23.9.14

A estrada (A verdadeira vida de Ezequiel)

Prólogo:
Quando eu tinha cerca de 11 anos de idade, eu planejava lançar uma revista em quadrinhos quando adulto. Eu planejava publicar uma revista por mês, por isso calculei quantos números de revistas eu publicaria até o dia de minha morte. Eu estimei o dia de minha morte baseado na idade em que meu pai morreu. como meu pai tinha morrido aos 60 anos, eu calculei quantas revistas eu publicaria até o ano 2037, o ano que, segundo meus cálculos na época, seria o ano de minha morte. Eu não planejava ganhar dinheiro com a revista, apenas publicaria pelo prazer de publicá-la.

Porém, ainda antes de entrar na idade adulta, eu arquivei o projeto, mudando meus planos, pois segundo meus cálculos, eu ia ter que estudar MUITO desenho para expressar em imagem toda a minha imaginação, pois para desenhar o que eu imagino eu teria que ser MUITO melhor que grandes desenhistas de quadrinhos como Walt Disney, Carl Barks, John Byrne, Jim Lee, John Romita e Sal Buscema... aí eu percebi que eu não desejava ser quadrinista ao ponto de trabalhar tanto assim por isso. Eu já tinha noção de quanto esses desenhistas tinham trabalhado para chegar a ser os grandes desenhistas que se tornaram. (Coloquei links [em azul] apenas daqueles desenhistas que talvez não sejam muito conhecidos pelo público geral. Os links são para páginas em inglês, pois não há informações suficientes sobre eles em português.) Eu percebi que a coisa na qual eu queria me especializar já precisava de muito estudo também, tanto estudo que eu não poderia mais devotar tanto tempo ao estudo do desenho sem prejudicar minha prioridade.

Abaixo, quadrinhos que eu fiz em janeiro de 2000, em italiano.


Clique aqui para ver os quadrinhos em outra janela, onde poderá clicar e ver em tamanho bem maior.

A introdução é em inglês, e todo resto da história é em italiano e com uma tradução ao português. Em 1999 eu já tinha escrito algumas histórias em inglês, como "LIFE AFTER WEDDING" e "THE JOB". Eu publiquei THE JOB aqui no blog, mas não vou publicar "LIFE AFTER WEDDING" por causa de alguns poucos erros de inglês; poucos, mas totalmente ABSURDOS, INACEITÁVEIS.

A história "CORRENDO DIETRO ALLE RAGAZZE" é um pouco obscena, por isso não a colocarei aqui por completo.


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Eu estou compartilhando os quadrinhos que eu fiz, em idiomas estrangeiros há mais de 14 anos atrás, apenas para COMBATER PRECONCEITOS. Eu fui diagnosticado com transtorno mental em 1999, e todos sabemos o que uma pessoa com tal diagnóstico está sujeita. E muito mais quando essa pessoa teve um surto SANGRENTO como o meu. Uma vez eu estava lendo em francês e uma moça no CAPS veio falar comigo e me explicar que eu não poderia falar francês, pois era preciso estudar. Enfim, ela tinha PRATICAMENTE certeza que eu estava delirando, achando que eu podia ler francês. Inclusive, eu sofri muito preconceito de pessoas da família, que achavam que meus estudos eram desorganizados; sabe como as pessoas estigmatizam pacientes psiquiátricos:
Achavam que eu estudava de maneira desorganizada, estudando tudo de uma vez, pois é comum acharem que pacientes psiquiátricos são desorganizados. Um preconceito GRAVÍSSIMO.

Como eu disse anteriormente, estudar italiano foi muito complicado, pois eu não encontrei nenhum curso de italiano na televisão aberta.

Eu sempre me organizei ao máximo para aprender bem tudo que queria aprender. Eu organizava os horários de estudo e buscava segui-los. Abaixo, por exemplo, eu deixo minha rotina de treinos e estudos de artes marciais, de quando eu tinha 17.


Clique aqui para ver minha agenda de horários em outra janela, onde poderá clicar e ver em tamanho bem maior.

Eu trabalhava de segunda a domingo e tinha uma folga domingo sim, domingo não. Abaixo são os treinos de meu domingo de folga, pois no domingo em que eu trabalhava não dava para seguir todo o roteiro.

Para aprender italiano eu percebi que eu teria que me devotar BEM MAIS que eu tinha me devotado para aprender inglês e francês, pois eu não tinha cursos de italiano para ver na televisão como tive de inglês e francês, nem dispunha de vários livros para o italiano, como dispunha de vários livros para o inglês. Eu passei a estudar italiano TODO O TEMPO, construindo frases na cabeça sempre; e naturalmente eu falava sozinho em italiano sempre que possível. Quando eu estava longe de casa, falava sozinho quando ninguém estava olhando, quando havia pouca gente no transporte público, por exemplo.

Mesmo quando estava no trabalho fazendo entregas, eu estudava frases italianas que tinha copiado da Biblioteca Nacional enquanto esperava os fregueses buscarem o dinheiro para pagar a entrega. Em todas as conversas que eu tinha com as pessoas em português, eu mentalmente convertia ao italiano. Na falta de um curso para aprender italiano, passei a ouvir cada vez mais música na língua, ao passo que passei a evitar mesmo ouvir músicas em outras línguas, e quando ouvia buscava vertê-las ao italiano, mentalmente ou por escrito mesmo. Meus estudos de italiano felizmente deram bons frutos, ao ponto que, em 2001, eu já percebia que eu precisava estudar mais a escrita do francês, que eu conseguia falar melhor que o inglês, mas não conseguia escrever como escrevia italiano. Assim, em 2001, quando eu estava internado, pedi a um familiar para trazer um livro de ensino de francês para que eu pudesse estudar lá no manicômio...

Eu estudava artes marciais cerca de 2 a 4 horas por dia. Quando eu comecei a estudar idiomas, eu passei a fazer o contrário:
Todo meu tempo passou a ser devotado ao aprendizado do idioma. Eu praticamente PAREI DE VER TELEVISÃO, só assistia a uma ou duas horas de algum programa favorito. Eu sempre adorei ouvir samba e pagode, mas quando eu comecei a me dedicar ao estudo dos sons de línguas estrangeiras, passei vários ANOS sem ligar o rádio em música em português, focando apenas nos programas especiais de cantores estrangeiros. Todos meus CD's eram em línguas estrangeiras.

Há 22 anos atrás eu iniciei um estudo SISTEMÁTICO de CÓDIGOS E LINGUAGENS, assim eu estudei um pouco até de CÓDIGO MORSE e um pouquinho de LIBRAS, um pouquinho de ASL; ademais, as línguas que eu estudei foram as seguintes:
Português, espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, japonês, holandês, latim, catalão, napolitano, grego, romeno, Esperanto, norueguês, dinamarquês, turco, árabe, russo, albanês, tcheco, polonês, húngaro.

As primeiras 9 línguas, eu estudei algumas frases quando ainda era menor de idade. As outras eu acrescentei depois.

Meu objetivo era apenas fazer um estudo de "Linguística comparativa", enfim, comparar as línguas.

TODAS as línguas acima, eu estudei mais do que estudei português no Ensino Fundamental da escola pública. Estou afirmando isso ao comparar os textos de meus antigos cadernos de escola e os textos de meus estudos de línguas.

Hoje em dia, há 12 línguas que eu ESTUDEI mais que estudei português no Ensino Médio Completo da escola pública, em outras palavras, eu copiei textos e estudei gramática dessas línguas mais do que um aluno do Ensino Médio estuda sua própria língua natal, portanto posso ler nessas 12 línguas, mesmo que com dificuldade.

No estudo dessas 12 línguas, eu obviamente mantive, mais ou menos, o MESMO ritmo de estudo que mantive com o italiano. Eu não queria colocar essas informações sobre mim, apenas as coloco para combater preconceitos, como disse anteriormente. Pois eu sei que quando uma pessoa sente preconceito, ela acaba limitando a si mesma, ao ignorar o valor dos esforços de um outro ser, um outro ser que poderia ser ela mesma.


Notas para os mais antigos:
Ensino Fundamental equivale ao Primeiro Grau de antigamente.
Ensino médio equivale ao Segundo Grau de antigamente, ou Colegial.

Há 10 línguas que eu posso ler com certa naturalidade, dessas 10 línguas, apenas 9 estão na lista acima.


Continua em:
Lidando com o preconceito


Tema musical da postagem:
Cidade Negra - A estrada Acústico MTV

Fastball - The Way

Primeiro publicado em 26 de abril de 2014.

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