21.2.16

A dialética de Marx para um novo mundo "perfeito", por J. Edgar Hoover - Marxist dialectics for a new "perfect" world by J. Edgar Hoover

Veja, abaixo, o texto de John Edgar Hoover, que foi o 1.º Diretor do FBI, de 22 de março de 1935 até 2 de maio de 1972. J. Edgar Hoover escreveu o livro MASTERS OF DECEIT (em português, MESTRES DO ENGANO), onde ele explica o que é comunismo e compartilha informações sobre as atividades comunistas, dos arquivos do FBI.
Uma luta constante e amarga não é mau, Marx disse, porque um progresso é conseguido. De fato, ele via toda a história registrada do mundo como uma luta de classes. A humanidade, ele dizia, sempre foi dividida em classes: grupos de pessoas que têm interesses, ideais, e maneiras especiais de fazer as coisas. Essas classes, ele acrescentou, têm lutado desde o começo dos tempos, e continuam lutando. Marx explicou esta luta através de uma fórmula especial, comumente chamada de dialética, tese-antítese-síntese, que ele distorceu da filosofia do famoso filósofo alemão, G.W.F Hegel. Eis aqui como ela funciona para os comunistas:
Começa, por exemplo, Marx disse, com uma certa classe econômica (uma tese). Esta classe é o poder dominante na sociedade, controlando os meios de produção, a forma que as casas são construídas, o tipo de roupas que as pessoas vestem, e assim por diante. Logo uma classe opositora surge (uma antítese) que busca derrubar a primeira classe, ela tem ideais, motivos e ambições diferentes. O que acontece? Uma batalha ocorre e logo uma nova classe emerge que, de acordo com Marx, incorpora apenas o melhor das duas classes velhas. (Porque um pouco do pior não entra, também, Marx não explica.)
Então o processo começa tudo de novo. Isso é a história, pois como Marx pregava, o materialismo histórico era nada mais que o conceito do materialismo dialético aplicado na sociedade. A nova classe (síntese) é agora dominante e, dessa forma, se torna a nova tese. Ela direciona como as casas são construídas, como se adquire riquezas, etc., mas, de acordo com as ideias de Marx, outra classe opositora surge (uma nova antítese). Elas lutam, uma outra síntese é obtida, e novamente o mundo entra num novo ciclo.
Estas ideias, obviamente, são distorcidas e teóricas. Mas para entender o comunismo moderno, é essencial compreender a base da teoria. Apesar de totalmente falsa, esta teoria é a faísca que acende a chama comunista.
Esta luta de classes, de acordo com o raciocínio de Marx, sempre produziu um estágio superior da civilização. Primeiro, anos atrás, veio a escravidão. A classe escravocrata, como era de se esperar, desenvolveu sua própria "antítese" (quer dizer, seus rivais, que queriam abolir a escravidão). Uma luta surgiu e desenvolveu o feudalismo, representando o melhor de ambos oponentes. Mas a sociedade feudal, que então era a classe dominante, foi atacada por sua própria "antítese", forças internas que se opunham às suas ideias. Por centenas de anos esta luta continuou, gerando, finalmente, uma nova "síntese" (capitalismo), novamente representando as melhores qualidades de ambos rivais.
Quando Marx escreveu, a história ainda estava no estágio capitalista, mas ele disse que a coisa não podia permanecer assim. Deve (não havia outra alternativa) mudar para o comunismo. A classe capitalista tinha desenvolvido sua própria "antítese", que Marx identificava como o "proletariado" (a classe trabalhadora), que estava tentando derrubar o sistema velho.
Comunismo, Marx proclamou, representava a nova "síntese" da luta entre os capitalistas e o proletariado e o ápice de toda história. Neste ponto, Marx disse, o conflito cessaria, apesar de que, novamente, ele não disse por quê. O novo mundo seria a sociedade "perfeita" e "final": apátrida, sem classes, sem deuses, onde toda a propriedade usada na produção seria de todos e as atividades humanas seguiriam o princípio "de cada qual, segundo sua capacidade; a cada qual, segundo suas necessidades".

Text by John Edgar Hoover, for educational purposes only:

Constant and bitter struggle is not bad, Marx said, because it achieves progress. In fact, he viewed the whole recorded history of the world as a story of class struggle. Mankind, he said, has always been divided into classes: groups of people who have special interests, ideals, and ways of doing things. These classes, he added, have been struggling from the very beginning of time, and still are. Marx explained this struggle by means of a special formula, commonly called the thesis-antithesis-synthesis dialectic, which he distorted from the philosophy of the famous German philosopher, G. W. F. Hegel. Here is how it works for communists:
Start, for example, Marx said, with a certain economic class (a thesis). This class is the dominant power in society, controlling the means of production, the way houses are built, the kind of clothes worn, and so forth. Soon an opposing class arises (an antithesis) which seeks to overthrow the first class. It has different ideals, motives, and ambitions. What happens? A fight occurs and soon a new class (synthesis) emerges which, according to Marx, incorporates only the best of both old classes. (Why some of the bad does not seep in, too, Marx does not explain.)
Then the process starts all over again. This is history, for as Marx held, historical materialism was nothing more than applying the concept of dialectical materialism to society. The new class (synthesis) is now dominant and thus becomes, in turn, a new thesis. It directs how to build houses, who gains wealth, etc., but, following Marx's ideas, another opposition class arises (a new antithesis). They struggle, a new synthesis is obtained, and again the world is off on a new cycle.
These ideas obviously are distorted and theoretical. But to understand modern-day communism, it is essential to grasp the underlying theory. False as it is, this theory is the spark that kindles the communist flame.
This class struggle, in Marx's reasoning, always produced a higher stage of civilization. First, years ago, came slavery. The slave-owning class, as expected, developed its own "antithesis" (meaning its rivals, who wanted to abolish slavery). A struggle ensued and feudalism developed, representing the best of both opponents. But feudal society, then the dominant class, was attacked by its own "antithesis," forces within its body which opposed its ideas. For hundreds of years this struggle continued, issuing forth finally in a new "synthesis" (capitalism), again
representing the best features of both rivals.
When Marx wrote, history was still in the capitalist stage, but he said it could not remain there. It must (there was no alternative) move on to communism. The capitalist class had already developed its own "antithesis," which Marx identified as the "proletariat" (the working class), which was striving to overthrow the old system.
Communism, Marx proclaimed, represented the new "synthesis" of the capitalist-proletariat struggle and the apex of all history. At this point, said Marx, conflict would now cease, although, again, he does not say why. This new world would be the "perfect" and "final" society: stateless, classless, godless, where all property used in production would be held in common, and human activities would conform to the principle "from each according to his abilities, to each according to his needs."

Source: J. Edgar Hoover in the book Masters of Deceit, pages 18, 19 and 20 - Cardinal edition.

19.2.16

Como acontece o controle social - Explicado pelo Professor José Monir Meirelles Nasser

"O que eles estão fazendo é o seguinte: como é que você faz pra aumentar o tamanho do Estado? Vamos pensar como se nós fôssemos socialistas querendo implementar aqui o socialismo. Então eu tenho aí uma economia produtiva, gente que trabalha, eu tenho que tirar dinheiro do bolso deles. Mas eles, obviamente que eles são submissos, porque afinal de contas eu sou o poder e eles não são. Eu posso fazer MUITO. Eu posso editar uma medida provisória, (...) eu posso fazer aumentos escondidos de impostos, eu posso fazer uma porção de coisas SORRATEIRAS. Mas eu preciso de uma certa legitimidade mesmo assim. Quer dizer, eu preciso mostrar alguma razão para a população pra fazer isso. Ora, então o que eu tenho que fazer? Nós temos que criar a ideia de que todo mundo na sociedade é inimigo de todo mundo....
Tem que ter alguém que faça uma espécie de ARBITRAGEM dessas inimizades. Essas inimizades têm que ser arbitradas por alguém e esse alguém é o ESTADO. Então, como é que eu faço isso? Eu crio, por exemplo, um incentivo ABSOLUTAMENTE sem cabimento a todas as reivindicações de minorias. Eu crio a ideia de que os pretos são inimigos dos brancos, ou o contrário. Eu crio a ideia de que os homens e as mulheres são inimigos...
O que acontece quando você precisa criar um SUPER-ESTADO com super-poderes? Você precisa inventar briga em cada canto da cidade....
É feito de uma maneira que pareça que todos os indivíduos na sociedade estão em embate, estão em distúrbios, estão em inimizade PERMANENTE. E como todo mundo, então, não pára de brigar, quem é que aparece para resolver o problema? É o SACROSSANTO Estado, que aparece então com seus mecanismos REPRESSORES, e que pra que possam existir precisam ser financiados pelo dinheiro da gente mesmo....
Este conjunto extraordinário de legislações ditas de natureza social são simplesmente UMA ARMADILHA que estão pondo no seu trajeto, que é financiada com o seu dinheiro, para controlar TUDO. NÃO ACEITE UMA COISA DESSAS. O Estado não tem que se envolver em assuntos privados....
Agora uma mulher levou uma cantada, vai correndo pedir ajuda pra polícia. Vocês já imaginaram que país ridículo que é esse que nós estamos criando? Nós estamos INFANTILIZANDO todo mundo. Como é que você infantiliza todo mundo? Você cria a ideia maluca de que todo mundo é inimigo de todo mundo e aí traz um Estado plenipotenciário, que agora, em vez de produzir produtos físicos, em vez de andar na economia, fica tentando controlar o que nós falamos, o que nós dizemos, a nossa alma, o nosso espírito, o nosso coração... Vocês acham que isso é pouco totalitarismo?
....Essa situação que nós vivemos hoje é de um TOTALITARISMO típico daquilo que Orwell escreveu em 1984. É uma espécie de BIG BROTHER que sabe tudo que você diz, sabe tudo que você lê, tudo que você escreve, e daqui a pouquinho está o governo olhando a Internet, com direito de entrar no mérito das tuas mensagens, e essa gente então fica controlando você com o seu próprio dinheiro."
Tática Socialista da Defesa às Minorias - José Monir Nasser

16.2.16

Erros de português e como evitá-los

Para comentar alguns erros de português vou contar com a colaboração de alguns documentos escritos por profissionais de saúde mental, alguns com mestrado ou doutorado.

Algum profissional de saúde mental escreveu SÓCIO REABILITATIVO. Está errado, e não é nenhuma surpresa. Se trata de um termo difícil. Para escrever bem, é aconselhável evitar termos difíceis. E é aconselhável pesquisar no DICIONÁRIO. Para que tentar passar a impressão de ter um conhecimento que você não tem?

o correto seria SOCIO-REABILITATIVO.

É bom diferenciar SÓCIO de sociedade de SOCIO-REABILITATIVO, em que SOCIO- lembra social, se refere a social.

O Minidicionário da Língua Portuguesa de Evanildo Bechara explica que o hífen é usado em palavras com ELEMENTOS DE COMPOSIÇÃO, e "socio-" é um elemento de composição, e é DIFERENTE da palavra "sócio".

Em meu laudo, a psiquiatra escreveu HIPERSSEXUALIDADE. Esse é um erro absurdo!

Somente se usa SS quando um S está entre vogais, para indicar que a pronúncia é S e não Z.

Exemplos:

CASAR, com um S significa contrair matrimônio e se pronuncia CAZAR. Mas CASSAR com SS significa tornar nulo, cancelar, e se pronuncia CAÇAR. Enfim, o SS diferencia a pronúncia de S entre vogais. Não é comum no português SS depois de consoante. Logo, NÃO EXISTE a palavra hiperssexualidade em português e em nenhuma outra língua que eu conheço.

Para a próxima avaliação, pego um texto que fala sobre oficinas terapêuticas e centros de convivência.

Oficinas Terapêuticas e Centros de Convivência


Não compreender as oficinas terapêuticas apenas como procedimentos dos serviços de saúde e sim como redes de negociações e de oportunidades, de novas formas de sociabilidade, de acesso e exercício de direitos - como lugares de diálogos e de produção de valores que confrontem os pre-conceitos de incapacidade, invalidação e anulação da experiência da loucura. Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participam (participem) de atividades que aprecia e escolhe, não são espaços de permanência dia e nem de atendimentos clínicos. As pessoas que trabalham ali não devem ser profissionais de saúde, e sim artistas, artesãos, "oficineiros".

Observe que ao escrever PRE-CONCEITO a pessoa não havia esquecido o acento em PRE, que deveria ser escrito PRÉ. Ela fez questão de frisar que REALMENTE queria escrever assim! Mas ela queria dizer PRÉ. É que esse profissional de saúde mental não sabia que PRE se pronuncia com E fechado, é um PREFIXO, já PRÉ- é um ELEMENTO DE COMPOSIÇÃO, e aí sim, tem uma pronúncia aberta. E a não ser em FORMAS AGLUTINADAS, como em PRECONCEBER ou PRECONCEITO, devemos escrever PRÉ-CONCEITO ou PRÉ-CONCEBER, se queremos usar o hífen para frisar certos sentidos.

Quanto a "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participam de atividades que aprecia e escolhe..."
Nossa! Que coleção de erros absurdos!

Comecemos a análise:
"Onde as pessoas PARTICIPAM" passa obrigatoriamente a ideia de um PRESENTE certo que já está acontecendo. Mas a pessoa está falando de uma possibilidade que pode acontecer no futuro. Neste caso é preferível escrever ONDE AS PESSOAS PARTICIPEM...

Mas isso não é grave... nem pode bem ser considerado erro, é apenas pouco claro...

O grave vem agora!

Em "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participam de atividades que aprecia e escolhe"... "aprecia e escolhe" concordam com o quê?? Já que todos os sujeitos estão no plural!!!

O certo seria "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participem de atividades que apreciem e escolham..."
(Observe que duas frases poderiam ser construídas, com significados diferentes: "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participem de atividades que apreciem e escolham..." significa que nesses Centros de Convivência as pessoas PODERÃO participar de atividades que É POSSÍVEL que APRECIEM, e que elas possam ESCOLHER à vontade. Diferente de uma frase alternativa, aparentemente semelhante, mas com significado diferente: "Os Centros de Convivência devem se constituir em espaços onde as pessoas participem de atividades que apreciam e escolhem...", que significa que as pessoas PODERÃO participar de atividades que elas JÁ apreciavam e escolhiam em suas vidas cotidianas e que são transferidas para os Centros de Convivência, ou seja, elas ENCONTRARÃO essas atividades lá COM CERTEZA, já não se trata apenas de uma POSSIBILIDADE.
Outra frase alternativa (também com um outro significado) é "Os Centros de Convivência SE CONSTITUEM em espaços onde as pessoas participam de atividades que apreciam e escolhem...", que quer dizer que nos Centros de Convivência as pessoas, DE FATO, participam de atividades que ela realmente apreciam e escolhem à vontade...)

Como Evitar Matar a Língua Portuguesa Na Fala


A melhor forma de evitar falar errado é evitar PRECIOSISMO, ou seja, EVITE TENTAR FALAR BONITO DEMAIS. NÃO TENTE FALAR DIFÍCIL SEM SABER. É de péssimo gosto.

É comum e aceitável as pessoas pronunciarem a palavra BLEFE fora das NORMAS CULTAS. A pronúncia de acordo com as normas cultas é BLEFE (BLÉFE) com É aberto. Mas popularmente se pronuncia BLÊFE.
É que a palavra BLEFE vem do inglês BLUFF. como a pronúncia em inglês de BLUFF é mais aberta a norma manda que seja pronunciado aberto em português. Como, por exemplo, no caso de FLERTE que vem de FLIRT. Neste caso particular FLIRT é pronunciado fechado em inglês, portanto em português também é pronunciado FLERTE (FLÊRTE) fechado.
Mas as pronúncias populares já são grafadas nos dicionários, atualmente, como corretas. Não era assim.

MAS NÃO DAVA PARA SUPORTAR DOUTORES PRONUNCIANDO QÜESTÃO!!! Lógico, hoje em dia, eu sou mais tolerante com isso. Putz, foi até bom derrubar o TREMA, já que eles nem sabiam qual era a função do famigerado trema. O trema em português indica que uma letra que normalmente não deve ser pronunciada, EXCEPCIONALMENTE, É pronunciada.

Lembrando que QUESTÃO NUNCA teve trema!!! Mas, devido ao grande número de homens importantes e INFLUENTES pronunciando "qüestão", já há algum tempo a pronúncia qüestão é aceita. Inclusive, meu dicionário Houaiss de 2001 já traz registrado tanto a grafia "questão" quanto a grafia "qüestão".
A pronúncia correta era QUESTÃO, sem pronunciar o U. O U era SEMPRE mudo!! Questão se pronunciava KESTÃO. Agora, tanto a pronúncia "KESTÃO" quanto a pronúncia "qüestão" estão corretas.
Eu achava que isso era um preciosismo bem exagerado, já que dificulta a pronúncia. Mas tem gente que gosta de falar difícil!... Fazer o quê?
É uma pronúncia forçada, com traços de anglicismo.

Nota: esta postagem tem a ideia de fazer uma brincadeira. Espero que as pessoas não levem a mal. E pelo contrário, que aproveitem as dicas de português que são verdadeiras e podem ajudar bastante na sua vida.

E é claro, estes foram exemplos de DOCUMENTOS. Documentos que foram escritos de forma relaxada. Vale para a gente refletir também. Será que não devemos ser mais cuidadosos ao escrevermos documentos?

Claro que esta postagem realmente é uma crítica contra o preciosismo que tenho observado nestes profissionais, que estão um pouco orgulhosos demais.
E sinceramente, esta postagem busca trazer à discussão a educação brasileira, que não leva a sério os conhecimentos da língua portuguesa, dando mestrados e doutorados para pessoas que não dominaram o básico da própria língua.

Mais um serviço social educativo do BLOG PACIENTE PSIQUIÁTRICO.

Outras dicas de Português

O uso de porque, por que e porquê e por quê não é complicado. É fácil quando se aprende o uso.

POR QUE é usado para fazer perguntas. Exemplo:
Por que no Brasil profissionais com mestrado e doutorado têm problemas sérios de ortografia?

PORQUE é usado para dar a resposta:
Porque a educação no Brasil não leva o ensino de português a sério.

SOMENTE se acentua POR QUE em final de frases. Portanto, eis um exemplo do uso de POR QUÊ.

Você sabe por quê?

PORQUÊ é um substantivo. Ou melhor, tem a função de substantivo. Exemplo:

Sabemos o porquê do desmazelo na educação brasileira. É porque há muita vaidade nas classes mais abastadas.


Originalmente publicado no dia 18 de julho de 2010. Atualizado no dia 19 de fevereiro de 2016. (469)

15.2.16

Controle social: A base da Ditadura Comunista

Através do CONTROLE SOCIAL, os comunistas conseguem IMPRIMIR no povo suas ideias e ideais. Principalmente nas novas gerações. Veja, abaixo a explicação de J. Edgar Hoover.

Comunistas querem controlar tudo: onde você vive, onde você trabalha, quanto você ganha, o que você pensa, que bonde você pega (ou se você vai a pé), como seus filhos são educados, o que você não deve ler e escrever e o que você deve. Os detalhes mais minuciosos, até a hora que seu despertador toca de manhã ou quanto creme você coloca em seu café, são sujeitos à supervisão do Estado. Eles querem construir um "comunista", uma marionete mecânica, a qual eles possam treinar para fazer o que o Partido quiser. Este é o derradeiro, e trágico objetivo do comunismo.

Mais adiante eu traduzo partes de uma lei essencial da República de Cuba, a "Ley nº 16 - CÓDIGO DE LA NIÑEZ Y LA JUVENTUD", que LITERALMENTE pode ser traduzido como "CÓDIGO DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE". Essa lei cubana, diferente do Estatuto da Criança e do Adolescente do Brasil, é para todos menores de 30 anos. Nessa lei cubana, você verá o que é INCULCADO na cabeça das crianças de Cuba.

TÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
ARTIGO 1. O Código da Infância e da Juventude regula a participação das crianças e jovens menores de trinta anos na construção da nova sociedade e estabelece as obrigações das pessoas, organismos e instituições que interveem na sua educação conforme ao objetivo de promover a formação da personalidade comunista na jovem geração.

Observe que o objetivo CLARO é formar comunistas, isso é, condicionar e doutrinar os jovens no comunismo, de forma que eles sequer possam considerar outras formas de governo.

TÍTULO II
DO PROCESSO DE FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE COMUNISTA NA JOVEM GERAÇÃO
Artigo 3.
Inculcar e promover na jovem geração 'a dedicação à causa do socialismo e do comunismo e a fidelidade à classe trabalhadora e a sua vanguarda marxista-leninista: o Partido Comunista de Cuba.' (...)

Mas uma vez, observamos a ênfase no comunismo, e uma certa exigência para que os jovens sejam fieis à vanguarda marxista-leninista, ou seja, que aprendam a OBEDECER CEGAMENTE os líderes do governo, ou melhor, os líderes do Partido, pois no comunismo o Partido está acima de TUDO.


TÍTULO V
DA HONRA E DO DEVER SUPREMO DA JUVENTUDE DE DEFENDER A PÁTRIA E O SOCIALISMO
ARTIGO 66. A Constituição da República expressa que a defesa da pátria socialista é a maior honra e dever supremo de cada cubano.

Enfim, o povo é doutrinado a se tornar fanáticos socialistas.


English quotation, for educational purposes only:

Communists want to control everything: where you live, where you work, what you are paid, what you think, what streetcars you ride (or whether you walk), how your children are educated, what you may not and must read and write. The most minute details, even the time your alarm clock goes off in the morning or the amount of cream in your coffee, are subjects for state supervision. They want to make a "communist man," a mechanical puppet, whom they can train to do as the Party desires. This is the ultimate, and tragic, aim of communism.

Source:
J. Edgar Hoover in the book Masters of Deceit, pages 8-9 Henry Holt edition, available online.


Citaciones españolas con fines educacionales:

TÍTULO I
DISPOSICIONES GENERALES
ARTÍCULO 1. El Código de la Niñez y la Juventud regula la participación de los niños y jóvenes menores de treinta años en la construcción de la nueva sociedad y establece las obligaciones de las personas, organismos e instituciones que intervienen en su educación conforme al objetivo de promover la formación de la personalidad comunista en la joven generación.

TÍTULO II
DEL PROCESO DE FORMACIÓN DE LA PERSONALIDAD COMUNISTA EN LA JOVEN GENERACIÓN
Artículo 3.
Inculcar y promover en la joven generación 'la dedicación a la causa del socialismo y el comunismo y la fidelidad a la clase obrera y a su vanguardia marxista-leninista: el Partido Comunista de Cuba.' (...)

TÍTULO V
DEL HONOR Y EL DEBER SUPREMO DE LA JUVENTUD DE DEFENDER LA PATRIA Y EL SOCIALISMO
ARTÍCULO 66. La Constitución de la República expresa que la defensa de la patria socialista es el más grande honor y deber supremo de cada cubano.

Fuente: Código de la Niñez y la Juventud

14.2.16

Lula elogia o milagre econômico do Brasil dos anos 70

"Olha, há um paradoxo que possivelmente a esquerda não tenha compreendido no Brasil. Né? É que o Médici que foi o presidente mais duro do Regime Militar possivelmente era o mais popular dos presidentes do Regime Militar. É por quê? Porque nos anos 70 era o auge do Milagre Econômico. O emprego era uma loucura, era uma loucura! Os trabalhadores estavam na porta da Volkswagen procurando emprego, passava ônibus de outra empresa convidando eles para ir para a outra empresa para ganhar mais. Eu penso que se houvesse uma eleição, e o Médici fosse candidato a presidente, ele ganharia."

Com esse entusiasmo, Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o presidente Emílio Garrastazu Médici (que governou o Brasil de 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974).

Lula Elogia Medici, milagre e produção de emprego.



Na época do Regime Militar houve, sim, autoritarismo, já que era um governo de militares, infelizmente, militares são autoritários por causa da disciplina que aprenderam, mas naquela época houve também o maior crescimento do Brasil, o período do milagre econômico foi o que gerou maior crescimento econômico desde a Proclamação da República, como diz a Wikipédia, e a página do Senado do Brasil.

"Os presidentes que administraram o país com maior crescimento foram Garrastazu Médici (alta de 11,9% ao ano em meio ao milagre econômico e à ditadura) e Deodoro da Fonseca (crescimento médio anual de 10,1% entre 1889 e 1891)."

Fonte: O Globo, 04/03/2011, Economia, p. 23

Na verdade, o governo de Lula foi melhor que o de Fernando Henrique Cardoso e o de Fernando Collor de Mello, mas está longe de estar entre os melhores da história:

"Segundo as contas do professor, o desempenho do país sob Lula foi maior que o registrado nos oito anos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que ficou com média de crescimento de 2,3%. O tucano é o quarto pior do país, somente superando o desempenho de Venceslau Brás (1914-1918, período da primeira guerra mundial, quando o crescimento foi de 2,1% ao ano), Fernando Collor (recessão de 1,3% de 1990 a 1992) e Floriano Peixoto (o PIB caiu em média 7,5% ao ano entre 1891 e 1894, quando a economia se adaptava ao fim do trabalho escravo)."


Fernando Henrique Cardoso só superou os presidentes mencionados acima e a Dilma Rousseff, o que faz dele o QUINTO PIOR PRESIDENTE da HISTÓRIA DO BRASIL. Veja o PIB dos presidentes do Brasil, que indica que o PIB (Produto Interno Bruto) do governo de Dilma Rousseff foi tão ruim quanto o do governo de Venceslau Brás (que governou o Brasil de 1914 a 1918), que ainda assim foi superado pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Ainda, de acordo com o PIB dos presidentes do Brasil, o presidente Itamar Franco foi o melhor presidente depois do fim do Regime Militar, com um PIB de 5%, em média.

Fonte: ACERVO O GLOBO - PIB DOS PRESIDENTES DO BRASIL

O que aconteceu é que os governos de FHC e de Lula lançaram mão de muita propaganda para passar uma falsa ideia de que eles fizeram melhorias históricas. Mas os números não mentem.

22.1.16

Democracia e Capitalismo / Democracy and Capitalism

Para haver democracia, evidentemente, é necessário haver o DIREITO DE ESCOLHA. Num País governado pelo socialismo estatal NÃO É POSSÍVEL haver democracia, pois quando o governo se intromete demais na vida das pessoas acaba tirando delas o direito de escolha. Numa democracia de verdade o governo atua para defender a Justiça; por exemplo, desenvolvendo leis anti-trust para que haja concorrência entre os serviços, possibilitando ao povo opções de comércio. Numa democracia o Governo busca garantir uma boa polícia nas ruas para proteger a população, etc.

J. Edgar Hoover, o diretor da FBI, especialista em comunismo, descreve como os comunistas veem a democracia:

DEMOCRACIA:
Ao discutir o conceito comunista da democracia, deve ser feita uma distinção entre o que o Partido chama de democracia burguesa e democracia proletária. Os comunistas afirmam que a democracia "burguesa" ou "capitalista" (como há nos Estados Unidos) é limitada, repressiva, e favorece a minoria; "... Na sociedade capitalista, temos uma democracia que é reduzida, miserável, falsa; uma democracia apenas para os ricos, para a minoria." (Lenin) Após a tomada do poder pelos comunistas, em seguida, vai ser inaugurada, dizem eles, a democracia "proletária" (como há na Hungria e na Rússia), que será "... um milhão de vezes mais democrática que qualquer democracia burguesa." Aqui, a ditadura do proletariado estará no poder, esmagando totalmente qualquer oposição capitalista. Eventualmente, no entanto, esta democracia "proletária" será suplantada pelo comunismo completo, que, entre outras coisas, será apátrida. Basicamente os comunistas abominam a democracia tal como é praticada nos Estados Unidos, acreditando, como eles fazem, na ditadura, na força e na violência, e na autoridade suprema do Partido. No entanto, o Partido procura utilizar a democracia "capitalista" e seus direitos (de que falsamente afirma ser um protetor), a fim de promover a sua própria causa.


Observe que os comunistas têm como plano implantar uma ditadura do proletariado. Obviamente, numa ditadura, NÃO É POSSÍVEL haver democracia, é um paradoxo!

English:

DEMOCRACY:
In discussing the communist concept of democracy, distinction must be made between what the Party calls bourgeois democracy and proletarian democracy. The communists claim that "bourgeois" or "capitalist" democracy (as in the United States) is limited, repressive, and favors the minority; ". . . in capitalist society we have a democracy that is curtailed, wretched, false; a democracy only for the rich, for the minority." (Lenin) After seizure of power the communists then will inaugurate, they say, "proletarian" democracy (as in Hungary and Russia), which will be "... a million times more democratic than any bourgeois democracy." Here the dictatorship of the proletariat will be in power, utterly crushing any capitalist opposition. Eventually, however, this "proletarian" democracy will be supplanted by full communism, which, among other things, will be stateless. Basically the communists abhor democracy as practiced in the United States, believing, as they do, in dictatorship, force and violence, and the supreme authority of the Party. However, the Party seeks to utilize "capitalist" democracy and its rights (of which it falsely claims to be a protector) in order to promote its own cause.

J. Edgar Hoover in the book Masters of Deceit, page 343, Henry Holt edition, available online.

Note that the communists plan to implant a dictatorship of the proletariat. Obviously, in a dictatorship, IT ISN'T POSSIBLE to exist a democracy, it's a paradox!

21.1.16

"Comunismo é exatamente o oposto de Liberalismo" J. Edgar Hoover

Antigamente, o liberalismo não era visto como algo terrível, como é visto hoje em dia. Antigamente, os comunistas se diziam liberais, a moda era essa. Veja que, J. Edgar Hoover, em seu livro de 1958, dizia que o conceito de que o comunismo é um novo mundo de liberalismo é falso. Veja abaixo:

'Comunistas não são liberais. O conceito de que o comunismo é um novo mundo de liberalismo é falso, uma armadilha usada para pegar quem não é comunista. A palavra "liberal" tem um significado bonito e positivo e é o símbolo de uma grandiosa tradição histórica. Por isso que os comunistas se apropriam do termo para seu próprio uso. Comunismo é exatamente o oposto de liberalismo. Liberalismo significa mais direitos para o cidadão; uma limitação nos poderes do Governo central; liberdade de expressão, de religião, e de imprensa. Comunismo significa cada vez menos direitos para o cidadão privado, diminuição da liberdade de expressão, de imprensa, e de adorar a Deus. O Estado se torna todo poderoso, totalmente o contrário da tradição americana.'

Trocando em miúdos, liberalismo significa menos poder para o Estado; pois, no liberalismo, o Estado não controla a economia, de forma que as pessoas possam praticar o livre comércio, ou seja, a livre iniciativa, sem muito controle do Governo. Acho que não preciso explicar que quando um Governo quer controlar demais os camelôs, por exemplo, ele não está sendo liberal. Perseguição aos motoristas de vans (que, no Brasil, trabalham pegando passageiros) é outro indicativo de falta de liberalismo. Entendeu?

Para ver o link para o livro do J. Edgar Hoover, favor consultar a versão em inglês da postagem, abaixo.

English:

In the past, liberalism was not seen as something terrible, as it is seen today. In the old days , communists called themselves liberal, it was the "thing". See that J. Edgar Hoover, in his book of 1958, said that the concept that communism is a new world of liberalism is false. See below:

Communists are not liberals. The concept that communism is a new world of liberalism is false, a trap used to catch noncommunists. The word "liberal" has a fine, upright meaning and is symbolic of a great historic tradition. That is why the communists appropriate the term for their own use. Communism is the very opposite of liberalism. Liberalism means increased rights for the citizen; a curb on the powers of the central government; freedom of speech, religion, and the press. Communism means fewer and fewer rights for the private citizen, curtailment of freedom of speech and press and worship of God. The state becomes all-powerful, the absolute reverse of American tradition.

J. Edgar Hoover in the book Masters of Deceit, page 97, Henry Holt edition, available online.

In short, Liberalism means less power for the state; because in liberalism the state does not control the economy, so that people can practice free trade, that is, free enterprise, without much control from the government. I think I don't need to explain that when a government wants to control hawkers too much, for example, it is not being liberal. Persecution of van drivers (who, in Brazil, work picking up passengers) is another indication of lack of liberalism. Understood?