Na Academia Freitas, eu treinei Kung Fu, Jiu-Jitsu e fiz musculação. Lá eu tive vários apelidos:
No Kung Fu, meu apelido era "Bisonho", diziam que era porque eu era muito mole. No Jiu-Jitsu, eu tinha dois apelidos: o pessoal da turma da manhã me chamava de "Sorriso", pois diziam que eu vivia sorrindo, e o pessoal da turma da noite me chamava de... "Batman!"
Todos devem saber que os super-heróis dos quadrinhos usam "collants", ou seja, uma roupa justa no corpo, pois é mais atlético. Superman usa "collant", o Homem-Aranha usa "collant", o Batman usa "collant", etc. Eu tinha um conjunto de maratona justo e bem curto, tipo "collant", que eu usava para fazer musculação e correr. Eu costumava ir e voltar correndo do bairro Guadalupe até a Central do Brasil, o que dava cerca de 40 quilômetros, ida e volta. Eu corria com esse conjunto justo, pois a roupa justa no corpo causa menos ATRITO, e uma roupa bem curta é mais leve, facilita na corrida e nos exercícios. Observe que eu usava um conjunto de maratonas curto e JUSTO no corpo, não apertadinho, pois apertado atrapalharia a circulação e seria NEGATIVO. Eu fazia várias pesquisas sobre atividades físicas, isso é um FATO. O meu melhor aproveitamento sempre foi nas pernas, eu não apenas tinha o hábito de correr 40 quilômetros, mas na academia levantava pesos com a perna que ninguém mais lá podia sequer MEXER. Seria bom que todos soubessem dos benefícios de uma roupa justa e curta para atividades físicas, pois assim eu não passaria por todos os problemas que eu passei na época.
De meu diário, dia 11 de junho de 1996:
A véspera do dia dos namorados não foi dos mais felizes para mim. No dia 10, tinha passado em Guadalupe para deixar umas cartas para o pessoal e bananas para mamãe. Saí de lá às 6 da manhã e peguei o trem de Japeri para D. Pedro II. Pra quê? Viajei esmagado, e ao descer na estação São Cristóvão cometi a tolice de caminhar muito próximo do trem que estava saindo.
O pessoal que estava na porta caiu na minha pele (NOTA: naquela época, os trens viajavam SEMPRE com as portas abertas!):
- Tá com frio, hein cara? - Perguntou o primeiro engraçadinho, ironizando meu conjunto de maratona, com o qual eu faço musculação. (Era outono e fazia um pouco de frio.)
O segundo me roubou o boné com os dizeres "EU AMO O RIO - CIDADE MARAVILHOSA".
O terceiro gritou:
- Olha o shortinho da bichona!
E o quarto disse:
- Isso é para você deixar de ser panga!
Cheguei na aula de Jiu-jitsu e a turma estava escassa e desanimada. Mesmo assim levei um pau!
Quando fui pegar o 462 em São Cristóvão, tive que esperar 30 minutos (e quando chegou, chegaram dois ônibus de uma vez!) E quando cheguei na farmácia, o patrão cortou 50 centavos de minha passagem, alegando que estava muito cara. Vixe! Que dia!
Eu fico me perguntando se o Batman e o Homem-Aranha passariam por tal situação se passassem na estação São Cristóvão, no Rio de Janeiro...
Ninguém na academia reparava no meu conjunto justo, exceto o pessoal da turma de Jiu-jitsu da noite:
- Ih, olha o shortinho dele! - Dizia um.
- Está parecendo a bicha da praça (Vera Verão.) - Dizia outro.
Quando eu saía da musculação com o conjunto justo de maratonas, a turma do Jiu-jitsu da noite me chamava de "Vera Verão", mas eles me chamavam de "Batman" porque eu era um grande fã do Batman na época, e estava sempre lendo uma revista dele enquanto esperava pelo início das aulas de Jiu-Jitsu.
Sinceramente, roupa justa no corpo e bem curta é super prático para correr e fazer musculação, mas por ter tido que aguentar toda aquela zoação, eu decidi abandonar o uso desse tipo de conjunto. Fazer o quê?
Tema musical da publicação:
Batman intro (1966)
Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
11.2.14
10.2.14
HOMENS... E MULHERES!!!!!
Publicado originalmente no dia 02 de março de 2006, em outro blog. Mais algumas de minhas tiras.




"Dirty Deeds Done Dirt Cheap" do AC/DC é a cara dessas tiras. "Trabalhos sujos feitos baratinhos", portanto o tema musical desta publicação é:
AC/DC - Dirty Deeds Done Dirt Cheap.




"Dirty Deeds Done Dirt Cheap" do AC/DC é a cara dessas tiras. "Trabalhos sujos feitos baratinhos", portanto o tema musical desta publicação é:
AC/DC - Dirty Deeds Done Dirt Cheap.
9.2.14
SOBRE AS MULHERES
Publicado originalmente no dia 09 de fevereiro de 2006, em outro blog. Mais algumas de minhas tiras.

SOBRE AS MULHERES


Psicotrópicos X Placebo
Do livro "Introdução a psicofarmacologia" (Introduction to psychopharmacology), de Malcolm Lader, Professor de Psicofarmacologia Clínica, Universidade de Londres:
Ou seja, de acordo com o próprio livro de psicofarmacologia, psicotrópicos funcionam bem como tranquilizantes. Mas o livro admite que além do efeito sedativo, os psicotrópicos não obtém nenhuma outra vantagem. Em outras palavras, os psicotrópicos não têm muita vantagem sobre o placebo. O que é placebo? Placebo é algo que parece remédio, mas não é de verdade; por exemplo, uma pílula de açúcar que parece remédio. Os psicotrópicos funcionam melhor com os pacientes agudos. Pacientes agudos são aqueles que têm uma crise, mas conseguem se recuperar mais facilmente, ao contrário dos pacientes crônicos, que já estão fora da realidade, sem poder interagir com o mundo.
O paciente agudo se beneficia dos psicotrópicos, provavelmente mais por causa do terapeuta (psiquiatra, psicólogo ou outro), aí a medicação deve servir mais como uma muleta para dar confiança ao paciente agudo, um PLACEBO praticamente. Mas o caso do paciente crônico, os psicotrópicos conseguem apenas frear o paciente, deixá-lo dormindo o tempo todo, mas não conseguem aliviar o sofrimento do paciente. Provavelmente, o que alivia o paciente agudo é mais o terapeuta. Mas e quanto ao paciente crônico, aquele que passa todos os dias em instituições como os Centros de Atenção Psicossocial, mas continuam totalmente fora da realidade? Mas e quanto ao paciente crônico, aquele que passa todos os dias em hospitais psiquiátricos? Infelizmente, o que tem acontecido é que passam muitos psicotrópicos para os crônicos, para deixá-los fora do ar o maior tempo possível.
O problema é que o paciente crônico está fora da realidade e não consegue expressar o quanto está sofrendo, e parece que ninguém se importa, desde que esse paciente crônico esteja "estabilizado", ou seja, dormindo o tempo todo, sem causar problemas para os funcionários das instituições psiquiátricas, sem causar problemas para as famílias. Esqueceram que mesmo os pacientes crônicos têm direito a QUALIDADE DE VIDA.
Original text in English for reference:
Extract from Introduction to psychopharmacology, by Malcolm Lader, Professor of Clinical Psychopharmacology, University of London:
Apesar de alguns estudos não conseguirem mostrar nenhuma vantagem significante da droga sobre o placebo, todos concordam que há alguns efeitos que podem ser obtidos nos pacientes crônicos, apesar que muito menos que nos pacientes agudos. Alucinações, delírios, ansiedade, tensão e agitação podem ser melhorados com drogas. De fato, acredita-se que outros sintomas como apatia e isolamento social--os chamados sintomas negativos--são refratários às drogas (resistentes às drogas, imunes às drogas).
Ou seja, de acordo com o próprio livro de psicofarmacologia, psicotrópicos funcionam bem como tranquilizantes. Mas o livro admite que além do efeito sedativo, os psicotrópicos não obtém nenhuma outra vantagem. Em outras palavras, os psicotrópicos não têm muita vantagem sobre o placebo. O que é placebo? Placebo é algo que parece remédio, mas não é de verdade; por exemplo, uma pílula de açúcar que parece remédio. Os psicotrópicos funcionam melhor com os pacientes agudos. Pacientes agudos são aqueles que têm uma crise, mas conseguem se recuperar mais facilmente, ao contrário dos pacientes crônicos, que já estão fora da realidade, sem poder interagir com o mundo.
O paciente agudo se beneficia dos psicotrópicos, provavelmente mais por causa do terapeuta (psiquiatra, psicólogo ou outro), aí a medicação deve servir mais como uma muleta para dar confiança ao paciente agudo, um PLACEBO praticamente. Mas o caso do paciente crônico, os psicotrópicos conseguem apenas frear o paciente, deixá-lo dormindo o tempo todo, mas não conseguem aliviar o sofrimento do paciente. Provavelmente, o que alivia o paciente agudo é mais o terapeuta. Mas e quanto ao paciente crônico, aquele que passa todos os dias em instituições como os Centros de Atenção Psicossocial, mas continuam totalmente fora da realidade? Mas e quanto ao paciente crônico, aquele que passa todos os dias em hospitais psiquiátricos? Infelizmente, o que tem acontecido é que passam muitos psicotrópicos para os crônicos, para deixá-los fora do ar o maior tempo possível.
O problema é que o paciente crônico está fora da realidade e não consegue expressar o quanto está sofrendo, e parece que ninguém se importa, desde que esse paciente crônico esteja "estabilizado", ou seja, dormindo o tempo todo, sem causar problemas para os funcionários das instituições psiquiátricas, sem causar problemas para as famílias. Esqueceram que mesmo os pacientes crônicos têm direito a QUALIDADE DE VIDA.
Original text in English for reference:
Extract from Introduction to psychopharmacology, by Malcolm Lader, Professor of Clinical Psychopharmacology, University of London:
Despite some studies that fail to show any significant advantage of drug over placebo, there is general agreement that some useful effects can be obtained in the chronically ill patient, although much less than in the acute patient. Hallucinations, delusions, anxiety, tension, and restlessness are particularly amenable to amelioration by drugs. Indeed, it has been suggested that other symptoms such as apathy and social withdrawal--so-called negative symptoms--are refractory to drugs.
Reproduction for educational and informative purposes only.
8.2.14
France's mental ward for "hard patients" / UMD - Unité pour Malades difficiles
Video shows a mental hospital in France. France's mental ward for "hard patients". Link below, in blue. Mental Hospitals, A trip to the heart of madness (Hôpitaux Psychiatriques, Voyage au cœur de la folie.)
From 22:07 to 25:45
A male nurse tries to check Luc's blood pressure, the autistic patient who was tied to the bed.
Male nurse: "Stop! Stop! Come on! Come on!"
That's a defeat. Taken by anguish, Luc hits the male nurse. Lately his crises have piled up. A situation that will get even worse some hours later, at lunchtime.
Luc : "I'm not hungry."
Male nurse: "I know. But eat a little."
Because of the insistence of the nurses, his reaction is immediate. Luc threw his plate on the floor. The staff must interfere fast to prevent the increase of violence.
One more time he is tied to his bed.
For patients like Luc it's the only solution. He's been committed here for two years. Today his condition doesn't show any improvement. For François, who has spent all of his career in the UMD, that's the impasse.
François, the head nurse: "When we tie somebody up that's a defeat. When we are forced to apply an injection, or use force, or something like that... For me, I see it as a defeat.
Luc will remain two weeks locked in his room.
For some patients restraint is a necessity. That's the case of Oscar, a schizophrenic aged seventeen. He's the youngest patient here. To take him out of his room, the nurses have to cuff his arms and hold him tight. Ties that limit the young man.
Male nurse: - Can we unfasten your arms and let you go by yourself? Or do you prefer that we hold your arms? But go slow, OK? OK, we'll let you go. Slow!... All right! you prefer that we hold your arms? All right.
Oscar was maltreated throughout his childhood. Today he only communicates through violence. This time, back to the nurses' office, it's our camera that he will attack.
To try to calm him down the nurses try to talk to him.
Male nurse: "Easy! Please!..."
Behind his aggressiveness, a deep pain.
Male nurse: "We're trying to protect you."
Oscar: "I'd like to die."
Male nurse: "You'd like to die?"
Oscar: "I'd like to die."
Male nurse: "Really, why?"
Oscar: "I don't have any family, I don't have anything anymore. I'd like to kill myself."
About ten minutes later Oscar has apparently calmed down. In the face of crises like that the nurses feel powerless.
Male nurse: - This craving for dying, it's completely amazing. We can't even imagine, we can't even imagine...
Français:
Hôpitaux Psychiatriques, Voyage au cœur de la folie.
22:07 jusqu'à 25:45:
Un infirmier tente de prendre la tension de Luc, le patient autiste qui était attaché sur son lit.
Infirmier: - Arrête! Arrête! Allez! Allez!
C'est un échec. submergé par l'angoisse, Luc frappe l'infirmier. Depuis quelques jours ses crises se multiplient. Une situation qui va encore empirer quelques heures plus tard, au moment du déjeuner.
Luc : - Je n'ai pas faim.
Infirmier: - Je sais. Mais mange un peu.
Face à l’insistance des infirmiers, sa réaction est immédiate. Luc a jeté son plateau sur le sol. Le personnel doit très vite intervenir pour stopper une monte de violence.
Une nouvelle fois, il est attaché à son lit.
Pour des patients comme Luc, c'est la seule solution. Il est interné ici depuis deux ans. Aujourd'hui son état ne montre aucune amélioration. Pour François, qui a fait toute sa carrière à l'UMD, c'est l'impasse.
François, le Cadre Infirmier: - Quand on attache quelqu'un c'est un échec. Quand on est obligé de mettre une injection, ou de force, ou des choses comme ça... Pour moi, je vois ça comme un échec.
Luc va rester deux semaines enfermé dans sa chambre.
Pour certains malades être attaché est une nécessité. C'est le cas d'Oscar, un schizophrène âgé de dix-sept ans. Ici c'est le plus jeune patient. Pour lui sortir de sa chambre, les infirmiers sont obligé de lui entraver les bras et de le maintenir fermement. Des liens qui rationnent le jeune homme.
Infirmier: - Est-ce qu'on peut te lâcher les bras et te laisser promener seul? Ou tu préfères qu'on te tiennent les bras? Mais tu vas doucement, OK? OK, on te lâche. Doucement!... Voilà! Tu préfères qu'on te tiennent? D'accord.
de 22:07 jusqu'à 25:45
Oscar a été maltraité toute son enfance. Aujourd'hui il ne communique plus que par la violence. Cette fois, de retour dans le bureau des infirmiers, c'est notre caméra qu'il va s'en prendre.
Pour essayer de l'apaiser, les infirmiers tentent de discuter avec lui.
Infirmier: - Doucement! S'il vous plaît!...
Derrière son agressivité, une souffrance profonde.
Infirmier: - On est en train de vous protéger. (Pas clair, langage familier.)
Oscar: - Je voulais mourir.
Infirmier: - Vous vouliez mourir?
Oscar: - Je voulais mourir.
Infirmier: - Ouais, pourquoi? (Langage familier.)
Oscar: - Je n'ai plus de famille, je n'ai plus rien. Je voulais me tuer.
Une dizaine de minutes plus tard, Oscar semble s'est calmé. Face à ces genres de crise, les infirmiers se sentent toujours impuissant.
Infirmier: - Cette sensation de mourir, mais quelque chose qui submerge complètement. On ne peut pas imaginer, on ne peut pas imaginer...
From 22:07 to 25:45
A male nurse tries to check Luc's blood pressure, the autistic patient who was tied to the bed.
Male nurse: "Stop! Stop! Come on! Come on!"
That's a defeat. Taken by anguish, Luc hits the male nurse. Lately his crises have piled up. A situation that will get even worse some hours later, at lunchtime.
Luc : "I'm not hungry."
Male nurse: "I know. But eat a little."
Because of the insistence of the nurses, his reaction is immediate. Luc threw his plate on the floor. The staff must interfere fast to prevent the increase of violence.
One more time he is tied to his bed.
For patients like Luc it's the only solution. He's been committed here for two years. Today his condition doesn't show any improvement. For François, who has spent all of his career in the UMD, that's the impasse.
François, the head nurse: "When we tie somebody up that's a defeat. When we are forced to apply an injection, or use force, or something like that... For me, I see it as a defeat.
Luc will remain two weeks locked in his room.
For some patients restraint is a necessity. That's the case of Oscar, a schizophrenic aged seventeen. He's the youngest patient here. To take him out of his room, the nurses have to cuff his arms and hold him tight. Ties that limit the young man.
Male nurse: - Can we unfasten your arms and let you go by yourself? Or do you prefer that we hold your arms? But go slow, OK? OK, we'll let you go. Slow!... All right! you prefer that we hold your arms? All right.
Oscar was maltreated throughout his childhood. Today he only communicates through violence. This time, back to the nurses' office, it's our camera that he will attack.
To try to calm him down the nurses try to talk to him.
Male nurse: "Easy! Please!..."
Behind his aggressiveness, a deep pain.
Male nurse: "We're trying to protect you."
Oscar: "I'd like to die."
Male nurse: "You'd like to die?"
Oscar: "I'd like to die."
Male nurse: "Really, why?"
Oscar: "I don't have any family, I don't have anything anymore. I'd like to kill myself."
About ten minutes later Oscar has apparently calmed down. In the face of crises like that the nurses feel powerless.
Male nurse: - This craving for dying, it's completely amazing. We can't even imagine, we can't even imagine...
Français:
Hôpitaux Psychiatriques, Voyage au cœur de la folie.
22:07 jusqu'à 25:45:
Un infirmier tente de prendre la tension de Luc, le patient autiste qui était attaché sur son lit.
Infirmier: - Arrête! Arrête! Allez! Allez!
C'est un échec. submergé par l'angoisse, Luc frappe l'infirmier. Depuis quelques jours ses crises se multiplient. Une situation qui va encore empirer quelques heures plus tard, au moment du déjeuner.
Luc : - Je n'ai pas faim.
Infirmier: - Je sais. Mais mange un peu.
Face à l’insistance des infirmiers, sa réaction est immédiate. Luc a jeté son plateau sur le sol. Le personnel doit très vite intervenir pour stopper une monte de violence.
Une nouvelle fois, il est attaché à son lit.
Pour des patients comme Luc, c'est la seule solution. Il est interné ici depuis deux ans. Aujourd'hui son état ne montre aucune amélioration. Pour François, qui a fait toute sa carrière à l'UMD, c'est l'impasse.
François, le Cadre Infirmier: - Quand on attache quelqu'un c'est un échec. Quand on est obligé de mettre une injection, ou de force, ou des choses comme ça... Pour moi, je vois ça comme un échec.
Luc va rester deux semaines enfermé dans sa chambre.
Pour certains malades être attaché est une nécessité. C'est le cas d'Oscar, un schizophrène âgé de dix-sept ans. Ici c'est le plus jeune patient. Pour lui sortir de sa chambre, les infirmiers sont obligé de lui entraver les bras et de le maintenir fermement. Des liens qui rationnent le jeune homme.
Infirmier: - Est-ce qu'on peut te lâcher les bras et te laisser promener seul? Ou tu préfères qu'on te tiennent les bras? Mais tu vas doucement, OK? OK, on te lâche. Doucement!... Voilà! Tu préfères qu'on te tiennent? D'accord.
de 22:07 jusqu'à 25:45
Oscar a été maltraité toute son enfance. Aujourd'hui il ne communique plus que par la violence. Cette fois, de retour dans le bureau des infirmiers, c'est notre caméra qu'il va s'en prendre.
Pour essayer de l'apaiser, les infirmiers tentent de discuter avec lui.
Infirmier: - Doucement! S'il vous plaît!...
Derrière son agressivité, une souffrance profonde.
Infirmier: - On est en train de vous protéger. (Pas clair, langage familier.)
Oscar: - Je voulais mourir.
Infirmier: - Vous vouliez mourir?
Oscar: - Je voulais mourir.
Infirmier: - Ouais, pourquoi? (Langage familier.)
Oscar: - Je n'ai plus de famille, je n'ai plus rien. Je voulais me tuer.
Une dizaine de minutes plus tard, Oscar semble s'est calmé. Face à ces genres de crise, les infirmiers se sentent toujours impuissant.
Infirmier: - Cette sensation de mourir, mais quelque chose qui submerge complètement. On ne peut pas imaginer, on ne peut pas imaginer...
7.2.14
O E-MAIL DO LAGARTIXA
6.2.14
Psiquiatria, suicídios e crimes
Todo psiquiatra tem o dever de acatar o desejo de um paciente de parar de tomar medicação e supervisionar a retirada da medicação de maneira segura.
Quando eu era adolescente, tinha um dente que estava totalmente tomado por cáries e às vezes doía muito. Por isso eu queria tirá-lo, mas não tinha condições de ir ao dentista. Eu tentei tirar o dente por conta própria e não consegui. E se conseguisse, nem posso imaginar as complicações que eu sofreria. Arrancar um dente com um alicate de eletricista não é nada seguro! Depois eu pude ir à dentista e extraí o dente de maneira segura. A dentista disse que dava para salvar o dente, mas eu preferi extrair. E se ela se negasse a extraí-lo e eu decidisse arrancar por conta própria, com um alicate de eletricista? Provavelmente aconteceria um desastre, eu poderia sofrer uma infecção, etc. É por isso que na psiquiatria acontecem desastres. Muitas vezes, quando um psiquiatra se recusa a respeitar o desejo de um paciente de retirar a medicação, o paciente retira por conta própria e sofre com a abstinência e tem recaídas.
Quando o paciente tenta deixar de tomar a medicação sozinho corre o grande risco de sofrer pela abstinência da droga psiquiátrica, como ocorre quando se deixa de tomar qualquer droga, como crack, cocaína, etc. Esta é uma das propostas que levarei para encontros de saúde mental, pois se o psiquiatra não aceita fazer a retirada da medicação, o paciente para de tomar sozinho, e quando isso acontece, podem ocorrer recaídas que podem ser trágicas. Uma maneira segura de resolver este problema seria criar uma lei responsabilizando o último psiquiatra de qualquer paciente psiquiátrico que comete suicídio ou algum ato violento ao parar de tomar a medicação sozinho sem o apoio do psiquiatra; pois se o psiquiatra respeitar a vontade do paciente de parar de tomar a medicação e continuar a apoiá-lo com consultas sem medicação, esse tipo de consequência grave não acontece.
Estatísticas reunidas pelo pesquisador Robert Whitaker:
Comparação de Resultados na Era Pre-Drogas (1947, antes da introdução da clorpromazina em 1950) e na Era das Drogas (1967, depois da introdução da clorpromazina).
Grupo de 1947: 45% não teve recaída em cinco anos de alta,
e 76% puderam viver bem na comunidade no fim do período.
Grupo de 1967: 31% não teve recaída em cinco anos de alta,
e como grupo eles se tornaram muito mais "dependentes socialmente" --no que tange cuidado e necessidades de outras formas de ajuda--do que o grupo de 1947.
Fontes: Bockoven, J. “Comparison of two five-year follow-up studies,” Am J Psychiatry 132 (1975): 796-801.
AMERICAN JOURNAL OF PSYCHIATRY ONLINE.
Veja mais pesquisas de Robert Whitaker em:
If We Follow the Scientific Evidence, What Must be
Done to Promote Good Long-term Outcomes?
Ou seja, estatísticas mostram que os psicotrópicos aumentaram o número de recaídas e aumentaram o número de pessoas incapacitadas depois da internação psiquiátrica.
É lamentável que psiquiatras queiram decidir a vida das pessoas. A única forma REAL de prevenir suicídio é aconselhando a pessoa com muito AMOR e RESPEITO. Psiquiatras e profissionais de saúde mental NUNCA deveriam internar pessoas involuntariamente sob o pretexto de que é para prevenir suicídio. O excelente blog Psychiatry. It's a killing divulgou uma pesquisa arbitrária em que profissionais de saúde mental planejam aumentar o número de internações involuntárias sob o pretexto de prevenir suicídio. Veja:
Hospitals Can Play A More Active Role In Suicide Prevention. WTF?
O excelente Fiddaman Blog também tem uma compilação de notícias chocantes sobre Christina Schumacher, uma mulher que perdeu o filho e o marido (o marido matou o filho e cometeu suicídio em seguida), e com o pretexto de protegê-la de qualquer tentativa de suicídio, profissionais de saúde mental decidiram interná-la involuntariamente. Imagine uma pessoa sofrer uma tragédia familiar e em vez de receber apoio, ser presa num manicômio. Veja:
Christina Schumacher: An Update
Provavelmente o que aconteceu no caso do esquizofrênico Daniel Coutinho que matou o pai foi que o psiquiatra dele de recusou a retirar a medicação; e por consequência esse esquizofrênico decidiu parar de tomar sozinho e teve um efeito causado pela abstinência das drogas. É estranho que psiquiatras sempre tentem jogar a culpa no pressuposto fato do paciente ter parado de tomar a droga psiquiátrica, como vemos na notícia do caso do esquizofrênico Daniel Coutinho:
É muito raro esquizofrênico ter um surto psicótico, diz psiquiatra.
Psiquiatras nunca assumem o fato que há vários casos registrados de pessoas que ficaram violentas como efeito de abstinência de psicotrópicos, como por exemplo, o famoso caso da escola americana "Columbine", e outros casos que foram noticiados na "Fox News". Psiquiatras nunca assumem a culpa de não terem respeitado a vontade do paciente de parar de tomar a droga psiquiátrica, nunca assumem a culpa de não ter supervisionado a retirada da medicação. Você pode ver a reportagem da fox News aqui, se entender inglês:
Antidepressants and School Shootings, Suicide, Addiction.
Original texts in English, for reference:
Robert Whitaker research:
Bockoven’s Retrospective Comparison of
Outcomes in Pre-Drug and Drug Era
1947 cohort: 45% didn’t relapse within five years of discharge,
and 76% were successfully living in the community at the end
of that period.
1967 cohort: 31% didn’t relapse within five years of discharge,
and as a group they were much more “socially dependent”--on
welfare and needing other forms of support--than the 1947
cohort.
Source: Bockoven, J. “Comparison of two five-year follow-up studies,” Am J Psychiatry 132 (1975): 796-801.
AMERICAN JOURNAL OF PSYCHIATRY ONLINE.
If We Follow the Scientific Evidence, What Must be
Done to Promote Good Long-term Outcomes?
Quando eu era adolescente, tinha um dente que estava totalmente tomado por cáries e às vezes doía muito. Por isso eu queria tirá-lo, mas não tinha condições de ir ao dentista. Eu tentei tirar o dente por conta própria e não consegui. E se conseguisse, nem posso imaginar as complicações que eu sofreria. Arrancar um dente com um alicate de eletricista não é nada seguro! Depois eu pude ir à dentista e extraí o dente de maneira segura. A dentista disse que dava para salvar o dente, mas eu preferi extrair. E se ela se negasse a extraí-lo e eu decidisse arrancar por conta própria, com um alicate de eletricista? Provavelmente aconteceria um desastre, eu poderia sofrer uma infecção, etc. É por isso que na psiquiatria acontecem desastres. Muitas vezes, quando um psiquiatra se recusa a respeitar o desejo de um paciente de retirar a medicação, o paciente retira por conta própria e sofre com a abstinência e tem recaídas.
Quando o paciente tenta deixar de tomar a medicação sozinho corre o grande risco de sofrer pela abstinência da droga psiquiátrica, como ocorre quando se deixa de tomar qualquer droga, como crack, cocaína, etc. Esta é uma das propostas que levarei para encontros de saúde mental, pois se o psiquiatra não aceita fazer a retirada da medicação, o paciente para de tomar sozinho, e quando isso acontece, podem ocorrer recaídas que podem ser trágicas. Uma maneira segura de resolver este problema seria criar uma lei responsabilizando o último psiquiatra de qualquer paciente psiquiátrico que comete suicídio ou algum ato violento ao parar de tomar a medicação sozinho sem o apoio do psiquiatra; pois se o psiquiatra respeitar a vontade do paciente de parar de tomar a medicação e continuar a apoiá-lo com consultas sem medicação, esse tipo de consequência grave não acontece.
Estatísticas reunidas pelo pesquisador Robert Whitaker:
Comparação de Resultados na Era Pre-Drogas (1947, antes da introdução da clorpromazina em 1950) e na Era das Drogas (1967, depois da introdução da clorpromazina).
Grupo de 1947: 45% não teve recaída em cinco anos de alta,
e 76% puderam viver bem na comunidade no fim do período.
Grupo de 1967: 31% não teve recaída em cinco anos de alta,
e como grupo eles se tornaram muito mais "dependentes socialmente" --no que tange cuidado e necessidades de outras formas de ajuda--do que o grupo de 1947.
Fontes: Bockoven, J. “Comparison of two five-year follow-up studies,” Am J Psychiatry 132 (1975): 796-801.
AMERICAN JOURNAL OF PSYCHIATRY ONLINE.
Veja mais pesquisas de Robert Whitaker em:
If We Follow the Scientific Evidence, What Must be
Done to Promote Good Long-term Outcomes?
Ou seja, estatísticas mostram que os psicotrópicos aumentaram o número de recaídas e aumentaram o número de pessoas incapacitadas depois da internação psiquiátrica.
É lamentável que psiquiatras queiram decidir a vida das pessoas. A única forma REAL de prevenir suicídio é aconselhando a pessoa com muito AMOR e RESPEITO. Psiquiatras e profissionais de saúde mental NUNCA deveriam internar pessoas involuntariamente sob o pretexto de que é para prevenir suicídio. O excelente blog Psychiatry. It's a killing divulgou uma pesquisa arbitrária em que profissionais de saúde mental planejam aumentar o número de internações involuntárias sob o pretexto de prevenir suicídio. Veja:
Hospitals Can Play A More Active Role In Suicide Prevention. WTF?
O excelente Fiddaman Blog também tem uma compilação de notícias chocantes sobre Christina Schumacher, uma mulher que perdeu o filho e o marido (o marido matou o filho e cometeu suicídio em seguida), e com o pretexto de protegê-la de qualquer tentativa de suicídio, profissionais de saúde mental decidiram interná-la involuntariamente. Imagine uma pessoa sofrer uma tragédia familiar e em vez de receber apoio, ser presa num manicômio. Veja:
Christina Schumacher: An Update
Provavelmente o que aconteceu no caso do esquizofrênico Daniel Coutinho que matou o pai foi que o psiquiatra dele de recusou a retirar a medicação; e por consequência esse esquizofrênico decidiu parar de tomar sozinho e teve um efeito causado pela abstinência das drogas. É estranho que psiquiatras sempre tentem jogar a culpa no pressuposto fato do paciente ter parado de tomar a droga psiquiátrica, como vemos na notícia do caso do esquizofrênico Daniel Coutinho:
É muito raro esquizofrênico ter um surto psicótico, diz psiquiatra.
Psiquiatras nunca assumem o fato que há vários casos registrados de pessoas que ficaram violentas como efeito de abstinência de psicotrópicos, como por exemplo, o famoso caso da escola americana "Columbine", e outros casos que foram noticiados na "Fox News". Psiquiatras nunca assumem a culpa de não terem respeitado a vontade do paciente de parar de tomar a droga psiquiátrica, nunca assumem a culpa de não ter supervisionado a retirada da medicação. Você pode ver a reportagem da fox News aqui, se entender inglês:
Antidepressants and School Shootings, Suicide, Addiction.
Original texts in English, for reference:
Robert Whitaker research:
Bockoven’s Retrospective Comparison of
Outcomes in Pre-Drug and Drug Era
1947 cohort: 45% didn’t relapse within five years of discharge,
and 76% were successfully living in the community at the end
of that period.
1967 cohort: 31% didn’t relapse within five years of discharge,
and as a group they were much more “socially dependent”--on
welfare and needing other forms of support--than the 1947
cohort.
Source: Bockoven, J. “Comparison of two five-year follow-up studies,” Am J Psychiatry 132 (1975): 796-801.
AMERICAN JOURNAL OF PSYCHIATRY ONLINE.
If We Follow the Scientific Evidence, What Must be
Done to Promote Good Long-term Outcomes?
Assinar:
Postagens (Atom)




