AUTORITARISMO com resquícios da ordem democrática da constituição de 46. Então nós temos um "mix" que explica esse período 64-68.... É bom lembrar que a ditadura cria a Embrafilme, é o cinema nacional. Eu queria saber que ditadura da América Latina criou uma empresa para apoiar o cinema nacional?... Teve alguma ditadura que teve eleição? Teve eleição na Argentina, no Chile? Claro que não!"
Roberto Jefferson, ex-deputado pelo PTB, que denunciou o 'mensalão', compara Lula a Eduardo Cunha, numa entrevista ao 'Timeline Gaúcha'.
Veja o texto da parte em que Roberto Jefferson compara Lula a Eduardo Cunha, onde ele chama Eduardo Cunha de "bandido herói" e Lula de "bandido Lula"; e veja o link do vídeo, mais abaixo. Imperdível...
Entrevistador: Eduardo Cunha tem algum tipo de ligação com o Senhor, ou não? Roberto Jefferson: Pra mim, é o meu herói. É o bandido, o bandido herói. É o vilão que eu mais gosto. Entrevistadores: Por quê? É, por quê? Roberto Jefferson: Porque ele joga igualzinho ao Lula. É um bandido à mesma altura do Lula... Com a mesma qualidade moral, com as mesmas falsidades, com as mesmas mentiras. Joga com as mesmas armas que o Lula. O Lula se surpreendeu com Eduardo Cunha porque eles são iguais nos vícios. São dois pistoleiros: sacam rápido, roubam no baralho. Mas o Eduardo Cunha têm 20 contas lá na 'Offshore'! "Não, não, mas o dinheiro... A conta não é minha, não. A conta não é minha, não. Nem... Eu tenho um 'trust' que depositou dinheiro meu naquela conta que eu ganhei vendendo carne, mas a conta não é minha, não." É igualzinho ao Lula, "Não o apartamento lá, o 'tripec', (como diz o Lula) o 'tripec', o 'tripec' não é meu, não. É do Bumlai. Eu botei lá meus móveis, pedi ao pessoal da OAS para botar uma cozinha bonitinha pra mulher, que ela merece, mas não é meu não, aquilo é do Bumlai." Mas e o sítio? "Não, o sítio é do Bittar." Pô, mas fizeram uma reforma milionária no sítio do Bittar, Lula. "Não, não, não. É porque ele é meu amigo e quando ele me empresta, quer que eu tenha o melhor. Eu vou lá 150 vezes por ano, mas não é meu, não. Eu botei lá uns quartinhos com o nome dos meus netos só para homenagear meus netos." E o Eduardo Cunha é igualzinho ao Lula, eles mentem com a cara de pau, com desfaçatez no essencial. E o bom do meu bandido herói que é o Eduardo Cunha é que ele sabe qual é o truque que o bandido Lula vai usar na próxima esquina, como é que ele vai sacar o revólver, como é que ele vai se homiziar atrás do poste pra poder atirar, e faz igualzinho. E nessa luta sem impersistente, sem escrúpulos, sem apego à ética, um 'tá ofendendo e está destruindo o outro...
No dia 2 de abril de 1964, o Presidente do Senado Auro de Moura Andrade declarou vaga a presidência da República, alegando que o Presidente João Goulart abandonara a sede do Governo (Brasília) num momento em que o Brasil passava por uma séria crise.
O Senhor Presidente da República deixou a Sede do Governo. Deixou a nação acéfala. Numa hora gravíssima da vida brasileira em que é mister que o Chefe de Estado permaneça à frente do seu Governo. Abandonou o Governo. E esta comunicação faço ao Congresso Nacional. Esta acefalia... esta acefalia configura a necessidade do Congresso Nacional como Poder Civil imediatamente tomar a atitude que lhe cabe nos termos da Constituição Brasileira. Para o fim de restaurar nesta Pátria conturbada a autoridade do Governo e a existência de Governo. Não podemos permitir que o Brasil fique sem governo, abandonado. Há sob a nossa responsabilidade, a população do Brasil, o povo, a ordem... Assim sendo declaro vaga a Presidência da República.
Com a deserção de João Goulart, Ranieri Mazzilli, então Presidente da Câmara dos Deputados, assumiu a presidência da República.
Quase todos os jornais comemoram a volta da legalidade, pois mesmo se alguns achassem que era um golpe, a maioria da população queria o afastamento de João Goulart.
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O povo estava feliz. Era a vitória da democracia contra o comunismo. Mesmo que alguns poucos fossem contrários, numa democracia a vontade da maioria DEVE PREVALECER. O Governador de Pernambuco, Miguel Arraes, tinha incitado o povo a pegar em armas, por isso sofreu impeachment e acabou preso.
O jornal Última Hora fazia propaganda para o Presidente João Goulart, era um jornal chapa branca; e isso causou uma grande revolta no povo, que depredou o jornal.
E no dia 3 de abril de 1964, há 52 anos atrás, o jornal O Dia trazia na capa a manchete: Mais de um milhão de pessoas na "Marcha da Família com Deus, pela Liberdade"! FABULOSA DEMONSTRAÇÃO DE REPULSA AO COMUNISMO
Era a Marcha da Vitória!
E João Goulart (Jango) foi para o exílio no Paraguai.
E no dia 11 de abril de 1964 o Congresso Nacional elegeu Castelo Branco como novo Presidente da República do Brasil.
Há 52 anos atrás, no dia 31 de março de 1964, os militares tomavam as ruas do Estado da Guanabara (Rio de Janeiro), sob o comando do General Olympio Mourão Filho.
Foi às 04:30 da manhã que o General Olympio Mourão Filho partiu para a tomada do Estado da Guanabara. Objetivo: impedir um golpe comunista. Alguns dias antes, no dia 19 de março de 1964, cerca de 500 mil pessoas foram às ruas pedindo intervenção militar, contra o comunismo.
Há pessoas que dizem que a Intervenção Militar de 1964 foi boa para o Brasil, inclusive há grandes historiadores que dizem isso, como o Professor Wander Pugliesi, como podemos ver no vídeo intitulado No Governo Militar, nossa economia pulou da 49º para 8º no mundo!
E uma saudação especial, calorosa, a todos que participaram do 31 de março de 64 --os nossos gloriosos militares-- que assim fazendo, tomando o poder, evitaram que o Brasil fosse hoje UMA CUBA. Hoje deveria, na minha opinião, ser FERIADO NACIONAL.... Nós chamamos de CONTRARREVOLUÇÃO porque no Governo Jango, João Goulart, já havia uma revolução--capitaneada através de Cuba--para transformar o Brasil num país socialista. E então a ação dos militares tomando o poder (...) [foi] com o apoio, na época, de 99,99% da população brasileira.--Professor Wander Pugliesi, no "Jornal da Nereu" (Radio Nereu Ramos 760 AM, de Blumenau, Santa Catarina)
Fonte: Vídeo Historiador Wander Pugliesi fala sobre o golpe militar de 1964
Veja, abaixo, o vídeo de uma pessoa que fala bem do período do Governo Militar:
Mas já a partir do Governo de João Figueiredo (1979-1985), a situação econômica do Brasil se tornou caótica, quando o país entrou numa crise terrível:
A dívida externa brasileira aumentou bastante; o governo militar pegou o Brasil com 3 bilhões de dólares em dívida em 64, entregou com 105 bilhões.--Professor Wander Pugliesi, no "Jornal da Nereu" (Radio Nereu Ramos 760 AM, de Blumenau, Santa Catarina)
Fonte: Vídeo Historiador Wander Pugliesi fala sobre o golpe militar de 1964
Por isso, abaixo, podemos ver um relato negativo de uma pessoa que viveu o Regime Militar, provavelmente na época de Figueiredo:
"Eu vivi essa época... tinha 12 anos... e pra minha familia comprar... um pacote de arroz... todos tinham que levantar de madrugada... ir para o CEASA QUE SÓ TINHA AQUELE DA VILA LEOPOLDINA... pegar uma fila enorme... pra comprar o arroz... minha familia... colocava o dinheiro na minha mão e me colocavam na fila... e todos também entravam na fila... que ao todo eram 5 pessoas... e nao podia voltar mais... tinha dia certo... pra pegar o arroz e o dia certo... pra pegar o feijão..."
Comentário de Irene Simas, usuária do Youtube
Hoje, 13 de março de 2016, os brasileiros foram às ruas pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, no MAIOR PROTESTO DA HISTÓRIA DO BRASIL, como podemos ver na notícia, no link abaixo:
Os trabalhadores do campo já poderão, então, ver concretizada, embora em parte, a sua mais sentida e justa reivindicação. Aquela que dará um pedaço de terra farta para ele trabalhar, um pedaço de terra para ele cultivar. Aí então, o trabalhador e a sua família, sua família sofrida, irá trabalhar para ele, porque até aqui ele trabalha para o dono da terra que ele aluga, para o dono da terra a quem ele entrega sua produção. Com o alto testemunho da nação, com a solidariedade do povo reunido na praça, que só ao povo pertence, o governo, que é também o povo, e que também só ao povo pertence, reafirma seus propósitos inabaláveis de lutar, de lutar com todas as suas forças pela reforma da sociedade brasileira. Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela emancipação econômica, pela justiça social e, ao lado do povo, pelo progresso do Brasil.
Veja abaixo o link onde você poderá ler o discurso na íntegra:
"O que eles estão fazendo é o seguinte: como é que você faz pra aumentar o tamanho do Estado? Vamos pensar como se nós fôssemos socialistas querendo implementar aqui o socialismo. Então eu tenho aí uma economia produtiva, gente que trabalha, eu tenho que tirar dinheiro do bolso deles. Mas eles, obviamente que eles são submissos, porque afinal de contas eu sou o poder e eles não são. Eu posso fazer MUITO. Eu posso editar uma medida provisória, (...) eu posso fazer aumentos escondidos de impostos, eu posso fazer uma porção de coisas SORRATEIRAS. Mas eu preciso de uma certa legitimidade mesmo assim. Quer dizer, eu preciso mostrar alguma razão para a população pra fazer isso. Ora, então o que eu tenho que fazer? Nós temos que criar a ideia de que todo mundo na sociedade é inimigo de todo mundo....
Tem que ter alguém que faça uma espécie de ARBITRAGEM dessas inimizades. Essas inimizades têm que ser arbitradas por alguém e esse alguém é o ESTADO. Então, como é que eu faço isso? Eu crio, por exemplo, um incentivo ABSOLUTAMENTE sem cabimento a todas as reivindicações de minorias. Eu crio a ideia de que os pretos são inimigos dos brancos, ou o contrário. Eu crio a ideia de que os homens e as mulheres são inimigos...
O que acontece quando você precisa criar um SUPER-ESTADO com super-poderes? Você precisa inventar briga em cada canto da cidade....
É feito de uma maneira que pareça que todos os indivíduos na sociedade estão em embate, estão em distúrbios, estão em inimizade PERMANENTE. E como todo mundo, então, não pára de brigar, quem é que aparece para resolver o problema? É o SACROSSANTO Estado, que aparece então com seus mecanismos REPRESSORES, e que pra que possam existir precisam ser financiados pelo dinheiro da gente mesmo....
Este conjunto extraordinário de legislações ditas de natureza social são simplesmente UMA ARMADILHA que estão pondo no seu trajeto, que é financiada com o seu dinheiro, para controlar TUDO. NÃO ACEITE UMA COISA DESSAS. O Estado não tem que se envolver em assuntos privados....
Agora uma mulher levou uma cantada, vai correndo pedir ajuda pra polícia. Vocês já imaginaram que país ridículo que é esse que nós estamos criando? Nós estamos INFANTILIZANDO todo mundo. Como é que você infantiliza todo mundo? Você cria a ideia maluca de que todo mundo é inimigo de todo mundo e aí traz um Estado plenipotenciário, que agora, em vez de produzir produtos físicos, em vez de andar na economia, fica tentando controlar o que nós falamos, o que nós dizemos, a nossa alma, o nosso espírito, o nosso coração... Vocês acham que isso é pouco totalitarismo?
....Essa situação que nós vivemos hoje é de um TOTALITARISMO típico daquilo que Orwell escreveu em 1984. É uma espécie de BIG BROTHER que sabe tudo que você diz, sabe tudo que você lê, tudo que você escreve, e daqui a pouquinho está o governo olhando a Internet, com direito de entrar no mérito das tuas mensagens, e essa gente então fica controlando você com o seu próprio dinheiro."
Para comentar alguns erros de português vou contar com a colaboração de alguns documentos escritos por profissionais de saúde mental, alguns com mestrado ou doutorado.
Algum profissional de saúde mental escreveu SÓCIO REABILITATIVO. Está errado, e não é nenhuma surpresa. Se trata de um termo difícil. Para escrever bem, é aconselhável evitar termos difíceis. E é aconselhável pesquisar no DICIONÁRIO. Para que tentar passar a impressão de ter um conhecimento que você não tem?
o correto seria SOCIO-REABILITATIVO.
É bom diferenciar SÓCIO de sociedade de SOCIO-REABILITATIVO, em que SOCIO- lembra social, se refere a social.
O Minidicionário da Língua Portuguesa de Evanildo Bechara explica que o hífen é usado em palavras com ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO, e "socio-" é um elemento de composição, e é DIFERENTE da palavra "sócio".
Em meu laudo, a psiquiatra escreveu HIPERSSEXUALIDADE. Esse é um erro absurdo!
Somente se usa SS quando um S está entre vogais, para indicar que a pronúncia é S e não Z.
Exemplos:
CASAR, com um S significa contrair matrimônio e se pronuncia CAZAR. Mas CASSAR com SS significa tornar nulo, cancelar, e se pronuncia CAÇAR. Enfim, o SS diferencia a pronúncia de S entre vogais. Não é comum no português SS depois de consoante. Logo, NÃO EXISTE a palavra hiperssexualidade em português e em nenhuma outra língua que eu conheço.
Para a próxima avaliação, pego um texto que fala sobre oficinas terapêuticas e centros de convivência.
Oficinas Terapêuticas e Centros de Convivência
Não compreender as oficinas terapêuticas apenas como procedimentos dos serviços de saúde e sim como redes de negociações e de oportunidades, de novas formas de sociabilidade, de acesso e exercício de direitos - como lugares de diálogos e de produção de valores que confrontem os pre-conceitos de incapacidade, invalidação e anulação da experiência da loucura. Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participam (participem) de atividades que aprecia e escolhe, não são espaços de permanência dia e nem de atendimentos clínicos. As pessoas que trabalham ali não devem ser profissionais de saúde, e sim artistas, artesãos, "oficineiros".
Observe que ao escrever PRE-CONCEITO a pessoa não havia esquecido o acento em PRE, que deveria ser escrito PRÉ. Ela fez questão de frisar que REALMENTE queria escrever assim! Mas ela queria dizer PRÉ. É que esse profissional de saúde mental não sabia que PRE se pronuncia com E fechado, é um PREFIXO, já PRÉ- é um ELEMENTO DE COMPOSIÇÃO, e aí sim, tem uma pronúncia aberta. E a não ser em FORMAS AGLUTINADAS, como em PRECONCEBER ou PRECONCEITO, devemos escrever PRÉ-CONCEITO ou PRÉ-CONCEBER, se queremos usar o hífen para frisar certos sentidos.
Quanto a "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participam de atividades que aprecia e escolhe..."
Nossa! Que coleção de erros absurdos!
Comecemos a análise:
"Onde as pessoas PARTICIPAM" passa obrigatoriamente a ideia de um PRESENTE certo que já está acontecendo. Mas a pessoa está falando de uma possibilidade que pode acontecer no futuro. Neste caso é preferível escrever ONDE AS PESSOAS PARTICIPEM...
Mas isso não é grave... nem pode bem ser considerado erro, é apenas pouco claro...
O grave vem agora!
Em "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participam de atividades que aprecia e escolhe"... "aprecia e escolhe" concordam com o quê?? Já que todos os sujeitos estão no plural!!!
O certo seria "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participem de atividades que apreciem e escolham..."
(Observe que duas frases poderiam ser construídas, com significados diferentes: "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participem de atividades que apreciem e escolham..." significa que nesses Centros de Convivência as pessoas PODERÃO participar de atividades que É POSSÍVEL que APRECIEM, e que elas possam ESCOLHER à vontade. Diferente de uma frase alternativa, aparentemente semelhante, mas com significado diferente: "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participem de atividades que apreciam e escolhem...", que significa que as pessoas PODERÃO participar de atividades que elas JÁ apreciavam e escolhiam em suas vidas cotidianas e que são transferidas para os Centros de Convivência, ou seja, elas ENCONTRARÃO essas atividades lá COM CERTEZA, já não se trata apenas de uma POSSIBILIDADE.
Outra frase alternativa (também com um outro significado) é "Os Centros de Convivência SE CONSTITUEM em espaços onde as pessoas participam de atividades que apreciam e escolhem...", que quer dizer que nos Centros de Convivência as pessoas, DE FATO, participam de atividades que ela realmente apreciam e escolhem à vontade...)
Como Evitar Matar a Língua Portuguesa Na Fala
A melhor forma de evitar falar errado é evitar PRECIOSISMO, ou seja, EVITE TENTAR FALAR BONITO DEMAIS. NÃO TENTE FALAR DIFÍCIL SEM SABER. É de péssimo gosto.
É comum e aceitável as pessoas pronunciarem a palavra BLEFE fora das NORMAS CULTAS. A pronúncia de acordo com as normas cultas é BLEFE (BLÉFE) com É aberto. Mas popularmente se pronuncia BLÊFE.
É que a palavra BLEFE vem do inglês BLUFF. como a pronúncia em inglês de BLUFF é mais aberta a norma manda que seja pronunciado aberto em português. Como, por exemplo, no caso de FLERTE que vem de FLIRT. Neste caso particular FLIRT é pronunciado fechado em inglês, portanto em português também é pronunciado FLERTE (FLÊRTE) fechado.
Mas as pronúncias populares já são grafadas nos dicionários, atualmente, como corretas. Não era assim.
MAS NÃO DAVA PARA SUPORTAR DOUTORES PRONUNCIANDO QÜESTÃO!!! Lógico, hoje em dia, eu sou mais tolerante com isso. Putz, foi até bom derrubar o TREMA, já que eles nem sabiam qual era a função do famigerado trema. O trema em português indica que uma letra que normalmente não deve ser pronunciada, EXCEPCIONALMENTE, É pronunciada.
Lembrando que QUESTÃO NUNCA teve trema!!! Mas, devido ao grande número de homens importantes e INFLUENTES pronunciando "qüestão", já há algum tempo a pronúncia qüestão é aceita. Inclusive, meu dicionário Houaiss de 2001 já traz registrado tanto a grafia "questão" quanto a grafia "qüestão".
A pronúncia correta era QUESTÃO, sem pronunciar o U. O U era SEMPRE mudo!! Questão se pronunciava KESTÃO. Agora, tanto a pronúncia "KESTÃO" quanto a pronúncia "qüestão" estão corretas.
Eu achava que isso era um preciosismo bem exagerado, já que dificulta a pronúncia. Mas tem gente que gosta de falar difícil!... Fazer o quê?
É uma pronúncia forçada, com traços de anglicismo.
Nota: esta postagem tem a ideia de fazer uma brincadeira. Espero que as pessoas não levem a mal. E pelo contrário, que aproveitem as dicas de português que são verdadeiras e podem ajudar bastante na sua vida.
E é claro, estes foram exemplos de DOCUMENTOS. Documentos que foram escritos de forma relaxada. Vale para a gente refletir também. Será que não devemos ser mais cuidadosos ao escrevermos documentos?
Claro que esta postagem realmente é uma crítica contra o preciosismo que tenho observado nestes profissionais, que estão um pouco orgulhosos demais.
E sinceramente, esta postagem busca trazer à discussão a educação brasileira, que não leva a sério os conhecimentos da língua portuguesa, dando mestrados e doutorados para pessoas que não dominaram o básico da própria língua.
Mais um serviço social educativo do BLOG PACIENTE PSIQUIÁTRICO.
Outras dicas de Português
O uso de porque, por que e porquê e por quê não é complicado. É fácil quando se aprende o uso.
POR QUE é usado para fazer perguntas. Exemplo: Por que no Brasil profissionais com mestrado e doutorado têm problemas sérios de ortografia?
PORQUE é usado para dar a resposta: Porque a educação no Brasil não leva o ensino de português a sério.
SOMENTE se acentua POR QUE em final de frases. Portanto, eis um exemplo do uso de POR QUÊ.
Você sabe por quê?
PORQUÊ é um substantivo. Ou melhor, tem a função de substantivo. Exemplo:
Sabemos o porquê do desmazelo na educação brasileira. É porque há muita vaidade nas classes mais abastadas.
Originalmente publicado no dia 18 de julho de 2010. Atualizado no dia 19 de fevereiro de 2016. (469)
"Olha, há um paradoxo que possivelmente a esquerda não tenha compreendido no Brasil. Né? É que o Médici que foi o presidente mais duro do Regime Militar possivelmente era o mais popular dos presidentes do Regime Militar. É por quê? Porque nos anos 70 era o auge do Milagre Econômico. O emprego era uma loucura, era uma loucura! Os trabalhadores estavam na porta da Volkswagen procurando emprego, passava ônibus de outra empresa convidando eles para ir para a outra empresa para ganhar mais. Eu penso que se houvesse uma eleição, e o Médici fosse candidato a presidente, ele ganharia."
Com esse entusiasmo, Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o presidente Emílio Garrastazu Médici (que governou o Brasil de 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974).
"Os presidentes que administraram o país com maior crescimento foram Garrastazu Médici (alta de 11,9% ao ano em meio ao milagre econômico e à ditadura) e Deodoro da Fonseca (crescimento médio anual de 10,1% entre 1889 e 1891)."
Fonte: O Globo, 04/03/2011, Economia, p. 23
Na verdade, o governo de Lula foi melhor que o de Fernando Henrique Cardoso e o de Fernando Collor de Mello, mas está longe de estar entre os melhores da história:
"Segundo as contas do professor, o desempenho do país sob Lula foi maior que o registrado nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que ficou com média de crescimento de 2,3%. O tucano é o quarto pior do país, somente superando o desempenho de Venceslau Brás (1914-1918, período da primeira guerra mundial, quando o crescimento foi de 2,1% ao ano), Fernando Collor (recessão de 1,3% de 1990 a 1992) e Floriano Peixoto (o PIB caiu em média 7,5% ao ano entre 1891 e 1894, quando a economia se adaptava ao fim do trabalho escravo)."
Fernando Henrique Cardoso só superou os presidentes mencionados acima e a Dilma Rousseff, o que faz dele o QUINTO PIOR PRESIDENTE da HISTÓRIA DO BRASIL. Veja o PIB dos presidentes do Brasil, que indica que o PIB (Produto Interno Bruto) do governo de Dilma Rousseff foi tão ruim quanto o do governo de Venceslau Brás (que governou o Brasil de 1914 a 1918), que ainda assim foi superado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Ainda, de acordo com o PIB dos presidentes do Brasil, o presidente Itamar Franco foi o melhor presidente depois do fim do Regime Militar, com um PIB de 5%, em média.
O que aconteceu é que os governos de FHC e de Lula lançaram mão de muita propaganda para passar uma falsa ideia de que eles fizeram melhorias históricas. Mas os números não mentem.
Discurso do Coronel Lício Augusto Ribeiro Maciel na Câmara dos Deputados, em Sessão Solene ocorrida no dia 26 de Junho 2005, a Homenagem aos Militares mortos na guerrilha do Araguaia. No discurso, o Coronel Lício Augusto Ribeiro Maciel conta como ele prendeu o José Genoíno, como os companheiros de Genoíno esquartejaram um adolescente VIVO, e como os companheiros do Lamarca castraram um tenente e o obrigaram a engolir os próprios órgãos genitais.
Transcrição do Discurso do Coronel Lício Augusto Maciel, começando aos 16:26:
Senhor Presidente, Senhores Congressistas, demais autoridades presentes, minhas senhoras, meus senhores, não é preciso dizer da minha emoção por ter encontrado aqui velhos companheiros de luta, que ainda a estão levando essa luta à frente.
Como participante dos acontecimentos que passo a relatar, eu fiz um resumo dos itens mais perguntados; apenas como itens porque a dissertação vai ser rememorando os fatos. Para isso, eu tirei os óculos, para que aqueles que vou citar me olhem bem no fundo dos olhos e tenham a suficiente coragem de afirmar, se for preciso, que tudo o que foi dito aqui é a pura verdade. Se bem que não há necessidade, porque eles próprios já confirmaram em outras ocasiões.
Então, o primeiro item selecionado se refere o porque da minha escolha para a missão de descobrir o local da guerrilha, que hoje se diz Guerrilha do Araguaia.
Em 1969, com a morte do terrorista Marighella, em São Paulo, os documentos dele, foram feitas várias citações sobre o local da grande área: grande área de treinamento de guerrilha.
Eu estava chegando em Brasília em 1968, já pela segunda vez. No meu passado, desde 1954, quando fiz o curso de pára-quedista e, em seguida, o curso de Forças Especiais da Divisão de Pára-Quedistas, e especializei-me na modalidade de Guerra na Selva. Posteriormente, o curso de Operações Especiais foi desenvolvido com outras modalidades e, em seguida, foi criado o CIGS, Centro de Instrução de Guerra na Selva.
Então, detentor do curso de Forças Especiais e sendo considerado, na época, o elemento com credenciais para desenvolver as operações de selva, eu percorri milhares de vezes a (rodovia) Belém-Brasília, de Brasília a Belém, estrada pioneira de barro. Eu e minha equipe, de 3 ou 4 homens, nós chegamos à conclusão, por indícios, de que a Guerrilha do Araguaia estava naquela área, entre o Bico do Papagaio, Xambioá, Marabá, Tocantinópolis e Porto Franco.
Porém, O fato que permitiu que nós chegássemos à área foi a prisão, em Fortaleza, do guerrilheiro Pedro Albuquerque. Naturalmente, ele está olhando para mim, e eu estou olhando para a câmera, para ele olhar no fundo dos meus olhos e confirmar que o que eu estou dizendo é verdade. O Pedro Albuquerque foi preso quando tentava tirar documentos em Fortaleza. Recolhido ao xadrez, ele tentou suicídio cortando os pulsos. A sentinela, por acaso, passou, viu, deu o alarme e ele foi levado pro hospital da guarnição.
Recuperado o documento de que ele falou, o documento resultante das declarações de Pedro Albuquerque foi enviado diretamente de Fortaleza para Brasília e chegou às mãos do General Bandeira, que imediatamente mandou buscar o preso. Enquanto eu preparava a equipe, o preso chegou, foi incluído na minha equipe, e eu saí, junto com Pedro, para o local onde ele dizia que era o inicial: Xambioá.
Chegamos no Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande, com motor de popa, fomos até ao local de Pará da Lama; que o Pedro deve estar muito lembrado dele: era uma picada ao longo da floresta no sentido do Xingu. Então nós andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer na casa do último morador, com o Pedro sendo levado por nós, livre. Não estava algemado, nem amarrado, nem nada. Ele foi acompanhando a nossa equipe. E isso têm várias testemunhas aqui presentes, que eu não vou citar, e que fizeram parte da minha equipe.
Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h da manhã, nós prosseguimos em direção ao local onde o Pedro Albuquerque indicou. Ao chegarmos no local, nós avistamos três homens, isto é, três elementos, sendo uma mulher, descansando para almoço, eu presumo. Então quando nós nos aproximamos do local só para conversar com eles, nós fomos para saber o que é que eles estavam fazendo lá. Eram três e, nós éramos seis; não tinha problema. Eles fugiram. Nós chegamos, e eu fiquei inteiramente abismado a quantidade de estoque de comida, de material cirúrgico; até oficina de rádio tinha; 60 mochilas de lona, costuradas no local em máquina industrial grande, que eu tive o prazer de jogar no meio do açude. E tocamos fogo em tudo e eu voltei sem fazer prisioneiro.
Ora, em qualquer situação, nós teríamos atirado naqueles homens. Nós estávamos a 80 metros, um tiro de fuzil os atingiria facilmente. Eles estavam sentados. Mas o nosso objetivo não era matar, não era trucidar. Nosso objetivo era saber o que é que eles estavam fazendo lá. De acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros. E eles estavam na área indicada por Pedro Albuquerque, que viu toda a operação.
Bom, destruindo todo o aparelho deles; metralhamos uma grande quantidade de frutas - melancia, jerimum, e o diabo a quatro, tinha muita coisa. Ficamos inteiramente impressionados com a quantidade de comida que tinha lá, sacas de arroz, muita coisa; até oficina de rádio com equipamentos sofisticados. Era uma oficina rústica, não era bancada de laboratório da cidade, era uma oficina rústica, mas que funcionava. E o gerador, lá atrás, funcionava também.
Então, nós voltamos. Deixamos o pessoal fugir, claro. E o Pedro Albuquerque retornou com dois companheiros nossos e foi recolhido ao xadrez de Xambioá. Nós continuamos a missão. Como os três elementos que fugiram, avisaram para o resto do grupo do Destacamento C, mais ao sul, em frente a São Geraldo do Araguaia, que estávamos indo para lá, ao chegar lá nós os vimos fugindo com muita carga, até violão levavam. Eles estavam se retirando do Destacamento C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque.
Pedro Albuquerque nos levou até o Destacamento C, onde ele tinha estado. E ele fugiu, o Pedro Albuquerque, porque os bandidos tinham exigido que ele fizesse um aborto em sua mulher, que estava grávida. Eles não se conformaram com a ordem, principalmente porque outra guerrilheira grávida tinha sido mandada para São Paulo, para ter o filho nas mordomias de São Paulo. Apenas ela era uma guerrilheira casada com o filho do chefe militar da guerrilha, que era Maurício Grabois. OK? Eles obrigaram a sua mulher fazer o aborto.
Nós estávamos perseguindo esse grupo e estávamos avançando. Embora chovesse bastante, nós estávamos nos aproximando. Eles resolveram soltar a carga que estavam levando, e o guia, morador da área, me disse: "Agora, nós não vamos pegar eles porque estão fugindo para a gameleira". E demos uma meia parada, nessa destruição do equipamento deles, quando pressentimos a vinda de alguém na trilha. Nós estávamos andando através mata e esse elemento vinha pela trilha. Nós nos agachamos e, nisso, veio aquele elemento forte, com chapéu de couro, mochila nas costas e facão na cintura. Então, quando ele chegou no meio do nosso grupo, eu dei a ordem: Prendam esse cara!
Não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoíno. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoíno - que naturalmente está me olhando agora. E eu tirei os óculos justamente para ele me reconhecer, porque da minha cara ninguém esquece, principalmente com aquela cara que eu estava na mata, depois de vários dias passando fome e sede, sujo, cheio de barba. Mas é a mesma cara. É o mesmo olhar da hora em que eu encarei ele e disse: "Seu mentiroso! Confesse! Você não tem mais alternativa".
Por que eu descobri que o Genoíno era guerrilheiro? Ele se dizia Geraldo e se dizia morador da área. Claro: elemento na área, suspeito, eu mandei deter. Mesmo algemado e com tudo nas costas, uma mochila pesada e grande, ele fugiu. O Cabo Marra deu três tiros de advertência, e ele parou. Mas não parou por causa da advertência, parou porque se emaranhou no cipoal, e o pessoal foi pegá-lo.
Eu perguntei: Por que você está fugindo? Nós apenas estamos querendo conversar com você. Para você não fugir, vamos ter de algemá-lo. "Eu sou morador" - disse ele.
Eu deixei o pessoal especializado em inquirição conversando com o Genoíno, até então Geraldo. O pessoal - inclusive está presente um desses companheiros, o Cid - conversou bastante tempo com o Genoíno, quando o Cid veio a mim e disse: "Comandante, não tem nada, não". Está bom - respondi. Como eu já estava há muito tempo no mato, já tinha resolvido, intimamente, levar o Genoíno preso para Xambioá, mas não disse que essa era minha determinação. Peguei a mochila dele.
Eu tinha um elemento na minha equipe que era especialista em falar com o pessoal da área - já falecido -, um elemento excepcionalmente bom. Que eu rendo minha homenagem, a João Pedro do Rêgo. O João Pedro, apelidado por nós de Jota Peter ou Javali Solitário, onde ele esteja estará escutando. O João Pedro era um homem que falava com o matuto, com o pessoal da área, porque eu, na minha linguagem urbana, não era entendido nem entendia o que eles falavam. O Javali veio pra mim e disse: "Ele não tem nada. É morador da área". E disse-me o que tinha lhe dito.
Eu, como homem de selva, peguei a mochila do Geraldo e comecei a abrir. Tirei pulôver, rede e um bocado de bagulho da mochila do Geraldo, quando encontrei um tubo de remédio no fundo da mochila. Ao pegar aquele tubo e olhar para o Genoíno, vi que ele estava lívido, pálido. Eu ainda lhe disse: Companheiro, fique tranquilo porque nós não vamos fazer nada com você, você é morador da área. E abri o tubo. Lá encontrei material típico de sobrevivência - linha de pesca fina, anzóis. Era material típico de sobrevivência. Como eu havia feito um curso e só sabia teoricamente sobre o assunto, interessei-me por aquele exemplo prático, em um local de difícil acesso na selva amazônica. À medida que eu ia puxando aquelas linhas, o Genoíno - aliás, o Geraldo - ia ficando mais desesperado. E quando eu tirei o tubo, olhei para ele, e ele estava branco como papel. E lá no fundo eu vi um papel pautado, de caderneta, dessas que todo dono de bodega na área anotava as suas vendas.
Cortei uma talisca do meu lado, puxei o papel e lá estava a mensagem do Comandante do Grupamento B da Gameleira, o Osvaldão, para o Comandante do Grupamento C, Antônio da Dina. Estava lá a mensagem que o Genoíno transportava para o Antônio da Dina. Era uma mensagem tão curta que ele, como bom escoteiro que era, poderia ter decorado, porque até hoje, mais de 30 anos passados, eu me lembro do que dizia essa mensagem, mas eu quero que ele mesmo diga o que é que constava nessa mensagem. Era uma dúzia de palavras em linguajar militar, de próprio punho do Osvaldão, que era o Comandante do Grupo B da Gameleira, o grupo mais perigoso da guerrilha, como constatamos no desenrolar das lutas.
Foi o grupo que matou o primeiro militar na área. Antes de qualquer pessoa morrer, o grupo do Osvaldão matou o Cabo Rosa, Odílio Cruz Rosa. Depois de esse Odílio Cruz Rosa ser morto, eles mataram mais 2 sargentos e fizeram muito mal aos militares que nada sabiam de nada até então. Só quem sabia era o pessoal de informações, porque eu era da área de informações, embora eu operasse à paisana.
Então, o Genoíno foi mandado para Xambioá preso. A essa altura ele já deixou de ser detido para ser preso, e falou tudo sobre a área. Quando eu olhei para ele e disse: Você não tem mais alternativa porque aqui está a mensagem. Ele disse: "Eu falo". Eu disse: É bom você falar. Genoíno, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu te prendi na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não te demos uma facãozada, não te demos uma bolacha - coisa que eu me arrependo hoje.
Um elemento da minha equipe, o Cid, fumador inveterado, abriu um pacote de cigarro, e aproveitou aquele papel branco do verso, surgiu um toco de lápis que eu não sei de onde, e o João Pedro começou a anotar o que o Genoíno falava fluentemente - nervoso como ele estava, ele começou a falar.
Eu me levantei do chão, fui até um córrego próximo - meio próximo - pra beber um pouco d'água. Voltei, o papel estava cheio, com toda a composição da Guerrilha - nomes, locais, Grupo C, ao sul; Grupo B, da Gameleira, perto de Santa Isabel; e Grupo A, perto de Marabá. Eram os 3 grupos efetivos, e eles presumiam completar 30 homens por grupamento, e mais um grupo militar comandado por Maurício Grabois.
Eu peguei aquele papel e ainda comentei com ele: Pô, meu amigo, tu é um cara importante desse negócio aí, hein? E mandei o Geraldo para Xambioá. Ele foi recolhido ao xadrez, posteriormente enviado para Brasília; em seguida, 3 ou 4 dias depois, não me lembro, veio o veredicto da identificação: o guerrilheiro Geraldo é o José Genoíno Neto, presente em frente ao vídeo, olhando para os meus olhos - eu sempre tive olhos arregalados; não foi só lá na mata, não. Os meus olhos sempre foram arregalados, principalmente em combate.
Triste notícia veio depois. O grupo do Genoíno prendeu o filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 quilômetros de São Geraldo. O filho dele, um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque eu me lembrei ao olhar do rapaz do meu filho da mesma idade. Então, eu disse pro João: Não quero levar o seu filho. Porque eu sabia das implicações, ou já desconfiava.
O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, de 6h da manhã ou 5h da manhã até meio-dia, quando nós encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram.
Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado! Toda a Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antônio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir, pelo menos, uma desculpa de terem esquartejado o rapaz! Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antônio Pereira; cortaram a segunda orelha; o rapaz urrava de dor; e a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, cortaram as mãos, e no final deram a facada que matou o João Pereira.
Esse relatório está escrito no CIE (Centro de Instrução Especializada), porque foi escrito por mim, e eles não abrem para os historiadores com medo de que isso apareça.
Pois bem. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, pra servir de exemplo pros outros moradores, para não terem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas.
Foi o crime mais hediondo de que eu soube. Nem na Guerra da Coréia e na do Vietnã fizeram isso. Coisa parecida eu só encontrei quando trucidaram o Tenente Alberto Mendes Júnior. O Tenente se apresentou voluntariamente para substituir dois companheiros que estavam feridos. E a turma do Lamarca pegou o rapaz, trucidou, castrou e obrigou ele a engolir os órgãos genitais. Então com o Tenente Alberto Mendes Júnior foi feito isso. Mas o crime contra o João Pereira foi muito mais grave, muito mais horrendo. E eles sabem disso.
Peçam desculpas pro Antônio Pereira, se ele estiver vivo! Tenham a coragem de reconhecer que toda a Xambioá sabe disso!
Bom, Genoíno preso e identificado, a Guerrilha prossegue. Depois de matar o João Pereira, eles mataram o Cabo Odílio Cruz Rosa; depois do Rosa, eles mataram dois sargentos; depois dos dois sargentos, eles atiraram no Tenente Álvaro, que deve contar a história. Como estou contando a história aqui, Álvaro, conte a sua história.
Na minha versão, o Álvaro deu voz de prisão pro bandido, eles atiram. O outro que estava atrás atirou nas costas do Álvaro, arrancando-lhe a omoplata. Então, depois desse ferido, houve vários feridos, e finalmente eu fui ferido e tive que sair da área.
Porém, antes, as tropas do Exército saíram da área, vendo que era um movimento mais grave, mais planejado - planejado em Cuba, planejado com as mentes que nós todos estamos vendo aí, como é que funciona uma mente de um comunista. Um comunista tranquilo, sem arma na mão, tudo bem. Aquilo é o que ele pensa, e a nossa democracia permite isso. Mas aquele que pega em arma tem de ser trucidado. Um homem que entra numa mata para combater em nome de um regime de Fidel Castro, esse cara tem que ser morto!
Terminada a Operação Sucuri, que foi uma operação simplesmente de informações: de que se trata, valor do inimigo, onde eles estão, enfim, todos os itens necessários para que fosse elaborada uma ordem de operações para o combate da Guerrilha. Isso durou 5 ou 6 meses. Já tem literatura muito boa a respeito.
Tirados os militares da área - vejam bem - elementos militares descaracterizados, à paisana, foram postos dentro da mata, desarmados, com identidade falsa, ao lado dos bandidos. Qualquer um de nós, em sã consciência, reconhece que esses homens são uns heróis. Se me derem uma arma eu vou lá caçar eles de novo, hoje. Mas, naquela época, se me tirar as armas e me botar na mata, não sei não. No ímpeto da juventude, talvez eu fosse, e foi como eles foram. Eles foram no ímpeto da juventude. Eram capitães, tenentes e sargentos.
Terminada a Operação Sucuri, nós já sabíamos de que se tratava, confirmadas todas ou quase todas as informações que o Genoíno tinha dado. Três grupos, comando militar e a chefia em São Paulo, sob o comando de João Amazonas - que fugiu da área ao primeiro tiro. Grande valentia! Herói, João Amazonas! João Amazonas fugiu da área no primeiro tiro, junto com Elza Monnerat. Deixou lá garotos, estudantes e os fanáticos comunistas, tipo Maurício Grabois, que induziu o filho dele, André Grabois, o personagem central, o principal, desse evento que eu vou falar agora.
Foi o combate contra o grupo militar da Guerrilha, comandado por André Grabois. E a esposa dele, a Criméia, que talvez esteja me olhando, ela diz que foi uma emboscada. Não foi emboscada. Como o Exército saiu da área para fazer operação de informações, a Operação Sucuri, eles cantaram vitória: "Seu Exército é de fritar bolinho". Muito bem, fritamos bolinho.
Eu já estava na área e recebi a seguinte ordem: "Vá à região de São Domingos a pé, porque de viatura não chega lá. Eles destruíram uma ponte da Transamazônica."
Eu peguei a minha equipe e fui pra São Domingos. Atravessei o rio, sem a ponte. A ponte destruída, atravessei a vau. Cheguei a São Domingos, o quartel estava incendiado. Eles tinham assaltado ao alvorecer daquele dia - se não me engano, 10 de outubro de 1973 -, eles destruíram e incendiaram o quartel. Deixaram todos os oficiais, todos os militares nus, inclusive o tenente comandante do destacamento, e pegaram todo o armamento, toda a munição, todo o fardamento. E entraram na mata e deixaram um recado: "Não ousem nos seguir, porque o pau vai quebrar".
Infelizmente, Criméia, seu marido morreu por isso.
Pude ver as suas pegadas bem nítidas, porque eles estavam carregados com cunhetes de munição, fuzis da PM, revólveres, e foi fácil seguir o grupo.
No terceiro dia, para resumir, houve um encontro. Eles estavam tão certos de que o Exército não iria lá que estavam caçando porcos. Às 6 da manhã, eu escutei o primeiro tiro e o grito dos porcos. Às 15 horas houve o combate. Vejam bem o espaço de tempo: de 6 da manhã às 15 horas.
Eu estava a menos de 10 metros do primeiro homem, que era o comandante do grupo, André Grabois, filho de Maurício Grabois. Ele estava sentado, com o gorro da PM que tomou do tenente na cabeça, e vi que tinha a arma na mão. Olhei para os meus companheiros, que vinham rastejando, e perguntei: Será que vamos encontrar um bando de PMs aí? Olhei, eles entraram em posição, e eu me levantei. Quase encostei o cano da minha arma em André Grabois: Solte a arma. Ele deu aquele pulo, e a arma já estava na minha direção. Não deu outra. Os meus companheiros, que chegavam, acertariam o André, caso eu tivesse errado, o que era muito difícil, pois estava a um metro e meio, dois metros dele.
Foi destruído o grupo militar da Guerrilha. Todos eram formados na China, em Pequim, em Cuba. Não me lembro do nome de todos, mas citarei alguns: André Grabois; o pai, Maurício Grabois, que mandou o filho fazer curso em Cuba; o Calatroni, o Nunes. O João Araguaia se entrincheirou atrás de um tronco de árvore e não se mexeu, depois do tiroteio, saiu correndo, sem arma. Ninguém atirou no João Araguaia porque ele estava sem arma. O Nunes estava gravemente ferido, mal falava e, quando o fazia, o sangue corria pela boca, mas ele conseguiu dizer a importância do grupo e citou os nomes - não sei se nome ou codinome - de todos eles: o Zequinha, ele disse: esse é o André Grabois. Estava morto.
Esse foi o primeiro combate de valor contra os guerrilheiros, eles foram desmoralizados. Eles diziam para os soldados não entrarem na mata porque os oficiais não entravam. Ora, o próprio acampamento dos militares era no meio da selva, então, com esse combate, eles ficaram desmoralizados.
Em seguida, veio o incidente do dia 23 de outubro, 10 dias depois. Continuando na perseguição aos bandos, nós fomos encontrar pegadas no chão, nítidas, de um grupo numeroso. Esse grupo do Zé Carlos era do Grupamento A. Nós fomos encontrar as batidas, depois, nós soubemos que era do Grupamento B, do Osvaldão. Então, eu já estava a menos de 100 metros desse grupo. O guia já estava saindo para a retaguarda. O guia era morador. Ele não tinha nada com a guerra. Ele estava lá auxiliando o Exército a pegar os "paulistas", que era como eles chamavam os guerrilheiros.
Quando o guia começou a retrair, vi que a coisa estava feia, e continuei. Nisso, um dos guerrilheiros retorna, volta inesperadamente, e deu de cara comigo. Eu agachado e ele olhando para mim. Eu dei a ordem de prisão para ele: Mãos na cabeça. Ele levantou uma mão, e eu vi que era uma mulher. Ela levantou uma mão fazendo sinal de... para eu ficar olhando para a mão enquanto ela desamarrava o coldre. Dei 3 ordens de prisão, mas ela não obedeceu. Quando eu vi que ela estava desamarrando o coldre ainda dei 3 ordens para ela - Não faça isso - gritando, pois sempre falei alto, meu tom de voz é esse. Quando ela sacou a arma vi que não tinha jeito, eu atirei. Acertei a perna dela e ela caiu, caiu feio. Ela não caiu, desmoronou. Ela deu um salto como se tivesse recebido uma patada de elefante. Ela caiu uns 3 metros depois, tal o impacto. Eu corri, ela não estava mais com a arma, estava nos estertores da dor, chorando e gritando. Eu disse: Fica calma que nós vamos te salvar. Olhei a arma, a selva muito cheia de folhas, não achei a arma. Meu erro: não deixei um sentinela com ela. Nós éramos poucos, eles eram vinte, eu precisava de gente.
Continuamos a perseguição do grupo, e eles atravessaram o córrego. Eu resolvi voltar, já estava escurecendo. Quando me agachei ela me atirou à queima roupa. Ela me deu um tiro na mão e acertou na face, que atravessou o véu palatino e se encaixou atrás da coluna, e eu caí. O outro tiro que ela deu acertou o braço do Capitão Curió, que era o Subcomandante da minha equipe. O resto da minha equipe revidou, claro, encerrada a carreira de bandido da Sônia, era o nome da guerrilheira. Fui carregado, armaram um pau com uma rede e eu fiquei na rede e estava sendo transportado na mata.
Altas horas da noite, os soldados que estavam me carregando passaram os seus fuzis para o outro do lado. E o que ia levando 2 fuzis, um fuzil batendo no outro, fazia muito barulho na mata. E era um barulho que se propagava muito a longa distância. Eles armaram uma emboscada, teria sido o fim. Mas, aquele companheiro, que eu tanto brigava com ele pra ele deixar de fumar, nos salvou. Ele, que assumiu o comando da equipe, pediu para parar para dar uma pitada. Isso, a uns 50 metros da emboscada. Parou e ficou aquele silêncio. Eu fui estendido no chão, dentro da rede, sangrava muito, e ainda quase desacordado.
Eles, então, achando que havíamos pressentido a emboscada, e aqueles valentes guerrilheiros, fugiram. Claro que eles teriam matado todos nós. Não tenham dúvida.
Nós estávamos completamente sem atenção. A minha equipe estava levando o comandante da equipe, quase morto, para o primeiro local onde a ambulância poderia alcançar. Na localidade de São José, eles pediram uma ambulância para levar um ferido. De São José, a ambulância me levou para Bacaba, de lá para Marabá e de Marabá para Belém, onde passei uns dias para me restabelecer e ter condições de viajar. Depois fui levado para Brasília onde fui operado. A operação se revestia de cuidados especiais, porque, do contrário, eu ficaria paraplégico pro resto da vida. Graças a Deus, as sequelas foram muito menores e hoje eu estou falando aos senhores aqui, com muita honra.
Bom... Conclusões, é o último item.
É muito difícil a gente falar em conclusões de uma luta de 4 anos. Eu vou citar apenas 2 itens dessas minhas conclusões. que me Permitam ler. Por isso, que eu botei os óculos. Não há mais necessidade de os bandidos me olharem no fundo do olho. Estou à disposição deles, a qualquer momento. Quem quiser confirmar comigo, já sabe, eu tenho endereço na Internet, meu endereço está em todo canto, vai lá. Terei muita satisfação em olhar no fundo do olho deles e repetir tudo isso que estou dizendo pros senhores: nada temos a esconder.
Primeira conclusão: tenho imenso orgulho de ter participado dessa luta, por ter agido positivamente para evitar que os guerrilheiros do PCdoB implantassem no Brasil um regime comunista igual ao de Cuba, com paredão e tudo - e esse risco não acabou.
Segunda conclusão: além de prestar homenagem às bravas esposas dos militares, tanto daquela época como a atual, eu quero estender, também, aos membros da minha valorosa equipe a honra de que estou sendo alvo presentemente.
"Atenção Brasil. Começa agora o programa Lula Presidente."
Assim começou o primeiro programa eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, da Coligação PT (Partido dos Trabalhadores) - PL (Partido Liberal) - PC do B (Partido Comunista do Brasil), em 2002, quando começava a era comunista no Brasil.
Depois das saudações do Lula foi anunciada a equipe do governo vindouro:
"Fazem parte da equipe de Lula para a área de crescimento econômico e geração de emprego e renda, José Dirceu..." e toda aquela turma que a gente conheceu bem.
Lula sempre foi um homem fascinante, com uma simpatia que passava confiança.
Mas já em 2002, o PT já estava totalmente chafurdando na corrupção, como podemos ver na excelente entrevista feita por Fátima Bernardes e William Bonner, com perguntas bem contundentes.
Veja no link abaixo, o questionamento da Fátima Bernardes: JN Entrevista com Presidenciáveis - Lula - 2002
"Candidato, o partido sempre foi muito crítico e fez duras críticas em relação a corrupção, mas também enfrenta problemas de denúncias de corrupção onde governa. Por que o PT não conseguiu se livrar desse mal que é a corrupção?"
Inclusive Lula já era suspeito de corrupção: JN Entrevista com Presidenciáveis - Lula - 2002
"...a polícia federal cometeu uma insanidade. Até eu, pelo que sei, fui investigado por dois anos, pelo que me consta eu não cometi nenhum crime..."
Com o passar do governo Lula, a corrupção do PT foi questionada até por repórteres estrangeiros, como no programa HardTalk, da BBC:
Lula:
"...se eu tivesse um milagre de resolver em 4 anos os descasos de 500 anos, eu não seria presidente, eu seria Deus."
Repórter:
"Mas o Senhor não pode culpar a História por tudo. O Senhor não pode culpar a História pela corrupção dentro do seu próprio partido."
Hugo Chávez é até mais fascinante que o Lula, mas o incrível é que Hugo Chávez era muito sincero, enquanto Lula, por outro lado, não era bem assim, (como mostrei na postagem Porque votei no PT para presidência.) O problema de Hugo Chávez era alguns amigos dele, como o senhor Diosdado Cabello, uma espécie de José Dirceu da Venezuela, responsável pela cassação da deputada Maria Corina Machado, acusada de traição...
A única coisa que opositores conseguem acusar Hugo Chávez é de fanfarrão. Ele falava com a demasiada imprudência de homens sinceros, chegando a defender as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) abertamente... (Lula JAMAIS seria ingênuo de cometer um erro desses!) De resto, Hugo Chávez foi praticamente um herói que livrou o povo da ditadura autoritária do presidente Carlos Andrés Pérez. Seu principal erro foram manobras para se perpetuar no poder, um vício do comunismo...
Há muitas coisas importantes que eu gostaria de postar, muita informação importante; documentários traduzidos sobre hospitais psiquiátricos, sobre transexualidade, etc. Mas me faltam recursos.
Meu computador está com pouca memória, o que o faz muito lento, o teclado está falhando, o mouse está falhando... além disso, minha casa está totalmente sem estrutura: entra chuva e tem infiltração constante, o que facilita o acúmulo de bichos.
Muitas vezes, os bichos que não podem ser vistos são tantos que não dá para dormir em casa, e aí eu sou obrigado a dormir em pé na rua, ou ficar acordado em casa para não ser mordido.
Eu tenho planejado formas de buscar recursos. Uma delas foi vender revistas em quadrinhos. Criei o blog Mundo Interpretado, onde algumas revistas em quadrinhos são exibidas, e poderiam ser vendidas. Mas como está difícil acessar, vou passar bastante tempo na rua também, para vender no boca-a-boca, que será mais eficiente.
Assim, seguirei buscando recursos para financiar meus trabalhos sociais.
Quando eu era muito jovem e não entendia quase nada sobre a História Mundial, eu me perguntava:
Por que o alemão, o francês e o japonês são idiomas mais conhecidos internacionalmente que o português? O português tem uma população de nativos falantes bem maior que o alemão, o francês e o japonês, então por que essas línguas com menos falantes são mais conhecidas internacionalmente que o português?
A resposta está na política.
Ainda jovem fiquei sabendo que a França tinha sido um país que dominou o mundo por vários períodos, aí eu pensei que isso justificava que o idioma fosse mais famoso que o português, apesar de ter menos falantes. Mas depois, ao estudar mais História, eu vi que isso NÃO podia ser uma explicação plausível, pois Portugal também tinha feito conquistas fantásticas, como exemplo óbvio a descoberta do Brasil. Eu só pude obter uma resposta satisfatória ao estudar a fundo os idiomas alemão, inglês e francês, o que me deu acesso a livros e documentários mais elucidativos. Só assim eu pude ver uma versão da História Mundial que não é explicada claramente nas escolas brasileiras.
Na Segunda Guerra Mundial, grandes países como o Japão, a Alemanha e a França foram quase totalmente destruídos. Os Estados Unidos lançaram suas bombas poderosíssimas em duas cidades japonesas, que as devastaram completamente, matando quase todos seus habitantes. E os Estados Unidos também empreenderam uma guerra devastadora contra a Alemanha. Por outro lado, o exército de Hitler detonou a França.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, como o Japão, a Alemanha e a França se recuperaram, ao ponto de, alguns poucos anos depois, estarem numa condição bem melhor que países menos afetados pela guerra, como o Brasil?
Os governantes dos Estados Unidos tinham derrotado Adolf Hitler, Mussolini e Hirohito. Mas não conseguiram vencer Josef Stalin, líder absoluto da antiga União Soviética...
E só conhecendo bastante a História dos Estados Unidos para entender o medo que os governantes norte-americanos sentiam de Josef Stalin. Enquanto os Estados Unidos detonavam a Alemanha e o Japão, o exército de Josef Stalin aniquilava o exército alemão, e logo invadia a Itália e matava o ditador Mussolini. Isso provocou nos governantes norte-americanos um medo maior que provocado pela bomba atômica e pela bomba de hidrogênio...
Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, o mundo foi dividido em duas partes:
Uma parte dominada pelos Estados Unidos e outra parte dominada por Josef Stalin.
Assim, os Estados Unidos desenvolveram programas sociais para recuperar as áreas internacionais que o governo dos Estados Unidos ocupavam, para evitar que o domínio dessas áreas passasse para a União Soviética de Josef Stalin. O programa Government and Relief in Occupied Areas (Ajuda do Governo em Áreas Ocupadas) recuperou o Japão. Enquanto o programa social chamado European Recovery Program (Programa de Recuperação Europeia) ajudou a recuperar toda a Europa.(Reproduction from the excellent site Debating Europe).
Por isso os Estados Unidos promoveram uma grande divulgação e promoção do alemão, do francês e do japonês, para que quando os norte-americanos fossem visitar esses países ocupados pelo governo dos Estados Unidos, pudessem se comunicar melhor com os povos de suas colônias. Por isso que o alemão, o francês e o japonês são muito mais divulgados e conhecidos que outras línguas que têm muito mais falantes nativos...
Aí a gente consegue entender porque o alemão, o francês e o japonês são muito mais divulgados e conhecidos que outras línguas com muito mais falantes como, o bengali, o hindi, o mandarim, o árabe, o russo e o português.
Veja a lista das línguas mais faladas na Wikipedia em inglês ou neste site, ou neste outro site.
As escolas apenas falam do Plano Marshall como se os Estados Unidos tivessem feito uma grande caridade para o mundo, e não um estratagema de dominação mundial do governo dos Estados Unidos...
O Orgulho
É necessário ser humilde. Nada há no homem que lhe permita ser de outra maneira. Não escolheu ele sua estatura nem sua força ou fraqueza, suas qualidades físicas ou seus defeitos, seus dotes de espírito ou a carência desses dons.
Não é ele responsável pela forma por que se apresenta e nem tem razões pelas quais possa envaidecer-se.
Nada do que é ou tem dependeu de sua própria vontade.
A Covardia
O caminho do bem não é fácil, mas fugir dele não faz com que desapareçam as dificuldades.
A Imparcialidade
O vento acaricia a doce folhagem e derruba o tronco vigoroso: a chuva mata a sede dos dois.
O Eu e o Ego
Da mesma forma que a fumaça preteja as paredes mas não o espaço existente entre elas, o verdadeiro eu nunca é afetado pela dor, pelo prazer, pela virtude ou pelo vício.
Mas o ego, tal qual a parede, suja-se pelo apego que tem a sua natureza irreal.
A igualdade entre os homens
Da mesma forma que as almofadas são encapadas com tecidos de cores e padrões diferentes, os homens têm cor, beleza e conhecimentos diferentes.
Também como as almofadas o recheio de todos homens é igual... Todos os homens são iguais não importando a aparência exterior, ou beleza, ou conhecimento. Todas as pessoas são iguais.
A Prepotência
Cada um de nós tem uma tarefa e uma responsabilidade diferente a cumprir.
O mérito é o mesmo tanto para a pequena quanto para a grande tarefa.
O Apego
O eu imaturo diz: esta é a minha casa, este é o meu filho, esta é minha esposa e este é meu corpo.
O eu amadurecido diz: nada é meu, tudo o que vejo, sinto ou escuto e até este corpo não são meus; sou sempre livre...
Ramakhrisna
Não somos responsáveis por nossas habilidades, portanto não temos motivos para nos orgulharmos de nada. Sucesso e fracasso não são motivos de orgulho e nem de tristeza. As lições acima foram retiradas do livro Filosofia Kung Fu - Meditações e Ensinamentos Espirituais, do grande Mestre Marco Natali. Esse é um dos livros que eu li ainda em minha adolescência. Antes de buscar dinheiro e posições sociais, eu busquei APRENDER com os sábios. Não apenas com a Bíblia, mas também com outras fontes de sabedoria. Novamente, eu compartilho este tesouro que eu tive na vida, pois gostaria que os mais novos tivessem acesso a esses conhecimentos. Dessa forma poderão levar uma vida melhor, sabendo que somos todos iguais, e nada vai mudar isso, nem sucesso e nem fracasso, nem força e nem fraqueza.
Importante:
Não basta apenas ler textos de sabedoria uma vez. É necessário reler várias vezes, para que assimilemos, é necessário meditar nestas palavras, sempre que possível. Faço isso desde minha adolescência, para continuamente me lembrar destas verdades.
Antigo provérbio do Kung Fu:
O QUE VOCÊ SABE NÃO TEM VALOR ALGUM, O VALOR ESTÁ NO QUE VOCÊ FAZ COM O QUE VOCÊ SABE.
Para o mês de abril, eu tenho muito trabalho diante de mim. Antes de ter sido internado no manicômio, eu saía para fazer qualquer trabalho com muito mais facilidade. Hoje, devido ao estigma, fiquei um pouco mais apreensivo. E também eu preciso levar adiante a luta por melhor atendimento em saúde mental.
Eu até estou indo mais rápido que antes. Eu pretendo trabalhar com arte, portanto estou preparando algo artístico. Verdade que eu poderia cobrar por alguns serviços na comunidade, mas depois de ter familiares dizendo para os vizinhos que eu sou maluco, nervoso, etc. ficou mais complicado. Por exemplo, se eu colocasse na porta, faço "serviços de computador" , infelizmente os vizinhos iam ver e iam lembrar, "Ora, o irmão dele disse que ele é maluco. Lógico que ele não pode fazer trabalhos de computador, pois maluco não pode fazer nada." Assim que os familiares me deixaram. Não é exagero. Por exemplo, algumas pessoas que bateram no portão falaram comigo GRITANDO, acho que todos sabem que na cultura popular, deve-se falar GRITANDO com malucos, para os malucos entenderem.
Para quem estiver pensando "Mas você não vai conseguir nada com arte." eu digo, não importa. Eu quero aproveitar para circular e conscientizar pessoas da degradante situação da saúde mental pública. Mesmo se eu não conseguir dinheiro com a arte, conseguirei conscientizar mais gente sobre o péssimo atendimento da saúde mental pública. Eu tive que adiar a consulta com o dentista para maio, pois preciso ganhar algum dinheiro antes.
O motivo pelo qual eu estou postando muito ultimamente é porque quando eu começar a focar mais no trabalho na rua, eu deverei ficar muito tempo sem pegar no computador, ficarei muito tempo na rua. Quando eu me foco em algo, eu levo muito a sério. E o trabalho artístico que vou fazer na rua tomará MUITO de meu tempo.
O motivo pelo qual eu comecei a escrever sobre abuso sexual foi ter me conscientizado que eu deveria compartilhar tudo que sei sobre o assunto, que é bastante, porque, infelizmente, abusos sexuais e estupros são muito constantes em minha família. Mas o motivo que me levou a escrever A verdadeira vida de Ezequiel, é que alguns familiares têm tentado acreditar que doença mental não é um problema social, que doença mental não é um problema de estrutura familiar. Bastava compartilhar histórias reais de minha vida para deixar claro que é um problema de estrutura familiar sim, um problema social.
O outro motivo que me leva a escrever A verdadeira vida de Ezequiel, é para deixar algo para que os mais novos da família possam ver quando eu não estiver mais por perto, e eles quiserem saber a verdade sobre mim. Um dos motivos que me leva a planejar ir morar longe e cortar contato com a família, eu faço pelo bem dos filhos de meus irmãos e filhos de minhas primas e primos. Pois assim, se um dia eles sofrerem com doenças mentais, que eles saibam que devem buscar viver com dignidade, e não aceitar que nenhum irmão tente aposentá-los e incapacitá-los moralmente.
Não sei se algum dia irei casar ou ter algum relacionamento, mas se algum dia eu tiver algum relacionamento, eu teria vergonha de dizer quem são meus irmãos. Eu não estou sendo antipático. Eu sofri algumas agressões nos manicômios. O fato desses irmãos não terem denunciado, foi um crime que eles cometeram, o crime da omissão. LÓGICO que eu faço questão que o tratamento que eu recebi nos manicômios seja considerado CRIMINOSO. Não aceito nada menos que a JUSTIÇA. Eu tenho vergonha desses irmãos, pois para me chamar de maluco eles têm coragem, mas para lutar por tratamento humanitário, não. Quando eu estiver longe, direi que não tenho irmãos.
Sei o monte de trabalho que se encontra diante de mim, mas pretendo começar do zero.
A igreja realmente pode ajudar a recuperar criminosos. Nunca tive dúvida disso. Por isso aceitei meu irmão que tinha sido preso, em casa. Ele tinha dito que estava firme na igreja, portanto eu não tinha motivo para me preocupar. Eu achei estranho algumas posturas dele, mas achei que não era nada demais. Eu só comecei perceber que ele estava fingindo ser cristão quando ele trouxe cigarro para dentro de casa. Tal atitude não condiz com um cristão.
Quando eu era menor, esse meu irmão se aproveitava do fato de ser maior que eu para fazer todo tipo de covardia. Agora que eu sou maior que ele, ele usa outra forma de me oprimir: tira vantagem do fato de eu ter sido internado em manicômios.
Em janeiro de 2013, eu percebi que a situação em casa tinha se tornado insuportável, pois esse irmão começou a criar desentendimentos entre eu e minha mãe. Nunca vi na minha vida uma atitude tão covarde. Por isso, considero esse meu irmão o mais covarde de todos os irmãos, pois sinceramente, pelo que eu conheço dos outros, nenhum deles faria isso. Qual seria o sentido? Entrar numa casa para desunir quem mora nela?
Naquele mesmo janeiro de 2013, eu conversei com uma pessoa deveras importante para mim, e com a fala engasgada, eu não pude dizer que eu estava a ponto de sair da casa e ir para rua, e que, infelizmente, eu estava me sentindo o mais miserável dos homens, pois naquele momento aquele irmão tinha acabado de destruir uma relação de mãe e filho numa casa. E não tinha necessidade de eu sair, pois quando eu estivesse em melhores condições eu poderia comprar um pedaço do quintal e construir uma casa só para mim. Mas infelizmente, a situação ficou feia, e nem isso será mais possível, pois parece que ele convenceu minha mãe de que eu nunca mais ficarei melhor na vida. As situações que eu passei nos meses seguintes são terríveis demais para relatar nesta publicação, mas se eu tiver oportunidade, escreverei em outro momento sobre isso.
O motivo que me fez permanecer na casa foi escrever sobre abuso sexual, pois para mim ficou claro que esse meu irmão é uma pessoa PERIGOSA, e IMPREVISÍVEL. Apenas o fato de ele ter fingido ser cristão já seria um motivo mais do que suficiente para suspeitar dele.
O que me levou a escrever sobre abuso sexual e estupro foi minha preocupação com vizinhos, minha preocupação com filhos de vizinhos. Eu me sentiria muito culpado se eu saísse de casa naquele momento e esse irmão fizesse mais vítimas de seus abusos.
Encontrei dois de meus colegas de infância ao visitar o bairro onde eu vivia. Paulo estava carregando uma caixa de cerveja, enquanto Vítor conversava comigo. Ele recordava alguns eventos da infância, e contava-os, entusiasmado, a um outro rapaz que eu não conhecia: - Esse aí e o outro foram jogar pedras nas abelhas!
Vítor estava recordando o momento em que eu e um de meus irmãos (não me lembro qual) decidimos jogar pedras numa casa de abelhas. Acho que não preciso dizer o que aconteceu. As pessoas não têm ideia da PERSISTÊNCIA desses bichinhos! A gente correu, correu, e correu! A gente já tinha corrido mais de uns 200 metros. E quando eu já achava que tínhamos escapado das abelhas, senti os bichos grudados em minhas orelhas, chorando desesperado, eu tentava arrancá-las... elas saíam, mas deixavam o ferrão de recordação! Nem me lembro o que passaram no meu corpo para aliviar as ferroadas das abelhas. E nem me lembro quanto tempo passei arrancando ferrões. Mas me lembro bem que um dos vizinhos decidiu fazer mel com as abelhas...
Foi aí que o Vítor passou a recordar o vergonhoso momento em que meu irmão mais velho foi surrado e seria morto, por ter estuprado a enteada e a própria filha: - Iam matar o cara, aí eu e o falecido Bebeto fomos falar com eles. O cara fez aquelas coisas porque estava doente! Nós dissemos para eles que seria uma covardia matar um cara que estava doente da cabeça para ter feito aquilo.
Vítor estava falando dos milicianos, que, revoltados, estavam prontos para matar meu meio irmão, por ele ter estuprado a enteada e a filha.
Eu não falei com o Vítor o que eu gostaria de falar, pois acho que ele me interpretaria mal. Pois para ele me entender, ele teria que conhecer esse meu meio irmão como eu conheço. Eu morava na casa onde meu irmão estuprou minha sobrinha, lá na Baixada Fluminense. Depois eu fui morar na cidade do Rio de Janeiro, e quem ficou morando na casa da Baixada foram meus irmãos, que levaram suas mulheres. Daí então, a casa onde eu vivi se tornou local de estupro e de violência contra mulheres. Um de meus irmãos estuprou a própria filha REPETIDAS VEZES, e o outro batia na mulher, covardemente.
Ao sair do manicômio pela primeira vez, eu fui nessa casa da baixada visitar esse meu meio irmão. Difícil colocar em palavras a expressão daquele meio irmão, o jeito de pacífico. Não me lembro se naquele dia ele quis orar por mim, mas começou a discursar num tom bem pacífico, com uma voz mansa e pausada: - A mente humana é um fio muito tênue...
Muito expressivo, ele fazia com os dedos um fio, em que ele demonstrava que era necessário tomar muito cuidado para não arrebentar o delicado fio da mente.
Poucos meses depois eu soube dos estupros.
A grande diferença entre meu irmão mais velho de todos que não era filho de meu pai e o meu irmão filho mais velho de meu pai, é que meu irmão mais velho de todos fazia maldades, mas sentia remorsos. Por isso, meu amigo de infância achou que ele estivesse doente mentalmente. Mas o irmão filho mais velho de meu pai NUNCA mostrou nenhum remorso.
Vou descrever meus irmãos aqui, explicando as características de cada um:
1° Irmão
Meu irmão mais velho de todos 18 anos mais velho que eu, e filho de outro pai. Ele foi um grande orador, fascinante na fala, ao ponto de ter chegado a se tornar pastor e líder de uma igreja. Meu irmão mais velho não era um orador de voz ríspida como o Hitler, mas de voz mansa, como o Bispo Macedo.
2º Irmão
O falecido Bebeto foi meu segundo meio-irmão, metido a malandro, envolvia-se com gente barra pesada, mas tinha alguns códigos de honra, e sempre foi TRABALHADOR. O único de meus irmãos a ter algum código de honra. Enquanto meus outros irmãos queriam a casa da Baixada de graça (por acharem que tinham muito direito), Bebeto queria comprar a casa.
Esses dois irmãos, minha mãe teve antes de casar com meu pai. Portanto são meus meios-irmãos, irmãos apenas da parte de mãe.
Daí vem meus irmãos filhos de meu pai e de minha mãe, meus irmãos germanos. 3º Irmão
O irmão germano mais velho, filho mais velho de meu pai, é 5 anos mais velho que eu. Quando criança, ele era muito bom para construir brinquedos, patinetes, carimbos, subir em árvores, entrar em poços, roubar frutas nos vizinhos, subir em telhados sem escada... tudo isso ele fazia melhor que qualquer um de nós. Se bem treinado, provavelmente ele poderia se tornar num grande técnico de informática e eletrônica em geral, pois, claramente, tem mais facilidade que todos nós seus irmãos para mexer em equipamentos eletrônicos. Infelizmente, parece que ele tem dificuldade para terminar o que começa, e costuma deixar muitas coisas pela metade. Com estudo, ele poderia ser um Professor Pardal, mas sem estudo, infelizmente, está mais para Professor Gavião. Nossos governantes precisam parar de estragar nossos professores pardais, e parar de transformá-los em professores gaviões pela falta de uma educação que atraia a todos e inclua a todos.
4º Irmão
O último de meus irmãos é 2 anos mais velho que eu. Esse era muito bom com artes. Esse não tem o grande talento do irmão mais velho de todos, provavelmente desenvolveria grande talento pelas artes, se perseverasse como o mais velho de todos fez. Ele também não tem a frieza do filho mais velho de meu pai, mas tem o hábito de se envolver em negócios duvidosos, negócios suspeitos, com pessoas duvidosas, parece atrair pessoas duvidosas. Parece que ele tenta copiar um pouco a habilidade de liderar do irmão mais velho de todos, e tenta copiar a frieza do filho mais velho de meu pai. Como o nosso meio irmão mais velho de todos, ele também às vezes sentia necessidade de beber para esquecer dos remorsos. O filho mais velho de meu pai nunca teve problemas com remorsos. Talvez por isso nunca tenha bebido. Sempre foi mais frio que a melhor Skol.
Primeiro o último de meus irmãos escrevia histórias ilustradas, como de uma flor que falava. Era uma história que lembrava bastante o estilo da história de Antoine de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe, em que objetos falavam. Impressionante como um garoto em tão pouca idade conseguira escrever uma história de um gênero complicado como aquele. Num outro momento, ainda muito novo, ele improvisou uma bateria, e passou um bom tempo praticando com ela. Esses dotes artísticos se evidenciavam em desenhos de prédios e ruas, com uma perfeição que ninguém na família nunca conseguiu fazer. Ele também fez alguns cartuns, mas nunca se preocupou em se aperfeiçoar. Ele escrevia poesias em sua adolescência. Ele escrevia poemas principalmente quando tinha uns 15 anos de idade.
Esses são meus irmãos.
Uma Irmã
Além deles, há uma irmã, 8 anos mais velha que eu. Quase todos meus irmãos tocaram ou tocam um instrumento musical ou outro, mas todos cantavam terrivelmente mal. Apenas a irmã tinha uma voz melhor. Mas...
Uma peculiaridade de minha irmã é que ela é muito bonita. Ao ponto que hoje ela tem 2 filhas, uma com uns 13 anos e outra com 19. E, as filhas vão me desculpar, mas a mãe continua mais bonita que as duas.
A irmã e o irmão que é mais velho que eu 2 anos só me chamaram mais atenção pelo seu envolvimento com seitas estranhas e rituais macabros.
A irmã e o falecido irmão Bebeto são os únicos dentre meus irmãos que nunca se envolveram com abuso sexual.
Vítor, um colega de infância, me contava o que aconteceu com o meu irmão mais velho, o meu meio irmão:
- Iam matar o cara, aí eu e o falecido Bebeto fomos falar com eles. O cara fez aquelas coisas porque estava doente! Nós dissemos para eles que seria uma covardia matar um cara que estava doente da cabeça para ter feito aquilo.
Vítor estava falando dos milicianos, que, revoltados, estavam prontos para matar meu meio irmão, por ele ter estuprado a enteada e a filha.
Eu estive num manicômio. Se meu irmão Bebeto e o Vítor achavam que meu irmão mais velho estava doente mentalmente, por que não arrumaram um médico para ele?
Não, Vítor. Ele sabia muito bem o que ele estava fazendo. Eu poderia ser considerado doente mental. E eu garanto para você, nós que temos doenças mentais não cometemos estupros. Quem comete estupro, o faz por pura maldade. Eu nunca disse isso para o Vítor, pois sei que ele não entenderia:
Pelo simples fato de 2 de meus irmãos terem cometido atrocidades como estupro, eu, às vezes, acho que não deveria ter nada na vida, e que talvez merecesse ser tratado como um animal, pois sou irmão de quem cometeu atos animais. Às vezes, eu acho que eu deveria ser torturado até a morte. Pois eu sempre me fiz a pergunta "E se aquele pessoal que diz que existe gente má por natureza estivesse certo?" Esses meus irmãos me chamam de maluco. Eles não são malucos. As diferenças sociais fizeram que eles se tornassem maus, a miséria e a falta de acesso a uma educação igualitária contribuíram para que eles se tornassem maus.
Eu passo a minha vida lutando para que a teoria de Freud prevaleça sobre a teoria que diz que há pessoas que são más por natureza. Pois se a teoria que diz que há pessoas más por natureza estivesse certa, não seria mais seguro me matarem só para garantir que eu não me torne mal por ter o mesmo sangue desses meus irmãos? Por isso eu prefiro acreditar na teoria de Freud, que diz que o homem se torna mal por causa do ambiente, por causa da sociedade, por causa das diferenças sociais. Pois isso me motiva a continuar lutando por um mundo melhor. Do contrário, sequer seria seguro para os outros que eu continuasse vivo.
Veja, na parte de baixo, vídeo que fala sobre homeopatia.
"Cuido do meu irmão com esquizofrenia crônica, ele não aceita tomar remédios e por isso eu coloco na comida ou suco, realmente me sinto uma enfermeira dele e as vezes me sinto muito estressada, mas penso que em determinados casos como do meu irmão que fala coisas sem sentido, desorganização mental, deixá-los com pessoas estranhas longe da família é cruel, nós que assumimos a responsabilidade de cuidar temos sim que ter apoio do Estado financeiro e disponibilizar agentes de saúde para acompanhamento periódico."
Maria, se seu irmão fosse devidamente acompanhado pelos profissionais certos, ele poderia se recuperar ao ponto de produzir até alguma renda. Eu encontrei nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) excelentes terapeutas ocupacionais que conseguem tais resultados. O problema é que o sistema de saúde público NÃO contrata terapeutas ocupacionais o suficiente para atender a demanda. A desorganização mental dele pode ser melhorada com um acompanhamento mais próximo de profissionais. O problema é que o sistema de saúde público NÃO contrata sequer um número razoável de psiquiatras; atualmente, os psiquiatras apenas olham para os pacientes por alguns minutos e prescrevem um psicotrópico qualquer ou fazem um "ajuste da dosagem".
Outros tratamentos alternativos poderiam ser fornecidos pelo SUS, que talvez seu irmão aceitasse melhor. Existe a homeopatia, por exemplo, que o SUS deveria fornecer para um número maior de pacientes psiquiátricos.
"...concordo que diante do quadro atual os familiares não deveriam interferir com a "liberdade" de seus entes queridos portadores de transtorno mental, mas acho que você pode imaginar o quanto é difícil para um pai ou mãe expulsar de casa um filho alucinado e deixá-lo correndo perigo, quando sabe que ele não tem culpa do que está lhe acontecendo. Por isso mesmo, essa política do Estado de transferir o cuidado do paciente para a família despreparada se torna ainda mais oportunista, cruel e desastrosa."
SIM, é uma política oportunista. Este oportunismo se evidencia no fato de contratarem poucos psiquiatras para atenderem muitos pacientes. O vídeo abaixo mostra pessoas que foram morar na rua, geralmente por problemas de relacionamento com a família; e muitos desses sem teto têm doenças físicas e/ou mentais.
Unesp Ciência - 27/10/2013 - Andarilhos e Medicamentos Alternativos
Este mesmo vídeo explica que, na política do SUS, quanto mais pacientes um médico atende, mais ele recebe. Por isso as consultas são curtas, e por isso existem poucas opções de tratamento alternativo no SUS. O vídeo também fala sobre os enormes DESVIOS de verbas da saúde. E o vídeo mostra algumas manifestações de pessoas batalhando para que haja mais opções de tratamentos alternativos no SUS, como a homeopatia.