9.2.09

ESTIGMA

As histórias que eu compartilho não são bonitas. Na verdade parecem as histórias de um monstro. Mas é necessário. Realmente eu não consigo esconder uma antipatia pela psiquiatria tradicional dos hospitais públicos e espero que encontre melhor tratamento com psiquiatras privados e alternativos. A falta de exames ao se fazer diagnósticos é um dos motivos de minha antipatia. Como é que alguém passa uma medicação com efeitos colaterais tão loucos sem fazer um exame laboratorial?

A classificação da psiquiatria é um estigma. Uma marca que os psiquiatras colocam na gente. Pior que a mais feia das cicatrizes. A classificação em si só é uma ofensa. Uma ofensa que não permite defesa. Geralmente os pacientes psiquiátricos são classificados como agressivos. Observem meu LAUDO. Ele descreve o que está no meu prontuário. De acordo com o laudo eu apresentei heteroagressividade.

Ou seja, diz que fui agressivo com os outros. E isso ficou como uma cicatriz. A heteroagressividade passou a ser parte de mim. Se algum dia eu tivesse outra crise, esperariam de mim heteroagressividade. Se algum dia eu me exaltar mais, esperarão heteroagressividade de mim, como esperam de um bicho. E quem disse que eu estava agressivo naturalmente não fui eu. Por coincidência foi um familiar que já me agrediu muito. O médico perguntou “ele estava agressivo?” como quem percebesse agressividade. Como a gente percebe pelo sotaque de alguém que a pessoa é de outro lugar. Nem adiantaria eu tentar argumentar, pois na psiquiatria pública é importante dizer no prontuário de um paciente psiquiátrico que ele é agressivo. Eles estudaram tanto que não conseguem perceber que um paciente psiquiátrico poderia se sentir ofendido ao ser chamado de agressivo.

Interessante observar que se eu tivesse cometido um crime eu não ficaria tão estigmatizado. Volta e meia a gente tem aguentar perguntas invasivas de pessoas que nem sequer são nosso médico. Perguntas como “Você tomou o remédio?”
Com certeza alguém que matou alguém e cumpriu sua pena e se regenerou não tem que aguentar perguntas como “Você não matou ninguém hoje, matou?”

O QUE EU ESPERO DOS PSIQUIATRAS

Antes de mais nada, que informem os pacientes psiquiátricos dos efeitos colaterais da medicação. Depois, que monitorem a saúde dos pacientes, e não os pacientes. Como é isso? Que façam exames para ver como o organismo do paciente está reagindo a cada medicação.

Por exemplo, o haloperidol, o haldol, pode causar a doença de Parkinson. Então que examinem os pacientes que vão tomar haldol para ver a suscetibilidade da pessoa contrair a doença de Parkinson. E que mantenham exames para evitar que a pessoa desenvolva a doença.

Risperidona pode causar doença cardíaca. Então que façam exames para evitar de dar o remédio para quem é mais suscetível.

Que façam exames da tireóide antes de dar carbonato de lítio para um paciente. O carbonato de lítio pode desequilibrar a tireóide se a pessoa for mal diagnosticada. Há a necessidade de diferenciar o transtorno bipolar dos problemas de tireóide. E, infelizmente, isso só pode ser feito com exames laboratoriais. Que façam exames renais antes de dar carbonato de lítio. Se a pessoa for suscetível a doenças renais o lítio não é aconselhado.

Ou seja, que realmente cuidem da saúde das pessoas. Que realmente cuidem da saúde dos pacientes. Que façam exames periódicos para testar a suscetibilidade do organismo dos pacientes. NOTA: para mais informações sobre os psicofármacos acima veja as bulas. Veja as bulas no site BULAS.MED.BR.

3 comentários:

  1. Sabe... uma correção: o termo correto não seria contrair (pq nao é uma doença contagiosa)e sim desenvolver o Mal de Parkinson.

    E outra, a medicina hoje ainda engatinha na questão HUMANISMO. Um exemplo simples é a odontologia. Atualmente, a o dentista virou um comerciante. A arte de tratar da saude bucal virou um comércio. Quantas clínica com nomes convidativos, aparelhos sofisticados e preços absurdos para fazer um tratamento odontológico. Hoje, dentista "que se preze" cria inúmeros tratamentos para ganhar dinheiro com seus pacientes. Não se importam com os pacientes e sim o dinheiro que eles podem oferecer.

    A psiquiátria anda num caminho próximo. Não é um comércio, e sim arte que está "enfeiada" pelos péssimos psiquiatras que temos. Há pucos, realmente poucos médicos excelentes. Eu sempre digo: não colocar a doença no doente e sim o doente na doença. Teoria é uma coisa, tratar pacientes é outra.

    Eu realmente farei residencia em psiquiatria. É BELÍSSIMA! Psiquiatria é a minha vida e é que "sei fazer". Precisamos de uma medicina mais humana. E é isso que tento passar pras pessoas que abandonam tratamentos. Não abandone e sim mude de médico. Há medicos competentes, basta encontrá-los.

    Sobre o termo agressividade, heteroagressividade. Bem, psiquiatras precisam de termos para compor um laudo. Cçlaro que algumas vezes eles enxergam coisas (a lá teoria) que não são aquilo que realmente são. Médicos incompetentes fazem diagnosticos e laudos sem ao menos perguntar e conversar com seu paciente. Porém, as vezes os pacientes não tem a capacidade (não por burrice, apenas por não conhecer aprodundadamente do assunto) de entender ou ter noção de que certos termos são reais e as vezes podem entrar em conflito e "ofender" pacientes, quando na verdade o termo é usado corretamente. Compreeende?

    Bem, é só isso. =)

    Grande beijo Ezequiel.

    M D

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  2. Realmente eu tenho buscado deixar claro que eu detesto o procedimento dos psiquiatras com quem me tratei. Ou seja psiquiatras da rede pública.

    Não posso julgar o procedimento dos psiquiatras da rede privada. Espero que seja bem melhor.

    Quanto a terminologia, com certeza é estigmatizante. E é disso que eu reclamo. Um laudo poderia dizer "o paciente teve comportamento hostil". Não há necessidade de termos como heteroagressividade.

    Temos que lembrar sempre da forma que os profissionais de saúde tratavam os pacientes nos hospitais como via de regra: um tratamento super-agressivo.

    Então a própria psiquiatria devia ter vergonha de seguir empregando termos que coloquem o paciente como agressivo. Já que quem, historicamente, é mais agressivo não é o paciente, e sim a psiquiatria.

    Mas prossiga com sua idéia de seguir a profissão de psiquiatra. Talvez você consiga melhorar a imagem da psiquiatria. Boa sorte, M D.

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  3. Parkinsonismo é diferente de Mal de Parkinson.

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