O Jornal do Brasil Online publicou uma matéria sobre um homem de 44 anos que se mudou de Bonsucesso, Zona Norte do Rio, para a calçada defronte ao Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas Centra-Rio, localizado em Botafogo, na Zona Sul carioca. O homem fez isso para receber um tratamento razoável para sua dependência do crack e da cocaína, pois não tem dinheiro para pagar um bom atendimento particular.
Evidentemente há o Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas RAUL SEIXAS, que fica bem próximo da casa do paciente supra-citado, mas o atendimento é muito deficiente, faltam recursos materiais e humanos. Como o CAPS Centra-Rio fica na parte rica do Rio de Janeiro, o atendimento é muito melhor que o da parte pobre.
Os profissionais dos CAPS e instituições psiquiátricas da Zona Sul não gostam de atender quem mora na Zona Norte, e o atendimento psiquiátrico na Zona Norte é muito precário, pois nenhum rico mora na Zona Norte, Zona Norte não é turística.
Acho que não preciso dizer que eles não gostam de atender pessoas da Zona Norte por DISCRIMINAÇÃO. Pois o sistema público de saúde mental é dividido em ÁREAS.
Minhas duas últimas internações foram em Botafogo, Zona Sul do Rio. Eu moro na parte pobre do Rio, não em Botafogo. Os profissionais do Instituto Philippe Pinel, de Botafogo, não queriam que eu continuasse internado lá. E simplesmente me mandaram embora do Instituto Philippe Pinel, dizendo que eu não poderia continuar lá.
Na última internação fizeram meus familiares assinar um "termo de responsabilidade", dizendo que eu não poderia ficar lá, mas que os familiares teriam que assinar um "termo de responsabilidade"! Percebe o absurdo? Eles apenas se livraram da responsabilidade e do incômodo de ter um paciente pobre!
Eu só aceitaria ser internado em Botafogo, por ter um mínimo de recursos. E se decidirem que eu preciso de internação eu exijo que o direito de sair DE ALTA, e não para abrir vaga para alguém de classe alta. Na última vez eles queriam me transferir para um dos piores hospícios do Rio de Janeiro.
Assim, se for internado, eu deixo de morar com a família até sair da internação, pois assim ninguém pode dizer que eu estou fora de minha área, pois quando não se mora em lugar nenhum não se tem área. Assim eu os forçaria a atender de acordo com a Lei, que garante que TODOS têm direito ao melhor tratamento do sistema, sem distinções. Muitas vezes me obrigaram a ficar internado. Dessa vez eu os obrigaria a atender uma pessoa pobre com um mínimo de dignidade! Isso também é uma estratégia na luta por direitos.
Por isso eu disse que se eu for internado involuntariamente me recuso a receber familiares, recuso qualquer envolvimento de familiares. Entende a lógica? Não seria porque eu estou com raiva da família ou algo desse tipo. Um dos motivos é que eles não sabem lidar com esses assuntos de direitos como eu sei, são pessoas que não conhecem as Leis que eu conheço tão bem, muito menos sabem planejar como eu e são facilmente manipuladas.
O homem mencionado na matéria do Jornal do Brasil Online passou a morar na calçada não apenas por falta de dinheiro para a passagem, como a matéria diz, mas principalmente pelo motivo que eu coloquei. Aparentemente se trata de uma matéria política contra o prefeito atual. Infelizmente parece ser uma matéria sensacionalista.
Veja a matéria:
Jornal do Brasil
Nota: detesto o governo desse prefeito do Rio, mas não acho justo uma matéria como essa do Jornal do Brasil, que parece sensacionalista e tendenciosa .
Crônicas e textos sobre saúde mental. Por melhores formas de tratamento do sofrimento psíquico. Pelo fim das internações psiquiátricas involuntárias. Por exames laboratoriais antes da prescrição de psicotrópicos. Pela promoção de tratamentos alternativos. Pelo cumprimento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo fim dos abusos sexuais e exploração infantil.
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31.10.12
30.10.12
Quem é internado involuntariamente está mais sujeito a maus tratos (A Catherine)
Dando sequencia a ESTRATÉGIAS NA LUTA POR DIREITOS, aqui mostro porque internação involuntária deve ser ABOLIDA.
Eu disse que NÃO AUTORIZO NINGUÉM A ME INTERNAR. Logo, se eu for atendido num hospital psiquiátrico, estarei saindo de lá logo e NÃO FICAREI CONTRA MINHA VONTADE. Se não respeitarem minha vontade, me recuso a sair, e faço um rebuliço para NÃO SAIR.
Isso também é uma estratégia para me garantir um pouquinho de direitos numa situação psiquiátrica, onde o paciente se vê numa posição peculiar. Ora, se eu sou paciente tenho DIREITO a ter minha fala respeitada, e se eu digo que não quero ficar internado isso tem que ser respeitado SEM DISCUSSÃO.
É que quando a internação é involuntária, a pessoa está mais sujeita a maus tratos. Quando eu fui internado em 2010, eu assinei minha internação. Logo, foi VOLUNTÁRIA. Como a internação foi voluntária, eu fui tratado com muito mais humanidade.
Porém, ao ser internado em 2012, a internação foi INVOLUNTÁRIA. Não foi respeitado meu direito a presença médica. Fui amarrado numa cama e depois fui arrastado para a enfermaria como um saco de batatas.
Internação involuntária nada mais é do que um pretexto para privar o paciente dos seus direitos a fala. Logo, o paciente fica PRESO até concordar com as ideias dos doutores. E para que os doutores cheguem ao objetivo de que suas ideias sejam acatadas eles recorrem a MAUS TRATOS.
Para mim, NÃO EXISTE LOUCURA MAIOR do que concordar com isso. Não dá para ficar indiferente, e eu não vou ficar.
Essa diferença no tratamento é fácil de explicar: quando a pessoa é internada involuntariamente eles DIZEM que a pessoa estava inconsciente e totalmente fora de controle, e incapaz de responder por si. MENTIRA MALDOSA!
Em 2010 eu estava totalmente confuso, e mesmo assim entendi o que a psiquiatra me falou na internação VOLUNTÁRIA. Em 2012 eu estava totalmente CIENTE, inclusive pedi água (que foi negada, é claro). Logo, numa internação involuntária nenhuma reclamação da pessoa tem validade, como se quisessem dizer, "É um louco, não sabe o que diz, não tem que ser ouvido".
Ao ser internado voluntariamente em 2010 eu tive até direito a presença médica, como diz a Lei. Quando a internação é VOLUNTÁRIA, eles não podem usar nenhuma justificativa para maltratar um paciente psiquiátrico, pois o argumento de que a pessoa estava incapaz de entender seria facilmente desmentido como farsa. (Ora, se a pessoa assinou uma internação por que não entenderia?)
Eu nenhum momento eu disse, "NÃO QUERO QUE MEUS FAMILIARES ME INTERNEM". Eu disse "NINGUÉM ESTÁ AUTORIZADO A ME INTERNAR, NINGUÉM ESTÁ AUTORIZADO A FALAR POR MIM, POIS NÃO DOU PROCURAÇÃO A NINGUÉM". Internação ou deve ser voluntária ou deve ser expedida por um JUIZ.
Simples assim. Um juiz é O ÚNICO que pode determinar se uma pessoa deve ser internada, num julgamento JUSTO. Pois ninguém pode ser privado da liberdade, senão por motivo de CRIME. É a Lei. É uma Lei que não é respeitada em atendimentos psiquiátricos , mas ainda assim é Lei.
Escrevo isso antes, pois assim ninguém poderá dizer, no futuro, que estou fazendo rebuliço por estar em crise, pois eu AVISEI ANTES. Isso é uma OUTRA ESTRATÉGIA. Muitas vezes consideram as ideias de um paciente psiquiátrico como doença. Ora, minha estratégia NÃO É DOENÇA. Minha estratégia é para que ninguém se veja sendo internado como se fosse um bicho irracional. Minhas estratégias e pensamentos vêm do LIVRE ARBÍTRIO. Podem me prender, mas não podem controlar minha forma de pensar.
Por isso eu digo, NÃO VOU MUDAR MINHA IDEIA. PODEM ME DROGAR, ME PRENDER, ME BATER. MEU PENSAMENTO NÃO É DOENÇA, LOUCO É QUEM MANTÊM PESSOAS PRESAS NUM HOSPÍCIO CONTRA A VONTADE.
Verão que poderão me manter preso no hospício, mas não mudarei minha ideia. Não mudarei principalmente para que ninguém pense que drogas psiquiátricas e confinamento curam a cabeça das pessoas. Ao fazer isso, sem dúvidas, eu estarei contribuindo para o progresso da ciência.
SE NÃO RESPEITAREM MEU DIREITO DE NÃO PERMANECER NUMA INTERNAÇÃO, AÍ SIM É EU VOU FAZER LOUCURAS, E NÃO EXISTE NENHUMA DROGA QUE POSSA ME FAZER MUDAR DE IDEIA.
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Eu disse que NÃO AUTORIZO NINGUÉM A ME INTERNAR. Logo, se eu for atendido num hospital psiquiátrico, estarei saindo de lá logo e NÃO FICAREI CONTRA MINHA VONTADE. Se não respeitarem minha vontade, me recuso a sair, e faço um rebuliço para NÃO SAIR.
Isso também é uma estratégia para me garantir um pouquinho de direitos numa situação psiquiátrica, onde o paciente se vê numa posição peculiar. Ora, se eu sou paciente tenho DIREITO a ter minha fala respeitada, e se eu digo que não quero ficar internado isso tem que ser respeitado SEM DISCUSSÃO.
É que quando a internação é involuntária, a pessoa está mais sujeita a maus tratos. Quando eu fui internado em 2010, eu assinei minha internação. Logo, foi VOLUNTÁRIA. Como a internação foi voluntária, eu fui tratado com muito mais humanidade.
Porém, ao ser internado em 2012, a internação foi INVOLUNTÁRIA. Não foi respeitado meu direito a presença médica. Fui amarrado numa cama e depois fui arrastado para a enfermaria como um saco de batatas.
Internação involuntária nada mais é do que um pretexto para privar o paciente dos seus direitos a fala. Logo, o paciente fica PRESO até concordar com as ideias dos doutores. E para que os doutores cheguem ao objetivo de que suas ideias sejam acatadas eles recorrem a MAUS TRATOS.
Para mim, NÃO EXISTE LOUCURA MAIOR do que concordar com isso. Não dá para ficar indiferente, e eu não vou ficar.
Essa diferença no tratamento é fácil de explicar: quando a pessoa é internada involuntariamente eles DIZEM que a pessoa estava inconsciente e totalmente fora de controle, e incapaz de responder por si. MENTIRA MALDOSA!
Em 2010 eu estava totalmente confuso, e mesmo assim entendi o que a psiquiatra me falou na internação VOLUNTÁRIA. Em 2012 eu estava totalmente CIENTE, inclusive pedi água (que foi negada, é claro). Logo, numa internação involuntária nenhuma reclamação da pessoa tem validade, como se quisessem dizer, "É um louco, não sabe o que diz, não tem que ser ouvido".
Ao ser internado voluntariamente em 2010 eu tive até direito a presença médica, como diz a Lei. Quando a internação é VOLUNTÁRIA, eles não podem usar nenhuma justificativa para maltratar um paciente psiquiátrico, pois o argumento de que a pessoa estava incapaz de entender seria facilmente desmentido como farsa. (Ora, se a pessoa assinou uma internação por que não entenderia?)
Eu nenhum momento eu disse, "NÃO QUERO QUE MEUS FAMILIARES ME INTERNEM". Eu disse "NINGUÉM ESTÁ AUTORIZADO A ME INTERNAR, NINGUÉM ESTÁ AUTORIZADO A FALAR POR MIM, POIS NÃO DOU PROCURAÇÃO A NINGUÉM". Internação ou deve ser voluntária ou deve ser expedida por um JUIZ.
Simples assim. Um juiz é O ÚNICO que pode determinar se uma pessoa deve ser internada, num julgamento JUSTO. Pois ninguém pode ser privado da liberdade, senão por motivo de CRIME. É a Lei. É uma Lei que não é respeitada em atendimentos psiquiátricos , mas ainda assim é Lei.
Escrevo isso antes, pois assim ninguém poderá dizer, no futuro, que estou fazendo rebuliço por estar em crise, pois eu AVISEI ANTES. Isso é uma OUTRA ESTRATÉGIA. Muitas vezes consideram as ideias de um paciente psiquiátrico como doença. Ora, minha estratégia NÃO É DOENÇA. Minha estratégia é para que ninguém se veja sendo internado como se fosse um bicho irracional. Minhas estratégias e pensamentos vêm do LIVRE ARBÍTRIO. Podem me prender, mas não podem controlar minha forma de pensar.
Por isso eu digo, NÃO VOU MUDAR MINHA IDEIA. PODEM ME DROGAR, ME PRENDER, ME BATER. MEU PENSAMENTO NÃO É DOENÇA, LOUCO É QUEM MANTÊM PESSOAS PRESAS NUM HOSPÍCIO CONTRA A VONTADE.
Verão que poderão me manter preso no hospício, mas não mudarei minha ideia. Não mudarei principalmente para que ninguém pense que drogas psiquiátricas e confinamento curam a cabeça das pessoas. Ao fazer isso, sem dúvidas, eu estarei contribuindo para o progresso da ciência.
SE NÃO RESPEITAREM MEU DIREITO DE NÃO PERMANECER NUMA INTERNAÇÃO, AÍ SIM É EU VOU FAZER LOUCURAS, E NÃO EXISTE NENHUMA DROGA QUE POSSA ME FAZER MUDAR DE IDEIA.
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29.10.12
O Paciente psiquiátrico deve sair da internação sozinho - As estratégias da batalha por direitos (A Catherine)
Quando eu disse que caso eu fosse internado me recusaria a sair: foi uma estratégia. Ou melhor, uma série de estratégias, que vou explicar de maneira mais clara, pois acho que é importante que as pessoas entendam.
Na verdade, caso fosse internado, só sairia da internação se dessem a alta em minhas mãos. É uma estratégia perfeita na luta por direitos. Pois geralmente eles dão a alta nas mãos de familiares, ou seja, se não houver um familiar, eles não querem dar alta. Fazem isso por considerar o paciente psiquiátrico INCAPAZ. Ora, pacientes psiquiátricos NÃO SÃO INCAPAZES.
Ora, se eu recebo alta, eu posso sair do hospício sozinho. E se não sou capaz de sair do hospício sozinho não tenho que receber alta. Por isso me recusaria a sair. Lógica simples. Essa estratégia não é nenhuma loucura. Assusta, sei, mas algum paciente psiquiátrico precisa fazer isso, ou não teremos direitos respeitados. Essa é minha estratégia para que direitos a autonomia sejam garantidos.
Não dar alta nas mãos dos pacientes psiquiátricos é absurdo. Quer dizer, se o paciente não tiver família ele fica preso, internado para sempre? Ou vai para uma dessas residências terapêuticas? Horrível, pois essas residências terapêuticas nada mais são que hospícios disfarçados, onde o indivíduo é VIGIADO 24 horas por dia. Por isso que, em pleno 2012, ainda existem alas psiquiátricas NA SURDINA, passando a falsa ideia de que estão fazendo caridade ao confinar pessoas.
Decidi editar e melhorar esta publicação em resposta a Catherine, pessoa super preocupada com situação da saúde mental atual. Ela escreveu a publicação os outros, onde levantou questões e colocou ideias importantes sobre a visão do paciente psiquiátrico.
Não precisa se preocupar comigo. Estou bem. Essas publicações são apenas uma preparação para qualquer emergência INESPERADA, pois caso haja alguma emergência faço questão que meus direitos sejam respeitados. É importante sabermos lutar pelos nossos direitos a RESPEITO e AUTONOMIA, e eu estou fazendo isso.
Continuo tratando do tema amanhã, explicando outros pontos estratégicos.
Na verdade, caso fosse internado, só sairia da internação se dessem a alta em minhas mãos. É uma estratégia perfeita na luta por direitos. Pois geralmente eles dão a alta nas mãos de familiares, ou seja, se não houver um familiar, eles não querem dar alta. Fazem isso por considerar o paciente psiquiátrico INCAPAZ. Ora, pacientes psiquiátricos NÃO SÃO INCAPAZES.
Ora, se eu recebo alta, eu posso sair do hospício sozinho. E se não sou capaz de sair do hospício sozinho não tenho que receber alta. Por isso me recusaria a sair. Lógica simples. Essa estratégia não é nenhuma loucura. Assusta, sei, mas algum paciente psiquiátrico precisa fazer isso, ou não teremos direitos respeitados. Essa é minha estratégia para que direitos a autonomia sejam garantidos.
Não dar alta nas mãos dos pacientes psiquiátricos é absurdo. Quer dizer, se o paciente não tiver família ele fica preso, internado para sempre? Ou vai para uma dessas residências terapêuticas? Horrível, pois essas residências terapêuticas nada mais são que hospícios disfarçados, onde o indivíduo é VIGIADO 24 horas por dia. Por isso que, em pleno 2012, ainda existem alas psiquiátricas NA SURDINA, passando a falsa ideia de que estão fazendo caridade ao confinar pessoas.
Decidi editar e melhorar esta publicação em resposta a Catherine, pessoa super preocupada com situação da saúde mental atual. Ela escreveu a publicação os outros, onde levantou questões e colocou ideias importantes sobre a visão do paciente psiquiátrico.
Não precisa se preocupar comigo. Estou bem. Essas publicações são apenas uma preparação para qualquer emergência INESPERADA, pois caso haja alguma emergência faço questão que meus direitos sejam respeitados. É importante sabermos lutar pelos nossos direitos a RESPEITO e AUTONOMIA, e eu estou fazendo isso.
Continuo tratando do tema amanhã, explicando outros pontos estratégicos.
1.7.12
Os outros
Tenho lido as últimas publicações de Ezequiel, e, venho pensando sobre. A visão que um familiar tem de ti pode ser completamente diferente da tua. É fato que tu, em surto psicótico, vê, e, ouve coisas/pessoas que ninguém mais vê ou ouve. É a tua cabeça fazendo truques. Mas, me refiro, especificamente, às atitudes e ações diante de um surto.
Ou és humilhado (com insultos psicológicos ou físicos, ou ambos) ou sofres negligência. Adicione isso a um paciente psiquiátrico em crise, e, ele entra rá em desespero por não saber em quem confiar. "Não confio no médico (não só psiquiatra, clínicos gerais podem te atender na emergência, por exemplo), não confio em mim mesmo, muito menos na família que não soube estender a mão".
Entendo perfeitamente porque alguns pacientes preferem continuar internados em hospitais ou dormir nas ruas e abandonar família, do que estar em um lar onde ele não pertence.
Ou és humilhado (com insultos psicológicos ou físicos, ou ambos) ou sofres negligência. Adicione isso a um paciente psiquiátrico em crise, e, ele entra rá em desespero por não saber em quem confiar. "Não confio no médico (não só psiquiatra, clínicos gerais podem te atender na emergência, por exemplo), não confio em mim mesmo, muito menos na família que não soube estender a mão".
Entendo perfeitamente porque alguns pacientes preferem continuar internados em hospitais ou dormir nas ruas e abandonar família, do que estar em um lar onde ele não pertence.
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