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1.11.14

Porque sou contra o bolsa família

É necessário VALORIZAR as iniciativas do povo. Na maioria das vezes, o povo nem precisa aprender a pescar, e nem precisa de assistencialismo, pois o povo se vira. O povo vende latinhas para comprar o pão, o povo vende balas quando não consegue um emprego formal...

O povo não precisa de bolsa família, o povo precisa que os governantes INCENTIVEM e RESPEITEM suas iniciativas. Em vez de dar bolsa família, deixe o camelô trabalhar em paz. Em vez de perseguir camelôs, melhorem suas condições de trabalho.

O trabalho de catar latinhas e papelão NÃO É moleza. Reciclagem é muito importante para o meio ambiente, portanto cadastrem essas pessoas, deem um salário mínimo, pois merecem. Por isso digo que não precisamos de bolsa família.

Por isso sou contra o bolsa família.

31.10.14

Soluções para o desemprego

A RECICLAGEM pode ser uma boa forma de gerar empregos DIGNOS. A maioria dos catadores SEQUER são cooperativados, principalmente porque muitos deles são pessoas sem lar, que sequer têm documentos, o que dificultaria até para entrar numa cooperativa.

Mas dignidade MESMO é a pessoa ganhar NO MÍNIMO um SALÁRIO MÍNIMO. Não seria possível para um catador que TRABALHA O MÁXIMO DE TEMPO POSSÍVEL para sobreviver com cerca de 70 centavos por dia parar seu trabalho para passar por toda a DEMORADA burocracia para tirar documentos.

Solução:
O governo poderia criar um PROGRAMA que pagasse um salário mínimo para os catadores, com o principal objetivo de lhes dar dignidade. Os catadores poderiam ser incluídos nesse programa SEM PRECISAR de mostrar documentos, apenas tirando uma foto e dando o nome, de forma que pudessem ser beneficiados IMEDIATAMENTE. Depois o pessoal do programa de inclusão ajudaria esses catadores a tirar todos os documentos.

Um programa de inclusão pela reciclagem geraria DIGNIDADE e CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL.

CONTINUA!!!

25.10.14

Profissão: catador

Soluções solidárias como as que foram mostradas na postagem Soluções para a fome: "café pendente" e "pão na espera", são boas, mas as pessoas necessitadas gostam de dignidade e PRECISAM de dignidade. Receber café e pão não dá dignidade. TRABALHO traz dignidade. Um trabalho que traz dignidade deve remunerar ao menos com um salário mínimo.

Marcone da Silva é casado e tem filhos, e vive no Pernambuco, nordeste brasileiro. Ele é catador de latinhas, e precisa conseguir 72 latinhas para ganhar R$2. E, às vezes, ele precisa passar três dias na rua para conseguir a soma de R$2. Logo, ele ganha cerca de 66 centavos por dia! Ou seja, ele ganha menos de R$30 por mês; e ele fala 5 idiomas!

[TV JORNAL] Catador de latas é poliglota e ensina o filho a falar outros idiomas




Marcone da Silva obviamente procurou MUITO por emprego. Outros catadores também procuram emprego, mas não conseguem.

Veja o relato de outro catador, deixado no Facebook:

“Meu nome é Ubiratam, eu tenho 48 anos. Sou de Minas Gerais. Vim pra cá há 5 anos com mais cinco amigos pra tentar trabalhar, mas é difícil. Hoje, cato latinha - tento fazer alguma coisa pra ganhar dinheiro. Não consigo emprego porque não tenho documento."

Fonte:
RIO invisível (Ubiratam)

Muitas vezes as pessoas não conseguem emprego pela falta de documentos. Da mesma forma, às vezes fica difícil para algumas pessoas entrarem numa faculdade pública por da falta de alguns documentos e por causa da grande burocracia. A pessoa tem que escolher entre usar seu tempo para conseguir dinheiro para matar a fome, ou ficar na fila da burocracia com fome.

Fim do desemprego e da desigualdade de oportunidades = Fim da burocracia.

Continua

24.10.14

Soluções para a fome: "café pendente" e "pão na espera"

Uma solução para aliviar a fome foi iniciada na Itália. Há cerca de um século e meio, havia em Nápoles algo chamado "caffè sospeso", que pode ser traduzido como "café pendente", "café na espera", ou "café suspenso". Quando uma pessoa comprava um café num bar, a pessoa às vezes pagava um café extra para ser oferecido para alguém sem condições financeiras.

Com a melhoria da economia italiana, o "caffè sospeso" caiu no esquecimento. Porém, com a crise europeia, em 2008 o costume solidário voltou.

E pouco depois surgiu o "pane in attesa" que em português pode ser traduzido como "pão na espera", nos mesmos moldes do "café pendente", ou seja, um pão pago por alguém para ficar "na espera" da chegada de algum necessitado.

Veja o link para a notícia em italiano: Dopo il "Caffè sospeso" arriva il "Pane in attesa"

E' un'iniziativa di solidarietà ce prevede di offrire del denaro per acquistare pane da donare ai bisognosi


(Tradução: Depois do "café pendente" surge o "pão na espera"

É uma iniciativa de solidariedade que visa oferecer dinheiro para adquirir pão para doar aos necessitados
)


Essa prática solidária contagiou várias partes do mundo.

Na França, por exemplo, o "caffè sospeso" se chama « café suspendu » ou “café en attente”

Veja link em francês, com mais informações: De Naples à Paris, la généreuse coutume du « café en attente »

(Tradução:De Nápoles a Paris, o generoso costume do "café na espera" )

Já o "Pane in attesa" em francês é "baguette en attente" ou "pain en attente" ("pão na espera").

Links em francês com mais informações:
La baguette en attente

Baguettes en attente

Une baguette en attente

Em espanhol, o "caffè sospeso" é conhecido como "Café Pendiente".

Links:
Café Pendiente México

Café Pendiente Chile

Em inglês é "suspended coffee".

Links:
The Suspended Coffees | Participating Cafes – Americas

The Suspended Coffees | Participating Cafes – Australia

Sospeso Project